Era uma vez uma rivalidade

Sesi-SP 0x3 Vôlei Nestlé/Osasco

Uma das poucas boas novidades dos últimos 5, 6 anos da Superliga foi o surgimento da equipe do Sesi. Ainda que nem sempre tenha cumprido a expectativa gerada, o Sesi foi o primeiro time, em anos, a quebrar a dobradinha Osasco e Rexona na final do campeonato. Melhor ainda, criou, em poucos anos, uma rivalidade especial com o Osasco, dividindo com ele o protagonismo no estado de São Paulo. 

No contexto do vôlei, em que as equipes duram tão pouco tempo, pode-se dizer até que Sesi vs Osasco virou um clássico, que teve seu ápice na temporada 13/14, exatamente quando o time da capital eliminou o rival na semifinal da SL.

Os maus resultados da temporada passada do Sesi – que conseguiu ser pior do que o Osasco, também em uma temporada para esquecer – enfraqueceram esta rivalidade. Mas ela esvaziou-se de vez neste ano com a decisão da direção do clube em “desinvestir” no time e optando por um elenco de iniciantes. Um processo, aliás, muito semelhante ao que aconteceu com o Minas anos atrás e que, também, acabou por deixar o confronto com o Osasco, um clássico do final dos anos 90 e início dos 2000, debilitado. 


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E foi nesta nova realidade que o Sesi recebeu o Osasco pela terceira rodada da SL 16/17. Uma partida que evidenciou o abismo que separa, no momento, as duas equipes. Com exceção do segundo set, em que cometeu uma série de erros, o Osasco sobrou em quadra.

Do outro lado, o Sesi - além de ter parecido um time colegial no primeiro set - cometeu erros básicos na recepção e teve dificuldade em fazer o jogo rolar por muito tempo sem cometer alguma falha. Reflexos claros da juventude que traz em quadra. Somente a Lorenne mostrou algum brilho individual neste duelo. 


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Acho importante que hajam times na Superliga que deem espaço para às jovens atletas aparecerem e assumirem uma responsabilidade. O São Caetano faz isso há anos com muita competência. Mas mesmo lá há um equilíbrio no elenco, uma mescla entre jovens e experientes, que torna o time razoavelmente competitivo. Isso não se vê no Sesi.

Com a falta de um conjunto mais estável, que consiga fazer o jogo fluir, fica difícil avaliar o real potencial individual das jogadoras. E acho que, ao contrário do acontece no Sanca, Pinheiros, Rio do Sul, a experiência de ser titular para as jogadoras de maior destaque, como a Lorenne, acaba por acrescentar muito pouco ao seu desenvolvimento.

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Demais resultados da 3ª rodada:

Rio do Sul/Equibrasil 3x0 Terracap/BRB/Brasília

Genter Vôlei Bauru 1x3 Rexona-Sesc

São Cristóvão Saúde/São Caetano 0x3 Dentil/Praia Clube

Renata Valinhos 0x3 Fluminense 




Pinheiros 3x0 Camponesa/Minas


 
- Numa ironia do destino, Kasiely, que não ajudava no passe nem no ataque na temporada passada no Brasília, sambou na cara do seu ex-clube na quarta-feira sendo a maior pontuadora do confronto.

O Brasília não viu a cor da bola. O Rio do Sul com uma estratégia de saque inteligente e aplicada com disciplina pelas jogadoras durante toda a partida quebrou a recepção e a armação das jogadas do time candango.

O jogo do Brasília ficou lento e de bolas altas, e até mesmo a Paula - única atacante que se salvou na partida - teve imensas dificuldades de colocar a bola limpa no chão. A defesa do Rio do Sul chegava em todas. Para um time que tem pouco arsenal ofensivo, isso foi fatal.

Carol Leite, que tanto critiquei na temporada passada no Sesi, também fez uma partida para se redimir. Além de ter feito uma distribuição equilibrada, imprimiu velocidade nos contra-ataques e quando a recepção não vinha perfeita. Parte do brilho da Kasi se deve à levantadora.

Comentários

George disse…
Jogo contra o Brasilia foi um dos melhores dessa SL taticamente. O time do Rio do Sul sacou curto 85% do jogo. Quando as sacadoras começavam a passar melhor, elas alongavam o saque com muita força, gerando muitos pontos de saque.
Quanto ao Sesi, acho que poderia ter mais 1 ou 2 jogadoras da idade (e experiencia) da Isabela pra completar o time. As ponteiras deixam muito a desejar. A Giovana fez uma temporada bem melhor no ano passado. A única que se salva totalmente é a Lorenne.
Gustavo disse…
Está morto o menino SESI, fortíssimo candidato ao rebaixamento. É o Club Itália do Brasil.

Nenhum time da Superliga é tão dependente de uma jogadora como o SESI é da Lorenne, antes da partida contra Osasco ela tinha marcado 40% dos pontos da equipe, contra Brasília e Osasco ela foi a única que passou de 10 pontos e os adversários sabem disso, sábado ela sofreu uma marcação pesada e acabou por ser várias vezes bloqueada, a única coisa positiva que eu considero de jogar em uma equipe tão ruim é que ao menos ela já consegue assumir o protagonismo que possa ter no futuro, o problema é que no caso dela, é que basicamente tem que fazer tudo sozinha, à exceção dela e da Giovana, o SESI é de fato um time colegial. Já que mencionaram o Sanca, também estão 0-3, mas ter jogadoras experientes vai ser fundamental para tirar a carga das mais novas e devem continuar o projeto deles na Série A.

Osasco por outro lado é um time 4-0 enganoso, adversários melhores vão se aproveitar dessa inconsistência, próximos dois jogos fora contra Brasília e Flu sobem o nível de fácil pra médio, pra mim seguem como terceira força. Já o Rio do Sul vai de novo ao menos chegar nos playoffs pela força como mandante, podem até não ganhar 13 jogos como no ano passado, mas 10-11 é possível.

OT: sábado não foi um bom dia pro SESI já que o time masculino levou uma virada do Minas após começar ganhando de 2x0.
L. Mesquita disse…
Estou gostando de ver o time do Fluminense,que teve a audácia de ganhar o Campeonato Carioca do Rexona do Bernardinho e faz uma boa campanha na Superliga e se encontra na QUARTA posição na classificação. A dupla de ponteiras é muito boa Sassá e Ju Costa, Renatinha e Ariane Tolentino se revezam como opostas, Lara e Letícia Hage as centrais, Ju PErdigão a líbero e Pricila Heldes e Jordane Tolentino se revezam no levantamento.
George disse…
Por enquanto, o Minas é a decepção. Perdeu para o Pinheiros agora também.
Ao que tudo indica, só a Rosa está jogando certinho (ainda não consegui ver nenhuma partida).
O time todo esta esperando a Hooker chegar? A Mara precisa voltar a jogar o que jogava no Sanca.
O Pinheiros tem um time ok, dependendo de uma Barbara inspirada. A Ananda consegue fazer uma boa distribuição. Torço pela evolução da Milka.