O dia do fico

O Zé Roberto disse hoje ao povo que fica. A seleção brasileira feminina estará por mais um ciclo olímpico sob seu comando.

Seria uma insanidade negar a competência do Zé, um dos treinadores mais vitoriosos do mundo, ou mesmo resumi-lo a um supersticioso sortudo, como às vezes se lê por aí. Acontece que, entre tantas qualidades que o fazem vencedor, não está a de ser “pra frentex”, como diria meu pai nos anos 1970.

O Zé é conservador. Gosta de trabalhar com um grupo pequeno, manter a mesma base de time titular, fazer poucas trocas. O Grand Prix e suas quatro semanas de competição são, para ele, mais um torneio a vencer enquanto que, para outros treinadores, são um excelente campo de testes.

É o perfil do Zé. E, com já comentei anteriormente, não me parece o mais adequado para este novo momento da seleção brasileira que precisa praticamente começar do zero. O Zé vai precisar rasgar muitas certezas, reavaliar muitas convicções e abrir mão de vencer tudo e qualquer coisa para conseguir realmente fazer um processo de renovação que mire para além de 2020. 


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Eu já tinha minhas dúvidas da capacidade de reinvenção dele e, logo na primeira entrevista para anunciar sua permanência, ele confirmou o meu receio com esta declaração: “Ainda não estou muito convencido que algumas jogadoras não possam vir a jogar ainda pela seleção. Elas são jovens ainda por idade, são privilegiadas quanto ao físico. A tentativa sempre vai existir”.

Antes mesmo de ouvir esta afirmação, eu já pensava que seria uma grande surpresa se, ao primeiro sinal de dificuldade, ele não ligasse para Sheilla, Fabiana e, até, Fabizinha pedindo que elas voltem ao grupo. No fim, nem vai precisar de dificuldade alguma para que ele corra atrás do passado.

E, ao mesmo tempo, ele fala em renovação, em boas jogadoras da base que estão surgindo. De que adianta ter estas jogadoras se ele não consegue abrir mão das veteranas? Se não são as elas a dar um ponto final na sua história na seleção, o Zé não faz a fila andar. 

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Não me passou uma boa perspectiva as declarações do Zé Roberto. Imaginei que ele iria encarar esta nova etapa de uma maneira semelhante àquela que iniciou em 2005. Mas não. Ele não demonstrou, pelo que li na imprensa, este sentido de urgência por mudanças que aqui do lado de fora das quadras temos.

Também não parece ter compreendido a representatividade da eliminação na Olimpíada, da medalha de ouro da China e do pódio da Rio 2016. Por mais que tenha sido um azar o Brasil ter cruzado com a China nas quartas e que, provavelmente, se repetíssemos os Jogos agora os resultados seriam completamente diferentes, houve ali algumas lições a se tirar.

E o momento que se avizinha não é para ser encarado com esta vibe de “manutenção”, mas, sim, de “transformação”. Algo que, repito, vá além de 2020. Eu tenho medo (parafraseando Regina Duarte) de que a herança que ele deixe após 2020 (se ele deixar a seleção, claro) seja maldita mesmo com dois ouros na balança. 

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Minha plataforma

Como treinadora de arquibancada, o meu plano para a seleção nos próximos quatro anos teriam as seguintes propostas. Primeiro, trabalhar com grupos maiores, que contemplem até jogadoras da base. Segundo, ter um time B para as competições “B”, do estilo do Montreux. Acho que só assim poderemos amenizar a dependência que temos de algumas jogadoras, como foram os casos da Sheilla e da Jaqueline. As possíveis candidatas precisam jogar internacionalmente nem que seja em competições menores.

E, terceiro, começar com outros nomes no levantamento que não Dani Lins e Fabíola. Acho que chegou um ponto que a experiência tem valido pouco à seleção e é preciso ousar. Nomes mais jovens e que podem ser moldados ainda, a meu ver, valem o investimento. 


Comentários

Unknown disse…
Laura, concordo totalmente.
ZRG está entre os maiores! Sua contribuição ultrapassa o que se poderia esperar dele.
Se não renovasse, seu histórico já lhe deixaria a confirmação de sua grandeza.
Mas renovou, e agora vem junto o risco de ter que entregar resultado. E por resultado, entenda-se não somente podiums ou titulos, mas isso tudo obtido por meio de uma renovação alinhada com projeto claro de médio e longo prazos. Isto seria um excelente resultado, porque mostraria que o Brasil trabalha com visão, planejamento, gestão e controle buscando sempre se aprimorar.
Não devemos mais pensar em ciclo olímpico, isso é gerenciar curto prazo. E o esporte, o vôlei em especial, pode contribuir mais do que isso.
Grato pela imensa contribuição que ZRG deu até o presente, tomo a liberdade para dizer que o perfil dele pode levá-lo ao risco de desconstruir seu legado.
Boa sorte a ele, apesar de achar que ele não avaliou bem o desafio que tem pela frente.
anonimo disse…
Ja que agora é certo q ele fica, em algumas coisas fico a pensar...
Me preocupa em primeiro lugar a permanecia da Dane Lins. Nunca gostei do jogo dessa moça, apesar dos resultados que conseguimos com ela. Acho muito ela muito aquém de uma seleção que tinha a maravilhosa Fofão como levantadora. Gostaria de ver a Roberta tendo mais oportunidade como titular.
Quanto ao papel da Natália nesse novo ciclo, ela sem duvida sera uma referencia, é craque, é guerreira, merece com certeza estar na equipe e como titular e ela própria se coloca nessa "incumbência" de ser uma líder na equipe. mas daí a ser capitã do time, como vi em alguns comentários em outros sites, sem condições, ela não tem seriedade suficiente pra isso. O
jeito brincalhão dela na minha opinião as vezes extrapola. Falta serenidade e concentração. Definitivamente ela não tem o perfil necessário.
E a Thaisa? Não houve a mudança que ela condicionava para vestir a camisa da seleção. Espero sinceramente que tenha sido só uma còisa dita de cabeça quente, pois acho q a seleção ainda precisa muito dela, ainda mais com a saída da Fabiana.
Creio que ele continuará apostando na Gabriela e isso me deixa feliz, pq apesar de muitas opiniões negativas sobre ela devido a baixa estatura e falta de condições de competir em nivel de seleção, acredito muito no potencial dela e acho q ainda vai surpreender.
De resto é desejar toda sorte do mundo pro Ze e pro grupo que ele escolher seja ela qual for, pois ver nossa seleção brilhar vem em primeiro lugar. Apoiarei sempre.
Sou grande fã do Zé Roberto, mas totalmente contra sua permanência.
Esses caras, por melhores que sejam, não podem se perpetuar - vale para o Bernardinho também.
Laura como sempre muito sensata captou bem o clima de mesmice.
É sempre mesmo muito difícil se largar o osso, em qualquer campo/atividade da vida.
Enfim, bola na quadra!

Ps: Não sigo nenhuma jogadora, mas olhei o instagram da Dani Lins logo após a eliminação, sou grande fã dela, e ela me pareceu "andarrr" para eliminação.
Renato Costa disse…
Essa declaração do ZR deixou claro que ele não pensa em renovação não. Ela vai insistir para a Sheilla e a Fabiana voltarem e disse que vai reunir o grupo que jogou em Londres, ou seja, zero renovação.
Acho que o ZR pensa que a derrota para as Americanas na semi do mundial e para a China na olimpiada foi apenas falta de sorte, porque ele não aprendeu mesmo. Ele não quer enxergar ou se dar conta que essas seleções trabalharam sério, renovaram com jogadoras altas, tiveram paciência para lapidar os talentos brutos até colher os frutos.
Como a Laura disse se a Sheilla e a Fabizona não tivessem saído, o ZR nunca iria deixar de convoca-las.
Eu não entendo porque o ZR tem tanto medo de renovação, se experiência ganhasse jogo eu entenderia, mas para o Brasil não esta funcionando mais e ficou provado na olimpiada. A China foi campeã olimpica com um time que possui média de 21 anos de idade.
Se ele continuar insistindo com as jogadoras baixinhas, não renovando a seleção e mantendo o mesmo grupo manjado de sempre ficaremos fora do pódio em Tóquio de novo.
Jess Bonfim disse…
Que ele "dê" um descanso para Dani Lins.. e deixe ela mostrar serviço e se mostrar realmente que deve ser titular da seleção, que volte.. mas nao da pra continuar com tanta panela..
Nao só com a Dani, mas em outros casos tb..
E que ocorra a tão esperada renovação, mesmo que os resultados nao cheguem imediatamente..
Gustavo disse…
Zé Roberto é um dos maiores de todos os tempos no esporte, mas pro atual cenário, não é o mais adequado para o que o Brasil precisa para 2020 e até mesmo 2024.

O time titular no Rio tinha uma média de idade de 30,3 anos, com a titular mais jovem com 27 fora reservas com 30+ como Jaque, Fabíola e Jucy. Porém, perder para o time mais jovem parece não ter convencido ZRG da necessidade de renovação.

A ideia de tentar convencer a Sheilla a desistir da aposentadoria é uma que ele precisa largar imediatamente, a SFV não tem nenhuma oposta com experiência em torneios internacionais, desde 2005 é Sheilla jogando de Olimpíada até os mais irrelevantes amistosos. Hoje você tem uma jogadora de 33 anos que anunciou que não vai jogar essa temporada de clubes e que naturalmente vai decair, acontece com todo mundo, vai ser difícil nos convencer de que ela vai chegar em Tóquio, com 37, como a jogadora que o time busca na hora de definir.

Que os sonoros nãos que ele vai escutar na montagem do elenco o façam mudar de ideia, vai levar da Sheilla, da Fabiana, não terá Brait como opção pra líbero, se bobear a Thaísa não estava só de cabeça quente e vai embora também.

Aí por exclusão Zé irá usar como veteranas para ancorar o time a inconsistente Dani Lins (infelizmente, porque o Brasil precisa testar urgentemente levantadoras e as panes dela nunca vão sair da cabeça do torcedor) e Natália. Eu não sou daqueles que considera a Natália "eterna promessa" mas apesar de ter sido considerada a maior revelação do vôlei nacional desde a Mari quando surgiu, ela nunca foi de fato a opção #1 do time. Jogou muito na temporada passada mas ainda tem problema de inconsistência, como foi o caso no 2º e 3º sets contra a China, vai ter de assumir a responsabilidade caso o time montado seja mais jovem.

E terá de ser, porque logo ZRG irá descobrir que as bicampeãs não têm como jogar eternamente.
Alysson Barros disse…
Já que vai trazer de volta Sheilla e Fabiana, que traga também Mari, PP4, Fabizinha e Waleuska, sem esquecer, logicamente, da Fofão, e assim repetir o dream team de 2008. Só assim terá chance de ser campeão em 2020 e se aposentar como quer: ganhando.

Com Adenízia e sua inspiração evangélica fulminante e motivacional inquestionável, Gabi Mireya Luis e Dani Lins com sua precisão e distribuição invejáveis no banco de reserva, não terá para ninguém. Dessa vez será 3x0 até a final. E Natália... Ah, Natália... Não dá pra deixar de fora a eterna promessa. Não mesmo. Thaísa e Jaqueline lutariam pela última vaga, e quem se desse melhor no carão, na arrumação de cabelo e na maquiagem impecável que não sai nem cor suor de cinco sets, seria convocada.

Timaço.

E que todas as pessoas que sofram de escoliose possam ir lá deixar suas energias positivas em Saquarema. O técnico precisa botar a mão nas costas de alguém para ganhar um título olímpico, afinal.

Se o ZR não é supersticioso, sugiro quem discorda que vá no Google e coloque: ZR + corcunda.

Voilá!
Rah Silva disse…
Ah um leke de jovens atletas que se bem orientadas irão vir a de tornar execelentes. Ex;
Levantadoras: Macris, Claudinha, Juma, Giovana, Roberta, Thais, Lyara, entre outras.
Opostas: Paula Borgo, Helô, Lorenne, Malu, Natália (do Sesi que joga de ponta/oposta) Domingas e Rosamaria.
Ponteiras: Karol Tormena, Júlia bergsman, Drussyla, Amabile, Ellen, Daroit, Natália Monteiro, entre outras.
Centrais: Linda Jéssica, Larissa Gongra, Saraelen, Mayhara, Jéssica(do sub-18. Lembrando n podemos deixar de contar com as sub-18 e sub-23, lembrando da Egonu com apenas 18 já faz td aquele estrago kkk) e outras.
Libéros: SUELEN(que por sinal deveria ta na seleção e ser ajudada em questão de peso) Ju Paes, Laís, e outras.
Podia trazer tbm o Spencer Lee e ter 2 assistentes técnicos.
Paulo Roberto disse…
Seria redundância repetir os mesmo comentários que faço sobre o Zé já faz alguns anos, boa sorte pra ele e pra seleção. Agora o Unknown tocou num ponto crucial pra que a permanência do Zé se confirmasse: visão.

Qual a visão da CBV para o vôlei brasileiro? Existe alguma? A permanência do ZRG e a possível permanência do Bernardo na SMF mostram que não há um projeto claro a não ser vencer, vencer e vencer. Como essas pessoas encaram o esporte? Qual o tipo de gerência que é feito ali???

Quanto às novas, sinto que não haverá muito espaço para testes. Mesmo quando no ciclo passado havia uma seleção B, nao me lembro de nenhuma jogadora sendo aproveitada de fato na seleção principal.

Enfim, é preciso urgentemente dar rodagem para novas jogadoras, mas não excluiria aquelas que ainda tem condições de defender a seleção, obviamente as que assim quiserem devem provar isso na quadra, ninguém deve ter lugar cativo.
Marco Barbosa disse…
Querida Laura e caros leitores, confesso que já havia 'virado a chave' de 'SFV' para 'clube', mas a coletiva do 'fico' me fez voltar a pensar sobre a Seleção, mesmo ainda com a indigesta Rio 2016 assombrando meu sono. Antes de mais nada, uma observação muito particular com a qual muitos de vocês poderão discordar: como é frustrante a imprensa esportiva brasileira! (aliás, talvez a imprensa em geral). Os jornalistas parecem mais interessados em 'ficar bem' com as fontes do que em arrancar uma declaração realmente relevante e fazem de tudo para evitar perguntas mais incômodas. Pois como alguém que goste de vôlei poderia encontrar o JRG e não perguntar por que raios ele levou a Fabíola se, quando ele precisou mudar o jogo contra a China, não pôde contar com ela? Isso para não emendar uma fileira de indagações que chegaria até Londres e a vitória que parece ter acontecido apesar, e não 'por causa' da CT.
Claro que o JRG é dono de nossa eterna admiração; merece uma placa laudatória na CBV e o nome no "Hall" da Fama. O mesmo para o Bernardo. Mas, depois de três ciclos olímpicos completos (e parte do ciclo de 2004), para o bem da renovação do esporte e para o horizonte de perspectiva dos técnicos que militam no duro dia-a-dia dos clubes ou da base, ambos os supercampeões deveriam pôr seus conhecimentos à serviço do vôlei brasileiro não mais à beira da quadra. Não devemos prescindir da experiência do JRG, mas não me parece sensato tentar eternizá-lo: há muitas possibilidades do JRG contribuir no planejamento estratégico, na organização da SL, nos trabalhos da base ou simplesmente inspirando as novas gerações. Endosso as idéias da Laura: o momento pede renovação, como demonstra o óbvio ululante de termos sido ultrapassados no 'ranking' e visto no pódio do Maracanãzinho duas seleções com média etária quase uma década menor. Acho que mais eloquente que isso, nem se o corcunda amigo do Zé aparecer nu discursando no alto da caixa d'água em Saquarema, avisando que a SFV precisa de renovação já.
Laura disse…
Marco, compartilho da sua opinião sobre a imprensa. É todo mundo cheio de dedos, principalmente no vôlei. Até pq de um lado os comentaristas são ex-jogadores, amigos dos treinadores e atletas. Do outro, os repórteres, ao contrário do futebol, parecem que veem certas figuras, como Zé e Bernardinho, como inquestionáveis; profissionais que, por suas conquistas, só podem ser celebrados.

As declarações do Zé realmente me preocuparam. Pensei que, pelo menos, ele viria com um discurso mais aberto, disposto a mudanças. Provavelmente o discurso não viraria prática, mas teríamos ao menos uma esperança de alguma transformação. As falas dele, porém, foram no sentido contrário. Só resta torcer que, desta vez, aconteça o contrário: a prática não reflita o discurso.
edsantos disse…
CONCORDO COM O RENATO COSTA,TINHA QUE RENOVAR TUDO, ZERAR NAO CHAMAR MAIS NINGUEM QUE ESTEVE NESSA OLIMPIADA,TODAS ELA S VAO ESTAR COM MAIS DE 34, 35 36 ANOS NA PROXIMA OLIMPIADA, INCLUSIVE DANI , GARAY E THAISA. FAZ IGUAL OS EUA E A CHINA CONVOCA UMAS 20 JOGADORAS JOVENS E ALTAS E POE PARA TREINAR ,RODAR INTERNACIONALMENTE, NA BASE E NA SUPERLIGA TEM ISSO, MESMO NAS EQUIPES MAIS FRACAS TEM JOGADORAS ALTAS E JOVENS, VOLEI ELAS SABEM JOGAR !!! AI VAMOS VER O QUE VAI DAR EM TOKIO 2020 , ADIANTOU MANTER UM TIME EXPERIENTE E ENVELHECIDO SÓ PORQUE A OLIMPIADA ERA EM CASA E NEM SEQUER SUBIR NO PODIUM , DEVERIA TER RENOVADO ANTES TALVEZ FIZESSE A MESMA CAMPANHA PRQUE A CHAVE ERA FRACA ,NAS QUARTAS ACHO QUE CHEGARIAMOS MESMO COM UM TIME JOVEM, MAS COM O ZÉ VAI SER DIFICIL, ELE VAI CONTINUAR CHAMANDO AS VETERANAS E AS NANICAS !!
Eduardo Araujo disse…
Oi gente tudo bem com vocês? Então vejo muita gente falando da história do Zr do que ele fez ou deixou de fazer, para estatísticas e a história isso é ótimo, mas o esporte vive do presente e não do passado, nos últimos 5 anos a seleção nem fez grandes jogos e nos 2 anos que o ZR jogou na superliga pelo vôlei amil, foi um desastre, tanto que o time fechou 1 ano antes do previsto, com ele saindo do mesmo 1 semana antes.
Para ele sair da seleção brasileira tem que ver, se existia uma outra proposta de algum time e se a mesma valia tanto a pena em termos de salário e comodidade, em relação a seleção já que na mesma ele não precisa comandar treinos todos os dias, geralmente seleção tende a ser mais leve nessas coisas que em clube, fora que um time no exterior o resultado seria ficar longe da família e do neto.
Mas me surpreendeu essa decisão dele, já que o mesmo espremeu essa geração ate a ultima gota, como resultado em 12 anos não tivemos renovação.
Já que ele é um técnico de tantos anos uma das responsabilidades dele era preparar uma nova geração e isso não foi feito, quem já parou na seleção, Sheila, Fabizona, Thaisa(talvez já que a mesma disse que se as coisas não mudassem ela parava), Camilia, Fabíola (Já que esta vela para mais um ciclo), ficamos com a Danis Lins ou Pani Lins como queiram, Garay, Jaque(pelo menos ate o mundial), Gabi, Nathalia.
Eu não vejo nenhuma jogadora com a mesma qualidade para substituir as que estão saindo, renovar é difícil, requer paciência e vem com muitas derrotas, eu achei que ele iria deixar esse pipino para os outros, já que seria inevitável uma comparação entre o inicio do trabalho do novo técnico, com o trabalho do Zr e é claro o ZR pelo resumo da obra seria mais glorificado ainda.
A não ser que ele tente de algum modo convencer as jogadoras que anunciaram aposentadoria a darem mais 4 anos de suas vidas a seleção... e assim evitando mais uma renovação.