A zebra é laranja - Holanda 3x1 Coreia

A Holanda fez história e garantiu pela primeira vez uma vaga numa semifinal olímpica.

A partida deixou clara a diferença de qualidade dos dois grupos. A Coreia precisaria mais do que a Kim inspirada para bater holandesas. Precisaria de uma estratégia de saque e ataque muito mais consistentes do que tinha demonstrado até então.

E não fez isso. O saque coreano só foi se aproveitar da problemática linha de passe holandesa no terceiro set, quando a Holanda, mal acostumada pela extrema facilidade dos dois primeiros sets, baixou a guarda.

Até aquele momento, o Guidetti nem tinha precisado se utilizar daquele usual troca-troca de ponteiras. Buijs e Pietersen jogavam soltas.

Se a Coreia não conseguiu ameaçar de forma convincente a Holanda tampouco fez bem a sua parte no passe e ataque. A impressão que a levantadora coreana passa é a de que não tem a mínima noção do que faz. Vai fazendo as escolhas aleatoriamente, sem pensar na marcação adversária ou na composição de sua rede.

Na Holanda, a Dikjema aproveitou muito pouco suas centrais, principalmente a Robin. Os dois primeiros sets permitiram isso, mas ela ignorou estas jogadas. Preferiu ficar pelas pontas. Pelo menos, elas responderam bem. 


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A equipe do Guidetti é a surpresa desta competição. Para esta conquista histórica, a Holanda contou com uma pitada de sorte no cruzamento de quarta de final, é verdade, mas, acima de tudo, demonstrou muita competência. 

  
O seu grande mérito foi, num grupo difícil, ter entrado com muita coragem para cima de todos os adversários. Perdeu o respeito pelas favoritas, no melhor sentido da expressão. 
 
Claro que somente isso não a levaria a uma boa colocação no grupo. A Holanda teve uma distribuição até o momento mais equilibrada e livrou-se um pouco da "Sloetjes-dependência". Ainda é a oposto a bola de segurança e de definição, mas as outras atacantes têm aliviado a responsabilidade durante o set.
A Holanda soube também explorar os pontos fracos das equipes mais fortes. Colocou chinesas e norte-americanas para errar, fazendo pressão no saque e com um bom volume de jogo.  

É ainda um time com problemas sérios na recepção e com jogadoras, como a Buijs, que ainda sentem o peso da decisão. Mas o mais importante já conseguiu, brigará por uma medalha. E agora entra na semifinal numa situação confortável, a de franco-atiradora.

Comentários

Isa Costa disse…
Que time mais mixuruca esse da Coréia, jogaram muito mal, me lembrou o Brasil de anos atrás. Tadinhas, pareciam nervosas com a possibilidade de serem eliminadas.

Tô muito nervosa com o jogo contra a China, não tô conseguindo nem me concentrar direito.
George disse…
Olha, pra quem cantava a Coréia como perigosa, deu com os burros n'água. O Japão vai dando o adeus contra os Estados Unidos. Se tudo correr conforme esperado, todas asiáticas serão eliminadas ainda nas quartas.
Acho que as semis (que eu dificilmente imaginaria) serão: Brasil x Holanda e Servia x EUA.
Vamos ver como será Russia e Servia hoje que será um grande jogo!
Bruna Volochova disse…
Foi horrível mesmo. E o pior foi que a levantadora nem acionou a Kim tanto assim. Se fosse eu levantando teria dado muuuuuuuuuuuuuuuuito mais bolas para ela. Azar.