O quebra-cabeça Eczacibasi



 
A Champions League está recém na fase de grupos, mas já colocou frente a frente os dois principais clubes da Turquia do momento.

E, assim como aconteceu no campeonato turco, o Vakifbank venceu o Eczacibasi, fora de casa, por 3x2.

A partida poderia ter sido resolvida no quarto set, a bem da verdade. O Vakifbank - depois de levar os dois primeiros sets e perder o terceiro - tinha maior controle do jogo naquela parcial. Porém, o time travou numa rede de dois em que a Gödze cruzava com Thaisa e Boskovic na entrada e o Guidetti nada fez para mudar a situação.

Depois, como de costume, o treinador reclamou de uma marcação da arbitragem e levou cartão vermelho, sendo expulso do set. O time se perdeu ali e acabou teve que disputar o tie-break, o qual venceu com certa tranquilidade. 
 
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Só que a impressão que ficou, ao final da partida, é que o Vakifbank jogou a sua média enquanto o Eczacibasi esteve bem abaixo do que pode render. O Vakif, é verdade, teve com um reforço importante. A Sloetjes não ficou sob a sombra da Zhu e foi bem mais contributiva no ataque e no saque. Mas, no geral, o time não foi em nada brilhante.

No Eczacibasi, Kosheleva esteve numa dia muito ruim na recepção e no ataque. A jovem Baladin deu uma melhorada na equipe quando entrou no lugar da russa. As demais jogadoras  tiveram altos e baixos. Thaisa encaixou uma boa sequência de saques, mas, na média, assim como suas colegas, não teve consistência. 
 
O time cometeu muitos erros e não estava tão envolvido na partida quanto o adversário.  Parecia mais peças soltas de um quebra-cabeça que só por alguns momentos se encaixavam.

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É provável que o fato da limitação de estrangeiras no campeonato turco interfira nesta falta de coesão que o Eczacibasi demonstrou no jogo da liga europeia. O Vakifbank tem mantido o mesmo time titular, com a Hill no banco e a Gödze de titular. Sem contar que a levantadora é a Naz, turca. Ou seja, a equipe tem um padrão de jogo – só atrapalhado, por vezes, pelas trocas sem sentido do Guidetti.

No Eczacibasi, a levantadora sérvia Ognjenovic é constantemente poupada no campeonato turco. E o Barbolini precisa fazer rodízio com as centrais e ponteiras. 

Com a formula de competição modificada, a Champions dará mais chances de classificação da fase de grupos para o playoff, que contará com seis equipes. Agora além dos primeiros colocados em cada grupo, os dois melhores segundo colocados se classificam. 
 
Mas o risco existe para o Eczacibasi que pode, com um elenco muito melhor do que do ano passado, parar no meio do caminho novamente.

Comentários

George disse…
Acho que, individualmente, o Eczacibasi é muito melhor que o Vakif. Mas como esperar que um time que praticamente não joga junto tenha entrosamento?
A Maja nesse ano praticamente não jogou. É o cérebro do time e é uma das melhores levantadoras do mundo. O maior problema do Ecza é que as peças turcas são muito fracas. A Baladin corresponde as vezes e em outras não.
L. Mesquita disse…
O fato é que esses times turcos já deram o que tinha que dar. Eles investem tanto em estrangeiras e acaba que a própria seleção tirca não sai do marasmo. Pra mim, foi o cúmulo do absurdo a TURQUIA sediar o Pré-olímpico europeu e não ter competência sequer pra vencer as juvenis da Italia, e ser fregueza de carteirinha das Holandesas que seguidamente detonam as turcas por 3x0. Espero que o VOLERO ZURICH da FABIOLA e da MARI-PB vença a CHAMPIONS dessa vez.
Não adianta as equipes turcas contarem com uma legião de estrangeiras nos seus times, se as próprias turcas não tem espaço para jogar e por consequência a seleção nacional se torna fraca. Essa regra de limite de jogadoras estrangeiras por jogo do campeonato turco é um tanto bizarra. Não adianta contratar mais de três estrangeiras se elas não podem atuar juntas o tempo todo. Não faz sentido isso. A federação local está dando um passo atrás nesse sentido.
L. Mesquita disse…
Depois de "SETE" pódiuns olímpicos(1984,1996,2000,2004,2008,2012 e 2016),Bernardinho se afasta das seleções brasileiras.Todo mundo elogiando e parabenizando o Bernardinho e o rancor do Voloch jogando praga... Disse que o argentino MARCELO MENDEZ,técnico do CRUZEIRO,foi injustiçado por ter deixado de aceitar o convite para ser técnico da POLÔNIA para esperar o convite da CBV.Acho que o Voloch pirou né gente?ARGENTINO no comando da seleção?NUNCA!!!MARCELO MENDEZ está muito bem no CRUZEIRO e que fique por lá! Seleção Brasileira não é p/ARGENTINO!!!Bem vindo RENAN!!!Parabéns BERNARDINHO,SETE PODIUNS OLÍMPICOS no currículo,creio que nenhum outro técnico de vôlei no mundo tenha!!!
L. Mesquita disse…
O Novo Técnico da seleção masculina é o GALÃ RENA DAL ZOTTO,MUSO da geração que ganhou a PRATA OLÍMPICA em 1984.Pra que não teve o prazer de ver o RENAN jogar,ele era tipo a Kim Yeon-Koung das décadas de 1980 e 1990,ou seja,RENAN era o jogador polivalente que conseguia levar um time nas costas,assim como a KIM na KOREA,versátil atacava bem de todos os pontos da quadra tanto bolas lentas quanto de velocidade e ainda puxava bolas pelo meio-de-rede,exímio passador e com saque viagem potentíssimo.
Alguns títulos conquistados pelo RENAN:
Como Jogador:2001:Considerado o Melhor Jogador do Século XX pela FIVB;1993:Campeão da Coppa dei Campioni da ITÁLIA;1992:Campeão Italiano Scudetto,Campeão da Coppa Itália,Campeão da Copa CEV,Campeão da Supercoppa Europea,Campeão Italiano de VÔLEI DE PRAIA;1991:Vice-Campeão da Coppa del Campioni da ITÁLIA;Campeão do Mundial de Clubes;1990:Campeão Italiano Scudetto,Campeão da Coppa Itália,Campeão da Supercoppa Europea,Campeão Mundial de Clubes,Campeão do Grand Slam de Vôlei na Itália;1989:Vice-Campeão Italiano,Campeão da Coppa dele Coppe na Itália,Campeão Supercoppa Europea;1988:4° Lugar nas Olimpíadas de Seul;1987:3° Lugar nos Jogos Pan-Americanos de INDIANÁPOLIS,Eleito Melhor Jogador Sul-Americano;1986:Campeão Sul-Americano;1985:Eleito o Atleta do Ano pelo COB,Eleito o Melhor Atacante do Mundo e Jogador mais Espetacular no Japão,4° Lugar no Mundial da França;1984:Campeão do Mundialito em São Paulo,PRATA nas Olimpíadas de Los Angeles;1983:Campeão Sul-Americano,Campeão no Pan-Americano de Caracas;1982:Vice-Campeão no Mundial em Buenos Aires,Campeão do Mundialito no Rio de Janeiro;1981:Eleito Melhor Defesa e Melhor Passe do Mundo,Campeão Brasileiro;1980:5° Lugar nas Olimpíadas de Moscou;1979:PRATA no Pan-americano de San Juan,Campeão Sul-Americano;1978:Campeão Sul-Americano Juvenil;1977:3° Lugar no Campeonato Mundial Juvenil,Campeão Sul-Americano Adulto no Peru;1976:Melhor jogador Juvenil do Brasil,Campeão Sul-Americano na Bolívia;1975:Campeão Gaúcho
COMO TÉCNICO:2007:Campeão Supercoppa Italiana;2006:Campeão Superliga Masculina;2005:Campeão dos Jogos Abertos de Santa Catarina,Campeão Supercopa Mercosul,Campeão da Liga Nacional,Campeão Catarinense;1998:Campeão Carioca,Campeão Mineiro;1997:Campeão da Copa Sul,Campeão Catarinense,Campeão Jogos Abertos de Santa Catarina,Vice-Campeão da Superliga Nacional;1996:Campeão Sul-Americano de Clubes;1994:3° Lugar no Campeonato Paulista,3° Lugar na Superliga Nacional;1993:Vice-Campeão da Superliga Nacional,Vice-Campeão Paulista.
Joffre Neves disse…
Não acho o material humano turco tão ruim assim,de fato a qualidade técnica delas são inferiores até as holandesas mas enfim não é tanto abismo assim como se pensa se as mesmas joguem bem mais ao que jogam nos times.Acho muita estrangeiras e pouca evolução mesmo,pra as mesmas isso é ótimo porque fazem uma vida boa em um país muito rico e só saem ganhando no final,talvez se mudassem pra duas estrangeiras por jogo a situação melhorasse...Ou formar times apenas com turcas em crescimento como um club italia por exemplo.Ecza pegou emcontratar muitas estrangeiras e não rodar bem porque pelo menos o fener e o vakif rodam mais o time e o entrosamento é melhor.
Mantronix Inc disse…
Praia 3 x 0 Bauru

Não consigo nem comentar.

É mandar Kiwek de volta pra Rep.Dominicana e de quebra por favor leve a Deyse.