quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

O quebra-cabeça Eczacibasi



 
A Champions League está recém na fase de grupos, mas já colocou frente a frente os dois principais clubes da Turquia do momento.

E, assim como aconteceu no campeonato turco, o Vakifbank venceu o Eczacibasi, fora de casa, por 3x2.

A partida poderia ter sido resolvida no quarto set, a bem da verdade. O Vakifbank - depois de levar os dois primeiros sets e perder o terceiro - tinha maior controle do jogo naquela parcial. Porém, o time travou numa rede de dois em que a Gödze cruzava com Thaisa e Boskovic na entrada e o Guidetti nada fez para mudar a situação.

Depois, como de costume, o treinador reclamou de uma marcação da arbitragem e levou cartão vermelho, sendo expulso do set. O time se perdeu ali e acabou teve que disputar o tie-break, o qual venceu com certa tranquilidade. 
 
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Só que a impressão que ficou, ao final da partida, é que o Vakifbank jogou a sua média enquanto o Eczacibasi esteve bem abaixo do que pode render. O Vakif, é verdade, teve com um reforço importante. A Sloetjes não ficou sob a sombra da Zhu e foi bem mais contributiva no ataque e no saque. Mas, no geral, o time não foi em nada brilhante.

No Eczacibasi, Kosheleva esteve numa dia muito ruim na recepção e no ataque. A jovem Baladin deu uma melhorada na equipe quando entrou no lugar da russa. As demais jogadoras  tiveram altos e baixos. Thaisa encaixou uma boa sequência de saques, mas, na média, assim como suas colegas, não teve consistência. 
 
O time cometeu muitos erros e não estava tão envolvido na partida quanto o adversário.  Parecia mais peças soltas de um quebra-cabeça que só por alguns momentos se encaixavam.

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É provável que o fato da limitação de estrangeiras no campeonato turco interfira nesta falta de coesão que o Eczacibasi demonstrou no jogo da liga europeia. O Vakifbank tem mantido o mesmo time titular, com a Hill no banco e a Gödze de titular. Sem contar que a levantadora é a Naz, turca. Ou seja, a equipe tem um padrão de jogo – só atrapalhado, por vezes, pelas trocas sem sentido do Guidetti.

No Eczacibasi, a levantadora sérvia Ognjenovic é constantemente poupada no campeonato turco. E o Barbolini precisa fazer rodízio com as centrais e ponteiras. 

Com a formula de competição modificada, a Champions dará mais chances de classificação da fase de grupos para o playoff, que contará com seis equipes. Agora além dos primeiros colocados em cada grupo, os dois melhores segundo colocados se classificam. 
 
Mas o risco existe para o Eczacibasi que pode, com um elenco muito melhor do que do ano passado, parar no meio do caminho novamente.

7 comentários:

George disse...

Acho que, individualmente, o Eczacibasi é muito melhor que o Vakif. Mas como esperar que um time que praticamente não joga junto tenha entrosamento?
A Maja nesse ano praticamente não jogou. É o cérebro do time e é uma das melhores levantadoras do mundo. O maior problema do Ecza é que as peças turcas são muito fracas. A Baladin corresponde as vezes e em outras não.

L. Mesquita disse...

O fato é que esses times turcos já deram o que tinha que dar. Eles investem tanto em estrangeiras e acaba que a própria seleção tirca não sai do marasmo. Pra mim, foi o cúmulo do absurdo a TURQUIA sediar o Pré-olímpico europeu e não ter competência sequer pra vencer as juvenis da Italia, e ser fregueza de carteirinha das Holandesas que seguidamente detonam as turcas por 3x0. Espero que o VOLERO ZURICH da FABIOLA e da MARI-PB vença a CHAMPIONS dessa vez.

Alexssander Nascentes da Silva disse...

Não adianta as equipes turcas contarem com uma legião de estrangeiras nos seus times, se as próprias turcas não tem espaço para jogar e por consequência a seleção nacional se torna fraca. Essa regra de limite de jogadoras estrangeiras por jogo do campeonato turco é um tanto bizarra. Não adianta contratar mais de três estrangeiras se elas não podem atuar juntas o tempo todo. Não faz sentido isso. A federação local está dando um passo atrás nesse sentido.

L. Mesquita disse...

Depois de "SETE" pódiuns olímpicos(1984,1996,2000,2004,2008,2012 e 2016),Bernardinho se afasta das seleções brasileiras.Todo mundo elogiando e parabenizando o Bernardinho e o rancor do Voloch jogando praga... Disse que o argentino MARCELO MENDEZ,técnico do CRUZEIRO,foi injustiçado por ter deixado de aceitar o convite para ser técnico da POLÔNIA para esperar o convite da CBV.Acho que o Voloch pirou né gente?ARGENTINO no comando da seleção?NUNCA!!!MARCELO MENDEZ está muito bem no CRUZEIRO e que fique por lá! Seleção Brasileira não é p/ARGENTINO!!!Bem vindo RENAN!!!Parabéns BERNARDINHO,SETE PODIUNS OLÍMPICOS no currículo,creio que nenhum outro técnico de vôlei no mundo tenha!!!

L. Mesquita disse...

O Novo Técnico da seleção masculina é o GALÃ RENA DAL ZOTTO,MUSO da geração que ganhou a PRATA OLÍMPICA em 1984.Pra que não teve o prazer de ver o RENAN jogar,ele era tipo a Kim Yeon-Koung das décadas de 1980 e 1990,ou seja,RENAN era o jogador polivalente que conseguia levar um time nas costas,assim como a KIM na KOREA,versátil atacava bem de todos os pontos da quadra tanto bolas lentas quanto de velocidade e ainda puxava bolas pelo meio-de-rede,exímio passador e com saque viagem potentíssimo.
Alguns títulos conquistados pelo RENAN:
Como Jogador:2001:Considerado o Melhor Jogador do Século XX pela FIVB;1993:Campeão da Coppa dei Campioni da ITÁLIA;1992:Campeão Italiano Scudetto,Campeão da Coppa Itália,Campeão da Copa CEV,Campeão da Supercoppa Europea,Campeão Italiano de VÔLEI DE PRAIA;1991:Vice-Campeão da Coppa del Campioni da ITÁLIA;Campeão do Mundial de Clubes;1990:Campeão Italiano Scudetto,Campeão da Coppa Itália,Campeão da Supercoppa Europea,Campeão Mundial de Clubes,Campeão do Grand Slam de Vôlei na Itália;1989:Vice-Campeão Italiano,Campeão da Coppa dele Coppe na Itália,Campeão Supercoppa Europea;1988:4° Lugar nas Olimpíadas de Seul;1987:3° Lugar nos Jogos Pan-Americanos de INDIANÁPOLIS,Eleito Melhor Jogador Sul-Americano;1986:Campeão Sul-Americano;1985:Eleito o Atleta do Ano pelo COB,Eleito o Melhor Atacante do Mundo e Jogador mais Espetacular no Japão,4° Lugar no Mundial da França;1984:Campeão do Mundialito em São Paulo,PRATA nas Olimpíadas de Los Angeles;1983:Campeão Sul-Americano,Campeão no Pan-Americano de Caracas;1982:Vice-Campeão no Mundial em Buenos Aires,Campeão do Mundialito no Rio de Janeiro;1981:Eleito Melhor Defesa e Melhor Passe do Mundo,Campeão Brasileiro;1980:5° Lugar nas Olimpíadas de Moscou;1979:PRATA no Pan-americano de San Juan,Campeão Sul-Americano;1978:Campeão Sul-Americano Juvenil;1977:3° Lugar no Campeonato Mundial Juvenil,Campeão Sul-Americano Adulto no Peru;1976:Melhor jogador Juvenil do Brasil,Campeão Sul-Americano na Bolívia;1975:Campeão Gaúcho
COMO TÉCNICO:2007:Campeão Supercoppa Italiana;2006:Campeão Superliga Masculina;2005:Campeão dos Jogos Abertos de Santa Catarina,Campeão Supercopa Mercosul,Campeão da Liga Nacional,Campeão Catarinense;1998:Campeão Carioca,Campeão Mineiro;1997:Campeão da Copa Sul,Campeão Catarinense,Campeão Jogos Abertos de Santa Catarina,Vice-Campeão da Superliga Nacional;1996:Campeão Sul-Americano de Clubes;1994:3° Lugar no Campeonato Paulista,3° Lugar na Superliga Nacional;1993:Vice-Campeão da Superliga Nacional,Vice-Campeão Paulista.

Joffre Neves disse...

Não acho o material humano turco tão ruim assim,de fato a qualidade técnica delas são inferiores até as holandesas mas enfim não é tanto abismo assim como se pensa se as mesmas joguem bem mais ao que jogam nos times.Acho muita estrangeiras e pouca evolução mesmo,pra as mesmas isso é ótimo porque fazem uma vida boa em um país muito rico e só saem ganhando no final,talvez se mudassem pra duas estrangeiras por jogo a situação melhorasse...Ou formar times apenas com turcas em crescimento como um club italia por exemplo.Ecza pegou emcontratar muitas estrangeiras e não rodar bem porque pelo menos o fener e o vakif rodam mais o time e o entrosamento é melhor.

Mantronix Inc disse...

Praia 3 x 0 Bauru

Não consigo nem comentar.

É mandar Kiwek de volta pra Rep.Dominicana e de quebra por favor leve a Deyse.