2020 e mais além


Com ou sem medalha, a seleção feminina chegaria neste momento. Finda a Olimpíada do Rio, o Brasil entra num processo obrigatório de renovação. Processo que por si só já é difícil e que, pelo conservadorismo do Zé Roberto e a falta de uma geração jovem mais qualificada, será ainda mais complicado.

As saídas de Fabiana e Sheilla deixam um hiato nas suas respectivas posições. Há tempos não temos ninguém em condições de disputar com titularidade da Sheilla, muito menos teremos uma substituta a sua altura agora. O mesmo se pode dizer da Fabiana. Temos centrais competentes até, mas sem o mesmo físico e capacidade de decisão da capitã.

Estas saídas vão exigir que a seleção se reinvente no modo de jogar e, mais importante, não tenha medo de fazer isso. O Brasil vai precisar romper com alguma de suas crenças e, provavelmente, rever nomes cativos até o momento. Por isso, acho que o Zé Roberto não tem o perfil que a seleção precisa daqui para frente. 


*******************************

O Zé teve a capacidade de reerguer a seleção em 2005 depois de um trauma parecido ao sofrido este ano. Mas construiu a base do que seria o time supercampeão aproveitando a renovação que o Marco Aurélio teve que fazer
à força depois da “rebelião” das comandadas titulares em 2002. Também teve ali, à disposição, uma geração especial: Paula, Jaqueline, Sheilla, Fabizinha, Fabi. Uns nomes com mais, outros com menos rodagem internacional, mas todos que, à época, já mostravam potencial.

Agora não há nomes que se destaquem da mesma maneira. Ao menos não na quantidade necessária. E aqueles poucos que se destacam, não tiveram oportunidades suficientes de defender a seleção principal. 

*******************************

Eu não sei qual é a intenção da CBV para o comando da seleção feminina. Arrisco o palpite de que tudo depende da vontade do Zé Roberto. Se ele quiser continuar, a CBV não o impedirá. E eu acho que (puro palpite mesmo) ele não vai querer encerrar seu ciclo na seleção desta maneira, sem uma medalha olímpica.

Sei que dizer adeus ao Zé provavelmente é dizer adeus a uma comissão técnica extremamente competente. Fisicamente nesta Olimpíada, não teve seleção melhor do que a brasileira. Ainda assim, a mudança me parece extremamente necessária neste momento. Não trocar agora pode nos custar muito caro mais adiante, ainda mais se o Zé não revir sua filosofia de trabalho.

Só não sei, sinceramente, qual nome poderia substituí-lo. Além de ser, obviamente, competente, o novo treinador teria que ter uma personalidade firme para defender seu trabalho das cobranças por resultados. Não pode ter medo de tentar, ainda que isso custe um período de seca de conquistas ao Brasil.

Marco Aurélio? Paulo Coco? Spencer Lee? Bernardinho? Fora o Bernardo, nenhum nome convence por completo. Uma prova de que temos um hiato nesta “posição” também e que o Brasil precisa se preparar melhor para o adeus do Zé e do Bernardinho que, mais cedo ou mais tarde, virá. 



*******************************

O desafio brasileiro estará não só na reconstrução do time como também no de acompanhar as demais seleções que já agora estão em um estágio mais avançado de renovação ou mesmo têm um grupo com mais vigor para enfrentar o novo ciclo.

A China nem se fala. Tem a “monstra” Zhu, de 22 anos, a central bloqueadora Yuan, de 20, que assumiu a titularidade somente nos Jogos, a levantadora Ding, de 26. Todas com um título olímpico nas costas.

A Sérvia também já tem um time bem estruturado para os próximos anos. Tem a Boskovic, com 19 anos. As centrais titulares e a reserva, além da Mihajlovic estão na casa dos 25 anos pra baixo. O cérebro da equipe, a levantadora Ognenovic, mesmo com 32 anos, pode fácil jogar mais um ciclo.

Os EUA têm um time novo também e está sempre formando boas peças de substituição. Até a Holanda começa este novo ciclo com uma base boa para se apoiar e crescer, e com nomes que podem chegar no auge nos próximos anos. 


*******************************

No Brasil, nosso “expoente” é a Natália, com 27 anos. E as aspas aqui não são nenhum demérito. É só uma indicação de que a jogadora não é nenhuma novidade e está se firmando, por diversas razões, somente agora na seleção. Acho que sim, ela será uma importante referência para o Brasil nos próximos anos e, ao contrário de muitos, confio na sua capacidade nesta função (não vou me estender para o post não ficar gigante, mas podemos debater isso mais a frente)

Além da Natália, vejo o novo caminho brasileiro sendo montado sobre outros dois experientes pilares: Thaisa e Garay.

A Jaqueline pode me contrariar, mas acho difícil ela conseguir se manter num alto nível, até pelo seu histórico de lesões. Deve seguir a mesma trajetória da Paula depois de Londres. Não a vejo como um dos esteios do novo ciclo, no máximo a vejo complementando o grupo.

Fica difícil imaginar, também, a Gabi, a nossa ‘baby’, como uma jogadora base para esta nova seleção. Acho que os próximos anos dirão se ela tem condições de compensar a baixa estatura e encarar jogos de nível internacional como titular. Por enquanto, não.

Para as demais vagas, deixo tudo em aberto para renovação, inclusive e principalmente no levantamento. É tempo de arriscar. Já se sabe o que vem da Dani Lins. Então, não teria medo de colocar Roberta, Naiane ou Claudinha pra comandar o time. 


 
Se o Zé permanecer, ele será obrigado a substituir algumas peças. Só que “renovação”, para ele, costuma ser chamar nomes diferentes dos atuais, mas que, no fim, representam o mesmo de sempre. Ou seja, se ele não se inovar, é capaz de voltar as irmãs Pavão, Gattaz ou, meu pior pesadelo, Ana Tiemi e Joycinha. 

E, independentemente da qualidade (ou não) de cada uma delas, o momento pede outra coisa. Pede olhar para 2020, 2024 e além.

Comentários

Cesar Castro disse…
Boa noite

Post corajoso,Laura.
Pedir a cabeça do Zé depois de uma derrota poderia soar oportunista, mas nunca vindo de vc. Sua construção faz, sim, bastante sentido.
Eu nao esperava a saída da Fabiana. Achava que ela iria até Tóquio.
Acho que Natália deve ir pra saída porque ninguém no mundo é Sheila. E, assim sendo, que vá alguém competente no ataque e bloqueio. Natália o é.
Garay e Thaísa e, pasmem, a Brait devem formar o núcleo duro da seleção.
Daí em diante, eu enxergo os seguintes nomes:
Tandara tem nas suas mãos a escolha de se quer participar do ciclo ou não. Se optar pela disciplina e doação pode ser oposta titular e liberar Natália pra ponta.
Rosamaria - tem talento e precisa de rodagem. Tem futuro.
Paula Borgo - pode vingar ou não
Gabriela - incerto
Adenízia - vai pra mais um se ninguém melhor surgir
Dani Lins - idem
Roberta/Naiane - serão postas à prova.
Vi muita gente postando nomes novos de garotas que nem conheço. Como diria Glória Pires, não saberia opinar.
Finalmente, sobre tirar o Zé...
Nomes que eu toparia:

Bernadinho
Guidetti

Tirando esses dois, ficaria com o ZRG mesmo.

Laura, obrigado por existir!
Difícil de digerir Laurita...
e não vi nada de muito novo em relação ao que eu já batia nas teclas em outras ocasiões, e pedir a cabeça do zé não soa, de ninguém,oportunismo, muito pelo contrário.LAURA,como sempre cheia de cautela e requinte pra mandar seu recado.... por enquanto é só, ruminando ainda... Até já turma.beijos Laura, do seu maior fã.
Se o Zé não continuar vai ser muito pior...

Em relação ao corte da Brait, todas as meninas da SFV sentiram mais segurança com a Léia, que atuou com maestria durante toda a Rio 2016. Parece que ninguém sabe, mas é proibido inscrever duas líberos, então Brait seria inscrita em que função?

Criticam a formação da equipe com 4 centrais, mas não sabem que, com a lesão da Thaísa (9 dias fora dos jogos), se a Adenísia não estivesse presente, as centrais seriam destroçadas fisicamente nos treinos, ou então não haveria treinamento (seriam só duas centrais para compor dois times)...

O cruzamento Brasil versus "Sérvia ou China" antes da final era o pior que podia acontecer e, infelizmente, aconteceu em um mata-mata em que a China estava em um dia melhor. Muito triste!!!
Laura disse…
Cesar, tenho a sensação de que a Fabiana vai rever esta decisão da aposentadoria. Ela tem o perfil desta jogadoras extremamente identificadas com suas seleções e acho que ela terá vontade de voltar a defender o Brasil. E, como central, ela é capaz de estar fisicamente em condições de jogar em alto nível. Depende muito da sua disposição de retomar à rotina de seleção. Ela precisa de um tempo agora, mas não vejo tão claro o fim da sua participação da seleção agora como o da Sheilla.

Mas igual, a decisão agora dela é essa. Então temos que achar gente para suprir a vaga.

Beto, digere isso logo, faz mal pra saúde! Bola pra frente! hahaha

Obrigada a vcs!

Laura disse…
Mônica, provavelmente a Camila ficaria à disposição para fazer fundo de quadra no lugar da Natália ou Garay. Assim como o Guidetti utilizava a Schoot (agora não tenho certeza se é este o nome), a segunda líbero, para estabilizar o passe. Era uma possibilidade que, a meu ver, seria mais útil do que ter 4 centrais.

Acho que tivemos mesmo azar no cruzamento, faz parte do jogo tb isso. E, claro, eliminados numa fase tão precoce, sem chance de disputar medalha, todas as escolhas do Zé e as atuações da jogadoras acabam por ser ainda mais questionadas/criticadas.

Mas tentei não me influenciar por este resultado para dar minha opinião para o próximo ciclo. Principalmente sobre o Zé, esta questão do conservadorismo, minha opinião - e de muitos aqui - é a mesma faz tempo. E é só porque o momento pede um pouco mais de riscos e inovação que acho que não deve permanecer o Zé. É uma questão de perfil do treinador que acho que não combina com o que acredito que seja necessário a partir de agora.
anônimo disse…
Não acredito que Zé Roberto irá abandonar o cargo. A menos, é claro, que ele seja convidado a deixá-lo. Lembro de uma entrevista que ele deu no Sportv, um pouco antes do Grand Prix começar. Ao ser questionado se essa seria sua última Olimpíada no comando da seleção, ele disse que esperava que não. Brincou, dizendo que gostava muito de Olimpíada. Não sei se a derrota precoce mudou sua perspectiva, mas não acredito que ele tenha recusado uma gorda proposta de dirigir novamente o time do Fenerbache a toa. Contudo, sua metodologia e filosofia conservadorista de trabalho precisa ser revista. A carência de material humano no Brasil pede isso. Nossas mulheres não são por natureza, altas, fortes e de grande impulsão. Por isso, é necessário aproveitar esse safra privilegiada de jogadoras altas que estão surgindo e prepará-las para dois ou três ciclos adiante. Com relação a jogadoras da "velha guarda":

Natália: a despeito das críticas, acho que Natália evoluiu tecnicamente nos últimos anos. Precisa variar mais os golpes, os direcionamentos do ataque(ao invés de insistir naquela diagonal que está mais do que marcada) e apurar o fundo de quadra.A experiência internacional pode vir a ajudar a polir sua técnica. Precisa, acima de tudo, amadurecer o seu emocional. Se ela pretende, de fato, ser uma das líderes da seleçao nesse novo quadriênio, precisa ser mais centrada nos momentos de pressão, onde costuma se desestabilizar e errar desregradamente.
Gabi: Talento inegável. Entretanto, sua estatura a torna limitada diante de um esporte cada vez mais físico. Não existe habilidade que compense. Acredito que nem Mireya Luis, com seus 3,35m de alcance no ataque teria a mesma facilidade hoje que tinha nos anos 90.
Thaisa: Se voltar a ser uma jogadora focada em jogar voleibol, ao invés de brincar de ser beldade, será uma dos pilares desse ciclo. Tem bola para isso.
Adenizia: Não vejo nada atualmente que a torne uma selecionável. Investiria em centrais mais jovens e mais altas.
Fe Garay: Boa ponteira, mas recai no mesmo parâmetro da Gabi: estatura. Tem como agravante a idade: terá 34 anos em Tóquio. Investiria em ponteiras mais altas.
Jaque: deveria seguir o exemplo da Sheilla e Fabiana. Excelente ponteira no fundo de quadra, mas precisamos de altura e potência. O tempo chega para todos.
Dani Lins: Não acredito que vá evoluir mais do já foi mostrado. Pode até ser mantida, mas Macris, Claudinha, Nayane, Juma e Roberta devem entrar no páreo. Nada me tira da cabeça que Dani se acomodou com a cadeira cativa que recebeu na seleção.

Com relação aos novos talentos, acho que todos os nomes citados nos comentários do post anterior devem ser não só testados, mas trabalhados. Não é porque alguém não possui um talento nato que deve ser descartado de cara. Talento pode ser desenvolvido.
Paula Borgo, Lorenne, Drussyla e Helô devem figurar nas próximas convocações. Não entendo o frissom em cima da Rosamaria. Não vi nada de impressionável nela. Não é alta, não passa bem, não possui a impulsão da Natália. Precisamos de uma jogadora com perfil de matadora e Rosamaria, a meu ver, não se encaixa nele.
Unknown disse…
Laura: Concordo com vc. Este ciclo até 2016 se encerrou, e agora temos uma transição que demanda por novas abordagens.

Particularmente não acho que haja isso de má ou boa sorte. O resultado aparece quando vc está preparado, e temos que reconhecer que a China estava melhor preparada para um jogo de mata-mata (um jogo de pressão). Uma pequena diferença a seu favor, mas suficiente para ganhar de um Brasil que lutou muito, não entregou e valorizou nossa torcida.
Penso que agora a CT que vier a planejar os próximos ciclos deva desenvolver um projeto de longo prazo. Pode ser com os mesmos da CT atual, desde que eles "mudem a chave" para uma nova abordagem.
Os times que obtiveram bons resultados foram aqueles que deram mais oportunidades para novas jogadoras nos últimos anos - China, Sérvia e EUA. Sim, eu sei que cada país tem suas características e por isso podem ter facilidades de formar novas atletas, comparados com o Brasil.

No caso da renovação no Brasil, talvez valesse a pena pensar antes se estamos corretos quando argumentamos que não temos novos talentos surgindo. Será mesmo?

Trata-se de um problema de identificar o que é causa e o que é consequência.
Em outras palavras:

"Não temos novos talentos porque não damos oportunidade para novas atletas? Ou não damos oportunidades para novas atletas porque não temos novos talentos?"

Observem que não falo isso ao nível de SFV, mas ao nível do sistema como um todo, começando lá nas bases e passando pelos clubes.

Laura, concordo com vc, a CT (seja quem for)não deverá olhar somente Tóquio 2020. Deveria olhar para 2024, 2028 e assim por diante, porque isso é um programa contínuo, com alguns marcos que são o Mundial, a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos.
O Grand Prix e demais campeonatos deveriam ser usados para dar espaço para testar jogadoras. Acho que estimularia a percepção de que existem, sim, oportunidades para mostrar trabalho em nível internacional.

A nova campeã olímpica, a China, adota a filosofia de botar as jovens na fogueira desde cedo. É uma abordagem arriscada, porque pode queimar cedo demais jogadoras de potencial, e ainda parece que encurta a vida profissional das jogadoras. Mas temos que reconhecer que isso contribui para que as jovens atletas enxerguem a possibilidade de ter visibilidade rapidamente, o que estimula a dedicação à carreira.

Aqui no Brasil acho que tem jogadoras de potencial que desistem no caminho, porque elas precisam pensar nas outras alternativas profissionais. Não somos os EUA, onde universidades disputam os atletas de potencial oferecendo bolsas, porque eles dão visibilidade para suas instituições e atraem muitos outros alunos para suas bancas.
Yano o Chato disse…
Acho difícil o Zé Roberto largar o osso porque todos esses caras, ele, Bernardo entre outros, não assumem esses cargos só pensando em defender a pátria ou pensando no bem estar da seleção; eles pensam principalmente no seu próprio bem estar. Digo grana, status, conforto, poder, conveniência, entre tantos benefícios que podem ter. Assim, ele vai ficar.

Pra mim começar com Natália é um erro, já disse isso, mas percebo que ninguém concorda. Ela já tem 27 anos, quase a mesma idade de Thaísa e Adenízia, 29, e até hoje não mostrou a que veio. Não gosto do comportamento dela além de ser tecnicamente fraca, e também não é nenhuma Zhu ou Boskovic ou Mihailovic no ataque. Então não vejo nada que justifique sua presença na seleção. Já foi dito diversas vezes: jogar e ganhar superliga é uma coisa, nível mundial é outra, completamente diferente.

O Kiraly, na entrevista depois da conquista do bronze, disse àquela repórter do Sportv, que agora vai pensar e fazer a renovação. É mole?
Sergio disse…
Bom, não entendo muito sobre vôlei, mais se as principais jogadoras, vão sair da seleção brasileira, e todos querem jogadoras mais altas, quem poderia ser?? O que temos no momento??? Eu vi alguns vídeos da superliga passada, e achei as jogadoras consideradas altas, bem medianas e algumas parece ter medo da bola, será que só na superliga tem boas jogadoras??? O Brasil é enorme e tem muito talento escondido... Eu acredito nisso é só procurar e dar oportunidade.
Sergio disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
Isa Costa disse…
Lembrem-se, quanto mais altas, mais lentas são as jogadoras! É importante ter centrais e opostas enormes, já as ponteiras podem sim ter um e oitenta e pouco de altura.

Garay não é tão alta e eu não sei se o amigo ali em cima sabe, mas ela salta muuuuuito alto para atacar, sua altura não é problema, ataca e bloqueia muito bem.

Gabi para mim pode vazar, essa sim é baixinha e inofensiva.

Se tivéssemos ganhado a olimpíada não teria esse tanto de gente querendo o ZR fora, agora é muito fácil reclamar, não fazem ideia de um substituto à altura mas querem o homem fora.

Tenho certeza que o Zé entendeu que tomou uma série de decisões erradas e pôde analisar os times que disputaram a final, com calma assistindo o jogo ele deve ter tirado boas lições. Se o ouro fosse nosso de novo aí sim não teria renovação, mas com a derrota miserável que sofremos podemos ficar tranquilos que as peças serão trocadas, caso contrário mudarei minha opinião sobre esse técnico maravilhoso.
edsantos disse…
NA MINHA OPINIAO ZE ROBERTO PRECISA SAIR, MESMO QUE TIVESSE GANHO, ACHO QUE JA DEU, TANTO ELE COMO O BERNARDO, FORAM GENIAIS ,MAS TUDO TEM SEU TEMPO, PRECISAMOS DE FOLEGO NOVO , RENOVAÇAO , E BEM RADICAL ,NAO CONVOCARIA MAIS NENHUMA DESSAS JOGADORAS QUE ESTIVERAM NA RIO 2016, TROCARIA TUDO , APENAS VOLTARIA COM A BRAIT ,TEMOS 4 ANOS PARA FAZER UM TRABALHO, O KIRALLY MONTOU UM TIME EM 2 ANOS !!!! TEM O LUIZOMAR E O PROPRIO WAGAO QUE TRABALHAM COM A BASE , PORQUE NAO CHAMAR ESSAS JOGADORAS JOVENS QUE FORAM CITADAS NUM POST , TEM QUE ARRISCAR COM JOGADORAS JOVENS E ALTAS, ESSA É A SAIDA, HOJE FABIANA, THAISA E GARAY TEM 30 OU 32 ANOS AINDA DARIA PARA JOGAR , MAS E DAQUI A 4 ANOS ??? ENTAO POR ISSO NAO CHAMARIA MAIS NINGUEM DESSA GERAÇAO, MUDA TUDO !!!!!!
Paulo Roberto disse…
Excelente post Laura, mais um vez bastante lúcido.

Se bem me lembro, em alguns posts nos meus comentários já pedia a saída do Zé independente do resultado da seleção nos jogos, justamente porque concordo que este perfil dele não é o mais adequado ao que a seleção precisa agora.

Sobre as jogadoras penso o seguinte: seleção é momento, mas também deve ser projeto. O que quero dizer com isso? Que se as veteranas estiverem jogando em alto nível e puderem ajudar num processo contínuo de construção da seleção não vejo obstáculos para que elas estejam integradas ao grupo, obviamente sem o protagonismo que tiveram outrora. Dito isso:

Fabiana e Sheila: uma pena realmente que elas tenha anunciado a aposentadoria. Tenho a mesma impressão que a Fabiana pode voltar caso a CT peça.

Jaqueline: acho que se tiver em condições físicas pode ter o mesmo papel que a Mireia teve na seleção cubana no ciclo de 2000.

Garay: se tudo se ajsutar tem tudo pra ser o grande nome da seleção neste ciclo. Foi nossa jogadora mais lúcida na maior parte dos jogos, embora tenha tido erros técnicos, sinto que era a que menos sentia a pressão.

Natália: já passou da hora de amadurecer. Um talento no ataque indiscutível, embora acho que não tenha chegado ao seu limite técnico. Me parece um tanto mimada e superprotegida pela CT e pela mídia. Se amadurecer no exterior, como eu espero, pode voltar a ser a Natália que todo mundo viu surgir.

Dani Lins: como o colega comentou acima, se acomodou com a posição cativa que tinha na seleção. Nunca foi muito segura, embora tenha uma habilidade e talento indiscutíveis, sempre pecou nas escolhas táticas. Pela seleção fez 4 excelentes jogos em Londres e foi fundamental para aquele ouro, reconheço, mas para ser o cérebro de uma seleção com o peso da brasileira precisa de muito mais. Não a vejo como titular neste ciclo, acho que tem que brigar com as novas que se Deus quiser terão mais espaço neste ciclo.

Thaísa: precisa voltar urgente a se preocupar só com o vôlei e esquecer o lado celebridade que ela abraçou principalmente depois de Londres. Tomara que a temporada na Turquia onde não vai ter o protecionismo do Luizomar nem da mídia brasileira sirva para recolocá-la no caminho. Até a garra que ela sempre mostrou parece que ficou fora da quadra nestas olimpíadas.

Adenízia: até a Copa dos Campões de 2013 estava jogando muito bem, tanto pelo clube, quanto nas oportunidades que teve na seleção, mas quando virou o ano pra 2014 começou uma queda assustadora. Gosto dela, ao contrário da maioria aqui, mas reconheço que tecnicamente não tinha condições estar em mais uma edição dos jogos olímpicos. Não sei se tem mais capacidade de retomar a forma técnica de antes. Uma incógnita pra mim.

Gaby: não a vejo muito com nível de seleção. Não é uma Mireia pra jogar em alto nível no nível internacional. Tem personalidade, reconheço, talento, mas SL é uma coisa, seleção é outra. Outra incógnita pra mim.

Brait: tomara que volte. Léia estava num momento melhor e por isso mereceu estar nas olimpíadas, mas é inegável o talento da Brait e que seu limite técnico é simplesmente espantoso.

Sobre o comando, não vejo outro nome para comandar a seleção principal, caso o Zé Roberto largue o osso, que não seja o Bernardo. Colocara o Spencer pra comandar as categorias de base e o Bernardo na principal.
Laura disse…
Anônimo, concordo com vc sobre a Natália, é bem esta avaliação que faço.

Unknown, acho que esta discussão é bem válida. Não sei se, na verdade, há uma separação tão clara assim do que é causa e consequência.

Não acompanho de perto o trabalho de base para falar com propriedade que não temos tanto talentos disponíveis. O que vejo é que, dos nomes mais jovens que conheço, nenhum deles chega a se destacar como qd surgiram Sheilla e Mari, por exemplo. Mas pode ser uma questão mesmo de oportunidades, até em clubes, que as estimulem a continuar e a crescer. Pode faltar também um olhar mais atento da nossa parte e até mais paciência. Temos a tendência de compará-las com as jovens das outras seleções, até com jogadoras fora da curva como Zhu e Boskovic. Mas aí é outra discussão.

Concordo com vc sobre GP e outros campeonatos menores que podem ser utilizados para dar chance às novatas. Acho que o Brasil precisar trabalhar com um grupo maior.

Isa, é verdade. Este é o grande ponto fraco da minha defesa pela não-permanência do Zé: não encontro nenhum nome para substituí-lo. Qq outro é um risco, mas que ainda acho que deve ser tomado agora. De qq forma, se ele ficar (o que é bem provável), espero que vc esteja certa e que ele venha para este ciclo com disposição para fazer mudanças.

fredrise25 disse…
Pouco comento ak,
mais ai vai o que eu pensso.
Levantadoras- Deixe a Dani um pouco de fora, pra ver o que consegue mostrar no clube sem lugar cativo na Seleção.
Fabiola tem plenas condições para mais um ciclo olimpico. Deixa a menina jogar e ter a chance de se impor em quadra.
Levantadoras reservas; Claudinha,Naynee & Macros na cola da ,Fabiola.
Entrada - Garay, Nathalia, Gaby , Drussyla
Oposto- Helo, Paula B, Tandara
Centrais - Thaisa, Adenisia, Carol & Mayhara
Libero; Zé ponha o rabo entre as pernas e faça de tudo e + um pouco e taga a Braid volta.
Welmer Sales disse…
Também acho que o melhor para as nossas seleções seria a mudança nos comandos, o grande porém disso é encontrar técnicos à altura de Zé Roberto e Bernardo.

Acho que tanto no feminino como no masculino, os times devem passar por uma renovação. Acompanhando a base, vejo que esse trabalho será menos árduo no masculino.

Olhando de imediato, o time feminino precisa encontrar a sua oposta o quanto antes, enquanto Sheilla esteve ocupando a posição não se foi capaz de encontrar uma jogadora capaz de fazer sombra a ela. Acredito que Thaísa, Garay e Natália serão os pilares desse novo time visando 2020. Sobre a Gabi, ainda tenho dúvidas se ela tem condições atuar em alto nível pela seleção.

O ano de 2017 deve ser usado olhando para o futuro, acho que podemos abrir mão de Natália, Garay e Thaísa e dar oportunidades às novas jogadoras e ver quem tem condições de ser útil no próximo ciclo.

Das jogadoras que acho que merecem oportunidade:

Naiane: acho que é a levantadora com mais potencial que temos. É jovem, mas vejo nela uma auto-confiança que não vejo nas demais levantadoras.

Paula Borgo e Lorenne: acredito que sejam a jogadoras que vão disputar a vaga deixada pela Sheilla, ambas têm potência, alcance e atacam bem todas as bolas.

Centrais: acho que aqui temos algumas boas opções, as últimas seleções juvenis tinham boas centrais, jogadoras com potencial, mas que precisam ser trabalhadas e ter oportunidade de jogar, muitas delas saíram do banco da última Superliga para jogar como titular em outros times, vamos ver se mostram serviço.

Ponteiras: é aqui que mora a minha maior preocupação. Nós não temos ponteiras em condições de jogar em nível internacional. Drussyla, Gabi (Osasco), Maira, Rosamaria, acho que nenhuma joga o necessário para assumir uma posição tão importante na seleção. É importante ver se surge alguma boa opção na Superliga, porque o cenário é crítico. Até cogito a volta da Daroit dependendo do voleibol que ela mostrar no Minas nessa temporada.

Líbero: Laís, que nessa temporada vai jogar no SESI como titular, já mostrou algum talento no Minas e vem jogando bem pelas seleções de base.

Sobre algumas jogadoras da seleção:

- Dani tem que perder o status de titular absoluta;

- Acredito que a Fabiana volte;

- E sobre a Jaque, ela já demonstrou que tem desejo de jogar o Mundial de 2018, e dependendo de como ela jogar no clube acho que ela pode ser útil à seleção nesse ciclo. O cenário de nossas ponteiras é crítico, e se a Jaque mantiver o bom nível no fundo de quadra acho que ainda poderá ser uma boa opção como reserva.
Unknown disse…
Pois é Laura, desde 2010 a atual CT trabalha com uma geração muito boa, mas que para o médio prazo (2016) poderia ser ruim. Digo porque concordo com o fredise25, precisa sempre haver a ameaça de perder a vaga.
Ganhamos Londres 2012, foi muito emocionante, mas temos que reconhecer que o lado negativo foi uma zona de conforto tanto da CT como das jogadoras.
Laura, quem quer que venha a compor a CT, deverá trabalhar com mais jogadoras. Isso é certo! Deve haver um balanço entre possibilidade de oportunidades e de ameaça de ficar fora. Acho que isso seria saudável.
Renato Santos disse…
Na minha opinião, as únicas que devem continuar na seleção são: Fabíola, Garay, Thaísa, porque o resto pode sair.

1- A Gabi é muito baixa e não domina os fundamentos. Ela é ótima para a superliga, mas para nível internacional não.
2- A Natália esta na seleção desde 2005, tem 27 anos, sente muito a pressão e ainda não mostrou a que veio. Não me sai da cabeça que se ela não tivesse errado tanto no segundo set teríamos vencido a China.
3- A Dani lins precisa sair urgente, ela não tem regularidade e sente muito a pressão. No jogo contra a China não mandou bola para as melhores centrais do mundo, esse erro foi imperdoável.
4- A Tandara teve várias oportunidades e tbm nunca se firmou. Além disso tem um histórico de lesões e não foi para a olimpiada por estar fora de forma.
5- A Jucy deve sair por causa da idade e a Ade porque não esta jogando bem faz tempo.
6- A Jaque talvez possa ir para o mundial de 2018, mas para a olimpiada creio que não. Ela estará com 36 anos, tem um histórico de lesões e o físico não acompanhará mais. Por outro lado tem um fundo de quadra maravilhoso. O tempo dirá se ela permanecerá ou não.
7- A Carol é uma central técnica, mas é muito baixa e por mais rápida que seja não tem altura para parar as gigantes da China, Sérvia e Estados Unidos.Nós precisamos de centrais altas.
8- A Leia fez uma boa olimpiada, mas estará com 36 anos em Tóquio. Acho que precisamos de uma líbero mais jovem e com mais vigor físico. Quem sabe a Brait não volte ou outra líbero.




anônimo disse…
Isa Costa, a Gabi também salta muuuuuito. Ela sai quase 90 cm do chão segundo o que o Zé Roberto disse em uma entrevista. Ainda não é o suficiente quando existem bloqueios que se aproximam dos 3,20 cm de alcance no feminino. Fernanda Garay tem mais potência do que a Gabi, é bem verdade, mas lembre-se de que após os 30 anos, essa potência tende a diminuir. Vide o que aconteceu com Sheilla, Fabiana, Gamova e Sokolova. Se ela manterá o nível de seleção, só o tempo vai dizer.
Concordo que ponteiras podem ter um metro e oitenta e pouco, mas não um e setenta e pouco como é o caso da Gabi e da Garay. Com opostas cada vez mais altas e fortes, é necessário um bloqueio parado alto na marcação. Fernanda passou quase em branco no bloqueio. As atacantes vinham por cima dela. Com relação a lentidão, depende. Mari tinha 1,90 e se adaptou muito fácil ao estilo veloz imposto por Venturini e Fofão. Como eu disse, é uma questão de treinamento. O problema é que aqui existe uma cultura de se recrutar talentos "prontos" em vez de se lapidar os talentos brutos. Zé Roberto é um excelente técnico, um estrategista brilhante que precisa abraçar essa filosofia para dar uma nova cara a seleção. Karch e Lang Ping fizeram isso e foram coroados com o título do Mundial e das Olímpiadas, respectivamente. O próprio Zé fez isso em 2005 e foi agraciado com dois títulos olímpicos.
Renato Santos disse…
Falando sobre o próximo ciclo, quem deve integrar a seleção é:

Opostas: Paula Borgo, Helo e Lorenne.

Levantadoras: Naiane, Roberta e Claudinha. A Fabíola tem tudo para assumir a titularidade da seleção.

Líbero: Laís e Brait.

Centrais: Saraellen.

Ponteiras: Esse é o problema.Faltam boas opções.
L. Mesquita disse…
Na seleção feminina não existe renovação sem a saída do Zé Roberto.Zé é paneleiro e morre abraçado as suas escolhas sem mexer no time.Os times do Zé Roberto são os mais estudados pois são os que menos mudam,não há variação tática e muito menos de jogadores.Com a seleção masculina o Zé foi campeão olímpico em 1992,pois pegou uma geração de jovens incríveis que não eram favoritos e acabou surpreendendo as outras equipes que eram as favoritas(Cuba,Itália e Holanda).Mas depois de 1992,o Brasil não ganhou mais "NADA",pois o Zé não muda e a seleção passou a ser super-marcada.O masculino só voltou a frequentar finais olímpicas depois que o Bernardinho assumiu, aí forma 4 finais olímpicas seguidas.O Zé ganhou em 1992 na surpresa,depois que o time ficou manjado,o Zé não conseguiu mais nada no masculino! Nunca vi uma olimpíada com tanto equilíbrio no vôlei feminino e quando temos um torneio tão equilibrado assim quem ganha o Campeonato é o melhor técnico.Lang Ping e Zoran Terzic fizeram tudo o que puderam para conquistar o Ouro numa partida de Xadrez que foi a final.Ao contrário do Zé Roberto,Lang Ping e Zoran Terzic não foram omissos em nenhum,como mestres de Xadrez foram movimentando suas peças de forma a tentar anular as estratégias e os pontos fortes adversários.Terzic perdeu a final,mas perdeu lutando muito até o final,mexeu no time,pediu tempo na hora certa,pediu desafio oportunamente,no último set fez 4 mudanças no time que fizeram a Sérvia quase virar o placar do set,mas enfim,não deu,mas ele tentou,não foi medroso,não superticioso,foi um técnico líder em quadra de cumpriu muito bem o seu papel.Ao contrário de Zé Roberto que não teve coragem de por Fabíola,Gabi e Jaqueline para jogar no final do jogo e preferiu perder sem tentar mexer no time,Terzic pôs Busa,Velikivic,Brakocevic e Zivkovic pra jogar no último set a ponto de a Sérvia quase conseguir virar o placar.O Brasil poderia sim ter ganhado da China,faltou tática,estratégia e,principalmente,coragem do técnico brasileiro para mexer no time.
Lang Ping ganhou o ouro a cada jogo.Cada jogo uma final.Estrategista,ela mudava o time de acordo com o andamento da partida,de acordo com a produção do adversário.Ponto a ponto,set a set,jogo a jogo,Lang Ping foi contstruindo esse Ouro.Lang Ping não foi uma técnica estática,ela não veio pra olimpíada com uma receita pronta,ela não veio com uma "PANELA",ela não se acomodou,ela não foi medrosa.LAng Ping veio para o Rio com a mente aberta para mudar o time sempre que precisasse e com opções táticas que incluíam as jogadoras que estavam no banco e não somente as titulares e assim foi ocnstruindo seu Ouro a cada jogo.
L. Mesquita disse…
Temos que acabar com esse conceito de "Ciclo Olímpico",tem que ir as jogadoras que estiverem melhores no ano da Olimpíada.De acordo com esse conceito Paula Borgo estaria na Olimpíada e em vez de levar quatro centrais,Camila Brait iria no lugar da Adenízia.Para 2020,precisamos de um técnico que leve as melhores jogadoras de 2020 e não as que começaram o tal ciclo em 2017!Chega de panela!Na seleção masculina tínhamos apenas 4 jogadores que disputaram a Londres-2012(Serginho,Bruno,Lucão e Walace) e 8 estreantes em olimpíadas e conseguiram conquistar o Ouro.Já a feminina,ao contrário,tinha 8 jogadoras de Londres-2012 e apenas 4 estreantes(Leia,Fabíola,Juciely e Gabi).Temos que seguir o exemplo das semifinalistas China,Sérvia,EUA e Holanda,que independente de ciclo olímpico tentaram por o que tinham de melhor em quadra em 2016!!!A canhota fenômeno Boskovic ganhou a titularidade com apenas 17 anos,no Mundial-2014,por exemplo,e não tremeu em nenhum momento!
2008:Brasil foi Campeão Olímpico devido a enorme "superioridade técnica" em relação às demais equipes.Ao contrário do Rio-2016,Pequim-2008 foi a Olimpíada menos equilibrada que eu já vi,pois a superioridade técnica brasileira era flagrante.A geração que reuniu no mesmo time super-craques no auge de suas carreiras como Walewska Oliveira,Marianne Steinbrecher,Fofão e nossa única MVP Olímpica,Paula Pequeno,que foi uma monstra nessa olimpíada jogando tudo o que podia.
2012:Brasil foi Bi-Campeão Olímpico porque os EUA não quis eliminá-lo na fase de classificação quando tinha a faca e o queijo nas mãos.Zé Roberto tinha perdido o controle do time que estava perdido.O mérito foi mais das jogadoras e principalmente da Capitã Fabiana que uniu e liderou o time depois da classificação dada de presnete pelos EUA com a vitória sobre a Turquia.Nessa olimpíada Zé mais atrapalhou do que ajudou deixando o time tenso na fase de classificação e por pouco o Brasil nem se classificava para o mata-mata.Parabéns à superação das jogadoras que ganharam mais no coração do que na tática.
O Ouro em 2008,na superioridade técnica,e o Ouro em 2012,no coração e na superação das jogadoras,mascararam a inércia,a supertição e a falta de coragem do Zé mexer no time e mudar as estratégias e táticas durante a partida.Zé Roberto sempre foi técnico de receita pronta,lento,demora a substituir e quando o faz é quando a mionese já desandou.
A maior prova disso foi o 24x19 contra a Rússia em 2004.Tantos match points perdidos e o Zé não fazia nada para mudar a estratégia e a tática para fechar o jogo,a coitada da Mari,a mais nova do time,é que saiu queimada,quando na verdade a culpa foi da inércia do técnico medroso e paneleiro que é o Zé Roberto.Mesmo tendo Lili e Bia no banco como opções de opostas e Fofão como opção de levantadora,Zé Roberto preferiu queimar a carreira da Mari a sequer tentar apostar na inversão do 5x1.Não bastasse isso,no tie break o Zé Roberto cometeu o mesmo erro,o Brasil chegou a estar vencendo por 13x10 e o Zé deixou a Rússia virar para 16x14 deixando novamente Fofão e as 2 opostas Lili e Bia no banco e queimando a carreira da novata MAri.Não foi capaz de fazer a inversão do 5x1 nem no quarto,nem no quinto set.Mas não parou por aí,Zé Roberto foi com a mesma postura medrosa,paneleira e sem coragem para mexer no time na disputa do Bronze contra Cuba e o Brasil saiu de mãos abanando de Atenas-2004.Alguma diferença da falta de ousadia,estratégia e mudança tática do Zé de 2004 para o Zé de 2016?Um técnico que credita um título olímpico a passar a mão em um corcunda não pode estar no mesmo nível de Lang Ping ou Zoran Terzic.
L. Mesquita disse…
Quem duvida que Zu Thing,Boskovic,Mihajlovic e Kim Yeon Koung,se nascessem no Brasil seriam "Centrais"?Na cultura brasileira,jogadora de 1,90m não pode ser nem ponteira,nem oposta,obrigatoriamente tem que ser "Central".Com isso perdemos vários talentos que poderiam aumentar aestatura do time,pois jogadora de 1,90m sempre vira central no Brasil!
L. Mesquita disse…
Há de se salientar que algumas jogadoras só voltam pra seleção se o Zé Roberto sair.Exemplos:Camila Brait,Claudinha,Macris,Bia,Suellen e até mesmo a Capitã Fabiana Claudino,que ainda tem muita lenha pra queimar.Acho que a Capitã Fabiana volta se for com outro técnico,ela salvou a seleção em Londres após a quase eliminação precoce e a classificação dada de presente pelos EUA e tem um vigor físico invejável,sem histórico de grandes contusões.Enfim,não é possível que não tenhamos nenhum técnico alternativo para assumir a seleção feminina.Spencer Lee,Ricardo Picinin,Wagão,Hairton,ou algum outro... Temos que tentar alguma coisa e sair da mesmice. Ninguém acreditava no Micale,por exemplo,e ele trouxe o primeiro Ouro do futebol brasileiro! Isso não quer dizer algo?
rogerio ghomes disse…
Temos uma geração sub 19 super alta. Vamos trabalhar essas meninas como seleção permanente e dar rodagem. E pegar uma menina chamada Jessica que vai passar dos dois metros de altura e colocar essa menina num time grande.
Tenho esperanças na Mara, Milka, Saraelen, Paula Borgo, Paula Mohr, Rosamaria, Drussyla, Lorene,Naiane, Juma... Acho que o feminino tem mais nomes do que o masculino, no que se refere à peças de deposição.
Isa Costa disse…
Pra quê desenterrar a Brait? Ela disse não para o futuro na seleção, foi enfática, se voltar atrás vai perder qualquer respeito. Por isso deveria ter exposto sua raiva e tristeza, mas sem fazer textão anunciando aposentadoria, porque o que foi dito está dito e não tem como voltar atrás.

Fabíola no próximo ciclo? Com quase 40 anos? Ela não se compara a Fofão.

Se for pra renovar, vamos embora! Nada de aproveitar Levantadora e líbero com fôlego apenas para mais uma olimpíada sem estar no seu auge. Thaísa disse que não sabe se fica, agora Natália merece ficar. Vocês viram as estrelas dos outros times pagando mico e amarelando na hora da pressão também? Ninguém pode se preparar psicologicamente para ser submetido a tanta pressão, então qualquer reação deve ser compreendida. O ZR que errou de não tirar a Natália, e não tirou porque montou um time capenga sem nenhuma reserva matadora capaz de resolver no ataque no lugar dela, ele foi o culpado, ela não abandonaria a quadra por conta própria, o técnico tem a responsabilidade sempre, para o bem ou para o mal.
Yano o Chato disse…
L. Mesquita faço minhas as suas palavras e concordo com todas as suas análises, exceto com o fato de se colocar jogadoras altas no meio. O problema é que temos poucas jogadoras altas e quando aparece realmente é necessário colocá-las na posição onde a altura é requisito, o meio. Se tivéssemos 3 ou 4 como na China, Sérvia ou EUA, teríamos pontas ou opostas altas. Mas só aparecem nanicas.
Acho que falta versatilidade no vôlei mundial sabia. Tão chato só ser ponta ou oposta. Acho que teria que ter levantadora que pode ser líbero, central que é levantadora. O vôlei seria mais legal.
L. Mesquita disse…
Concordo que o vôlei brasileiro anda meio engessado. Centrais que não sabem dar toque, ponteiras que não sabem passar, levantdoras que não bloqueiam, opostas que não defendem etc... Todas as jogadoras deveriam treinar todos os fundamentos e poder também atuar em mais de uma posição. Jogadoras como a Central Ana Paula,titular da seleção na década de 90,que depois migrou para o Vôlei de Praia,que dominava todos os fundamentos,estão em extinção.
anônimo disse…
L Mesquita, Zé Roberto teve alguma rusga com a Macris? Eu sei que ela não foi mais convocada, mas não sabia se era por conta de algum desentendimento entre eles. Houve?
Alberto Correia disse…
Pessoal, de todos os comentarios, tenho que concordar plenamente com o do rogerio ghomes. O que ele sinaliza é verdade e eu também dizia isso aos meus amigos. Se notarmos algo diferente desta olimpiada, veremos que as seleções que chegaram na frente tinham equipes altas. Exemplo maior disso, a propria China. Claro que altura não é tudo, mas é preciso trabalhar na missão de juntar altura com coordenação. A meu ver, as seleções do masculino vem trabalhando isso muito melhor. Não da para pensar em renovação com a Gabi ( que por sina adoro) como ponteira. O surgimento das centrais altas no Brasil marcou uma serie de conquistas. Mas vejam, quando falamos da altura da Fabiana, também falamos de agilidade, coordenação. A base esta com jogadoras altas e elas precisam começar a pegar rodagem internacional agora. Esse é o segundo ponto presente nas seleções que chegaram nas quatro posições mais altas dessa olimpiada. Galera jovem, forte e alta. Esqueçamos de altura no sentido Gamova. Alias, desssa jogadora nunca fui fa. Mas, o que Boskovic, Zhu, Mihajlovic e outras tinham em comum? Altura, força e coordenação. Tb acho que o Ze precisa mudar a sua visao, mas por outro lado ninguem pode dar a uma geração nova uma rodagem internacional com mais conhecimento do que ele. Queria tabem dizer, que acho que essa olimpiada foi bem confusa....Se a China pegasse os EUA nas quartas, tinha dançado. Se o Brasil pegasse a Servia ou Holanda, estas teriam dançado e o Brasil avançava. Na minha opinião todos os times poderiam perder um para os outros, mas não por uma questao de equilibrio, mas sim por diversos pontos fracos que cada equipe ainda apresenta. Equipe consistente e completa mesmo, só a do Brasil em Pequim. Sinceramente, tenho certeza que veremos todas essas equipes sambando nos proximos torneios, se alternando no sobe e desce. O Brasil nao estara no topo, porque precisa renovar.
Unknown disse…
Bem, quanto a essa questão da altura, o problema é que essa combinação de altura com coordenação é rara. Já é raro encontrar pessoas altas, e pedir para que sejam coordenadas também torna isso ainda mais raro.
Mas concordo que pessoas que vem praticando atividades físicas desde jovens têm um mínimo de coordenação, e elas poderiam ser trabalhadas com treinamento dedicado.

Dito isto, então eu tendo a concordar com a busca de atletas altas, em grande quantidade para serem observadas, e analisar o potencial de treinar a aprimorar sua coordenação.

Por que acho isso importante?

Porque os adversários estão sabendo explorar exatamente isso, e estão conseguindo aliar altura e velocidade, no caso de China e EUA.
O argumento de que uma jogadora mais baixa pode compensar a pouca altura com impulsão é só parcialmente verdadeiro.

E eu digo isso não por causa do ataque, mas por causa do bloqueio.
Se for para atacar, o argumento até valeria, porque podem ser usadas a velocidade ou a impulsão para compensar. Mas para bloquear times altos e velozes fica difícil, porque o tempo em que o bloqueio leva para chegar naquela altura necessária é maior para jogadoras mais baixas.
Essa diferença de tempo é suficiente para a bola passar em condições de confirmar o ponto. Vejam, o alcance em altura no bloqueio é importante, mas mais importante é o quanto de tempo se leva para atingir a altura a partir do início do salto.

Para uma jogadora alta, as mãos já estão lá no alto, basta um salto menor para atingir alcance significativo, e saltos menores levam menos tempo que saltos maiores. É uma questão da Física.

Agora, devo concordar também que é possível compensar esse problema com boa colocação e percepção de movimentação do ataque adversário. Mas, o contraponto é que levantadoras talentosas são capazes de driblar os bloqueios formados por jogadoras mais baixas.

Acho que o Brasil perdeu os jogos para a China, no GP e na RIO 2016, em parte por causa disso. O mesmo vale para a Sérvia no GP. Não foi o único problema, claro, mas que isso também teve a sua influência, disso não tenho dúvida.
Yano o Chato disse…
Acho que a derrota do Brasil para a China não teve nada a ver com a altura.
Yana Souza disse…
Nossa.. eu n sabia disto.. vc só disse o óbvio... ta dificil ler comentarios aqui... a laura posta um assunto e vcs saem repetindo a mesma coisinha com outras palavras... e dificil mesmo.
Yana Souza disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
Eduardo Araujo disse…
fato o ZR participou das maiores vitórias e das maiores derrotas da seleção os ouros olímpicos e as derrotas do famoso 24 x 19 e agora essa na olimpíada em casa, e sim foi uma vergonha, um desastre, pelo investimento e pela expectativa.
pelo oq eu sei o futuro dele será decidido no próximo mês.
E acredito que todo o trabalho desse último ciclo olímpico será julgado e as decisões dele nas olimpíadas serão questionadas afinal esse é o trabalho dos envolvidos, questionar ver oq deu ou não certo e tentar melhorar para o próximo ciclo.
Acho que a saída dele da seleção é uma opção boa, tudo que dura muito tempo fica sem inovação e previsível, esta na hora de dar oportunidades para outros profissionais, e uma oportunidade para inovação.
Como diz o Bernardinho: "não sou insubstituível na seleção, caso eu escolha sair tenho certeza que a nova geração fará um trabalho excelente".
Isso vindo de um cara que nas últimas 6 olimpíadas ele ficou entre os 3 primeiros.
Ps: não gostei da declaração da Nathalia falando que com a saída da Sheila e da Fabiana ela e a Dani serão as líderes do time, que esta pronta para isso, não é ela quem decide isso, são as atletas e o treinador, ela tem que se preocupar em melhorar e torcer para que caso aja uma mudança no comando da seleção, oq implica em mudança de visão ela esteja nos planos.
Isa Costa disse…
Hum, Bruninho gatinho disse que quer que o Bernardo escolha entre o Rio e a SMV. Seria o máximo se ele optasse pela SMV, talvez acabaria (ou não) com a hegemonia do Rio na Superliga e as jogadoras ficassem mais estimuladas a ganhar os jogos por ter esperança de chegar a uma final. Meu sonho é ver a Superliga super concorrida, com um time diferente sendo campeão a cada ano.

Lembrando que meu desejo é aumentar o nível de rivalidade entre os times para que cada um mostre o seu máximo, jamais gostaria de um nivelamento por baixo com a queda no padrão dos jogos.
Joffre Neves disse…
Acho que o Bernardo continua no comando da seleção assim como o Zé.Tenho quase certeza que o bernardo não larga o time do rio de janeiro-Rexona-sesc...Acho que seria muito bom o bernardo volta a feminina pra renovar mesmo mas tenho lá minhas dúvidas de como a masculina ia ser comandada.Mudando de foco:Será que a jaque e a sheilla vão pra o minas ?
Carina disse…
Acho que toda a carreira do Zé Roberto na seleção não deve ser esquecida, afinal, ele foi vencedor.
A infeliz derrota para a China não desmereceu o que a seleção feminina fez até então, já que a partida nessa olimpíada foi disputada e, apesar do resultado, isso não demonstrou um abismo de diferença técnica e tática entre o time brasileiro e o chinês.
Em um ponto eu concordo cem por cento com o post, outras jogadoras devem ser testadas. Estou na torcida para que Rosamaria, Paula Borgo, Lorenne, Naiane e, sinceramente, não tenho palpite para uma meio de rede da qualidade da Fabiana, possam ter oportunidades.
O esporte é feito disso, de vitórias e derrotas, pois o Brasil foi bicampeão olímpico, foi um ciclo de jogadoras que se encerrou, agora é hora de pensar em novas jogadoras. Para mim o Zé deve ficar.
Carina disse…
Mônica, concordo com você, se o Zé não continuar vai ser pior
O diferencial do Rexona é Bernardinho. Muito superior a todos os outros técnicos e até por isso mesmo com um time um pouco inferior vence com tranquilidade. Vejo Bernardo mais consciente e mais disposto a mudanças do que Zé Roberto, mas jamais tiraria os méritos do bi campeonato olímpico desse monstro que é ZRG. Entretanto hoje o Brasil está atrás de pelo menos China e Sérvia que chegaram a final com seleções jovens e com potencial para estarem ainda melhor no próximo ciclo olímpico. ZRG terá que comandar essa reformulação e mostrará que é genial (como se ainda precisasse). E como já disseram não adianta investir em jogadoras baixas (a menos que seja muito diferenciada). Tem que ser jogadoras que podem jogar a nível mundial e serem decisivas. Vamos sofrer pelo menos na posição de Sheila. Central teremos Thaísa e dá pra usar Carol (Rexona) até encontrar uma central mais alta.
O Brasil entraria na fase de vacas magras com ou sem medalha - ouro.
- Como bem disse a Laura.
Esse um dos motivos pelo qual também lamentei a medalha não ter vindo.
Qualquer seleção no mundo que perdesse jogadoras do tamanho/talento de Fabiana e Sheila sentiria.
Enfim, também acho que chegou a hora do grande Zé Roberto sair.
Sangue e ares novos, ao meu ver, é o que pede o momento.

Ps: Estranho, não gosto de vôlei masculino. Sequer curtir a medalha. rsrrss
Ricardo disse…
Realmente concordo que Zé Roberto embora vitorioso seja conservador! Entretanto não concordo que não haja suplentes a altura para todas as posições inclusive! Temos centenas de atletas prontas para assumirem uma seleção. Temos levantadoras de excelência, opostas, centrais, ponteiras e algumas liberos! O que falta é oportunidade pra essas jovens mostrarem do que são capazes. Levantadoras como a Liv Fortes e tantas outras que seria injusto não citar por exemplo, com sua capacidade física e técnica não encontram mercado porque ficou afastada por lesão e os clubes não possuem estrutura para assumir uma atleta que possa necessitar de mais cuidados, Assim, nossos melhores vão saindo do país porque a seleção tem cadeiras cativas milionárias, que tomam todos os recursos dos seus clubes de origem.
Rodolpho Francis disse…
Só não ve quem não quer... No mundial de 2014 o ZRG não chegou a final devido ao seu conservadorismo. Dois anos depois o que ele faz? Leva as mesmas peças(Com exceção da Brait), o resultado todos ja sabem. Outras jogadoras precisam ser testadas.
Vejo muita gente dizendo que a Gabi não é jogadora de nível internacional... Aaaah PFVR, em 2013 quando ela foi titular ao lado da Garay fez um ótimo Grand Prix.
Vejo gente dizendo que as centrais precisam ser atletas altas... Quantos pontos de Bloqueio a Fabiana e a Thaisa fizeram contra a China? A Jucy foi nossa melhor central, mesmo tendo 1.84 (Claro que ela não poderia errar saque no Tie Break, assim como a Sheilla, mas foi nossa melhor central).
Não me conformo até agr o ZRG ter Levado Fabíola, Gabi, Adenízia e Jaque e não ter utilizado essas jogadoras. Cade a tal da Versatilidade que ele tanto glorificava. Afinal, essa foi a justificativa para ter escolhido as mesmas.
Esse técnico tem que sair mesmo, já deu... Piccinin, Wagão ou até mesmo o Spencer devem ser lembrados
OBS: a Garay tem 1,79 e a Gabi tem 1,76 não vejo tanta diferença entre elas. Pelo contrário vejo a Gabi muito melhor do que a Garay, a Gabi bloqueia, saca, passa e defende mais que a Garay. O unico fundamento que ela leva um pequena desvantagem é no Ataque.
Tie-Break disse…
Boa tarde,

Também queria essa renovaçao na Comissão, Bernardo no comando seria meu sonho?

O Brasil tem pessoas de reposição, elas só precisam ser testadas, em alguns posts eu tinha comentado sobre a vitória do Brasil no sub23 e que tinha boas peças. Existe muitas jogadoras com potencias, mas cruas, acredito que em 4 anos ela spodem render bastante.

Alguns exemplos:

POnteiras - Drussyla, Rosamaria, Maira, Julia do sub-18 (1,90), Gabi,
Opostas - Paula, Lorenne, Helo
Centais - Milka, Maiane sub-23, Jessica sub 20 (2,02)
Levantadoras - Naiane, Roberta, Geovana
Tie-Break disse…
Para o mundial apostaria nessa seleção

Naiane - Roberta
Thaisa - Milka - Carol
Natlia - Garay - Gabi - Drussyla - Rosamaria
Paula - Hello - Lorenne
Leia - Lais
Alberto Correia disse…
Rodolpho Francis, me desculpe, mas falar de poucos pontos de bloqueio da Thaisa e da Fabiana num jogo? Nao podemos esquecer o que essas jogadoras fazem nao so de pontos de bloqueio, como de ataque durante dezenas de jogos. As duas sao jogadoras que lideram, esquentam um jogo e nos seus ataques sao as melhores centrais do mundo. Quantas vezes vimos, principalmente em situacoes decisivas, as duas serem bloqueadas?? E a questao da altura esta mais do que comprovada. Aponte uma equipe nacional ou de clube que consiga obter bons resultados sem centrais altas? Se olharmos as equipes mundais de ponta que estao sendo renovadas, praticamente todas estao vindo na base de 1,90. Como disse no meu comentario anterior, altura sozinha nao é tudo, deve existir também coordenacao. A questao é que essas equipes estao encontrando jogadoras altas e coordenadas, ágeis. Juciely é uma grande jogadora, mas nao é por acaso que o Rexona nao consegue ganhar mundial de clubes...Se altura nao fosse indispensavel, o Japao teria alcançado varios ouros. Nao podemos julgar duas jogadoras que qualquer selecao nacional ou time adorariam ter pelas suas capacidades tecnicas, resultados e altura.
L. Mesquita disse…
Dani Lins após afundar o Brasil contra a China teve a coragem de responder em entrevista:
Qual sentimento que fica após os jogos do Rio?
"...Essa olimpíada era para a Dani e para o Sidão também. Só eu sei o que ele lutou e batalhou para poder estar lá e não aconteceu..."
Gente essa Dani Lins é sem noção,ela só foi titular absoluta por causa do paneleiro do Zé Roberto,qualquer outro técnico decente a teria substituído!
E quanto ao Sidão, ele não é melhor que nenhum dos Campeões olímpicos de 2016.Maurício,Éder e Lucão estavam jogando muito melhor que o Sidão.
Essa Dani Lins é mesmo totalmente fora do contexto!
Será que 4 anos atrás alguém pensaria em um Brasil campeão com as "promessas" Lipe, Maurício Souza e Evandro?
As pessoas comparam o ouro do masculino agora com o do feminino em Londres, mas se esquecem que independente do ouro, o Bernardinho fez sua quarta final consecutiva, e o sexto podium consecutivo. Esta é a diferença, a comissão do masculino faz uma seleção, constrói uma equipe em cima das suas limitações.
O Zé Roberto é um excelente técnico, mas têm algumas incoerências que irritam. Ele tem o discurso do tal ciclo olímpico, mas na hora da olimpíada chama jogadoras que nunca trabalharam na seleção, exemplo: Camila Brait jamais deveria ter ficado de fora, porque o volei é o mais coletivo dos esportes. Lembram-se da virada do Rexoxa contra o Osasco seleção brasileira? Foi a vitória de um grupo sobre um conjunto de estreladas. Agora comparem se o Serginho era o melhor libero do Brasil. Mas ele foi porque fazia parte de um GRUPO.
O ouro de Londres escondeu esta incoerência do ZRG, ele já havia trocado Fabíola por uma levantadora que até esqueci o nome, apesar de ter trabalhado o tal ciclo com a Fabíola.
edskelter disse…
LIBEROS - JU PAES E LAIS
LEVANTADORAS - ROBERTA E JUMA
PONTAS- NATALIA FERNANDES - 1,93 CM, FERNANDA TOME 1,94 CM, PAULA CAMILA 1,88
CENTRAIS - FLAVIA GIMENES 1,97CM ,CARLA SOUZA 1,98 CM, RAQUEL LOFF 1,93CM, KAOANE 1,93 CM
OPOSTAS - ANA PAULA BORGO E HELO 1,88 CM
TODAS FORAM DAS SELEÇOES DE BASE E ATUAM NA SUPERLIGA, QUEM DISSE QUE NAO TEM JOGADORAS ALTAS NO BRASIL ? SERA QUE NAO DA PARA TREINAR ESTE TIME E TERMOS UMA GRANDE E RENOVADA SELEÇAO ?EU NAO CONVOCARIA MAIS NENHUMA JOGADORA QUE ESTEVE NESTA OLIMPIADA, ACABOU, QUASE TODAS ESTARAO COM MAIS DE 33 ANOS EM TOKIO 2020, AS MAIS NOVAS GABI E NATALIA PARA MIM NAO APROVARAM, ENTAO MUDANÇAS JA, É CLARO DA CT TAMBEM
Renato Santos disse…
A Gabi fez um bom GP em 2013, porque era uma total desconhecida para os adversários e as outras seleções estavam em processo de renovação. Mas depois disso o que a Gabi fez pela seleção? Nada.
Na fase final do GP de 2015, ela levou tanto bloqueio da Goncharova que deu até pena e olha que a jogadora Russa nem é central. Eu gosto da Gabi, é ótima para a superliga, mas a nível internacional ela não tem espaço, pois o voleibol atualmente exige altura.
Não tem comparação entre a Garay e a Gabi, a primeira é a única que compensa sua baixa estatura e joga de igual pra igual contra jogadoras altas. A Garay tem uma impulsão incrível, ataca com muita potência (Parece uma Cubana), saca bem, defende bem e tem uma recepção equilibrada(Apesar de ter caído nesse fundamento). A Gabi cai muito de rendimento contra equipes altas, porque não consegue passar pelo bloqueio, sem contar que ela não domina nenhum fundamento.


L.Mesquita, Dani Lins está fora da seleção.
Vai engravidar do amado, engordar uns 30 kg e depois vai ficar tomando leite molico até o fim da carreira.
Tá bom, já é campeã olímpica - com protagonismo.
Segue a vida.
anônimo disse…
Assisti, por curiosidade, um jogo da seleção sub-18 do Brasil no campeonato sudamericano de vôlei feminino e duas jogadoras me chamaram atenção: Júlia Bergman, ponteira titular de 16 anos e 1,90m; Jessica Lima, central reserva de 16 anos e 2,02. A primeira tem muito potencial, pega a bola alto e vem sendo a referência do Brasil no ataque. Olho nelas.
Edu disse…
Eu também pensei quando vi em destacá -las
Joffre Neves disse…
Acabaram de vencer o Peru por 3x0 na final.A julia fez 10 pontos
anônimo disse…
Julia não foi regular nos dois últimos jogos. O passe dela é bem ruim e ela me parece ser do tipo que sente a pressão e começa a errar. Fora isso, o biotiopo dela é perfeito para o voleibol: é alta, longilínea, possui braços longos e ótimo alcance no ataque. Se ela começar a ser lapidada a partir de agora, renderá bem no futuro. A Jéssica, central de 2,02m está bem fora de forma, mas é algo que se pode reverter. Aprimorar fundamentos e condicionar fisicamente são coisas que se podem remediar. O que não se pode é fazer alguém aumentar de estatura após o amadurecimento da estrutura óssea. Por isso, estas meninas favorecidas no tamanho devem ser trabalhadas desde já.
Johnny disse…
A China e EUA tanto foram criticados, com todos dizendo que eles apostaram em jogadoras novas e que não tinham experiência para disputar uma olimpíada, mas saíram do Rio de Janeiro com um ouro e o outro com bronze, enquanto nós não ficamos nem em quarto lugar.
Palavras são jogadas ao vento, pois todos nós sabemos que ano que vem, ao invés de renovar, Zé Roberto chama Dani Lins, irmãs Pavão, Joycinha, Anna Tiemi, Thaísa, Adenízia, Juciely, Carol, Gabi, Natália, Brait, Léia, Tandara e cia, ou seja, não vai renovar...
Fazer o que né? passar mais quatro anos lamentando o tempo que será jogado no lixo... espero que em Tóquio não passemos mais o vexame de cair nas quartas novamente
edskelter disse…
certo johnny, isso deveria ser em 2013, depois do bi olimpico, mas havia o medo de disputar os jogos em casa com time novo e dar vexame, e ai ? adiantou alguma coisa ? fomos eliminados antes da semi do mesmo jeito, com o time mais experiente dos jogos, isso ja tinha acontecido no mundial 2014, eramos experientes e nao conquistamos o titulo e quase escapou o bronze contra a italia. agora basta , ja disse aqui renova tudo, ct e todas as jogadoras, nao chama mais nenhuma que esteve nessa olimpiada, começa do zero, jogadoras novas e altas, alta que eu falo é acima de 1,88 cm , nao menos que isso,abaixo disso apenas libero e levantadora. ja citei aqui uma lista de 14 jogadoras que podem ser testadas, basta procurar e tentar
Rah Silva disse…
Galera acompanhei o sul-americano sub-18 q ocorreu esses dias no Peru, onde o Brasil foi campeão. Vi muitas atletas boas,e me deu um ânimo novo, ver q ainda temos atletas novas, boas,e quem Viu o campeonato pode afirmar comigo guereiras e habilidosas. Vi tbm um ótimo trabalho do Maurício Thomaz tem meus parabéns.
Porém não concordei ele ter uma Central/oposta com 2m e pouco e não usá-la ja que nesses juvenis é para dar rodagem e modelar jovens atletas mais mesmo assim no jogo que ela entrou fez a diferença e achei espetacular como Central, me admirei, jovem, forte, alta, vibrante olhando a transmissão lembrava mto a Fabiana, só q ela bem maior q nossa Fabizona. Jéssica o nome da atleta. Também me impressionou mto outra Central nossa Taianara, ela que ganhou o MVP do campeonato e na final bloqueou mto. Júlia Bergmann também aponta como jovem promissora na ponta.
Quem quiser ver esses jogos está no canal da CSV no YouTube e no Voley Peru canal da federação peruana de volei.
Acho q nesse ciclo tem mtas atletas com capacidade para figurar nessas breves convocações como:
Claudinha, Naiane, Giovana e Roberta
Ana Paula Virgo, Helo, Lorrene e Malu
Carol Tormena, Vanessa Janke, Ellen, Carla, Thaisinha e Júlia Bergmann
Valquiria Dilius, Saraelen, Jéssica ( Sub-18 eu queria mto ver essa jovem sendo um dos nomes do nosso time um dia) Raquel Loff, Mayhara
Laís, Dani terra e Maria Clara
Como a Laura citou mtos técnicos estão bem atrás de nossos medalhões Bernardo e ZRG
Mais não seria feio investir num técnico estrangeiro, fora que tem o Kwiek q é um baita estrategista. E o Mário Marasciulo q ta fazendo um trabalho belíssimo com a equipe do Peru.
anônimo disse…
Marichev é demitido e o lendário Nikolai Karpol vai voltar a treinar a seleção russa. De início, é apenas para a Yeltsin Cup, mas a tendência é que ele assuma de vez.
Sergio disse…
Rah Silva, eu procurei por tudo, e só acho o jogo final de Brasil e Peru, contra outros times não encontrei, para ver a meio de rede de 2,2 jogando. Pode nos passar o link?
Sergio disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
hilton disse…
se o ze continuar vai ser o mesmo de sempre, nada de renovação e natalia titular absoluta reinando ate 2032.
Rah Silva disse…
Sérgio no site da Confederação Sul-Americana de Vôlei tem todos os jogos do campeonato, se não estou equivocado foi no primeiro jogo do Brasil q ela atuou por mais tempo, pq o Maurício Thomaz fez rodagem em td o time. Só vc procurar no YouTube "CSV" que aparecerá o canal da Confederação e vc vai em vídeos, daí tem tds os jogos do campeonato. Espero ter ajudado.
Yana Souza disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
Yana Souza disse…
Yana, Sincera e gata... Gente, não adianta vcs ficarem colocando aqui jogadora X e Y, de tantos de altura, pois sabemos que o Zé, se continuar no comando de nossa seleção, irá manter sua estratégia de usar jogadoras mais experientes... Certo é que alguma revelação vai ser usada, mas não acredito que seja uma dessas que vcs citaram... Pode até ser que uma Paula, Helô e quem sabe alguma levantadora nova seja testada, mas renovar um time todo, esqueçam... Votem para a realidade e torçam para que seja renovada imediatamente a comissão técnica também de nossa seleção... Só assim poderemos ver uma grande renovação em nossa seleção.. Chega de Zé Roberto... Hummf... A gatinha...