Atacando como nunca, oscilando como sempre



Vôlei Nestlé/Osasco 3x1 Pinheiros

O Osasco não seria o Osasco se não tivesse tido um início de partida atribulado como foi contra o Pinheiros nesta sexta-feira. O desencontro da recepção e, como consequência, a pouca eficiência do ataque tiraram o time do Luizomar da disputa do primeiro set.

A partir do segundo set, sem Malesevic e com Gabiru no seu lugar, é que o Osasco começou realmente a entrar em quadra. O problema na recepção continuou, mas foi menos comprometedor, pois a Tandara, principal alvo do saque do Pinheiros, compensou no ataque. Ela e Paula Borgo fizeram uma ótima partida, soltando a mão e resolvendo os pepinos do time.

A mesma competência o Pinheiros não teve. Foi difícil para a equipe colocar a bola no chão. O bloqueio do Osasco apareceu a partir do segundo set e com ele cresceu o volume de jogo. E o elenco do time da capital paulista, já com pouco poder de decisão, não conseguiu resolver os ataques.

É verdade que a recepção do Pinheiros caiu demais em qualidade. Nem mesmo a líbero Ju Paes se salvou dos passes ruins. Ananda, apesar de correr muito para alcançar os passes, também cometeu erros de escolha, como a insistência com a central Lays. 
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Se individualmente poucas jogadoras passaram imunes à má partida, coletivamente o time também não respondeu. O Pinheiros não conseguiu fazer um jogo de troca de bolas, explorando os erros do adversário. Ele é que deu muito pontos em erros de ataque ou mesmo de bloqueio ao Osasco por querer se livrar da bola ao invés de trabalha-la. Acabaram por ajudar a consagrar a baixinha Gabiru no bloqueio.

O Pinheiros necessita urgentemente poder contar com a recuperação total da Ju Nogueira para dar mais opção ao ataque. Sem contar que precisa elevar a qualidade do seu fundo de quadra seja na linha de passe como na defesa para ser um time mais jogueiro e compensar a falta de um ataque mais incisivo. 

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Em três partidas - contra São Caetano, Rio do Sul (partida adiantada da 4ª rodada) e Pinheiros -, o Osasco perdeu dois sets. Eu poderia colocar estas parciais perdidas na conta do “ínicio de temporada” e não dar muita bola, mas quando falamos do Osasco deve-se sempre ficar mais atento a estes sinais. O time tem, naturalmente, esta inclinação para oscilações e para complicar partidas que são fáceis.

O Osasco tem se valido da sua força ofensiva para resolver seus outros problemas, principalmente o da recepção. É um avanço na comparação com a temporada passada, mas ainda não o suficiente para conquistar a confiança dos torcedores. Estes altos e baixos deixam ainda a dúvida se haverá realmente uma evolução entre o time anterior e o atual e se ele terá força para não se desmanchar frente ao Praia e ao Rexona.

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Demais resultados da 2ª rodada da SL 16/17:

Rexona/Sesc 3x0 Renata Valinhos/Country

Dentil/Praia Clube 3x0 Genter Bauru

Fluminense 3x0 Rio do Sul

Camponesa/Minas 3x0 São Cristóvão/ São Caetano

Terracap/BRB/ Brasília 3x0 Sesi

- Depois de uma primeira rodada complicada, os times mineiros reagiram bem. O Praia não se complicou contra o Bauru, que tinha sido o algoz do Minas na estreia da SL. Ficaria difícil não levar a partida com a equipe paulista dando mais de um set em pontos em erros, há que se ressaltar. Mas o Praia teve o desfalque da Álix e a Ellen a substituiu bem. Já o Minas parece ter se segurado nos erros e caprichado no ataque, com a Pri Daroit dando uma mãozinha à Rosamaria, para bater o Sanca.

- O Rexona não deu uma brecha para o Valinhos se criar contra ele. A dupla que infernizou o Praia na estreia da SL, a levantadora Ana Paula e a oposta Fran, sucumbiram ao ótimo volume de jogo carioca. O nível de concentração do Rexona se destaca dos demais times, por enquanto. Não que ele não cometa erros, que têm acontecido no passe e em ataques que, às vezes, são mal trabalhados pelas atacantes ou pela Roberta. Porém, as falhas não vêm em sequência, o que não compromete o fluxo de jogo. E, para completar, Monique continua mantendo o alto aproveitamento no ataque. 



Comentários

Unknown disse…
Olá Laura e leitores. Acompanhei as partidas do Rexona e por hora o time vem se comportando com a solidez esperada das equipes do Bernardinho, mas faria a ressalva de parecer-me a segurança dos passes da Fabi um pouco inferior ao seu padrão histórico. Creio, assim, que o Rexona terá problemas se for mais pressionado no saque.
Com relação ao Flu, eu não teria em quadra simultaneamente a Sassá e a Ju Costa; ou uma, ou outra.
Valinhos foi muito mal, e jogou bem menos do que pode; acabou engolido pelos contra-ataques do Rexona.
Quanto ao Osasco, o mundo gira, a Lusitana roda, e a Gabiru acaba sempre voltando para a sua vaga no time, provendo soluções adequadas para as dores de cabeça do Luizomar. O torcedor osasquense (que agora tem um concorrente à altura encarnado na torcida tricolor) terá provavelmente mais uma temporada para preocupar seu cardiologista.
Uns pêesses:
Sou só eu ou algum de vocês também fica meio constrangido de saber que as imagens disponíveis pela internet para o mundo todo mostram que a principal liga profissional do maior esporte de uma das maiores economias do planeta (futebol é religião) é jogada em ginásios como o da Hebraica ou o do Tijuca, que em outros países seriam no máximo instalações esportivas de escola elementar?
Tandara finalmente parece estar em boa forma física; parabéns à CT de Osasco!
Às vezes a Monique precisa lembrar-nos de que ela é uma grande jogadora, mesmo não fazendo o gênero clássico da oposta martelo, para quem toda bola é prego.
Paula Borgo parece decidida a usar o armário da Sheilla em Saquarema.
Unknown disse…
O que tem me surpreendido foi a Bárbara se soltar mais em quadra na saída de rede.Quase sempre a maior pontuadora do seu time,uma pena a Suelle ter saído porque ficaria um trio legal com a Suelle,Barbara e Ju nogueira.
Gustavo disse…
Dentre os quatro invictos o Osasco tem sido facilmente o mais inconsistente, o que é alarmante dado que o time fez três jogos em casa e contra equipes que são ou candidatas ao rebaixamento ou no máximo às últimas vagas dos playoffs. Tanto que o único fundamento em que se destaca é o ataque, até aqui o mais eficiente da Superliga, a recepção, por outro lado, é a 3ª pior e pelas opções que tem, substituir as ponteiras pra melhorar um, piora o outro (e todas as combinações foram testadas nesse jogos, contra São Caetano jogaram na maioria da partida Malesevic + Gabiru, contra o Rio do Sul Malesevic + Tandara, contra o Pinheiros, Tandara + Gabiru).

Não ser ponteira de origem pesa muito pra Tandara, ela sofre com o passe, mas como contribui no ataque, a dança das cadeiras provavelmente vai ser entre Tijana e Gabiru na maioria das vezes, Tijana levou dois tocaços no primeiro set e não voltou mais a partida, hora de se consultar o cardiologista e se preparar pra muitos minutos da Gabiru e sua moral infinita, capitã mesmo no banco de reservas. Próxima rodada também não deve testar a equipe, o SESI é Lorenne + 5 e outro candidato ao rebaixamento, só quando enfrentarem o Brasília no fim do mês.

Pinheiros começou a SL decepcionante, esse jogo era esperado perder mesmo, problema foi ser surrado em casa pelo Brasília, a Lays começou o jogo bem, depois decaiu muito, ponteiras não apareceram, Milka começou no banco e mal jogou, Bárbara tem sido a única opção, tá com uma média de 17.5 pontos/jogo. Próximos três jogos são pedreiras e se não vencer o Minas deve começar o campeonato. 0-5.

Por último, que atuação da Paula ontem, Osasco vai precisar de muitas dessas, 25 pontos, botou quase 2/3 dos ataques no chão, Universal estava unigida, vem seleção!
Matronix disse…
Enquanto Osasco põe a Paula Borgo pra jogar e ajuda a atleta evoluir com seu vôleibol, Bernardinho encalha a Helô a deixando no banco, sem adquirir rítmo de jogo, sem aprimorar seu voleibol, enfim, sem evoluir, um desperdício, jogadora q tem tudo junto com a Paula Borgo pra serem jogadoras de seleção. Lamentável Bernardinho.
Unknown disse…
É uma pena mesmo ver a Helo no banco é a Monique como titular, mais uma coisa é verdade. Veio a time para aprender mais com o Bernado,então ela sabia que ia ser reserva. De fato só ia entrar se a Monique não colocasse as bolas no chão. Como tem sobrado vai ser reserva mesmo até o final da temporada. Ela perde com isso, porém foi a sua escolha. Quem ganha Paula que está acima, Lorene mesmo com time de menos investimento e risco de cair para 2 divisão. Na próxima temporada bem provável que va para um time com mais nome, antes era reserva da Monique no Rio, resolveu sair e ser titular e como consequência ser vista por outros times. HElo infelizmente ja era, agora jogar só comna lesão da Monique ou quando acabar a temporada. Outra que vem bem Romaria mais esta bem provável que va para ponta quando a Hooker chegar no Minas.
Rodolpho Francis disse…
Se fossemos levar em conta a ultima temporada, a Helo seria Titular. Com toda a certeza. Mas a Monique evoluiu muito e mostrou no último mundial que é uma jogadora excelente. A Lorenne na última temporada sentia muito a pressão de representar um time 11 vezes campeão. A Helo nao tem sentido a pressão, mas parece que as bolas da Camila vem um pouco baixas. Parabéns pra Monique e que ela continue evoluindo nas maos do Bernardo, da gosto de ver essa atleta jogar
Matronix disse…
Helô como jogadora reservar não da. Regiane sim, Drussyla sim, mas Helô não é jogadora pra ficar no banco. Concordo q Monique ta jogando um bolão, e mostrou isso contra as super estrelas no Mundial de Clubes, mas Monique não quer mais Seleção, aliás, nesse Mundial ficou evidente a limitação da Buijis, colocaria facilmente a Helô pra jogar no lugar dela.

Ou antes ela tivesse escolhido um time mediano tipo Brasília, Bauru ou Pinheiros onde sería titular jogando o tempo inteiro.
E não adianta por a em quadra a jogadora p uma inversão 5/1 ou fim de set, é muito pouco p/ ter um parâmetro e dar experiência. Até pq quando uma jogadora alcança o aproveitamento de 50% (ou mais) no ataque já é considerado muito bom.
Rodolpho Francis disse…
Certamente no ano que vem ela fará isso. Será titular em outro time, talvez mediano, e colocará em prática tudo que aprendeu no Rexona-Sesc. Inclusive, poderá voltar, assim como fez a Carol depois uma ótima temporada no Pinheiros.
George disse…
A diferença do time do Rexona, além da consistência, é que o time é agressivo o tempo todo. Podemos ver claramente pelo saque, sempre muito forçado e com poucos erros. Os times brasileiros ficam intimidados com a agressividade e acabam se entregando.
O Praia parece ter se encontrado. Minas idem.
Mas esses confrontos iniciais ainda não dizem muito sobre o campeonato. Vamos ter partidas melhores daqui umas 2 semanas apenas.
LL MM disse…
Monique tá jogando muito, resta a Helo entrar nas inversões do 5x1 e já está muito bom!