Mundial de Cubes - Semifinais


Pomì Casalmaggiore 3x1 Volero Zurich
 
O título do campeonato europeu no ano passado já deveria ter me ensinado a não subestimar o Casalmaggiore, mas a verdade é que não levava muita fé no time italiano nesta semifinal contra o Volero. E, assim como na Champions League, o Casalmaggiore contrariou as probabilidades e conseguiu o feito de chegar à final do Mundial de Clubes 2016.

Vai enfrentar o Eczacibasi, adversário que o atropelou na estreia. O time turco, por seu elenco, com jogadoras capazes de fazer a diferença na decisão, é favorito. Mas eu defitivamente não duvido mais do que o Casalmaggiore possa fazer. 

Mesmo porque, apesar de não ser aquela equipe redonda e de poucos erros que levou o Europeu, o clube italiano permanece jogueiro. Sabe aproveitar as falhas do adversário e trabalhar a bola com qualidade, pois tem volume de jogo e uma levantadora habilidosa. Com a recepção em mãos, a Lloyd também dá muita velocidade ao ataque.

O Volero não conseguiu, no segundo e terceiro sets, tirar esta velocidade do Casalmaggiore. Teve também muita dificuldade no passe, espremendo a Fabíola na rede. 
 
As atacantes de ponta perderam o ímpeto e a capacidade de decisão ao longo da partida, deixando a Fabíola na mão, dependente da china com a Akinradewo, a bola de segurança do time suíço. Esta jogada funcionou bem na maioria das vezes, mas ficou mal encaixada exatamente no momento de decisão do quarto set.

No fim, o Volero construiu a estrada para chegar pela primeira vez à final do Mundial e parou no meio do caminho como em tantas outras vezes.
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Eczacibasi 3x1 Vakifbank

A final antecipada do Mundial foi uma partida de qualidade e equilibrada em boa parte dos sets.

Os times se assemelham nas suas características, mas o Eczacibasi é mais equilibrado e isso contou a favor da sua vitória na semifinal. Viu-se isso na rapidez com a qual recuperava as desvantagens no placar enquanto o Vakifbank suava para conseguir abrir alguns pontos.

O Eczacibasi tem recursos para compensar suas fragilidades e mesmo seus destaques individuais, como a Boskovic, não carregam o time nas costas.A Boskovic é a principal bola de ataque,mas existem outras saídas eficientes. A Ognjenovic coloca o tempo inteiro as centrais para jogar, a Larson e a Kosheleva, não deixando o time dependente da oposta.

Na recepção, a Kosheleva tem sido principal alvo dos saques adversários e não tem respondido bem, o que tem comprometido também seu desempenho no ataque. Contra o Vakifbank não foi diferente.

Ainda assim, o Eczacibasi sobrevive bem quando não conta com a Kosheleva graças à distribuição inteligente da Ognjenovic. Enquanto isso, o Vakifbank fica muito nas mãos da Zhu, também alvo preferido dos saques. Acho que a Sloetjes não está acostumada com a falta de protagonismo e, além de esquecida pela levantadora, esteve apagada neste confronto.

O Guidetti tentou ganhar mais força de ataque com a Hill no lugar da holandesa, mantendo a Gödze como titular para segurar o passe. Mas a norte-americana mais comprometeu na recepção do que ajudou no ataque. Hill é meio sem noção neste fundamento, se mete na frente das outras jogadoras ou se posiciona de forma incorreta para fazer o movimento... 

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Mesmo sendo uma equipe de formação nova e ainda dar muita brecha aos adversários em erros seus, o Eczacibasi parece ter mais padrão e estilo de jogo do que o Vakif, que manteve a base do ano passado.

Isso me levou a uma reflexão sobre o Guidetti e suas constantes trocas. Questiono o quanto este costume não atrapalha a evolução do time e das próprias jogadoras (vide Buijs e Hill que não melhoram na recepção). Claro que, numa decisão, é importante usar todas as suas armas. Mas chega um ponto que o Vakif mais parece um amontoado de jogadoras perdido em quadra do que uma equipe (qualquer semelhança com o Osasco é mera coincidência).

Comentários

Cas disse…
Com esses resultados to começando a ver que disputar um 5º lugar não é tão justo com o Rexona.
Se for ver, o Rexona foi um dos times que mais equilibrou os resultados com os grandes.
Teve o amistoso com o Vakif dias antes de começar o mundial que terminou em 2x2.
Perdeu de 3x2 pro Casal e pro Eczacibasi no grupo, enquanto o Casal foi atropelado pelo Eczacibasi, fazendo no máximo 18 pontos num set.
E esses dois passaram pelo Vakif e pelo Volero por 3x1 e vão fazer a final agora.
E ainda teve a sacanagem de colocarem o jogo contra o Eczacibasi 15h depois do jogo contra o Casal, as jogadoras mal tiveram tempo de comer e dormir. (Será que esse tipo de sacanagem ainda é fruto da treta do Ary Graça com o Bernardinho ou isso foi azar de sorteio?)
Definitivamente o Rexona não passou vergonha contra nenhum dos grandes times e acho que deveria pelo menos estar disputando um 3º lugar.

L. Mesquita disse…
Para mim, a canhota VALENTINA TIROZZI é a MVP do Mundial até agora!!!
Rah Silva disse…
Acho não, Kosheleva e Boskovic jogaram mais.
Na minha opinião seria:
Levantadora: Ogrjenovic
Ponteiras: Kosheleva e Gabi
Oposta: Boskovic
Centrais: Thaísa e Stevanovic
Líbero: A do Vakif que n lembro o nome kkk
Obs: Gabi não pq sou torcedor do rexona, pq n sou. Mais o campeonato da Gabi foi perfeito e ela deu show. Só N reconhece quem n quis ver.
Mvp: Tatiana Kosheleva
Divino Alves disse…
Vi no saque viagem que o autor do texto jogou a culpa da derrota do volero em cima da Fabíola. Foi totalmente sem noção e mostrando quem apóia como levantadora preferida.
Laura disse…
Divino, vi tb esta matéria e achei mto injusta. Talvez o site tenha feito isso para chamar cliques.
Gustavo disse…
Falando das semifinals com certo atraso...

A semifinal turca foi um jogão, digno dos elencos que possuem, Eczacibasi venceu porque tem mais "mismatches" que o Vakif e uma levantadora que os aciona, Bosko fez 22 pontos e 17 no ataque, decidiu, mas no geral distribuição dos pontos foi bem igual pras demais jogadoras (11 pontos de ataque pra Kosheleva, 9 pra Thaísa, 8 pra Larson), até a Maja terminou com 10 pontos graças aos 4 de saque. No Vakif, a equipe se tornou muito dependente da Zhu, apagando a Sloetjes de novo, como foi durante todo o mundial. E o Guidetti é mesmo o Luizomar que parla, segurando o desenvolvimento das jogadoras, trocas que pouco funcionam e que transformam o time num catadão, qualquer semelhança com Osasco definitivamente não é mera coincidência.

E muito clickbait a matéria do Saque Viagem, a Fabíola errou no final do segundo e do quarto set? Errou. Mas o Volero perdeu porque jogou com 4 jogadoras em quadra o jogo todo, não teve ponteiras, no passe a Fabíola tava correndo o tempo todo, no ataque a Mari Paraíba gastou todo o seu voleibol contra o Vakif, onde até salvou match point, contra o Casalmaggiore, 0/6 no ataque, Mammadova foi sofrível, não acertava um passe e não virava bola no simples (isso quando não era bloqueada), acho até que a Carcaces poderia ter entrado na partida, Volero já não tinha passe mesmo, mas teria ao menos um ataque mais efetivo do que estava sendo apresentado por Rabadzhieva e Mammadova.

Acho que a Fabíola jogou bem no geral, ainda mais com os passes que resolveu, mas o Volero só tinha duas opções que estavam virando: Olesia na saída e Akinradewo na china, bloqueio adversário ajustou a marcação e sem ponteiras ficou complicado vencer.