Os Jogos têm que continuar - Semifinais



Muito estranho não ver o Brasil nas semifinais... Certamente os Jogos perderam muito da sua graça, mas convido vocês a me acompanhar nas análises finais desta edição olímpica. É uma forma até de a gente tocar a vida para frente e superar aquela derrota nas quartas ainda mal digerida.

Fora que não dá para ignorar ou minimizar o que aconteceu nestas duas grandes semifinais.

Sérvia 3x2 EUA

Que puxada de tapete a Sérvia deu no sonho americano de chegar a sua terceira final consecutiva!

Não foi uma partida regular por parte de nenhuma das equipes. Acho que ela não se estenderia ao tie-break e nem teria este resultado se os EUA tivessem tido mais controle sobre os seus erros.

Mas isso não foi um problema que as norte-americanas apresentaram somente nesta semifinal. Foi um sério calcanhar de Aquiles durante toda a competição. Contra a Sérvia, os erros constantes de saque tiraram a principal arma que os EUA poderiam ter a seu favor.

Para um time que tem na harmonia do conjunto e não exatamente nas individualidades o seu principal valor, dar tantos pontos em erros é quase suicídio.

Agora, a Sérvia teve muito mérito de, no início da partida, ter marcado muito bem as principais jogadas dos EUA. Aliás, o time teve um volume de jogo surpreendente. Matou as principais atacantes norte-americanas, forçando o Kiraly a trocar as titulares. Isso aliado a contusão da Akirandewo logo no início da partida, colocaram o poder ofensivo norte-americano contra a parede e a Glass um tanto perdida nas suas escolhas.

Defensivamente, os EUA demoraram, mas pegaram a Mihajlovic no bloqueio, enfraquecendo a força ofensiva da Sérvia num momento decisivo. Só que a Miha é mais do que uma grande atacante. No tie, comandou a virada sérvia no bloqueio (individual) e no saque juntamente com a Rasic.

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A Sérvia teve muito mérito em acreditar e buscar a virada no tie-break. Soube desorganizar os planos dos EUA e, como sempre, as norte-americanas não souberam sair de uma situação complicada. Os EUA têm poder 0 de superação e de reviravoltas táticas.

A Sérvia tem-se tornado a cada torneio um time mais completo, porém é ainda muito imprevisível. Não está totalmente maduro. Os altos e baixos impedem que ela possa ser colocada no pódio das grandes seleções que têm marcado as finais das últimas edições dos Jogos. Mas verde ou não, a Sérvia terá uma medalha no peito.

Medalha que será conquistada com algo além daquilo que mostra na bola. Não sei definir se é força de vontade, perseverança, superação. Mas é algo que não se traduz em números e que dá alma ao corpo do time.

Coisa que os EUA não têm. Nunca tiveram, aliás. Em compensação, têm um jogo de muita qualidade e o qual admiro. Mas foi um jogo que apareceu sem o mesmo brilho nesta Olimpíada. O time foi muito inconstante para quem sempre teve a regularidade como característica. Não teve também suas pontas em campanhas inspiradas como no Mundial. Ficou aquém do que podia e do que esperávamos.

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China 3x1 Holanda

Sinceramente não esperava tamanho equilíbrio nesta semifinal. A minha expectativa em relação à China estava superior ao que ela apresentou, principalmente no repertório ofensivo que ficou extremamente concentrado na superpoderosa Zhu. Isso aconteceu porque a Holanda complicou realmente a vida chinesa no passe.

Ela fez muito bem o seu papel no saque e manteve a virada de bola razoavelmente funcionando, com a tradicional e constante troca de ponteiras. Aliás, achava que esta medida do Guidetti impedia que suas atacantes evoluíssem na partida. Mas, no fim, acaba por ser uma ação fundamental para o time manter o fôlego na virada de bola.

Só que a China foi muito comedida nos erros e neutralizou as ações da Sloetjes no bloqueio e na defesa. Se a Holanda não errasse tanto (o que foram os saques da Sloetjes?), a China não teria tantas oportunidades para recuperar os placares no primeiro e quarto sets.

Claro que há por trás destas recuperações também um trabalho de persistência chinesa. A China tira uns pontos aqui, outros acolá. Quando se vê, toma conta do placar. Muito traiçoeira. Se o Brasil não soube se proteger deste veneno, que dirá a Holanda, recém chegada ao mundo dos adultos do vôlei feminino. 


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De qualquer forma, a Holanda fez uma grande campanha e chegou mais longe do que se poderia imaginar. Corajosa, bagunçou a vida de todo mundo, inclusive, indiretamente, a do Brasil.

E a China chega à final com dois times possíveis de aparecer em quadra. Um que, com o passe na mão, tem um dos melhores senão o melhor e mais rico sistema ofensivo; outro que, com o passe quebrado, se assemelha à Rússia e fica na dependência de uma jogadora, a Zhu. O que, convenhamos, não é de todo o mal. 



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Quem leva o MVP desta Olimpíada? Mihajlovic ou Zhu?

Comentários

Cleber Quiroga disse…
Gostaria de sua opinião, Laura, sobre minha análise. Primeiro, o Brasil caiu por causa do técnico em vários sentidos. Essa edição dos jogos mostrou que foi além quem renovou suas seleções e não teve medo de buscar os resultados com jogadoras novas. Que diga China e Sérvia com uma oposta de 19 anos e a Zu com 21. Além disso, os times em si eram muito jovens. José Roberto levou uma surra tática de Lan Ping. Fiquei impressionado com o que ela fez nos dois jogos de quartas e semis. Segundo, o Brasil não renovou sua seleção, levou Sheila já em fim de carreira e abriu mão de uma reserva de origem para ela. Centrais sem renovação também. Levantadora sem reserva também. Por fim, peço a Deus que JRG deixe o comando da seleção. Tá na hora de comando novo no time. Meu sonho? Lan Ping nossa técnica! Rsrsrs é só sonho mesmo.
Yana Souza disse…
Cleber Quiroga, adorei seus post,, vc deu uma aula para muita gente de como criticar sem ofender e nem desmerecer ninguém. Concordo com vc, o Brasil perdeu porque não tinha banco a altura das titulares para entrarem e virarem o jogo... Reparou que a mesma insistência do Zé em Dani Lins, foi a mesma do koraly com a Glass, com uma diferença muito grande: a levantadora reserva dos eua está muito mais em condições físicas e técnicas que Fabíola... Kiraly não teve peito para fazer esta mudança. Por fim, gente, esporte é assim mesmo, um dia ganhamos noutro podemos perder... Bora acreditar que teremos uma grande renovação não somente na nossa comissão técnica como também nas peças que compõem nossa seleção... provado já está pela Lam Pim que renovação é muito importante... Bora torcer para a China afim de valorizar o grande trabalho da Lam Pim, que já foi uma das melhores jogadoras do mundo na sua época... Vi alguns jogos dela e ela era incrível mesmo... Yana, novinha e gatinha...
Rodolpho Francis disse…
Eu tambem acredito que o ZRG é o Grande responsável pela derrota por alguns Motivos:
1) Ele é o Técnico, deve se responsabilizar mesmo
2) Escolhas erradas, ficou com medo de Ousar e colocar Fabiola, Jaque, Gabi e Adenizia. A Jucy entrou bem no Jogo.
3) Cad a Versatilidade das Jogadoras escolhidas? Poderia deslocar a Natália pra saída e passar com Jaque/Garay ou Jaque/Gabi ou Gabi/Garay.
Mas infelizmente ele amarelou e nao teve coragem de fazer essas Mudanças. Como prêmio caiu nas quartas-de-final.
Estou torcendo muito pra Sérvia e chegaram duas das quatro seleções prováveis ao Título. Portanto, nao é nenhuma zebra.
Se o ZRG sair da Seleção quem deveria assumir no Lugar dele?! Speencer Lee seria uma boa Opçao?!
Abraço
Eduardo Araujo disse…
A interressante falar que Brasil não tinha banco, principalmente se você pensar para as convocações da seleção, a palavra que ele usou foi que a jogadora tinha que se dinâmica, razão pela qual ele não levou 2 opostas, e sim 4 centrais, é interessante ver que os dois técnicos que "inovaram" em suas convocações erraram de forma tão semelhante.
Quanto aos outros jogos pra mim o grande destaque é a torcida, que nunca fica pqssiva no jogo.
Achei muito interessante a entrevista do técnico da holanda e a alegria da servia pelo feito histórico.
Edde Frank disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
Edde Frank disse…
Acredito sem dúvida alguma que uma das principais razões pela queda do brasil contra a China se deu principalmente em razão da falta de comando técnico quando o brasil mais precisava.
A Lang Ping estudou muito bem o time do brasil, fazia a todo tempo modificações na equipe que davam certo, enquanto isso, o nosso técnico ficava abobalhado e parado vendo a China acreditar que podia ganhar o jogo e foi o que aconteceu. Não sei porque ele não tirava a Dani Lins quando era nítido os péssimos e óbvios levantamentos que a mesma fazia. Não havia variação de levantamento algum: ter centrais do nível de Fabiana e Thaisa e não utilizá-las é pedir para perder.
Se bem, que com o banco de reservas que o brasil tinha, não sei se iria fazer muita diferença fazer alterações no jogo: não sei pra que levar quatro centrais e pouco utilizar, uma líbero inexperiente em competições internacionais e uma levantadora que tinha talento mas que tinha acabado de dar a luz e não estava e não estava em forma física para disputar uma olimpíada. O erro de Zé roberto começou foi na escalação do time para essas olimpíadas.
Enfim, acredito que o que a seleção brasileira precisa inicialmente é de uma renovação no comando técnico: inegável o quanto que ZÉ roberto fez pela nossa seleção feminina, mas não podemos parar no tempo e viver apenas das glórias do passado.
Renato Santos disse…
Não acho que o ZR deva sair, porque não tem ninguém capaz de substituí-lo a altura no Brasil. O Spencer Lee é um bom técnico, mas ele primeiro deve começar como assistente técnico para depois pensar em ser técnico da seleção.
Na minha opinião, o ZR precisa continuar, mas ele deve parar de ser paneleiro e lapidar os novos talentos. Quem conhece bem o senhor ZR sabe que ele só gosta de trabalhar com jogadora pronta e experiente, pois não tem paciência para desenvolver as jogadoras jovens.
Eu tenho certeza que se a Lang Ping ou o Kirally fossem Brasileiros a Paula Borgo ou a Helo estariam na olimpiada, mas renovação não existe no vocabulário do ZR infelizmente.
Ele plantou o que colheu durante esses 4 anos de trabalho, enquanto várias seleções renovaram com jogadoras altas e habilidosas, o ZR não renovou e encheu a seleção com jogadoras baixinhas.
Desde 2013, eu e algumas pessoas vinhamos falando isso, mas diziam que ele era tricampeão olímpico e sabia o que tava fazendo. Ta ai o resultado.
Isa Costa disse…
Não gosto da Lang Ping.

Sou contra trocar ZR e CT.

Sou a favor da saída da Dani Lins da Seleção.

Spencer Lee ainda está longe de conseguir comandar um time de camisa pesada como a SFV. Trocar ZR não vai ser tarefa fácil.

ZR foi o único culpado desse fiasco, quis repetir o time de 2012, até Fabi ele queria no time, ela que recusou. Quis conquistar o tri sem banco de reservas, que tenha aprendido a lição dessa vez, o tombo foi muito grande.

O vexame só não foi maior porque os EUA também levaram uma rasteira. Devem ter comemorado tanto a derrota do Brasil e achado que finalmente ganhariam o ouro depois de perder para a gente 2x, que tiveram uma derrota semelhante contra a Sérvia depois. Até nisso esse time invejoso quis imitar o Brasil.

Estou torcendo pra Sérvia ser ouro e Holanda bronze, me apaixonei por elas, muito guerreiras e foram uma grande surpresa. 

L. Mesquita disse…
Que jogadora é essa Brankica Mihajlovic versão 2016! Ela joga no nível do masculino, poderia muito bem disputar a superliga Masculina. As americanas afinaram para a Mihajlovic no tie break. E o que dizer da garota de 19 anos Boskovic? O último saque e o último ataque do jogo foram da Boskovic, 2 bombas por sinal!
Brasil tem que tentar outro técnico. Zé Roberto tinha a obrigação de tentar alguma coisa com o que tinha no banco. Tem que tentar até o fim mudar alguma coisa no jogo! O Zé é tão medroso que preferiu perder abraçado a Natália e Dani Lins a tentar substituí-las.
Johnny disse…
Gostei muito que os EUA perderam, porque estavam com um ego muito grande, se achando demais! Treinaram demais para derrotar o Brasil e esqueceram dos outros times. Além disso, as jogadoras, antes da olimpíada, estavam dando declarações como se já fossem campeãs sem nem mesmo chegar no Rio de Janeiro. Alisha Glass deu uma declaração para um blog brasileiro, em 2015, falando que depois da conquista do Mundial o time dos EUA tinham adquirido uma força muito grande e que tinham mostrado para o Brasil só um pouco do seu poder na seminifinal do mundial de 2014. Ou seja, já estava dando declaração que iria vencer o Brasil na final antes mesmo da olimpíada chegar.
Bem feito, nem na final chegaram!
Se o Brasil não foi tri, elas tbm não tinham direito de ganhar kkkk
Ganharam campeonato mundial, está ótimo. Além disso, tiraram nossa chance de ganhar o título que faltava em 2014.
Independente de dancinha no banco de reservas, estavam se achando além do necessário e vieram para a olimpíada dependendo só do ataque das centrais, e quando uma delas machucou, o time inteiro desmoronou
L. Mesquita disse…
Ridículo a dancinha debochada dos EUA,até em pleno tie break contra a Sérvia elas tiveram a cara-de-pau de ficar fazendo aquela coreografia ridícula,achando que venceriam a qualquer momento,mesmo levando porrada da Mihajlovic,Boskovic,Rasic e Stevanovic,as americanas não tomavam jeito.Mas no final do jogo a casa delas caiu.Agora podem dançar à vontade!
Yano o Chato disse…
Será que agora pode dizer que a Sloetjs enterrou o jogo da Holanda, que tava na mão. O medo estava estampado na cara da mulher, errou tudo, se apequenou e amarelou mesmo. As pessoas amarelam, sentem a pressão, encolhem o braço e erram. E o técnico deixou ela lá na quadra. A Holanda jogando com 5 quando tinha tudo para ganhar da China que estava em pressão. Aí vão para o saque e erram. Depois vai outra e erra de novo. Aí vai Djkema e erra outro. E depois choram porque perderam!!!!!! Tem que perder mesmo.

O Carlão e o Luís Carlos Junior direto falando: não pode errar saques numa hora dessas. Não pode errar numa hora dessas.

A grande Sloetjs, matadora, revelação do vôlei mundial, que botou Sheilla no banco enterrou o jogo. Elogios quando cabem e críticas quando cabem também.

Sheilla e Jucyele erram o saque quando não poderiam. Natália errou tudo o tempo todo e minou o jogo do time. Dani se perdeu. E o Zé não organizou o time. Não usou o banco. Perderam por isso. Mereceram perder. Era um time velho e experiente que jogou como time novo.

Boskovic ganhou porque mereceu, acertou o saque viagem no tie break 15 a 14 e virou a bola pelo meio fundo. Isso é merecer.

Podem dizer que tenho mau caráter, blá blá blá. Acho uma idiotice não poder criticar. Todos criticam todos, o Osasco sofre de críticas, o Bernardo sofre de críticas, o Zé Roberto sofre de críticas. Menos hipocrisia.

Yano, novinho e chatinho...
Yano o Chato disse…
Votação: Qual promessa se realizará primeiro?

a) Tijana Bošković, 19 anos.
b) Paola Egonu, 17 anos.
c) Ting Zhu, 21 anos.
d) Changning Zhang, 20 anos.
e) Celeste Plak, 20 anos.
f) Natália Pereira, 27 anos.
Yano o Chato disse…
Ainda sem entender o que Gabi, Fabíola e Adenisia foram fazer no Rio.
Yano o Chato disse…
Agora tudo vai ser Mihailovic, Boskovic e o Caralhovic.

Rodolpho, você lembrou de uma coisa importante, o Zé disse que um dos critérios para convocação seria a versatilidade das jogadoras. Cadê? Nunca vi armação mais engessada e inversátil. A convocação não foi a melhor. Mas dava pra ganhar o jogo sim. Era só entrar com o time olímpico com Jaque e Garay que as meninas iam se encontrar. O meio iria jogar, etc.
Botou Natália, lenhou tudo. Essa mulher não pode ser capitã.

Fora Natália promessa dos infernos. Vai assombrar o Kiraly.
L. Mesquita disse…
A oposta Tijana Bošković é titular da Sérvia desde o Mundial/2014 aos 17(DEZESSETE)anos minha gente!!! Vocês viram o que ela fez no tie break contra os EUA? Natália já tem 27!!!
Unknown disse…
China vs Sérvia é uma final merecida. Na fase de knockout mostraram mais vontade de ganhar, e aliaram isso com a capacidade técnica e tática.
Torço que a Sérvia ganhe. Mas não ficaria triste se der China.
A Sérvia seria bem vinda entre os campeões olimpicos, uma novidade que valoriza a competição.
A China eu aprecio a filosofia de trabalho, que lá me parece mais estratégico e menos pessoal do que foi o da SFV nesse ciclo.
Aliás, sem diminuir nem um pouco o grau em que sou grato e orgulhoso do que fizeram nossas meninas e a CT, neste comentário eu gostaria de mencionar que caberia uma reflexão sobre a filosofia e a prática da CT.
Tendo a concordar com alguns colegas aqui, quando alocam parte da responsabilidade na CT.
Nesse ciclo a CT testou pouco novas jogadoras, e não vale argumentar que no ano passado formaram duas seleções, participando de dois ou mais campeonatos. Isso deveria ter sido feito pelo menos nos últimos quatro anos.
Vejam, modelos vencedores não se perpetuam, porque os adversários aprendem a enfrentá-lo, e eventualmente o copiam e até o aprimoram.
A China é o exemplo emblemático, porque conseguiu lidar bem com os pontos fortes do Brasil, reduzindo o impacto destes, e ao mesmo tempo exploraram muito bem os pontos fracos.
E some-se a isso o fato de que a filosofia da China nesse ciclo tem sido há um bom tempo buscar novas jogadoras,testá-las em vários campeonatos dando responsabilidades a elas.
Não estou dizendo que o modelo utilizado pelo Brasil está totalmente errado. Digo que ele foi assimilado pelos adversários, e eles se adaptaram ao ponto de planejarem seus ciclos com renovação que visava formar conjuntos que poderiam nos vencer.
Em resumo, nossa CT errou na estratégia para este ciclo, e isso os levou a planejar e executar um plano que poderia ser sobrepujado por times que sabiam por onde tentar nos vencer. A execução do plano, devo reconhecer, foi bem feita. Entretanto, um plano bem executado pode ser eficiente, mas se a estratégia poderia ser anulada, então o plano eficiente não poderia ser eficaz.
Bem, dito isso, essa mesma CT poderia conduzir um novo ciclo, desde que assumisse rever a estratégia, porque planejar e executar conforme a estratégia eles mostraram que sabem fazer. Vale pensar, em tempo, que talvez eles não queiram adotar mudanças nesse sentido, e se isso se confirmar, abre-se a possibilidade de uma renovação começando pela CT.
Yana Souza disse…
Gente, mesmo n sendo pertinente a este blog, estou muito feliz. Meus gatinhos estão na final do volei masculino... Yana, a gata... Bora torcer domingo p nossa selecao... hummmmf
Yano o Chato disse…
Eu também fiquei muito feliz que meus gatinhos se classificaram. Mas o que é aquele Kliuka? Tudo de bom.

Voltando. Eu até acho que a CT não renovou e tals e tem que melhorar, mas não acho que perdeu o jogo contra a China por isso. Pra mim houve um mal gerenciamento da partida e dos sets, ponto a ponto. Assistiram passivos à derrota. O Zé que já estava predisposto a não jogar com a Fabíola, não a utilizou. Poderia ter deslocado Natália para a saída. Ou entrar com Gabi e Adenísia. Não fez nada. Perdeu sem utilizar o banco. A partida foi fugindo e não fez nada.

Yano, o gato chatonildo.
L. Mesquita disse…
Sérvia e China cagaram para o Grand Prix e "esconderam" seu jogo para a Olimpíada,enquanto Zé Roberto deu tudo para ganhar o Grand Prix e ficar fora do podium olímpico.Zé Roberto fez questão de a seleção brasileira ser a mais estudada de todas as seleções porque Zé Roberto é supersticioso e paneleiro,dificilmente usa o banco de reservas,ele tem "MEDO" de mexer no time! Reserva,para o Zé Roberto,só serve pra ficar no banco.Agora tá mais que provado que quem ganhou o Ouro em Londres foi a raça das jagadoras,pois o técnico do Corcundo é medroso.Dessa vez não deu né,aliás a China é muito menos bobinha que as americanas que só sabem fazer coreografias bossais no chiqueirinho.
L. Mesquita disse…
Concordo com o Yono o Chato! O Brasil perdeu porque o técnico teve medo de mexer no time.Se o Zé tivesse 1% da ousadia da Lang Ping poderia ter mexido no time e ganhado o jogo,mas preferiu morrer abraçado a Pani Lins e a Natália. Porque não por Fabíola e Gabi na inversão do 5x1 e Jaqueline no lugar da Natália? Não dava para ter coragem de pelo menos tentar?
Yana Souza disse…
As postagens estao ficando muito pleonástico... estao redundantes demais. Todos falando a mesma, mudando apenas as ordens das orações... rsrs.. Yana, inteligente, novinha e gata.. e solteira ainda...rsrsrsrs
Yano o Chato disse…
As postagens são reflexo do público do blog, alguns em especial. Talvez eles sejam repetitivos e enfadonhos, e chatos, é claro!!!!

Yano, smarter, younger, kitten and more single.... still.
Primeiro um desabafo. Quem aguenta o Marcos Freitas comentando no SPORTV. Ele quer comentar todas as ações do jogo, ao invés de passar um visão mais geral do que está acontecendo. É o único comentarista que fala mais que o narrador.
Joffre Neves disse…
Holanda empatou o segundo set contra os estados unidos
Deveríamos rever este conceito de ciclo olímpico e trabalhar permanentemente as categorias de base. Comparem as seleções de 2013 com o time que foi a olimpíada. Que jogadoras foram trabalhadas? Que evolução houve neste período?
O que acaba valendo é quem está bem no momento é as jogadoras da confiança do treinador. Veja o que aconteceu com a Camila Brait agora, com a Fabíola em Londres.
Vejam o exemplo do masculino, quando tivemos que voltar com um jogador machucado por falta de confiança no reserva. Eu sou fã do Bernardinho e do Zé Roberto, mas este conceito de ciclo olímpico deveria acabar, Não é feito um trabalho de verdade visando a próxima olimpíada, e sim disputaras competição como um fim em si mesmo.
Onde se leu é as jogadoras, leia-se são as jogadoras
Joffre Neves disse…
Eua levou o bronze e bateu a holanda por 3x1
Jonas M.B disse…
"China já era." eles disseram...
Joffre Neves disse…
Deu china 3x1
Isa Costa disse…
Estava torcendo pra Sérvia, mas foi bom a China ter ganhado porque alivia o peso da derrota do Brasil, perdemos para o time que foi campeão olímpico.
Exato, Isa.Alivia.
Na verdade no esporte, e também na vida, a distância entre a glória e o fracasso pode ser só um detalhe.
Em Londres o Brasil poderia ter saído na primeira fase, humilhado. E no entanto.
O mesmo podemos dizer dessa nossa Olimpíada. O Brasil perdeu o quinto set por 15 a 13 e todos caem de pau.
Se é o oposto, 15 a 13 para nós talvez estivéssemos comemorando o tri e a China já teria em sua casa.
Coisas da vida e do esporte.