quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

A laranja vai azedar?



Enquanto esperamos a SL voltar, gostaria de comentar com vocês a contratação do treinador Giovanni Guidetti pela Turquia para comandar a seleção feminina neste novo ciclo olímpico.  

Guidetti pediu demissão do cargo de comandante da seleção holandesa há duas semanas, alegando o desejo de passar mais tempo com a família. Desde então, notícias davam como certa a sua ida para a Turquia, o que foi confirmado oficialmente pela Federação Turca nesta terça (03). Como ele é casado com a jogadora turca Bahar Toksoy e tem uma filha, o convite da federação encaixou bem para Guidetti poder equilibrar o lado pessoal e profissional.

O treinador terá pela frente um desafio bastante diferente daquele que enfrentaria se continuasse na Holanda. Vai pegar uma equipe que, depois de não ter conseguido a classificação para Rio 2016, já adiantou o seu processo de renovação durante o ano passado. Nomes mais experientes como a Godze e a Neriman Özsoy devem querer voltar e se juntar aos talentos mais recentes da oposto Uslupehlivan e da Baladin.

Além de conhecer bem a Turquia - afinal é treinador do Vakifbank há oito temporadas -, Guidetti sabe bem encaminhar uma seleção para a ascensão. Fez isso com a Alemanha, depois com a Holanda. Acho que o elenco turco que terá em mãos é superior ao alemão e um pouco inferior ao holandês, principalmente por não ter – ainda – uma jogadora fora de série como foi a Sloetjes para a Holanda nesse último ciclo.

Para a Holanda é uma perda bastante significativa. É um trabalho deixado no meio de uma trajetória que tinha tudo para continuar sendo exitosa. Com Guidetti, que assumiu o cargo em 2014, a Holanda conseguiu a classificação para a Olimpíada depois de 16 anos, a medalha de bronze no GP 2016 e o quarto lugar nos Jogos.

A depender de quem assumirá o comando, a Holanda pode não ter todo o seu potencial confirmado para este próximo ciclo, o que seria uma pena. Junto com a Sérvia, a seleção holandesa se aproximou das velhas forças e renovou o cenário do vôlei feminino nestes dois últimos anos. Tomara que tenha competência e fôlego para se firmar de vez como um grande competidor internacional. O elenco é um pouco escasso, mas, como o Guidetti comprovou, pode ser bastante competitivo se bem azeitado.

8 comentários:

L. Mesquita disse...

Massimo Barbolini é o novo técnico da Holanda...

L. Mesquita disse...

Todo mundo RENOVANDO,trocando comissões técnicas e o Brasil insistindo no supersticioso e inerte Ze!!!!

Joao Ismar disse...

Sempre tive um pé atrás com o Guidetti desde a final do europeu que ele perdeu para a Sérvia, salvo engano em 2011. A Alemanha apresentava um jogo consistente e encaminhava a vitória na partida quando ele decidiu (sem motivo aparente) trocar a levantora. Lá se foi a vantagem da Alemanha e veio a virada Sérvia. Uma partida ruim não apaga a carreira vitoriosa do treinador, mas por um instante achei que era o Luizomar com as substituições aleatórias e sem sentido que ele faz. De toda forma, a Turquia merece uma seleçao com condições de brigar por títulos, dá gosto de ver tanto investimento no vôlei, torço para que ele consiga montar um time que faça mais que completar tabela.

L. Mesquita disse...

A Turquia não têm material humano como SERVIA e HOLANDA,por exemplo, Guidetti vai ter q tirar LEITE DE PEDRA OU FAZER MLAGRES pra fazer a TURQUIA ganhar algum título. Os clubes turcos NUNCA seriam CAMPEÕES MUNDIAIS sem a LEGIÃO ESTRANGEIRA de estrelas internacionais que lhes dão os títulos. Se Guidetti ganhar alguma coisa com esse time da Turquia, mereceria ser CANONIZADO pelo PAPA!

L. Mesquita disse...

Pra vocês verem, mesmo cheios de estrelas gigantes,os CLUBES TURCOS tiveram que suar muito para vencer o REXONA em 2016, com partidas longas que só foram decididas no QUINTO SET. E mesmo o REXONA sendo o CAMPEÃO DA SUPERLIGA E DA COPA BRASIL-2016,a FIVB acaba de convidar o NESTLE/Osasco para o Mundial 2017. Acho que o Ary Graça deveria deixar as PICUINHAS e a MA VONTADE que ele tem com o Bernardinho e ser ÉTICO E JUSTO,pois entre REXONA e NESTLE,a justiça seria o convite ser dado ao time que,por merecimento,conquistou os títulos dentro de quadra em 2016. Não aprovo os métodos do Ary Graça. Talvez o fato de a sede da NESTLE e da FIVB serem ambas na Suíça, tenha influenciado em alguma coi$a, $e e q vc$ me entendem... Afinal de contas a exposição da MARCA NESTLE num CAMPEONATO MUNDIAL é uma estratégia de MARKETING e tanto,não é mesmo? E deve render algun$ trocado$ para certa$ pe$$oa$...

Laura disse...

João, tb não gosto desta coisa do Guidetti ficar toda hora trocando jogadoras. Mas é inegável o bom trabalho que ele faz para transformar seleções medianas em competitivas. Tomara mesmo que ele consiga fazer o mesmo com a Turquia.

L.Mesquita, mesmo se for confirmado o nome do Barbolini como treinador, acho que a Holanda sai perdendo na troca.

George disse...

Olha, não gosto muito do Guidetti, mas é inegável que ele tem talento. Não a toa o Vakifbank tem tanto êxito. Por exemplo, o Craprara e o Barbolini, com elencos ótimos que tiveram/tem nas mãos no Eczacibasi, cometem uma série de atrapalhos e não conseguem fazer o time andar como esperado.
Acho que a Turquia não tem material humano pra equivaler a campanha da Holanda na Rio 2016 na Toquio 2020. Se comparar com a antiga formação, na saída a Uslupehlivan deixa a desejar apesar da altura. Baladin precisa comer muita farofa pra chegar perto da Sonsirma. As líberos (todas) são muito abaixo das principais do mundo (Brait, Fabi, Castillo, De Gennari...). A Naz, em um comparativo é ok, mas não é das melhores do mundo. As centrais nem comento, acho elas bem fracas.

L. Mesquita disse...

Laura concordo que é uma perda pra Holanda a saída do Guidetti,afinal ele transformou um grupo de jogadoras muito ALTAS E FORTES em um VERDADEIRO TIME! Mas na TURQUIA ele não terá peças tão boas quanto tinha na HOLANDA pra fazer um time que frequente os PODIUNS INTERNACIONAIS.