sábado, 26 de novembro de 2016

Brasília, veneno anti-monotonia



Camponesa/Minas 0x3 Brasília

Se tem um time que gostou de quebrar a monotonia da Superliga 16/17, este time é o Brasília. Depois de bater o Osasco por 3x0, repetiu o placar agora contra o Minas.

Com os resultados, pulou para a terceira colocação. O curioso é que, se não fosse aquela derrota contra o Rio do Sul – quando, por sinal, levou um banho de bola – estaria com a mesma pontuação dos líderes Rexona e Praia.

Esta sequência de resultados, que envolve uma derrota feia para um time menos qualificado e duas vitórias convincentes contra equipes mais fortes, deixa um ponto de interrogação sobre o que esperar do Brasília no campeonato. Virão mais surpresas positivas ou negativas?

De qualquer forma, o Brasília deu sinais nestas duas últimas partidas de que está buscando e – o mais importante - encontrando saídas de ataque alternativas à Paula. Seja com as centrais, principalmente a Vivian, seja com a Amanda (o que é um surpresa), a Macris tem aliviado a pressão para cima da Paula e feito uma distribuição bem mais equilibrada.

Só que todas as opções de ataque citadas acima necessitam de bolas mais aceleradas. Se a Andreia conseguisse aproveitar este bom momento das demais atacantes para também crescer, dando a alternativa de uma bola não tão veloz, o time certamente enfrentaria os próximos desafios com mais recursos. Mas a oposto – ao menos do que pude conferir na partida contra o Rio do Sul – está limitada a fazer a china, o que é muito pouco se lembrarmos a temporada que ela fez no Pinheiros. 
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Rexona 3x0 Sesi-SP

Graças ao SporTV estamos virando PHDs em Sesi na SL. Apesar de lamentar de que havia outras partidas mais interessantes para ver nas últimas rodadas, foi bom acompanhar esta mini trajetória da equipe paulista enfrentando os três principais clubes da competição.

O Sesi evoluiu e apagou de vez aquela imagem ruim que deixou no primeiro confronto contra o Osasco. Sofre ainda com uma certa indefinição pelas pontas, reflexo da fragilidade das jovens no passe, mas conseguiu amenizar isso com a entrada da Paquiardi. Um pouco mais experiente, ela deu uma base mais sólida para o time fazer o seu jogo fluir.

O Sesi tem um bom saque, arma que desestabiliza até mesmo os grandes, caso do Rexona. E isso pode ser melhor aproveitado a seu favor com o crescimento do bloqueio e, principalmente, da defesa. 
O primeiro fundamento já tem mostrado bons resultados com jogadoras como a Linda Jessica e a Lorenne. Já defensivamente, o processo de melhora é naturalmente mais demorado. Até mesmo porque envolve a qualidade de saber se organizar para o contra-ataque, coisa que, para o Sesi, ainda é feito à base de muitas atrapalhações. 
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Fluminense 0x3 Vôlei Nestlé/Osasco

Volta e meia comento aqui sobre a limitação ofensiva do Flu e como isso tem impedido o time de ser mais competitivo. Nesta derrota para o Osasco, porém, o poder ofensivo carioca ganhou um fôlego novo com Natasha e Arianne substituindo Ju Costa e Renatinha. Juntamente com Sassá, elas foram habilidosas para fugir do forte bloqueio do Osasco e encostar as parciais do segundo e terceiro sets.

Defensivamente, do saque à armação do contra-ataque, o Flu trabalha muito bem. Foi o sistema defensivo, em conjunto com as bobeadas do Osasco em erros de saque e ataque, que trouxe o tricolor para a disputa ponto a ponto nos dois últimos sets.

Só que o Flu funciona muito melhor no contra-ataque do que na virada de bola. Primeiro porque tem problemas na recepção. Segundo porque suas ponteiras não têm perfil de definição e sua oposto titular, a Renatinha, já sente o desgaste dos anos que passou sendo “carregadora de piano”.

Por isso, no que tange à questão das atacantes, mesmo que o Flu tenha acumulado mais uma derrota por 3x0, este insucesso contra o Osasco pode ter dado uma luz sobre o que o time pode tentar para dar um upgrade na SL. Depois de jogos ruins contra Brasília e Bauru, quando mal mexeu na escalação, quem sabe não está na hora de rever a composição da equipe? 

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Demais resultados da 6ª rodada

Genter Bauru 3x0 São Cristóvão Saúde/ São Caetano

Dentil Praia Clube 3x0 Rio do Sul

Renata Valinhos 0x3 Pinheiros

3 comentários:

George disse...

O time do Sesi evoluiu bastante. Ainda acho que falta uma ponteira que seja especializada em passe e a outra ponteira (adaptada) poderia ser a Natalia, então o poderio ofensivo não ficaria concentrado na Lorenne. O Rexona é o time da agressividade, mas tem pontos fracos que não são explorados pelas outras equipes, até pq carecem de algumas coisas. Por exemplo, o saque do Sesi, apesar de flutuante e apenas colocado, entrou direito e acusou as dificuldades do passe. Se as paulistanas tivessem uma leitura melhor de bloqueio teriam feito a festa (achei as centrais um pouco lentas no deslocamento).
Jogo do Fluminense e NEstle foi de altos e baixos. O passe da Natasha tava horrível, mas o ataque salvava. Creio ser essa a formação mais confiável. Talvez trocar a Sassá pela Ju Costa. Quanto aos Nestle, a Bjelica funcionou muito bem. E o Luizomar não desapega da Gabi, não entendo esse amor todo. A Malesevic não pode errar 1 passe que sai do jogo.
Não entendo pq os times não usam do mesmo expediente que o Rio do Sul contra o Brasilia. O saque curto matou a recepção e os levantamentos da Macris ficaram lógicos. Minas tá acusando a má fase. Vamos ver se recupera contra o Nestle, senão vai distanciar ainda mais da ponta.

L. Mesquita disse...

O TerracapBrasilia é bem melhor que o Minas, a começar pela excelnte atuacao Levantadora MACRIS que acabou com a limitada da NAIANE. A musa Paula Pequeno, líder nata, comanda o time dentro de quadra como ninguém. Acho que quando ela quiser, poderá se tornar uma frande técnica, pq ela têm uma liderança natural e uma visão tática apurada. O Minas deve,no maximo, brigar pelo quarto lugar com Bauru e Osasco.

Vinicius disse...

George creio que vc está um pouco equívocado com relação ao Fluminense. A Ju Costa da muitos prejuizos na recepção e seria inviável ela e Natasha juntas. A sobrevida do Fluminense se deu por uma mudança pouco comentada, a substituição da líbero titular pela reserva. Sassá deu um show de volume de jogo, rodou as bolas que recebeu, defendeu demais assumindo meia quadra com a líbero e deixando natasha livre p atacar. Ariane deu outro animo pra equipe, trazendo mais leveza e alegria para o time.