Em um mês tudo pode mudar


Fluminense 0x3 Rexona/Sesc

Um pouco mais de um mês depois da final do Carioca, Fluminense e Rexona voltaram a se encontrar, agora pela na Superliga 16/17. 

Vendo a partida de estreia das duas equipes ficou difícil imaginar como o Fluminense conseguiu bater o Rexona naquela final. Um mês se passou e a realidade é outra. O tempo fez a diferença para que o Rexona, desta vez, fizesse valer a sua superioridade.

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Os dois times tiveram problemas na recepção, o que tem sido a tônica da SL já há algumas temporadas. Mas certamente quem enfrentou maiores problemas com este fundamento foi o Fluminense. O Rexona, ainda que entregasse algumas bolas de xeque para o adversário, teve sempre maior controle sobre suas ações de ataque.

E sobrou competência ao time do Bernardinho na organização e aproveitamento dos contra-ataques, exatamente o que o Fluminense, atrapalhado, não conseguiu fazer.

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O Flu sofre com um poder de ataque pouco decisivo pelas pontas. Renatinha não é mais a grande Renatinha de antes, naturalmente. Sassá nunca foi destaque no ataque e não seria agora que carregaria esta responsabilidade. E a Ju Costa continua, com todo respeito, levando toco atrás de toco.

Ainda que a o forte das centrais tricolores não seja o ataque, se a Pri Heldes não conseguir prender o bloqueio adversário com as jogadas com elas, ficará difícil para o ataque fluir. Mas claro, para isso o passe precisa ser mais regular, o que não aconteceu nesta estreia de SL.

A saída para o Flu é compensar com um melhor sistema defensivo. E isso o time fez contra o Rexona com um bom volume de jogo, ainda que pudesse ter sido mais eficiente na relação saque e bloqueio. Só que, como disse antes, não construiu bons contra-ataques e a falta deles acabou por colaborar para a disparidade do placar.

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Sobre o Rexona, é de se destacar a regularidade e concentração durante a partida. Provavelmente o Mundial colocou a equipe em uma rotação mais acima dos adversários neste início de SL. 

Foi bom ver a constância da Roberta e a sua tentativa de acertar a bola com a Jucy. Ela chamou constantemente a central e arriscou até algumas chutadas pelo meio que, inclusive, precisam de melhor entrosamento. Mas é neste momento, sem grande pressão, que a levantadora precisa ganhar segurança, não só com a Jucy, mas com todo o trabalho dela.

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Com o duelo carioca encerrou-se a primeira rodada da Superliga 16/17. Exceto a derrota do Minas e a falta de combatividade do Pinheiros contra o Brasília, aconteceu tudo dentro da normalidade – até mesmo os sets perdidos pelo Praia e pelo Osasco, normais para um início de campeonato.

Apesar de o Bauru ter se reforçado e ter potencial para fazer uma campanha bem melhor da realizada na temporada passada, pode-se dizer que a derrota dá uma abalada na confiança do Minas, ainda mais porque a equipe não jogou bem. O time precisa se recuperar rápido para não se enrolar neste início de SL e não chegar pressionado quando enfrentar os clubes do topo da tabela.


Demais resultados da 1ª rodada da SL 16/17:

Genter/Bauru 3x1 Camponesa/Minas

Renata Valinhos 1x3 Dentil/Praia Clune

Pinheiros 0x3 BRB Brasília

Vôlei Nestlé 3x1 São Cristóvão Saúde/São Caetano

Sesi 3x1 Rio do Sul

Comentários

George disse…
Sobre o Fluminense, que tristeza esse jogo. No fundo de quadra várias bolas caíam e nenhuma jogadora se mexia em direção a bola, pareciam enraizadas na quadra. Os levantamentos da Pri Heldes estavam muito baixos, acho que pela tentativa de acelerar o jogo. A precisão também deixou a desejar. Se as pontas não estavam virando, pq não tentar outra? Não acho as pontas reservas tão abaixo das atuais e elas foram responsáveis pelos resultados conquistados pelo time na temporada passada, tem de deixá-las jogar também.