Vermelhou


Senta que lá vem textão...


China 3x1 Sérvia

2008. O Brasil elimina a China, última campeã olímpica, em Pequim, e é pela primeira vez medalhista de ouro. Passam-se oito anos e os papeis se invertem. A China nos devolve a eliminação e se consagra campeã em solo brasileiro. 

Uma campeã que, se ainda requer alguns ajustes para se tornar um time mais confiável e redondo, trouxe à quadra um estilo de jogo moderno e arejado.

A China tem formado o seu estilo de jogo na mistura de escolas do vôlei. Tem grandes pitadas orientais, como o volume de jogo e a aceleração das jogadas; mas tem também uma dose de leste europeu, com gigantes em quadra e uma bola de segurança do estilo alta na ponta com a Zhu. E, para completar, é uma seleção com toques brasileiros na superação e na persistência.

Não é porque o ouro veio que a China se tornou a oitava maravilha do mundo e um modelo a ser copiado. Como comentarei mais abaixo, outros resultados poderiam acontecer facilmente nesta equilibrada edição dos Jogos. Mas não há como negar que a China com este título confirma o que já indicava no Mundial: o vôlei feminino está mudando de cara. Já passou da hora do Brasil se ligar e se mexer para não perder o trem dos acontecimentos. 

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Sobre a final especificamente, o passe acabou sendo decisivo nos dois primeiros sets. Os problemas na recepção tiraram um pouco a qualidade da disputa. No terceiro, a situação foi semelhante, mas o set ainda teve uma sobrevida de emoção com uma recuperação extraordinária da Sérvia no placar.

Com exceção do primeiro set, a China mostrou ter mais o controle da partida. Primeiro pelo volume de jogo que apresentou , segundo pela maior regularidade. A Sérvia perdeu ao longo da partida a paciência na troca de bolas e caiu na sua própria armadilha dos erros não forçados.

Sem contar que a Mihajlovic não se encontrou na partida. Ela foi bem marcada pela China e sem conseguir virar, saiu do jogo nos outros fundamentos. Em compensação, a Boskovic travou um duelo belíssimo com a Zhu, principalmente no quarto set. 



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EUA 3x1 Holanda

Falei tanto da pouca força de superação dos EUA que acabei queimando a língua nesta disputa de bronze. As meninas saíram de uma situação bastante delicada no terceiro set quando a Holanda se encaminhava para virar a partida em 2x1. Baixou uma cubana na Larson, que gritou na cara da adversária após um bloqueio. Ali acendeu a centelha da recuperação norte-americana.

Até então os EUA estavam naquele ritmo blasé olhando as holandesas brigarem até o fim por cada bola. Claro que a inferioridade técnica exigiria da Holanda este algo a mais para conseguir o bronze e elas colocaram tudo o que podiam dentro de quadra para equilibrar a partida.

Mas os EUA acordaram a tempo e fizeram valer a sua melhor qualidade. Inverteram a pressão que estavam levando no passe, caçando a Buijs no saque. A atacante, aliás, passou de heroína no segundo set, quando entrou e virou tudo que foi bola, à vilã do terceiro, quando foi pega no bloqueio e quinou os passes.

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No fim, os EUA saem dos Jogos com uma medalha de bronze e também com uma lição a trabalhar para os próximos anos. O time precisa saber se reinventar durante as partidas, ter bem mais jogo de cintura para quando as estatísticas não derem resposta dentro de quadra.

Já a Holanda sai com um honroso e surpreendente quarto lugar. Além da coragem que mencionei anteriormente, o time soube ler suas limitações e usar a força do grupo para amenizar suas fragilidades. 


No entanto, para se manter no grupo de elite, disputando as medalhas das principais competições, terá que ter uma parceira mais sólida para a Sloetjes. Até porque se viu que a oposto sentiu o peso nos momentos finais. Acho que Pietersen apareceu bem nesta Olimpíada no ataque e foi uma jogadora mais confiável neste fundamento do que a Buijs. Mas todas elas ainda pecam no fundo de quadra, tanto no passe como na defesa. Falta uma jogadora mais técnica até para possibilitar a Dikjema utilizar mais a Robin no meio. Quem sabe o Bernardinho, trabalhando com a Buijs nesta temporada no Rexona, dê uma mão neste sentido. 


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Balanço final
 
Antes de começar esta Olimpíada, fiz um post falando do equilíbrio que deveria ter nesta edição. Ainda assim, fui capaz de me surpreender com boa parte dos resultados.

Mesmo no vôlei, esporte onde os números e as probabilidades são bastante representativos do que se vê no campo de disputa, o imprevisível sempre pode acontecer. E, para nossa infelicidade, aconteceu. Mas não foi só o Brasil vítima deste “acaso”. Os EUA também foram, a Sérvia e a Holanda, no sentido oposto, também. 

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Pode-se dizer que esta Olimpíada inicia uma nova era no vôlei feminino. Uma era na qual o Brasil perde protagonismo e na qual os EUA vão ter que suar para se manter no topo contra equipes que chegam forte para ameaça-lo, como é o caso da Sérvia e Holanda, além da China, que tem tudo para comandar este ciclo. Acho até que o encontro entre Brasil e China foi bastante representativo disso. Foi o encontro do passado contra o futuro. E no fim dele e de toda a competição, prevaleceu o futuro.

Claro que esta interpretação só é possível de se fazer agora, com estes resultados. Não duvido que se os Jogos se repetissem daqui a um mês, os resultados seriam totalmente diferentes. Acho que, neste momento, ainda há equilíbrio entre estas seleções. Aí meu papo aqui seria completamente oposto, provavelmente dizendo que a experiência brasileira e norte-americana, por exemplo, fizeram a diferença.

Então não serei oportunista de dizer que era óbvio que o time brasileiro não tinha chance de conquistar a medalha, pois não se renovou, não tinha banco de reservas ou porque mostrou todas as suas cartas na fase final do Grand Prix.

Já vi time ser campeão de tudo quanto é jeito: sem ter banco de reservas de qualidade; sem treinar e se dedicar tanto quanto os adversários; compensando na garra a inferioridade na bola.

A verdade é que, felizmente, não há fórmula ideal para ser vitorioso no esporte. Cada equipe tem que procurar e construir a sua. E, ainda assim, sempre estará sujeita a um puxão de tapete quando se achava que tudo caminhava bem. E está aí a graça do esporte. Quem gosta de fórmulas e ciência exata, que acompanhe uma Olimpíada de Matemática. 

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Tudo isso para dizer que mesmo com um ciclo olímpico que, a meu ver, começou errado em 2013 - com o Zé Roberto convocando o seu time de Campinas para representar a seleção -, o Brasil poderia ter saído com uma medalha, inclusive a de ouro.

Aí todos os problemas que vínhamos apontando nos últimos anos não importariam em nada. Nem a teimosia do Zé, nem as oscilações da Dani, nem as quinadas de Garay e Natália no passe. Ganharíamos apesar de tudo isso. Mesmo a partida contra a China, com todos os problemas que o Brasil teve, podia ter acabado diferente. Assim como a China conquistou o ouro com muitas coisas ainda a melhorar.

E é assim. Todo time tem seus pontos fracos e, a depender do adversário e do jogo, eles podem pesar mais ou menos no resultado; podem ser superados ou não. Por isso, não vou girar minha metralhadora cheia de mágoas por aí e eleger culpados para a desclassificação. Vou aplaudir a China por ter sabido se reinventar na partida das quartas e na competição e lamentar que o Brasil, ao contrário de quatro anos atrás, não tenha tido esta capacidade. É do jogo.

Não adianta nada ficar remoendo esta derrota e tentando canalizar a dor do golpe em uma, duas pessoas ou, pior, achando que nada do trabalho nos últimos quatro anos prestou. Hora de trocar o disco. O mais importante agora é saber como se renovar para seguir em frente, passo que seria necessário independentemente do resultado conquistado no Rio. E é uma missão que não será nada fácil, pois o Brasil sai atrasado na corrida do próximo ciclo, como comentarei no post a seguir.

Comentários

Jonas M.B disse…
E eu vi o pessoal comentando antes do jogo da China contra o Brasil, "A china já era", "Adz vai colocar o CD", "Bernardinho é fraco, o Deus é o Zé.", etc. Espero que tenha uma grande reformulação.
Yano o Chato disse…
O começo do post pareceu um poema de tão lindo. Parabéns pela análise como sempre. Parabéns para a China também. Parabéns para Lang Ping; admirável ela.

Sem muito a dizer. Gostaria de ter grupos mais equilibrados na primeira fase na próxima edição do jogo.

Queria também indicar este post do saque viagem interessante pra quem quiser ver: http://www.saqueviagem.com.br/noticia/final-olimpica-entre-china-e-servia-derruba-6-mitos

Diferente da Laura, minha metralhadora está toda apontada para Natália no mesmo ritmo da dancinha que elas fizeram na conquista da Superliga deste ano, ela e a Thompson, diga-se de passagem: trá trá trá trá trá, a China vingadora vai no trá. Saíram todas metralhadas. Essa criatura não pode ser capitã da seleção.
anônimo disse…
Cheguei a comentar aqui que a partir das quartas-de-final, as Olimpíadas estavam em aberto e que a equipe chinesa ainda não tinha mostrado todo o seu arsenal. Lang Ping colecionou inúmeras cartas na manga, além de ter preparado uma equipe talentosíssima para, pelos menos, dois ciclos olímpicos. Vi muita gente desmerecendo a China, mas uma seleção que conquistou todos os campeonatos de base em 2013, foi vice-campeã mundial em 2014 e venceu a Copa do Mundo em 2015 não pode ser subestimada. Torci muito pela Sérvia, mas venceu o melhor e foi o time chinês. Que isso sirva de incentivo para trabalhar as bases, começar a dar quilometragem internacional as jovens desde cedo, ao invés de recrutá-las apenas para competições pífias e sem expressão competitiva. Nunca vamos saber se o resultado poderia ter sido diferente se tívessemos jogadoras jovens, altas e fortes no elenco da seleção como Paula Borgo ou Helô. Renovação é sempre essencial. Cuba, em Sidney, manteve no elenco uma Miréia Luís com 34 anos, mas já tinha uma jovem, mas já experiente e decisiva Yumilka Ruiz. Trouxe Aguero, Ana Fernandez e Zoila Barros. Preservou a base de 1996, mas trouxe novidades. Algo que faltou ao Brasil. Laura está coberta de razão: é necessário um redesenhamento do vôlei no Brasil.
Mantronix Inc disse…
A China não consegue manter uma equipe por mais de um ciclo, vide as jogadoras campeãs de Atenas, Feng, Zhao, etc.. as jogadoras lá são tão extenuamente exigidas q acabam todas quebradas, lesionadas sem condições de prósseguir p/ o próximo ciclo.

Sloetjes amarelou né? Em compesação Plak foi guerreira e não encolheu o braço.

Tim Zhu eh um homem vamos combinar.

Laura adorei " Ta na hora de trocar o disco" rs, vc também pegou a época que podia bloquear saque?
Muito boa essa Olimpiada, e o resultado aponta realmente pro futuro, sendo assim o Brasil precisa se reinventar. Precisamos de jogadoras que são "máquinas" de pontuar, assim como a Zhu, Boskovic, Mihajlovic, Sloetjes, que por sinal foram as maiores pontuadoras da competição. Precismaon também de jogadoras mais altas, foi o que vimos, é a realidade: a China com jogadoras com mais de 1,90, assim como Sérvia, Holanda. Ao eu ver o Brasil sofrerá um pouco no próximo ciclo, pois a renovação será feita meio que a força, mas eu acredito na seleção. Não sei virá título olímpico, só tempo dirá, mas que pelo menos continuemos entre os melhores.
Unknown disse…
Temos uma ponteira de 1,93 na seleção sub-23...ela deve participar urgente desse próximo ciclo olímpico!!!
André Mariano disse…
Concordo em não girar metralhadora, mas alguns problemas não podem deixar de ser frisados: a) A inutilidade de se levar 4 centrais e colocar, na função de oposta, uma ponteira de apenas 1,80cm; b) ponteiras fortes no ataque, mas quase em fundo de quadra (embora, eu ache que a Natalia deu menos prejuízo no passe que a Garay); c) uma levantadora reserva, aparentemente fora de forma, e que só foi convocada por peso na consciência, pois, se assim não fosse, teria entrado em quadra; d) uma levantadora titular que parece não ter visão periférica do jogo e tem perdido a precisão nos levantamentos. Para mim, se tem um nome que caiu absurdamente em qualidade foi a Dani Lins. Inúmeras vezes com o passe na mão, ela conseguiu tirar a melhor dupla de centrais do voleibol mundial do jogo. Ela esqueceu seu voleibol em Londres; e) éramos a seleção mais velha nos jogos. Das 12 convocadas, somente 3 abaixo dos 30 anos, ou seja, nossa capacidade de renovação foi bizarra. Em 2004, depois do que passamos, tivemos um recomeço com essa geração que aí está e que não tinha levantadoras excelentes (eram Carol Albuquerque e Marcelle), mas, mesmo assim, começamos ganhando várias competições. Agora, eu temo... não temos jogadoras espetaculares: não temos jogadoras espetaculares e bom boa estatura (não temos Thaísa, Fabiana, Sheilla, Jaqueline etc. etc)... temos uma Paula Borgo surgindo? Temos.. mas, uma coisa é se destacar na superliga outra é ser destaque em campeonatos mundias... Eu não duvido da capacidade dela, mas é muito diferente o nível de competição e Gabi pode ser citada como exemplo disso: destrói na nossa superliga e lá fora... Espero que a gente consiga se manter entre os melhores no próximo ciclo.
Jonas M.B disse…
Excelente comentário André. Exatamente.
L. Mesquita disse…
Não foi a China que ganhou o Ouro,foi a Lang Ping que conquistou esse Ouro os méritos são todos dela.Nunca vi uma olimpíada com tanto equilíbrio no vôlei feminino e quando temos um torneio tão equilibrado assim que ganha o Campeonato é o melhor técnico.Foi uma final incrível.Um dos melhores jogos de vôlei feminino que já vi nos últimos tempos.Parabéns também ao excelente técnico Zoran Terzic,que fez tudo o que pode para conquistar o Ouro numa partida de Xadrez que foi essa final.Ao contrário do Zé Roberto,Terzic não foi omisso em nenhum momento da final,como um mestre de Xadrez foi movimentando suas peças de forma a tentar anular as estratégias da Mestra Lang Ping.Terzic perdeu a final,mas perdeu lutando muito até o final,mexeu no time,pediu tempo na hora certa,pediu desafio oportunamente,no último set fez 4 mudanças no time que fizeram a Sérvia quase virar o placar do set,mas enfim,não deu,mas ele tentou,não foi medroso,não superticioso,Terzic foi um técnico líder em quadra de cumpriu muito bem o seu papel.Ao contrário de Zé Roberto que não teve coragem de por Fabíola,Gabi e Jaqueline para jogar no final do jogo e preferiu perder sem tentar mexer no time,Terzic pôs Busa,Velikivic,Brakocevic e Zivkovic pra jogar no último set a ponto de a Sérvia quase conseguir virar o placar.O Brasil poderia sim ter ganhado da China,faltou tática,estratégia e,principalmente,coragem do técnico brasileiro para mexer no time.
Acho que ficar culpando o ciclo olímpico é chover no molhado.Como a própria Laura disse,se a Olimpíada fosse daqui a um mês,os resultados poderiam ser diferentes,pois o toneio olímpico nunca foi tão equilibrado nas edições anteriores.Vale ressaltar que a China terminou a fase de classificação em QUARTO lugar!!!Lang Ping ganhou esse ouro a cada jogo.Cada jogo foi uma final para Lang Ping,estrategista,ela mudava o time de acordo com o andamento da partida,de acordo com a produção do adversário.Ponto a ponto,set a set,jogo a jogo,Lang Ping foi contstruindo esse Ouro.Lang Ping não foi uma técnica estática,ela não veio pra olimpíada com uma receita pronta,ela não veio com uma "PANELA",ela não se acomodou,ela não foi medrosa.LAng Ping veio para o Rio com a mente aberta para mudar o time sempre que precisasse e com opções táticas que incluíam as jogadoras que estavam no banco e não somente as titulares e assim foi ocnstruindo seu Ouro a cada jogo.
L. Mesquita disse…
2008 - O Brasil foi Campeão Olímpico devido a enorme "superioridade técnica" em relação às demais equipes.Ao contrário do Rio-2016,Pequim-2008 foi a Olimpíada menos equilibrada que eu já vi,pois a superioridade técnica brasileira era flagrante.A geração que reuniu no mesmo time super-craques no auge de suas carreiras como 1 Walewska Oliveira,Marianne Steinbrecher,Fofão e nossa única MVP Olímpica,Paula Pequeno,que foi uma monstra nessa olimpíada jogando tudo o que podia.
2012 - o Brasil foi Bi-Campeão Olímpico porque os EUA não quis eliminá-lo na fase de classificação quando tinha a faca e o queijo nas mãos.Zé Roberto tinha perdido o controle do time que estava perdido.O mérito foi mais das jogadoras e principalmente da Capitã Fabiana que uniu e liderou o time depois da classificação dada de presnete pelos EUA com a vitória sobre a Turquia.Nessa olimpíada Zé mais atrapalhou do que ajudou deixando o time tenso na fase de classificação e por pouco o Brasil nem se classificava para o mata-mata.Parabéns à superação das jogadoras que ganharam mais no coração do que na tática.
O Ouro em 2008,na superioridade técnica,e o Ouro em 2012,no coração e na superação das jogadoras,mascararam a inércia,a supertição e a falta de coragem do Zé mexer no time e mudar as estratégias e táticas durante a partida.Zé Roberto sempre foi técnico de receita pronta,lento,demora a substituir e quando o faz é quando a mionese já desandou.
A maior prova disso foi o 24x19 contra a Rússia em 2004.Tantos match points perdidos e o Zé não fazia nada para mudar a estratégia e a tática para fechar o jogo,a coitada da Mari,a mais nova do time,é que saiu queimada,quando na verdade a culpa foi da inércia do técnico medroso e paneleiro que é o Zé Roberto.Mesmo tendo Elisângela(Lili) e Bia no banco como opções de oposta e Fofão como opção de levantadora,Zé Roberto preferiu queimar a carreira da Mari a sequer tentar apostar na inversão do 5x1.Não bastasse isso Zé Roberto foi com a mesma postura medrosa,paneleira e sem coragem para mexer no time na disputa do Bronze contra Cuba e o Brasil saiu de mãos abanando de Atenas-2004.Alguma diferença da falta de ousadia,estratégia e mudança tática do Zé de 2004 para o Zé de 2016?Um técnico que credita um título olímpico a passar a mão em um corcundo não pode estar no mesmo nível de Lang Ping ou Zoran Terzic.
Paulo Roberto disse…
Uma visão bem ampla sobre o perfil do ZRG nos trouxe agora o L. Mesquita. Me apeguei aos erros dos dois últimos ciclos olímpicos e não me lembrava que essa dificuldade dele é de longa data.

Como a Laura disse é hora de mudar a chave e penso que o voleibol deve ser pensado como um todo a partir de agora. Não se pode deixar a SL do jeito que está e esperar resultados das seleções principais, bem como as categorias de base precisam ser vistas de maneira mais integradora. É a visão que tem que mudar primeiro, ou então passaremos a viver do passado e à medida que a inércia aumentar o passado ficará cada vez mais distantes.
Jonas M.B disse…
CHAMPZ!! 3-0 na ITA.
Yana Souza disse…
Gente, meus gatinhos sao campeoes.. FOI LINDO, Maravilhoso, emocionei.me demais... PARA QEM CRITICOU O TIME MASCULINO AQUI..CHUPA ESTA MANGA... AMO VC, BRUNINHO LINDO..yana, a Gatinha...hummmf.. acritem...qeridas...
Yana Souza disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
Yana Souza disse…
Fontes desta afirmacao.. nunca ouvi falar desta jogadora.
Yana Souza disse…
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Jonas M.B disse…
"Bernardino é fraco" , risos mil
Vicente Maia disse…
"Fora Bernardinho, chega de panela" 😄
Sidão perdeu de ganhar uma medalha de ouro sentado no banco assistindo. 😄
Parabéns ao time e ao Técnico. A
Esperando os haters do Bernardinho agora. 😄
Isa Costa disse…
O técnico não pode ser mudado, não adianta reclamar porque não tem outro capaz de comandar a seleção principal.

Dani tem que sair com urgência, seu desempenho foi imperdoável.

Brasil, Rússia e EUA ficaram para trás, agora veremos a China e os times europeus (Sérvia, Holanda e Itália) como protagonistas.

O Brasil é o mais ameaçado, vai precisar de um número grande de novas jogadoras para suprir as vagas deixadas por algumas titulares que estão saindo e para ocupar o banco de reservas. Nossas seleções de base são fracas, as jogadoras chegam adultas na Superliga e brutas ainda, precisam sempre ser lapidadas téncnica e fisicamente para subir para a seleção principal.

Não é função do ZR desenvolver jogadoras, SFV deve conter as melhores jogadoras do país prontas pra se juntar e jogar, simples assim, desenvolvimento deve ser feito nas bases e o que vemos são jogadoras jogando a Superliga totalmente cruas. Na Superliga elas já deveriam chegar para mostrar seu potencial a nível profissional para facilitar o recrutamento das melhores para a seleção principal.

Enfim, ZR tomou bonito e deve estar bobo até agora.
Isa Costa disse…
Bernardinho? Ser prata de novo era só o que faltava, tinha obrigação de ser ouro depois de tanta prata seguida. O time também é muito bom, lutaram muito e a vitória foi merecida.
Joffre Neves disse…
É a gabriela do sesi sp,ponteira/oposta de 1.93.
Joffre Neves disse…
Agora é renovação pra o feminino.Temos bom material humano : drussyla,gabi,gabi do sesi-sp de 1.93,nayane,paula,mara,rosamaria,juma,lais libero,brait se topar,thaisa pra mais uma olimpiada com a ade tbm,jaque n se aposentou ainda,tandara ainda da pra um ciclo,francine meio de rede,fran levantadora,juliana paes libero...Ou seja agora vamos focar em outras jogadoras mas não esquecendo de ter como inspiração jogadoras como a sheilla e a fabizona que se aposentaram oficialmente.
anônimo disse…
O nome dessa jogadora de 1,93 é Natália Fernandes(coincidência, não?). Ela joga como ponteira/oposta e vai jogar no Sesi essa temporada.Não tenho certeza quanto a idade dela. Acho que seja entre 19 e 21 anos. Se procurar bem nas bases, tem jogadoras de 1,88 a 1,98. Agora precisa ter paciência para lapidar o talento bruto. Elas não são uma Ting Zhu, mas se forem trabalhadas exaustivamente técnica e fisicamente, podem render bem no futuro.
Joffre Neves disse…
Olha eu vi o jogos do rio como em atenas : brasil e china campeão na quadra no masculino e feminino respectivamente,na praia o brasil levou o ouro contra uma equipe europeia e o brasil foi prata no feminino e a seleção feminina de quadra não foi ao pódio.Foi praticamente Atenas.
Rafael Modesto disse…
No quesito renovação, posso colocar Paula Borgo, Naiane e Rosamaria como as principais representantes do futuro do país na modalidade. Claro que será preciso muito trabalho, mas elas podem estar em 2020 representando o país muito bem! E claro, mesclando com jogadoras que ainda vão continuar como Natália, Thaísa, Gabi, Dani Lins e talvez se possa contar com a volta da Camila Brait. Enfim, são as minhas esperanças. E claro, tenho esperança de que surja um fenômeno nos proximos anos, assim como surgiu a Mari, Sheilla, Jaque, Paula, Fabiana, que ajudaram a construir tudo o que somos hoje.
Unknown disse…
Olho nelas:

Valquíria Carboni - 22 anos - 1,90m - Central
Karoline Tormena - 22 anos - 1,87m - Ponteira
Maiara Basso - 20 anos - 1,86m - Ponteira
Ariane Helena Pinto - 19 anos - 1,90m - Oposta
Letícia Kroth Swarovsky - 20 anos - 1,90m - central
Marina Trabulsi Sanches - 20 anos - 1,93m - Central
Kisy Cesário do Nascimento - 16 anos - 1,88m - Oposta (canhota)
Maria Bárbara Biermann - 18 anos - 1,86m - Ponteira
Natália Fernandes Silva - 21 anos - 1,93m - Ponteira
Raquel Loff - 21 anos - 1,93m - Central
Ana Paula Borgo - 23 anos - 1,88 - Oposta
Lorenne Teixeira - 20 anos - 1,87m - oposta
Karyna Malachias - 17 anos - 1,94m - Central
Kaoane Loch - 18 anos - 1,93m - Central
Yvea Bastos - 18 anos - 1,96m - Central
Kimberlly Lacerda - 19 anos - 1,88m - Oposta

Guilherme
Marco Barbosa disse…
Querida Laura e caros amigos leitores, fim de festa aqui no RJ e até o clima enfezou: venta horrores, há nuvens pesadas no céu e sentimos um misto de alívio por tudo ter saído tão bem quanto possível, saudade dos dias intensos e preocupação com o futuro imediato, já que uma pesada conta de desatinos econômicos e políticos aguarda para ser paga. O vôlei feminino, ao qual dedico carinhosa atenção desde que em um já longínquo 2003 eu, zapeando sem destino, achei um time de vermelho com uma menina loura de olhos glaciais fazendo chover contra um atônito Minas TC, mais uma vez proporcionou grandes emoções que me fazem ansiar pela próxima competição. Como encerramos um ciclo, podemos agora conjecturar sobre o futuro, inevitavelmente trabalhando com o que o presente e o passado nos ensina e, talvez, ousando ao correr o risco de contrariar os dogmas. E o dogma parece ser a necessidade de ter altura e força nas pontas: jogadoras na faixa de 1,90m, jovens e fortes, são pontos em comum nos quatro finalistas do Rio: o fenômeno Ting Zhu, a Boskovic, a Slotjes e a Hill. Com a Egonu a Itália comprou a mesma ideia e, mesmo com o fracasso nesta Olimpíada, seria imprudente deixar de reconhecer o potencial da equipe do Marco Bonitta. Esse biotipo sempre esteve à disposição na Rússia, mas as nossas queridas antagonistas têm lá os seus próprios problemas. No Brasil dependemos de mais talento do que de estatura ou capacidade física, pois nosso material humano não é tão abundante como na China, tampouco temos uma população geneticamente favorável como os povos eslavos ou uma máquina de formação de talentos como a americana NCAA. Nossos clubes têm alcance limitado, são restritivos e muitas vezes não dispõe de recursos adequados, dependendo da abnegação de pessoas como em Nova Trento, por exemplo. Diante desse cenário, o fato de termos quatro medalhas olímpicas (duas de ouro!) deve ser ainda mais exaltado. Certamente eu creio que o aperfeiçoamento da condição física de nossas atletas é muito importante, e na era do JRG este trabalho fez toda a diferença (grato, professor José Elias Proença!), mas eu tenho certeza de que nosso time continuará a não ser o mais alto, nem o mais forte. Terá de ser o mais bem treinado, o que dispõe de mais alternativas táticas e da defesa e transição para o contra-ataque mais veloz. Acho que o JRG tem essa visão, mas ele arriscou demais em manter um time de idade média tão mais alta que seus adversários, e privou-se de alternativas ao levar uma levantadora obviamente sem condições físicas e entrosamento, além de improvisar uma reserva para a saída de rede sem tempo para amadurecer a ideia e torná-la prática. Em alguns momentos até vimos um lampejo do que seria o imaginado pelo JRG para a competição, mas as fragilidades eram óbvias demais para a Lang-Ping e foram exploradas com todo o mérito. Creio que o Brasil pode se manter competitivo mesmo que não achemos uma Ting-Zhu ou uma Kim Yeong-Koung, mas se o nosso time do próximo quadriênio for construído com jogadoras de perfil similar ao da Gabi arcaremos com o ônus de marchar no passo diferente do resto do mundo e, à feição da Tailândia, teremos de nos esforçar mais e de nos preocupar com miudezas que para os times das gigantes máquinas de pontuar não fazem muita diferença: Zhu, Boskovic, Kosheleva e que tais são martelos e para elas qualquer bola é prego. Por conta disso meu conselho é: preparem seus corações, pois Tóquio 2020 e tudo o que tem daqui até lá será emocionante e eu mal posso esperar!
Yano o Chato disse…
Dream Team

Ponteiras: Ting Zhu (China) e Brankika Mihajlovic (Sérvia)

Centrais: Milena Rasic (Sérvia) e Foluke Akinradewo (Estados Unidos)

Levantadora: Alisha Glass (Estados Unidos)

Oposto: Lonneke Sloetjes (Holanda)

Libero: Li Lin (China)

MVP: Ting Zhu (China)
Yano o Chato disse…
Vejam este post italiano com a análise do desempenho dos jogadores na final contra o Brasil. Até nota eles dão. Um país que tem muito mais tradição no vôlei do que nós. Só aqui que não podemos avaliar.

http://www.volleyball.it/notizie.asp?n=124304&l=0
L. Mesquita disse…
Enquanto no feminino temos somente uma MVP Olímpica,Paula Pequeno em Pequim-2008,no masculino temos agora 3:
Atenas-2004:Giba,Londres-2012:Murilo e Rio-2016:Serginho.
Todos sabiam que a Itália viria com o saque pesadíssimo,como fez no primeiro turno para vancer o Brasil e Serginho foi um monstro nessa final comandando a linha de passe com maestria possibilitando o Bruno de acelerar o jogo e trabalhar com os atacantes de meio.Serginho,nosso novo MVP Olímpico,é um exemplo de raça,superação,dedicação e,sobretudo,profissionalismo,foi um líder em quadra nessa campanha do Ouro olímpico!Parabéns!
Seleção da Olimpíada Rio-2016 eleita pela FIVB:
Most Valuable Player(MVP) e Melhor líbero:Sérgio Santos;
Melhor levantador:Bruno Rezende;
Melhores atacantes de meio:Emanuele Birarelli(Itália) e Artëm Volvich(Rússia);
Melhores atacantes de ponta:Wallace Souza,Ricardo Lucarelli e Aaron Russell(EUA).
Eduardo Araujo disse…
E a sétima medalha olímpica do Bernadinho, a primeira foi como jogador, a prata da geração de prata do masculino, 2 de bronze com as mulheres, 2 de ouro e 2 de prata com o time masculino. 4 final seguida.... o cara é realmente o melhor técnico brasileiro.
edsantos disse…
CONCORDO COM UNKNOW- GUILHERME, TEM MAIS JOGADORAS,
CARLA TEREZINHA 25 ANOS CENTRAL 1,97
FLAVIA GIMENES 25 ANOS CENTRAL 1,98
PAULA CAMILA 21 ANOS PONTEIRA 1,88
FE TOME 27 ANOS PONTEIRA 1,94
E AS LEVANTADORAS JUMA 23 ANOS 1,83
E A ROBERTA 1,87
Joffre Neves disse…
Eu acredito que vamos renovar vem sabem o motivo ? Porque passamos por isso lá em 2004 e em Pequim fomos muito bem perdendo um set o campeonato inteiro e na final ! temos um ótimo material humano e temos condições de ganhar tudo que quisermos desde que agora testem essas jogadoras e as levem pra todas as competições possíveis.Pode ser que elas demorem pra soltar tudo que sabem mas quando se sentirem a vontade podemos ganhar de todo mundo,sinto uma pena pela eliminação do Brasil e o tri não ter vindo mas vamos pensar positivo porque é na derrota que nos reerguemos não é mesmo ?Já não passamos por isso ? Então,positividade e exigências para pôr as meninas novatas pra jogar.Muitas jogadoras altas e imaturas mas temos quatro anos pra reverter e ganhar em Tóquio,palco de tanto jogos da seleção,títulos de grand prix e o fatídico vice do mundial de 2010...
Jonas M.B disse…
- Fiquei triste/feliz pela minha dupla favorita na praia (Walsh e april), feliz pelos homens e triste/feliz pelas mulheres.

- Na Praia Feminina, infelizmente a Walsh foi disputar o bronze(triste) mas venceram em um grande jogo contra outra grande dupla e levaram o bronze. (feliz)

- Na quadra masculina, os homens finalmente voltaram ao topo. Superação e merecimento de um grande trabalho. (feliz)

- Na Praia Masculina, Grande Alisson! Gigante Bruno. Feliz demais por essa duplar chegar ao ouro olímpico. (feliz)

- Na Quadra Feminina, as mulheres fazendo um paralelo com o futebol masculino, gostaria que tivesse ganho mas não fiquei triste porque perdeu. Somente com derrotas os erros sobressaem e acontecem grandes reformulações. Como já foi dito a exaustão aqui, levar adenízia, gabi e fabíola foi um erro. Não apostar em outras também. Entre outras coisas que poderiam ser feitas mas não foram e agora vão ser revistas devido a derrota. Sendo assim o mix de tristeza, pela derrota mas felicidade porque grandes coisas estão por vim para o Brasil voltar ao topo. (feliz/triste)
Jonas M.B disse…
*futebol em relação a copa América e a vinda do Tite
Unknown disse…
Acabei de saber de uma central (Jéssica - Tijuca RJ) com 2,02m...parece que sub-20

Guilherme
Renato Santos disse…
O ZR vem cometendo vários erros ao longo desses 4 anos, a galera que comenta nos blogs já vinha falando isso, mas diziam que por ele ser tri-campeão olimpico sabia o que tava fazendo.
1- Em 2013 quando todas as seleções principais renovaram com jogadoras muito altas e fortes, o ZR fez o contrário, usou o mesmo time de Londres durante a temporada porque não queria perder e ainda convocou duas ponteiras e uma oposta que não tem nem 1,80 (Gabi, Michele e Monique). O pior de tudo é que insistiu com elas durante 4 anos.

2- Levou o time do Campinas para disputar a copa dos campeões e dar ritmo para as jogadoras do seu time.

3- Não trabalhou com pelo menos 3 levantadoras durante o ciclo. Como a Fabíola voltou de gravidez, estava sem condições de jogo e ficamos na mão.

4- Deixou a Sheilla intocável, se ela era reserva do time em que jogava, quem dirá da seleção. Porque não fez teste com a Paula Borgo ou a Helo?

5- Colocar uma jogadora como a Jaque no banco. Isso foi um erro fatal.

6- Não se preocupou em montar um banco de reservas de qualidade. O Brasil tinha apenas a equipe titular.

A seleção precisa passar por uma grande reformulação e renovação, é preciso convocar jogadoras altas e fortes com no mínimo 1,85 pra cima. O Brasil perdeu porque não houve renovação e o nosso time estava manjado.
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willian km disse…
Não é a Natália, estava como reserva de lorenne. Temos ótimas jogadoras altas e de força. Só precisam ser treinadas no passe. Bloque e defesa. Essa Natália, lorenne, Helô, Paula borgo, Rosamaria e outras que estão na sub 23, acredito que vem por aí mais força e altura. As seleções como usa, China, Holanda, Rússia e sérvia estão bem altas. Juntas com Natália, garay e Gabi acredito que da pra mesclar coisa boa