Mundial de Clubes - Rexona 2x3 Casalmaggiore


Mal começou e já acabou. Chegou o fim da linha para o Rexona no Mundial. Só um milagre o classifica para a próxima fase do torneio.

Tivemos neste confronto duas equipes que funcionaram melhor defensivamente do que no ataque. A estratégia e a regularidade de saque determinaram o comando de cada set, com exceção do tie-break.

O quinto set foi decidido no detalhe. O Rexona teve até mais sorte do que competência nesta parcial já que em dois momentos decisivos o Casalmaggiore errou seus ataques. Numa disputa entre equipes tão equilibrada, isso poderia ter feito a diferença a favor do Rexona. Mas não, foi o contrário. Depois de três match-points para as brasileiras, um erro de passe da Buijs acabou por dar a virada ao time italiano que, na sua primeira oportunidade, fechou o jogo.




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Comentei no post anterior que, entre as jogadoras responsáveis pela pontuação de cada time, confiava mais na Buijs do que na Fabris, do time italiano. Só que, no fim, quem carregou o ataque brasileiro e foi a bola de segurança foi a Gabi.

Pontuou de tudo quanto foi jeito, em bolas velozes, altas, na força, na habilidade. Ainda foi quem comandou, com uma ótima sequência de saques, a recuperação do Rexona no quarto set. Sem ela, o time não teria sequer chegado ao tie-break. 

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O Rexona sentiu falta de uma Buijs mais decisiva, ainda mais que a Monique não correspondeu e as jogadas com as centrais só apareceram com regularidade no primeiro set. Aí tocamos em outro ponto: a atuação da Roberta. O primeiro set dela foi perfeito, colocando todo mundo para jogar. A partir do segundo, quando o time deu uma recuada na pressão para cima do Casalmaggiore, ela começou a cair de rendimento.

Ali ela se perdeu na estratégia que vinha fazendo, sendo mais previsível e fazendo algumas escolhas erradas em contra-ataques que dificultaram a recuperação. O passe, é verdade, não ajudou. Até a Fabi teve momentos ruins neste fundamento - para se ver a dificuldade que o Rexona, por vezes, encontrou na partida. Mas a levantadora precisa ter mais confiança em si para não desistir de jogadas que são importantes para que o ataque do time flua.

Não dá para esquecer da china com a Jucy ou do meio fundo, por exemplo. Obviamente, a equipe perde não só por não contar com estas jogadas, mas também por sobrecarregar as ponteiras. A Camila Adão, com a cabeça mais fresca e segura, junto com a Helô deram uma sobrevida ao travado Rexona do quarto set. 

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Do outro lado, apesar de ter sido inferior ao Rexona no ataque, o Casalmaggiore teve suas centrais sempre presentes e preocupando a marcação brasileira. Lloyd tem habilidade e não tem medo de arriscar, além de ter um entrosamento muito bom com as suas meios de rede. Tanto que, volta e meia, elas foram suas bolas de segurança. 
Até mesmo porque a a Bosseti e a Tirozzi estavam com muita dificuldade para pontuar. Aliás, a Tirozzi foi “tirada da partida” pelo Rexona, que a pressionou no saque. O ruim é que a sua substituta, a veterana Bacchi, deu conta do recado. 

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Enfim, na prática, a derrota para o Casalmaggiore acabou por ser a despedida do Rexona do Mundial. O time brasileiro tem que torcer por resultados improváveis para se classificar para as semi.

A missão de chegar ao pódio no Mundial era difícil para o Rexona, que tem como principais qualidades a disciplina e o conjunto organizado. Isso seria complicado alcançar num início de temporada. Ainda assim, a equipe chegou ao torneio em um nível melhor do que eu imaginava – e, ironicamente, sai da competição mais cedo do que esperava. 

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Resultado do Grupo B

Volero Zurich 3x0 Hisamitsu Springs 



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ésse:

- Anos atrás eu comentei aqui que não entendia como, com tantas melhorias e tecnologias usadas no vôlei, as substituições tinham um processo tão enrolado e pré-histórico com aquelas plaquinhas. Sem contar aquele vai-e-volta quando o cara da mesa não anotava a tempo as trocas. Neste Mundial, (finalmente!) aboliram as placas. 



Comentários

Rodolpho Francis disse…
Fiquei muito triste com a atuação da Roberta. Ela fez Cosplay de Dani Carrijo. O Bernardo utilizou a mesma tática quando a Dani assumiu a titularidade no Rexona. Trouxe a Camila que faz um jogo seguro e sem inventar muito. Outra jogadora que esteve muito abaixo foi a Monique. Eu devo ser um dos poucos que apreciam o estilo de jogo dela, mas confesso que gosto de ver como ela trata a bola. Infelizmente hoje não deu certo. Faz parte, é do esporte. Para finalizar gostaria de dizer que também considero o RJ eliminado, mas se tratando de Bernardo, nada é impossível.
Destaque para a Gabi que fez 29 pontos e atacou de tudo quanto era jeito. E ainda tem gente que critica a atleta por não carregar o time nas costas. Se fosse a Zhu, Boskovic, ou qualquer outra estrangeira, estariam elogiando. Mas como foi a Gabi, as pessoas só criticam.
Cleber Quiroga disse…
Esse time pode até ser campeão da Superliga, mas reconheçam que essa é uma das piores formações do Rexona. Time fraquíssimo. E pelo amor de Deus, Roberta é fraca e não é jogadora de seleção! Nem em sonho!
Gustavo disse…
E acabou acontecendo o pior cenário pro Rexona no Mundial, agora precisa de uma vitória praticamente impossível contra o VitrA.

A Roberta depois do primeiro set virou outra levantadora, distribuiu muito mal o jogo, Jucy foi praticamente ignorada, o Rexona só conseguiu voltar pra partida a substituindo pela Camilla Adão, com a Gabi levando o time nas costas no 4º set e com a entrada da Helô. Partida ruim da Monique prejudicou também, 8/31 no ataque, Helô terminou com mais pontos que ela jogando por muito menos tempo. Sem ninguém pra carregar o piano junto com a Gabi o bloqueio foi inteiro em cima dela no último ponto, Camilla errou a distribuição (Jucy estava no simples na china na saída de rede), ataque da Gabi não passou e fim de jogo.

Isso porque o Casalmaggiore não tem uma jogadora viradora de bolas, irritante o quanto iam em todas na defesa e mandavam balão no ataque, a Fabris marcou 2 pontos a menos que a Gabi no ataque mesmo tendo recebido uma bola a mais, a Bosetti foi sofrível, terminou 9/34, incomodou mais no saque do que na rede, desafogaram pelo meio a inficiência nas pontas.

Agora é bola pra frente, Rexona segue favorito a vencer a Superliga, Mundial era um sonho distante, terceiro lugar era o melhor que poderiam obter.
Mantronix Inc disse…
Desde a primeira vez que vi a Buijis no Rexona estranhei, é uma jogadora boa mas não excepcional, abaixo técnicamente e físicamente a Natália. Mas foi escolha do Bernardinho q tem como padrão a escolha de estrangeiras altas, mas também foi o q deu p contratar $$$.

Nesse campeonato de super times deixaría a Helô no lugar da Monique, até pq se não deixar a garota jogar, não vai pegar nunca rítmo de jogo.

Camila Adão tem boa distribuição com fintas e um refinamento no toq q eh um luxo, mas na rede não da, fica um buraco, deixaría a Roberta mesmo, ela tem seus méritos e regularidade.

Carol nota 100 no bloqueio mas ta sacando com força demais e pra fora.

Fabi excelente defesas mas vacilou em cobertura fácil, faltando velocidade de raciocínio e deslocamento.

Unica dica q eu consigo encontrar contra o SUPER TIME da Thaísa e jogar com muita velocidade pq a única coisa q falta no Eczacibasi é entrosamento.
Rah Silva disse…
Bernardo era pra ter contratado a Macris, pq camila adão já é bem idade avançada bem duvido q depois dessa atuação no zrg não há convide p seleção já q ama atletas quase aposentados. Kkkk ainda acho a Ana Tieme mais confiável que a Roberta.
Thamy Costa disse…
Laura so esperando pelo seu post. Sei o resultado mais adoro como vc opina sobre o jogo de maneira clara e consisa.