Homens de pouca fé, por que duvidaste do Brasil???



Brasil 3x2 EUA

Brincadeiras no título à parte, que bom que o tempo passa e coloca as coisas nos seus devidos lugares. O Brasil ficou, ao final do GP, no seu devido lugar. E não me refiro à primeira colocação. É o lugar de quem pode brigar de igual para igual com as melhores seleções. 
A vitória do Grand Prix não nos coloca no céu, imune a críticas, como a derrota contra a China não significava o fim do nosso time, a tragédia completa. O tempo ajudou o Brasil a se encontrar.  A achar seu jogo de conjunto forte, que compensa suas deficiências com muita aplicação tática e inteligência.  

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Sempre colocamos os Estados Unidos um nível acima do Brasil. Só que esquecemos que os dois são muito semelhantes nas suas qualidades e fragilidades. Ambos têm ótimas centrais, fundamentais para o ataque funcionar bem; ambos têm uma linha de passe frágil; têm um bom saque e bom bloqueio - apesar de nesta partida esse fundamento não ter aparecido; têm levantadoras que vivem numa montanha russa, que um dia beiram à perfeição, noutro não acertam as bolas mais comuns.

A diferença nesta final esteve em quem melhor soube contornar sua maior dificuldade. Sim, o passe. Aquele que tirou o Brasil do jogo no primeiro set e o mesmo que deu a tranquilidade para a Dani Lins fazer sua melhor partida na seleção no Grand Prix com um distribuição perfeita e precisa. 

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O Brasil no primeiro set não agredia os EUA de forma alguma. Primeiro porque o passe e os ataques não saíam bem; segundo porque, quando tinha a posse de bola, o saque não pressionava a recepção norte-americana.

Apesar da Natália receber a maior pressão no saque, o problema na recepção no primeiro set começou com a Garay. A ponteira acabou sendo substituída no início do segundo set pela Jaqueline, fazendo a composição que muitos, inclusive eu, gostariam de ver.

A entrada da Jaque diretamente pouco influenciou no passe, ela não recebeu nenhuma bola. A presença dela em quadra, na verdade, serviu para o saque americano ter menos opções e se concentrar na Natália, que respondeu bem e abriu um leque de possibilidades à Dani. A Jaque acabou mais por dar um novo ânimo na equipe e, curiosamente, fazer deslanchar nosso ataque e contra-ataque já que a Sheilla demorou a engrenar.

Por mim, a Jaque permaneceria no terceiro set. Mas ainda bem que o Zé Roberto voltou à composição com a Garay. Ela voltou segura no passe e continuou com sua boa atuação no ataque, dando o recado que, sim, é possível termos Natália e Garay como ponteiras e, volta e meia, contarmos com a Jaque para apagar o fogo. O Zé estava certo e eu errada. Por isso que ele é tri-campeão olímpico e eu comentarista de sofá.

A partir do momento que Garay e Natália se estabeleceram, o Brasil foi bastante superior aos EUA, inclusive nos ataques pelas pontas. Aquele quarto set só foi parar nas mãos dos EUA por uma inversão de 5x1 feita num momento desnecessário e desfeita tarde demais.


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Balanço Final

O Brasil começou o GP com algumas dúvidas e termina o torneio com o título e algumas certezas. A primeira é de que a Natália pode ser titular da seleção e pode repetir ali aquilo que joga no clube. A outra é de que a Sheilla ainda tem lenha pra queimar. Não será a protagonista do ataque, mas não deixará de ser decisiva e importante para o time.

Mais uma certeza, desta vez negativa: continuamos sem uma oposto reserva. Tandara não mudou seu status na seleção, continua sendo de pouca utilidade.

Aí caímos em outro problema que a seleção não conseguiu sanar neste período: ter uma boa inversão de 5x1. Em parte por causa da Tandara, outra pelo desentrosamento que a Roberta mostra nos levantamentos com as titulares.

A dúvida em relação à composição Garay e Natália também foi sanada. Sim, é possível elas serem as titulares se mantiverem um regularidade mínima no passe. Pode parecer meio óbvio, mas é que a ideia de tê-las junto, mesmo caindo o passe de rendimento, era que elas compensariam no ataque os problemas da recepção. Mas isso elas mostraram que não conseguem fazer. Nossas pontas, contando com a Sheilla, resolvem pepinos ocasionais, não frequentes. O Brasil precisa de um bom passe para o ataque, como um todo, funcionar. E também para poder enriquecer o repertório de ataque que ainda é limitado.

O Brasil enfrentou no GP todos os principais adversários dos Jogos Olímpicos. Perdeu para Sérvia e China e ganhou de Rússia e EUA. Claro que cada confronto foi em um momento diferente de preparação para cada seleção, mas é possível dizer que algumas concepções sobre os times na disputa pelo o ouro no Rio mudaram. Acho que a disputa será mais equilibrada do que imaginávamos. Sérvia deverá ser um adversário mais perigoso que a Rússia e o Brasil está um degrau mais próximo dos dois favoritos ao ouro, EUA e China. 

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Mais GP
- Mais uma atuação apagada da Murphy nesta fase final. Não sei porque o Kiraly não fez uma troca simples de opostos e só colocou a Lowe nas inversões – feitas e desfeitas, aliás, em momentos inúteis no início dos sets. A menina pelo menos teria mais energia em quadra. Murphy dá mais um motivo para achar que o corte da Fawcett foi precipitado. 
- Premiação individual doida a do GP. Sheilla como ponteira passadora, Tomkom, reserva da Tailândia, como melhor levantadora... Podiam criar o "Prêmio Takeshita", que obrigatoriamente é dado à jogadora da seleção local e evitar estes constrangimentos e injustiças.

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Mais Brasil


- Não imaginava que a Léia teria chances de jogar tampouco que ameaçaria seriamente a titularidade da Camila Brait. Acontece que o Zé Roberto deu esta chance e ela aproveitou com perfeição. Ainda faço ressalvas em relação ao exagero que, a meu ver, ainda ronda as atuações dela. Bolas que são em cima dela e que narrador e comentaristas exaltam como se fossem defesas do século. Acho que tiram o foco do que realmente importa no desempenho da Léia que é a segurança que ela vem apresentando no fundo de quadra e a confiança que tem dado ao time. Queria vê-la numa decisão porque, pelas atuações no Minas e pelo que vi no Grand Prix ano passado, ela não me passava confiança. Pois nesta final ela se mostrou muitíssimo à vontade.

Acho que, pelo passado que tem a Brait, ela merecia uma sequência de jogos para defender a sua posição. Não acho que foi uma disputa justa neste sentido. Agora, é inquestionável que a Léia esteve muitíssimo bem e que será muito difícil negá-la uma vaga nos Jogos Olimpícos. Ainda fica uma questão sobre a fragilidade física dela e a menor experiência internacional na comparação com a Brait, o que pode levar o Zé Roberto a optar por quem ela já conhece ou mesmo, sem uma oposto para chamar de sua, formar sua lista com duas líberos.

- Falando de Brait, chances e disputa por vaga, repito que a distribuição de oportunidades para as centrais foi desigual. Jucy pode conquistar a vaga de terceira central com mérito, mas não teve com quem brigar pela posição. Ao menos não vimos a Adenízia em quadra, como meio-de-rede, tanto quanto ela. Só se nos treinamentos a diferença é tão grande a ponto a Jucy ser inquestionável, o que não deve ser o caso. 
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Este foi o ano de incorporarmos o "undeca" ao nosso vocabulário, né? Primeiro o Rexona na Superliga, agora a seleção no GP. Que daqui a 40 dias possamos voltar ao velho e conhecido "tri". 

Comentários

Luis Carlos disse…
Hoje jogamos como um conjunto, todas foram bem, precisamos disso, nunca fomos uma seleção onde uma só jogadora se destacava, nunca tivemos uma Gamova, uma Bracosevic da vida. Brasil é sim o favorito ao título, apesar dos dois times serem bem parecidos. As centrais que decidem, as opostas tecnicas, até as ponteiras têm características parecidas, só que as brasileiras tem mais explosão. Desculpa, mas a diferença entre a Brait e a Leia é gritante, o que a segunda passa de confiança no fundo de quadra é impressionante, fora as defesas, consegue colocar bolas para o alto seja da diagonal, seja da paralela.
Isa Costa disse…
O Kirally que muita gente disse estar estudando a Seleção Brasileira desde Londres para anular todo o nosso jogo em 2016 fracassou de novo. A melhor seleção do mundo, com o melhor elenco, que só tinha perdido pra China e fazia uma campanha impecável, amarelou na final para o BRASIL. O Nalbert que deveria ter comentado o jogo no SporTV, queria ver aquele babaca que torce contra reagindo ao vivo à vitória brasileira.

Pra quem dizia que Camila tinha mais experiência, Léia aguentou a pressão da sua primeira final defendendo a seleção contra um grande time muito bem. Fiquei com a impressão da Brait ter tido a esperança da Léia falhar no jogo mais importante, e quando viu que ela fez seu melhor jogo justo na final ficou bem triste, a carinha de tristeza dela depois do jogo foi de dar dó.

Sheilla prejudicou muito o Brasil durante um set e meio, errou tudo o que podia, se Paula Borgo estivesse no banco poderia substituí-la, como não tem oposta reserva o Brasil teve uma jogadora a menos por um bom tempo.

Gabi de oposta não dá, o bloqueio adversário agradece. As inversões hoje não funcionaram nenhuma vez, Gabi e Roberta sentiram muito a pressão, Gabi acho que nem tanto, mas Roberta estava bem nervosa.

O time já está praticamente definido, só falta uma oposta reserva e se aprimorar mais.

Rafael Grapper disse…
Parabéns as meninas! Mostraram uma grande evolução durante todo o torneio.
Incrível como a experiência e organização tática são fatores que podem definir uma partida, um campeonato! Ter esse entendimento que o conjunto é o nosso ponto forte, pode nos colocar no mesmo nível que CHN e USA, hoje as 2 grandes favoritas a medalha de ouro.
Sobre a disputa das líberos, cheguei a mesma conclusão: acho que o ZR vai levar as 2 pro Rio, cortando a Tandara e improvisando a Gabi como oposta. É um risco, mas entre escolher 4 centrais, prefiro 2 líberos (não acho que ele vai levar a Paula Borgo mesmo numa quase impossível convocação pós GPrix).
sobre a Fabíola: se ela tiver uma mínima condição de jogo, fará parte das 12 mas ela ainda chegou nesse estágio. Prefiro ainda a Roberta que pode ajudar em outros quesitos: saque e defesa.
Diego Bispo disse…
Boa tarde!

Parabéns as meninas que mostraram evolução e espirito de luta. Vejo esse Brasil, pronto para momentos de tensões e emoções. Porém, precisamos melhorar em alguns pontos táticos. Falta um pouco a bola do fundo. Além disso, esse jogo mostrou que nem uma seleção é tão superior a outra. Os Estados unidos não tem uma oposta matadora. A jogadora decisiva é Larson. China e Servia escondem tanto jogo que na hora decisiva não acha...rs

Dani Lins será uma das principais responsáveis do título no Rio. ela forçou hoje o primeiro tempo e abriu o jogo. Ela só precisa ter mais confiança nela! Não vejo Fabíola e Roberta apetas para substituir a Dani em momentos de tensões. E entendo que o Zé colocou a Roberta para ver como a seleção iria reagir. e ela foi mal, então acho que Fabíola não irá só se tiver muito mal.

Se fosse o zé, iria tentar dar um jeito de arrumar uma oposta reserva, ou tentar Jacque ou Garay. Entre, quatro centrais e duas líberos. Prefiro as centrais, pois vejo a Leia como a Fernandinha de 2012. Já que é para Adenizia ser oposta, que treine como uma então!

Os narradores do sportv são vendedores de emoção. Não acho Leia tudo isso. Mas, também o Zé deu os melhores jogos para ela. Questão de justiça também não foi feita entre as centrais. Vamos, ver como será a convocação e ter fé no Zé.
Alysson Barros disse…
Léia está melhor que Brait e Adenízia não serve para nada. Fatos. Não adianta os osasquenses se desesperarem. Adenízia nem faz mais parte do time. Se é pra levar CD de música motivacional, sendo o ZR supersticioso do jeito que é, ele mesmo já deve ter comprado.

O time todo começou mal e nervoso. Foi só começarem a fazer o que sabem que o nervosismo passou. Léia comandou o fundo como uma líbero de verdade deve fazer. Sem pulinhos e rodopios nem gasto de energia desnecessária. Fabiana merecia uma partida assim e Thaísa foi muito bem também. Essas três juntas foram o ponto forte do time hoje.

Dani Lins, Garay e Sheilla fizeram uma partida razoável. As três erram muito ainda. A levantadora insiste em bolas seguidas para a mesma atacante, por exemplo. Foi precisa, porém discordo da distribuição. Tem muito o que melhorar. Garay, já é redundante falar do seu passe medonho. Ela e Natália não compensam no ataque como foi PP4 e Mari em Pequim. Aliás, as duas pouco erraram nesse fundamento no ano de 2008. Quanto à oposta, tem que jogar na boa atualmente. E precisa urgentemente de uma reserva da mesma qualidade.

Minha crítica: Natália. Comprometeu quando não podia e só foi ajudar efetivamente no tie-break. Quem deveria ter saído de quadra era ela, não Garay - que estava ao menos se virando no ataque. Não sei por que se mantém intocável, pois não apresenta jogo para ser titular e faz muitas bobagens. Fora que erra passe também, me lembro dela tomando ace. Queria ver a linha de recepção titular com Jaqueline e Garay, já que o campeonato passou e a Natália continua não correspondendo às expectativas. Quantos anos ela tem atualmente, 27? Qual a desculpa da vez para o rendimento abaixo do esperado? Jaqueline entrou bem, aliás.

Pontos a melhorar: saque - além do passe, claro. Dá agonia ver tantos erros de saque assim. É inadmissível. Gabi de oposta também é algo a ser revisto. É preciso de uma solução para a inversão surta efeito e não será ela quem fará isso. Tampouco Adenízia. Natália poderia cumprir esse papel.

Por fim, é um desperdício levar duas líberos. É muito mais válido uma atacante. Em caso de problemas, temos a Jaqueline.

E não vejo demérito algum em ser comentarista de sofá. ZR pode ser tri-olímpico, mas é um técnico esotérico e conta com uma boa dosagem de sorte ao seu lado.

Ainda há tempo para consertar os problemas.

Parabéns às meninas pelo título! Merecido!

Mico aquelas estadunidenses fazendo dancinha no chiqueirinho. Muito bem feito que perderam. Parece que dançar no chiqueirinho nunca é sinônimo de boa sorte - vide as cubanas.
Isa Costa disse…
Discordo sobre a Natália, o passe dela melhorou muito, quem passa vergonha é a Garay nesse fundamento. Acredito que Natália entrou no jogo na hora certa, já pensou que as jogadoras que são mais acionadas logo são marcadas? A Dani usou a Natália na hora que precisava e foi muito importante. Sempre impliquei com ela mas agora estou de boca aberta, ainda erra uns passes e paga uns micos no ataques, mas há de se reconhecer a sua grande evolução.

Por falar em Garay, ela tem uma deficiência grave no arranque, quando uma defesa ou ataque adversário gera uma bola mais alta no fundo de quadra totalmente defensável e perto dela, seus pés parecem estar atolados em lama (pra não dizer outra coisa), qualquer jogadora conseguiria pegar a bola sem problemas por reagirem rápido, mas a Garay crava o pé no chão e quando resolve recuperar a bola já é tarde demais.
Abraão disse…
Natália não rendeu abaixo do esperado. É hoje a jogadora mais importante do Brasil. Esteve no banco em várias partidas e mesmo assim terminou como a maior pontuadora do time, com sobras. Essa perseguição, essa má vontade de chamá-la de eterna promessa é uma falácia que não se sustenta. Vide ela ter sido hoje escolhida como a melhor jogadora do campeonato.
Johnny disse…
Primeiro: Léia na seleção para ontem!! Gente, sério, se não levar a Léia para a Olimpíada é muita panela que está sendo feita. Caso a Brait for para os jogos, então que a Léia vá como segunda líbero. Acho que Brait já teve sua oportunidade no Mundial de 2014 e naquela época não tinha concorrente. Mas quando o Paulo Coco virou técnico do Minas na temporada passada, até que enfim a Léia teve reconhecimento, coisa que Bernardinho não faz na seleção masculina com os jogadores do Cruzeiro - vide Filipe ponteiro e Serginho, líbero.
Eu não sei se foi estratégia do Zé Roberto, mas no começo do jogo e no segundo set quem recebeu mais bolas foi a Garay. A Natália apareceu mais no quarto set e no quinto, o que eu acho bom, pois não é legal mostrar toda a potência de ataque da Natália e chegar na Olimpíada todos os times marcarem ela. Em outros jogos desse Grand Prix a Dani Lins levantava umas 20 bolas seguidas só para Natália, o que estava dando nos nervos, porque expunha demais a jogadora.
Gostei da Natália, Garay e Jaqueline. Jaqueline quando entrou passou e atacou bem, com velocidade, inteligencia, explorando bloqueio ou tirando dele. Garay colocou muitas bolas no chão com o estilo "acha petróleo" que ela tem, ou seja, fazendo buraco na quadra.
Thaísa e Fabiana até que enfim resolveram mexer com as pernas e bloquearam demais.
Hoje foi o jogo da Fabiana, fez tudo que podia. Thaísa tbm foi bem. O melhor é a velocidade que as duas deram ao bloqueio amortecendo muitas bolas de ponta dos EUA.
A Sheila é aquela coisa né, não tem reserva para substituí-la e ainda acho que ela não está nos melhores dias, mas fazer o que? É o que tem para hoje!
Mari Paraiba demorou 200 anos para jogar no Grand Prix, quando entra erra o saque... pelo amor de Deus!
Uma coisa que eu reparei foi que os EUA não usaram a Harmotto... acho ela bem mais perigosa do que a Adams, sinceramente. Ou seja, não sei se quiseram esconder jogo.
Outra coisa que dá nos nervos na equipe do Brasil são os erros de saque. O que é aquilo?
A Akirandewo precisa ser mais bloqueada naquela bola na saída de rede. Foram não sei quantos pontos do mesmo jeito...
Parabéns para o Brasil, vitória merecida! Mas ainda acho que na Olimpíada teremos muitas seleções para nos preocupar, então a comemoração do Grand Prix tem que ser mais rápida kkk
Ander disse…
Parabéns Meninas!!! Parabéns Zé!!!👏👏Novamente calando a boca de muitos!!😂😂Se jogarem assim no Rio, a chance de ouro sobe muito!!😁😁😄😄Léia merece estar na olimpíada, adoro a Camila,mas o momento é da Léia!! Roberta sentiu a pressão, precisamos da Fabíola!!😉😉 Thaisa e Fabizona Monstras!! Ridículas as reservas dos Estados Unidos dançando e provocando,perderam😂😂😂😂😂 E para quem torce contra as Meninas e o Zé, tiveram que engulir seco mais essa,Ze sabe o que faz,ele é um mostro de técnico, ÚNICO Tri campeão olímpico brasileiro!!👏👏👏👏 Podem não gostar dele, mas tem que Respeitar!!!😃✌✌✌
Leticia Santos disse…
O Zé podia convocar a Paula borgo para ser reserva da Sheila jogadora nova pouco conhecida, isso ameaçaria a Sheila e forçaria ela a jogar mais.a vamos aguardar!!😉
Joffre Neves disse…
Agora só resta mesmo esperar os cortes dia 2 ou dia 4 creio eu,gostei do jogo de hoje e me surpreendi bastante com Dani,Fabiana,Léia e a Natália.Para ficar melhor precisaríamos de uma oposta nata na inversão de rede porém não temos então ou o Zé leva duas líberos ou vai levar quatro centrais pra aumentar rede.Se o zé for pela segunda escolha seria interessante treinar a adê com passos de oposta porque ela ainda é bem lenta e pra mim seria melhor porque ganharia mais uma atacante que pode desempenhar seu serviço na saída de rede como também botar a jucy na saída com uma china,hoje a brait não anda merecendo ir pra o Rio mas o zé pode chamar as duas e colocar a léia pra todo o jogo e a brait para assumir passe em momentos críticos,a brait se perde se a linha se passe está deficiente no dia e a léia é bem mais segura a camila nessa questão.Uma pena que a inversão de rede não tenha dado bons retornos hoje porque tinha ido até bem nos jogos anteriores,infelizmente a Roberta sentiu a final...Provavelmente a Fabíola não vai se recuperar a tempo devido mesmo com treinos com até 7 pessoas mas pra inversão de rede no geral e alguns jogos que a roberta jogou um pouco mais ela foi bem.

Eu faria assim : dani e roberta,sheila e natália(escrita como oposta porém vai passar no Rio),gabi,jaque e garay como pontas,torres gêmeas,jucy e adê(treinada devidamente como oposta e muito mais rápida só nesses casos ) e leia.Se a adê não melhorar quem vai é a Jucy na china e a camila fica como a segunda líbero mas pra assumir passe !Gosto da gabi e acho que ela merece ir pra o Rio mas não pra fazer trampo em inversão de rede,a meu ver vai a jucy porque ela pode melhorar no tempo de bola e melhorar muito o bloqueio e porque ela sempre faz chinas matadoras portanto jucy já estaria garantida e a 'briga' seria entre a potência e versatilidade da adê com a tranquilidade pra assumir defesa e passe em momentos críticos com a brait.

Melhoras no passe notáveis e a jaque entre sempre muito bem,Brasil foi bem e mereceu o ouro...No final até foi bom o tie pra testar mais as jogadoras e ver como elas rendem.
Unknown disse…
Parabéns às meninas! Hoje é pra comemorar. Foi um jogo muito bom de ver. Não pude ver ao vivo, e depois que vi as notícias nos sites, fiquei curioso para avaliar como foi o desempenho.
Amanhã, contudo, deve ser retomado o foco nos Jogos Olímpicos, que é a competição mais importante.
Concordo com quase tudo que a Laura falou. Só na questão da líbero acho que Léia está, sim, em melhor nível que a Brait. Veja, eu as considero muito boas e até as semifinais escrevi aqui que elas estão equiparadas. A única coisa que faltava era testar a Léia numa final contra um time em excelente forma. E isso aconteceu hoje, ela foi muito bem. Se for por meritocracia que a CT vai decidir, então ela será a líbero nos Jogos. Só não vai se tiver alguma contusão.
Fabiana está chegando ao nível desejado. Falta o bloqueio melhorar.
Sheilla está retomando seu potencial.
Dani provou que seu limite técnico é, de fato muito alto. Precisa ser mais regular.
Natália melhorou muito na recepção. E ajuda muito no ataque e no bloqueio.
Garay está chegando perto do que pode render. Oscila no passe ainda, mas está bem melhor.
Thaisa está bem no ataque. Ainda pode melhorar no bloqueio, está no caminho certo. Seu saque começou a entrar.

O conjunto está jogando como um time. Aquele período inicial turbulento foi pelo momento dos treinamentos.
Mas agora o foco é nos jogos, e temos 26 dias ainda. Lembrando que os adversários também têm esse tempo pra treinar.
Vicente Maia disse…
O jogo de hoje foi para quem tem coração forte. Após aquele malfadado primeiro set achei que íamos perder de 3x0. O time do Brasil, contudo, joga com muita raça e tem toda uma mística que acaba apequenando a equipe americana. O bom disso é que, depois da vitória em 2014, elas tinham em mente que iriam ganhar do Brasil de forma até certo ponto tranquila. Nas Olimpíadas, o fantasma dessa derrota vai assombrá-las. Mas, não nos iludamos, elas ainda são favoritas, é uma equipe muito homogêneas em valores individuais e têm um técnico muito inteligente. Hoje, no entanto, nos trouxe uma lição, elas não são imbatíveis.
Eu assisto o jogo como torcedor, mas penso e analiso como crítico. Procuro nunca defender essa ou aquela jogadora pela minha preferência pessoal, seu passado de glórias - quem vive de passado é museu - ou pelo seu carisma. Na seleção eu procuro não torcer por jogadoras cegamente e me isentar de clubismos e “fanboyismos”. Então, independente das minhas preferências, quero que técnico convoque e escale quem está melhor ou pode dar mais retorno ao time.
1) A Sheilla ganhou um prêmio, até agora não sei bem de que, sinceramente. Gostei como torcedor, ela é uma jogadora que na hora da decisão faz a diferença, mas espero que isso não a faça pensar que está bem porque NÃO está. Fez uma temporada abaixo da média e no primeiro e segundo set do jogo de hoje, não jogou NADA! Ok, ela acabou com a Rússia e a partir do terceiro set foi muito bem marcando 14 pontos. Mas não dá pra dormir em cima dos louros, ela está sem ritmo de jogo e tem de trabalhar muito nesses 26 dias que faltam.
2) Dani Lins é a jogadora mais criticada do Brasil, coitada. Nunca tem um elogio, só críticas às suas atuações. Muitos querem Fabíola ou Roberta ou Naiane ou Macris ou Claudinha no seu lugar. Eu, contudo, acho a Dani Lins a nossa melhor levantadora e hoje, fez uma partida esplêndida. Para mim deveria ser a escolhida para melhor do Grand Prix. Ou ela ou a Glass. Quem reclama de sua distribuição é só ver a quantidade de pontos das atacantes brasileiras hoje, assim como em algumas partidas anteriores, para concluir que ela distribuiu muito bem. Está perfeita? Longe disso. Tem de melhorar as levantadas para as pontas assim como a velocidade das mesmas. Precisa também de uma dose de autoconfiança às vezes.
3) Fabiana esteve magnífica no ataque, fez 18 pontos e isso é incrível para uma central. Só que ela é central e sua principal função é o bloqueio e nesse fundamento ela não fez um único ponto.
4) Natália melhora a cada partida e, embora não esteja ainda 100% no passe, nos traz de volta a esperança de que ela finalmente desabroche e seja o grande nome da seleção. Mereceu o MVP por tudo que fez nesse Grand Prix sendo a jogadora mais regular do nosso time, especialmente no ataque e no bloqueio.
5) Jaqueline com a sua entrada eletrizante foi o ponto de inflexão. Deu um novo ânimo ao time e a partir daí começou um novo jogo.
6) Fê Garay não estava muito bem no passe e foi substituída. No retorno do set, José Roberto Guimarães colocou-a acertadamente de volta e ela foi decisiva no ataque.
7) Thaísa atacou bem, mas fez apenas um bloqueio. É uma jogadora que motiva o time. Eu espero muito dela.
8) Léia fez outra partida magistral. Não vejo como o José Roberto Guimarães não levá-la pelos seus méritos porque ela está jogando muito, mas muito melhor que a Camila. Como o José Roberto Guimarães não tem coragem de cortá-la, vai lavar as mãos a lá Poncio Pilatos. Ele disse que vai deixar para o grupo, antes tinha dito que seria a comissão técnica, “decidir”, isto significa levar a Camila. Acho uma saída indigna desse técnico que tanto admiro. Ele é o comandante do navio, é ele quem tem de decidir.
9) A nossa inversão 5-1 hoje não funcionou. Gabi não tem cacoete de oposta, muito menos Adenízia. Roberta hoje errou uma bola pra Fabiana que não poderia errar. Falta a ela intimidade com as centrais, coisa que tem de ser trabalhada até as Olimpíadas porque Fabíola, creio, não vai pra esses jogos.
No mais, parabéns às meninas pela vitória empolgante.
Unknown disse…
Por curiosidade, fiz uma estatística própria na recepção do saque de Brasil x EUA. Isso porque essa foi a principal fraqueza da SFV nesse Grand Prix. Por que fiz a minha própria estatística?
Porque a estatística da FIVB não me inspira confiança. Outro dia eu dei uma olhada lá, e eles tinham colocado até indicador de saque para a Léia, com número de tentativas e tudo. Como pode isso, se ela é líbero? Talvez por isso a Sheilla tenha ganho um dos prêmios de melhor ponteira (?!??).
Mas, vamos aos números, que são pelos meus critérios (olhem com alguma ressalva). Como fiz? Eu gravei o jogo, vi e revi os lances que tive dúvidas várias vezes.
Antes vou explicar meu critério:
Passe A = aquele que chega na mão da levantadora em condições de escolher para quem vai a bola.
Passe B = aquele em que a levantadora precisa se deslocar, mas chega em condições de levantar de toque, perdendo ou limitando a opção com a central.
Passe C = aquele que não permite a levantadora levantar de toque, ou aquele que outra jogadora, sem ser a levantadora,tem que levantar a bola, ou aquele que "quina" no braço e gera necessidade de "se defender do próprio passe da companheira".

# 1º SET: O set que foi pior na recepção. O Brasil recepcionou 22 saques:
7 A 32%
9 B 41%
6 C 27%
Natália recepcionou 8 saques:
4 A 50%
2 B 25%
2 C 25%
Garay recepcionou 7 saques:
1 A 14,3%
2 B 28,6%
4 C 57,1%
Léia recepcionou 6 saques:
2 A 33,3%
4 B 66,7%
0 C 0%
Gabi recepcionou 1 saque:
0 A 0%
1 B 100%
0 C 0%

# 2º SET: Brasil recepcionou 14 saques. E aqui prestem atenção!
14 A 100%
0 B 0%
0 C 0%
Natália recepcionou todos os 14 saques.
Ela entregou todas as bolas na mão das levantadoras.

Curioso que Garay foi substituída sem sequer ter recepcionado saque. Aqui talvez ZRG já premeditava fazer essa troca, porque Garay foi mal no passe no 1º SET. Até o o momento da substituição, Natália tinha feito dois passes, ambos A, embora tenha tido que se deslocar bastante para cobrir a quadra. Talvez ZRG pressentiu que as coisas poderiam caminhar como foi no 1º SET.

# 3º SET: Brasil recepcionou 16 saques:
11 A 68,7%
2 B 12,5%
3 C 18,8%
Natália recepcionou 8 saques:
6 A 75%
1 B 12,5%
1 C 12,5%
Garay recepcionou 3 saques:
2 A 66,7%
1 B 33,3%
0 C 0%
Léia recepcionou 3 saques:
1 A 33,3%
0 B 0%
2 C 66,7%
Gabi recepcionou 2 saques:
2 A 100%
0 B 0%
0 C 0%

4º SET: Brasil recepcionou 22 saques
20 A 91%
1 B 4,5%
1 C 4,5%
Natália recepcionou 6 saques:
6 A 100%
0 B 0%
0 C 0%
Garay recepcionou 13 saques:
12 A 92,3%
1 B 7,7%
0 C 0%
Léia recepcionou 1 saque:
1 A 100%
0 B 0%
0 C 0%
Gabi recepcionou 2 saques:
1 A 50%
0 B 0%
1 C 50%

5º SET: Brasil recepcionou 8 saques:
5 A 62,5%
1 B 12,5%
2 C 25%
Natália recepcionou 3 saques:
2 A 66,7%%
0 B 0%
1 C 33,3%%
Garay recepcionou 5 saques:
3 A 60%
1 B 20%
1 C 20%

Agora, esses dados precisam ser analisados qualitativamente também, o que eu não fiz aqui. Por exemplo, seria bom além de olhar a estatística média, observar em qual momento do SET ocorrem os pontos positivos e negativos (principalmente estes).
Seria bom dividir o SET em 3 partes, e analisar os eventos dentro de cada terço de SET. O que quero dizer é que uma jogadora pode ter médias melhores que outra, mas nos momentos em que ela falha eles ocorram mais no 3º terço do SET, o que é pior do que errar no primeiro terço.
Enfim, dados ajudam bastante, e se combinados com análise qualitativa, aí temos uma boa base para tomada de decisão.

Unknown disse…
Percebo que uma líbero recepciona poucos saques. Hoje a Léia foi razoável na recepção, seu ponto mais forte. Mas na defesa ela "comeu a bola!". Então se uma líbero participa mais defendendo, ela marcou pontos com a CT. Até agora, por merecimento, ela está nos Jogos.
A Laura menciona que os jogos que a Léia jogou eram melhores para uma líbero mostrar serviço. Eu tendo a concordar com isso, mas veja, a CT queria ver com reagiria a Léia nesses jogos, porque a Brait eles já conhecem bem. Então seria racional colocar a Léia nesses jogos, e não a Brait.
A CT provavelmente vai analisar ambas pelo acumulado de todos os jogos, e vai tomar a decisão não somente pelo GP 2016. Hoje a Léia está melhor e deveria ser a escolhida - estou dizendo isso sem ter dados completos - mas me parece a decisão racional.
Os Jogos, estes serão daqui a 26 dias. Tem tempo pra muita coisa. Só espero que a forma com que a CT vai comunicar os cortes seja mais "prudente" do que a utilizada em 2012.
Continuo na torcida, como sempre.
raphael martins disse…
Os pró-usa, "Brasil nunca vai se superar como em Londres", "Brasil tá envelhecido sem renovação" e demais concepções depreciativas poderiam agora dar um tempo pelo menos até começar a olimpíada... Às vezes é melhor ouvir e observar o treinador tricampeão olímpico e time bi.
Luiz Felipe disse…
Natália provou nesta fase final de GP que é uma jogadora em ascensão na seleção - mereceu a MVP do campeonato, está jogando muita bola. Quem anda dizendo que ela decepcionou, está por fora... E Leia, então, como não a levar aos JOs?

Sobre os EUA - muito decepcionante a atuação da Murphy não apenas hj, mas em toda fase final do GP, quando pontuou pouco. Hill, Larson e as centrais (no caso, Akirandewo e Adams, vez que Harmotto-Dietzen já não é mais efetiva como era no passado) carregam o piano na equipe americana, alternadamente a depender do jogo... Quando o passe não aparece, como aconteceu em diversos momentos hj, falta uma oposto decisiva para salvar a América... Realmente o corte da Fawcett terá sido prematuro demais... Lowe não inspira confiança - grandalhona mas pouco técnica e muito pesadona para meu gosto... Senti falta da ponteira Bartsch, reserva que jogou muito na última partida contra a China - poderia, a meu ver, ter sido novamente testada hj na hora do aperto.
RICARDO SANTANA disse…
Acho que Leia foi a titular porque possivelmente o Zé não vai levar ela para as olimpíadas! Aí que dá esse gostinho a ela de disputar uma final. Falo isso porque o Zé disse que ia consultar as jogadoras sobre qual a libero deveria levar! Aí é a questão, os colegas aqui esqueceram que a pipoqueira da Camila joga com a Dani Lins no Osasco
, e ja jogou com Thaisa, Garay, Jack,
Adenisia, e Sheila. Isso significa que as ex companheiras vão optar pela marabalista/Pipoqueira da Camila. É uma pena o ego falar mas alto que o profissionalismo, pois a Leia é atualmente a libero mas preparada.
Como é bom ver essa vitória!!! Sei que temos q melhorar até as olimpíadas,a muitas coisas para o zé decidir até lá, quem vai ser a oposta reserva, a libero, as centrais, enfim tem q se pensar em muita coisa. Mas foi bom ganhar da seleção q hj é a melhor do mundo, indiscutivelmente as melhores, bem equilibradas em praticamente em todos os fundamentos, o estados unidos é a equipe a ser batida nas olimpíadas, e essa vitória de hj, nos dá confiança,e sabe q ninguém é imbatível. Penso q elas deve vir melhores nas olimpíadas, americanos não costumam se abater fácil. Depois do jogo de hj, creio q o Zé deve levar a Leia, não vejo ele levando duas liberos , como ouvi opiniões a respeito, sinto muito pela Brait, é uma jogadora q sempre admirei, q sempre esperou o seu espaço na seleção, foi cortada da outra olimpíadas de última hora, é de se sentir, porém temos q pensar no hj. O q falar de Sheila Castro? ? A cada dia mostrando o pq de ser considerada umas das melhores jogadoras de tds os tempos, e hj ela não é só importante somente no ataque, mas se vê o equilíbrio q ela da pra equipe, hj começou muito mal, errando demais, mas se encontrou. Precisamos dela, depois de 2 temporadas sem jogar, mostrou q tá viva, tem q melhorar, mas é bom de ver sua evolução. A dani tá cada dia melhor, só tem q melhorar na rapidez , as vezes as bolas ficam lentas. Nath, nath, tá jogando demais, é craque, tá cada dia melhor ,principalmente no passe,juntou as críticas e cresceu. Penso como é difícil pra essas meninas, q toda vez só escutam críticas, vive dando a volta por cima, e calando os " sem fé " . Parabéns a essas meninas, q lutam com unhas e dentes pra superar todas as adversidades, se não for só na técnica, vai na raça.
Gabriel disse…
Sobre as líberos, não confiava muito na Léia, pq ela sempre teve uma recepção um pouco ruim, na defesa sempre foi impecável e foi isso que a levou a Seleção... Mas de fato ela está jogando muito bem. Só não acho correto quem defende que ela deve ir e diminuem a Brait dizendo que ela é só "animadora" "pipoqueira" e tals, ela é uma grande líbero, que infelizmente não tem mostrado todo seu potencial, mas ela ainda merece respeito pq é sim uma excelente jogadora, qualquer uma das duas que for, nosso time estará bem servido. Me recordo que antes de Londres muita gente criticou a Fabi, as mesmas críticas que fazem a nossa seleção, dizendo que ela estava velha, que tinha que dar chance a novata Camila que na época estava voando. Fabi foi levada para Londres com muita gente a criticando, talvez seja esse o motivo dela ter mandado aquele "cala a boca" depois que o Brasil venceu a final e logo após ter se aposentado da seleção, mesmo todos sabendo que ela ainda poderia estar jogando. Vejo que está acontecendo o mesmo com a Brait. Todos estão simplesmente descartando a Brait pelos poucos bons jogos que a Leia fez, sendo que a meu ver a diferença entre as duas não é tão grande assim, por isso acho válido o Zé usar outros fatores para decidir, tem muita coisa envolvida nessa escolha, e aposto que ele não quer cometer o mesmo erro do caso Fernandinha x Fabíola
Gabriel disse…
Sobre o jogo, fiquei muito feliz pela vitória brasileira! Acho que serviu para impor certo respeito que as americanas vinham perdendo, vide as vitórias no Mundial, Grand Prix e Pan do ano passado. Mas não podemos nos enganar. Essa seleção americana não mostrou tudo que pode. Só o fato da Lowe ter ficado a partida inteira no banco já é um indício. Podem ter certeza que agora, mais do que nunca, elas virão com as facas entre os dentes pra derrubar o Brasil no Rio. Todo cuidado e estudo é pouco. Enfim, parabéns ao Brasil, muito bom ser undecacampeão, foi início da despedida da Geração mais vitoriosa e estrelada da nossa seleção, espero que elas fechem com chave de ouro no Rio!
raphael martins disse…
Para mim, essa partida mostrou que técnica e taticamente, a SFV é soberba, magnífica, nossa única fraqueza sempre foi e é o aspecto anímico/psicológico. Daí que como as meninas vão reagir emocionalmente na interatividade com a torcida durante a olimpíada será realmente o fator determinante do nosso desempenho. Se mantiverem os nervos no lugar, não tem pra ninguém, China ainda está em ascensão e as americanas são primorosas no controle do jogo, mas esmorecem quando acuadas, muito pressionadas.
raphael martins disse…
Laura, só discordo frontalmente deste trecho: "Aquele quarto set só foi parar nas mãos dos EUA por uma inversão de 5x1 feita num momento desnecessário e desfeita tarde demais.". O Zé precisava avaliar amplamente o quanto a inexperiência internacional, ou simplesmente a pressão dos momentos decisivos, afetariam o jogo da Roberta e Gabi, mesmo que isso custasse o set. SE fosse jogo olímpico certamente retornaria com as titulares no primeiro erro, como nas quartas de final contra a Rùssia, em que a Tandara não correspondia na inversão e logo retornava para o banco. Ele sacrificou o set,ou pelo menos comprometeu-o totalmente porque o objetivo maior não era o título: preparação e testes, e infelizmente ambas ainda não se mostraram aptas de representar o Brasil olimpicamente, tenho pra mim que a vitória ou a derrota naquele quarto set com a inversão determinariam os destinos da Fabíola com a seleção...
Junior Agostinho disse…
EU NUNCA SOU DE COMENTAR, SÓ OBSERVE E VEJO E RESPEITO TODAS AS OPINIÕES DE CADA UM, EU SÓ ACHA LEGAL TANTA HIPOCRISIA DE ALGUNS COMENTÁRIOS, ALGUNS ACHISMOS TOTALMENTE EQUIVOCADOS E SEM NOÇÃO, VÁRIOS VEZES COMENTÁRIOS QUE A SELEÇÃO EUA ERA MELHOR, EXALTANDO AS ADVERSÁRIOS E MENOSPREZANDO A NOSSA SELEÇÃO, NÃO VALORIZANDO O QUE TEMOS DE BOM, FICOU MUITO FELIZ PELO EMPENHO POR MAIS UMA ETAPA VENCIDA. NOSSA AINDA DEPOIS DE TUDO QUE A SELEÇÃO FEZ AINDA CONTINUA CRITICANDO. PESSOAL VAMOS NOS ALEGRAR, DEU BRASIL!!!!! PARABÉNS SELEÇÃO, PARABÉNS ZR.
Carlos Cogliones disse…
Unknow parabéns pela iniciativa. Na fivb tá difícil acompanhar as estatísticas mesmo.

Sobre as estatísticas de passe, vale também observar qual é a composição da linha de passe, quem tem mais quadra pra cobrir e se o passe errado era para a posição ocupada pela jogadora ou quem deveria ir na bola deixou passar. Esse tipo de observação pode mudar um pouco a concepção de passe errado, para tentativa de salvar o vacilo da companheira. Coisa que é comum em começo de preparação, já que o Brasil estreiou no GP sem ter feito um jogo descente pra ganhar ritmo. (Dominicana não conta)

Percebi isso, se eu não me engano, no jogo Bra x Bel. Jaque, Garay e Brait fizeram a linha de passe, a Jaque na posição 5 colada na linha e Garay na 6, a Jaque não foi em duas bolas, uma que caiu no seu lado e a outra que passou pela sua cintura e a Garay é que tomou o ace. Não quero aqui criticar a Jaque ou enaltecer a Garay. Outras quando Garay e Nati trombaram para passar a mesma bola ou se fintaram e nenhuma pegou o saque. É só uma observação que passa despercebida e que é importante para entender os momentos. Assim que o Brasil (Nati, Garay, Brait e Léia) tiveram mais ritmo de jogo, mais tempo para corrigir os erros de posicionamento, foram ganhando conjunto e definindo melhor a distribuição de quadra, o passe melhorou para todas. E por outro lado não podemos esquecer que existe também a necessidade das equipes de forçar o saque para terem chances contra o Brasil e os méritos das sacadoras.
Jonas M.B disse…
Foi válido sim aquela inversão de 5x1 mesmo que custasse o set. O grand pix é para testar mesmo, vai fazer isso nas olimpíadas? O time titular do Brasil comparado com o banco é um abismo, preocupante. O Brasil já viu de perto todas as candidatas, o único bicho papão é a CN por enquanto. A Léia e a Jucy na minha visão devem ganhar a vaga. Na questão da levantadora, a próxima olimpíada deve ser da Roberta mas nessa é a Fabíola. A Gabi é uma grande jogadora, assim como a roberta, a próxima olimpíada também deve ser dela, mas essa não. Não por falta de potencial em sua posição mas por não ser oposta. Convoque uma oposta de origem. A Mari-PB e a Adez foram turistas, sem muito o que comentar. No mais as outras jogadoras são craques, estão em uma vertente de crescimento, só treinar mais e estudar os adversários. Eu acredito numa final no Rio mas a medalha de ouro falta bastante coisa a melhorar ainda.
Mario Costa disse…
Ricardo Santana, penso da mesma forma. Acho que algumas jogadoras que participaram muito do GP não irão para as Olimpíadas, casos da Léia e Jucy. Penso ainda que o Time que o JR levará serão:
Levantadoras: Dani e Fabíola (se esta se recurperar em 5%)
Centrais: Thaisa, Fabiana e Adenízia
Ponteiras: Jaque, Fê Garay, Natália e Gabi
Opostas: Scheila e Tandara (Se ela melhorar da lesão), talvez Paula Borgo
Líbero: Camila
Eu gravei o jogo, e na hora da comemoração passou uma imagem da Jack abraçando a Brait, e deu pra ver a leitura labial da Brait pra Jack, ela falou que foi sua última competição, e a Jack vira e fala pra ela pq?? E ela fala que " eu sei".e com um semblante bem triste. Eu acho que ela já tá sentindo q perdeu o seu espaço.
Unknown disse…
Sim Carlos Cogliones, vc tem razão. De fato a análise do passe provavelmente seja bem mais complexa do que a que fiz lá em cima. O que fiz foi bem simples, e talvez não seja adequado para tirar muitas conclusões.
Se tivéssemos na transmissão o ângulo do fundo de quadra também, aí seria interessante analisar o passe.
Vale comentar que muitas vezes uma ponteira fica com percentual de passe melhor que uma libero. Talvez porque a ponteira fica com uma área menor que a libero. E esta última, quando tem que recepcionar o saque, provavelmente tenha que se deslocar bem mais porque a sacadora não vai sacar na direçao dela.
Isso pode ser comprovado pelo segundo SET, onde Natália passou muito bem, porque ninguém iria sacar na Jaque ou na Leia. E elas ocupavam a maior parte da quadra.
E como o Carlos falou, aquela posição quando a libero está na 1 expõe as ponteiras uma do lado da outra. E é nesta posiçao que ocorrem problemas quando a recepção nao está indo bem. A ponteira que está na 5 fica muito exposta, se nao estiver confiante, vai quinar.

Outra coisa importante, creio eu, é que tem algumas sacadoras muito boas. Às vezes eles mostram o ângulo do fundo de quadra do lado da recepção, e ao nível da visão dos jogadores. E aquele saque flutuante e veloz é muito difícil de definir como a bola vai chegar, porque parece que ela vem mudando de direçao aleatoriamente.
O Brasil, se estabilizar a recepção como fez contra os EUA, tem nas centrais a nola de segurança. Se o adversário começar a marcar as centrais, as ponteiras têm a vida facilitada. Mas esse tema é para um outro post.
Welmer Sales disse…
Tô esperando os comentários dos defensores da superioridade absoluta da seleção dos EUA.

A vitória de ontem acho que representa mais para a seleção em termos de confiança que em termos técnicos. Claro, a seleção mostrou evolução nessa fase final, mas ainda acredito que há margem para melhora. Com essa vitória, a seleção não vira a favorita absoluta ao título olímpico, mas mostra para todos os céticos que a seleção tá longe de ser um azarão e tem totais condições de jogar de igual para igual e bater os times ditos superiores (EUA e China).

Meu comentário é bem curto, mas como crítico da Dani (quase um hater rs) tenho que destacar as atuações dela nessa fase final. Acho que essa é a Dani que todos esperam ver em quadra, muito se fala da sua capacidade técnica, mas ela pouco vinha mostrando nas partidas do GP, e nessa fase final ela fez partidas muitos boas em termos de distribuição e precisão das bolas. É isso que cobro dela, se ela é a melhor, que mostre ser a melhor dentro de quadra!
George disse…
Foi uma bela partida.
Demonstrou o que eu já havia frisado, que as opostas canhotas dos EUA deixam muito a desejar. Pode ser que elas venham a desencalhar, mas por enquanto sigo batendo na mesma tecla.
Queria ter visto a inversão com a Jaque, em vez da Gabi. Acho que seria mais interessante.
De resto, os cortes desse ano serão sentidos, sim. Mas ao menos dessa vez ele está dando mais oportunidades para todas jogadoras. A Adenizia e a Mari é que tiveram menos e teriam do que reclamar. Em conjunto, as liberos se apresentaram muito bem nessas finais. O Zé irá pensar muito bem antes de cortar novamente a Brait. E Tandara não deve ir.
raphael martins disse…
Tem uma galera que tá meio sumida agora kkk se aparecerem depois como se não tivessem dito certas coisas no passado, vou citar explicitamente.
raphael martins disse…
O Brasil só não tem sido favorito absoluto em todos esses anos, como a geração cubana noventista, por causa da questão do sentimento - a ansiedade, o nervosismo... Acho que um psicólogo na comissão, sessões de relaxamento e meditação, auxiliariam muito.
Renato Santos disse…
É óbvio que as jogadoras escolherão a Brait pela afinidade e a Léia será cortada. O ZR não aprende mesmo e não deixa de ser paneleiro. O técnico é quem deve escolher e não as jogadoras. Eu acho que ir para a olimpiada sem oposto reserva é suicídio, pois a Sheilla vive altos e baixos e a inversão com a Gabi e a Adenízia não tem condição nenhuma. Ele disse que pode fazer a inversão com a Natália, mas deveria ter outra atacante de força para ajuda-la na hora da precisão já que ela será bem marcada pelos adversários. Qual é a dificuldade de testar a Paula Borgo? Meu Deus do céu.
Quanta maldade com os comentários negativos rs.

Essa Olimpíada, ao contrário de 2012 onde Brasil/EUA eram franco favoritos, tem pelo menos 5 times que podem ser campeões (Brasil, EUA, China, Servia e Russia). Ainda mais tratando-se em feminino onde acidentes de percurso acontecem com certa frequência.

Acredito que podemos e temos muito a evoluir ainda, principalmente melhorar no bloqueio, linha de passe e contra ataque que tem oscilado muito, além da Dani Lins que oscila bastante, conforme já citado ela vai do céu ao inferno de um jogo para o outro.

Resumindo acredito e creio muito nas nossas meninas, desejo toda a sorte e bom rendimento à nossa vitoriosa seleção feminina.
Não vi o jogo... a Roberta foi mal?
Dani Lins segue afinando o coro dos descontentes.
As jogadoras não vão decidir sobre os cortes, e sim opinar. Acho bacana.
Particularmente eu torço pala Brait e Roberta.
Vamos para o ouro!
Roberta foi mediana, entrou num momento chave do jogo na inversão e tentou uma levantada frustrada de costas para a Fabiana (mesma jogada que a Claudinha sempre faz com a Wal no Praia) onde mesma passou batido pela bola e a bola caiu na frente da rede (era um ponto ganho se o levantamento fosse preciso).
Obrigado pela resposta, Fernando.
É, as vezes uma jogada dessas deixa má impressão.
Vamos aguardar.
raphael martins disse…
"O ZR não aprende mesmo" ou VC que não aprende, inferiorizando as brasileiras e superdimensionando as americanas. Sinceramente tá na hora dos críticos de sofá pararem de achar que sabem mais que a comissão técnica. ZR e as meninas não precisavam mas calaram a boca de novo.

Paula Borgo não tem experiência internacional sequer mediana. Na hora do vamo ver, olha como as boas jogadoras Gabi e Roberta simplesmente acabaram com o quarto set em prejuízo do Brasil, sentindo com toda a naturalidade do mundo a pressão do jogo, formar uma campeã olímpica envolve um longo e complexo processo de aprimoramento técnico, fortalecimento psíquico-emocional e experimentações, a não ser que se trate é claro, de jogadoras absolutamente fora de série e cujo talento transcenda ou compense muito dessas carências ordinárias, como a própria SFV provou em 2006, mas isso é algo raro e que quebra paradigmas, transcende fronteiras.
Carlos Cogliones disse…
Paula Borgo está entre as 20 atletas que podem ir para os jogos, porém duvido que isso aconteça.
Quanto a substituta de sheila, não acho que vai ser necessário, mas caso precise mudar o ZRG tem a opção de jogar com 3 ponteiras, como fez nas inversões, com bom passe e bom poder de ataque.
Laura disse…
Raphael e Jonas, sobre o quarto set, é verdade. Entendi a intenção do Zé com a inversão. Minha bronca foi mais de torcedora mesmo, de quem queria acabar logo com o jogo. Mas valeu para vermos como reagiram Gabi e Roberta.

Unknown, nossa, parabéns e obrigada pelo levantamento! Sobre a Leia: não disse que os jogos que ela jogou eram melhores para mostrar serviço, e sim que ela teve mais sequência de jogos. Só que foi um erro meu. Elas se intercalaram bastante durante o GP. Fiquei com esta impressão pq a Leia teve uma sequência de 3 jogos entre a segunda e terceira rodadas. Acho que ela jogou um pouco mais, mas, como vc falou, ela precisava ser testada e provar sua capacidade. A CT já conhece a Brait. E acho que a Leia está num nível acima no momento e o que faltava a ela na comparação com a Brait, comando do fundo de quadra, ela conquistou nesta fase final.
Isa Costa disse…
Carlos Cogliones, como assim não precisa de substituta para a Sheilla? Ela está numa fase bem ruim ultimamente, apagada, erra muito e demora a pontuar, Dani não confia nela por isso, seu ataque sempre volta, isso quando não é bloqueada ou ataca para fora. Natália é importantíssima como ponteira e não poderia ficar no banco para entrar no 5x1, Gabi é baixinha e sente pressão, errou no jogo da final, fora a altura né, as bolas voltam no pé.

Paula Borgo tem pouca experiência internacional sim, mas quebraria o galho. Outras seleções não hesitam em dar uma primeira oportunidade para jovens jogadoras, todo mundo precisa de um começo, seria melhor levar uma oposta reserva inexperiente para ver no que vai dar do que levar uma ponteira baixa, tão inexperiente quanto e limitada no lugar.

Isso que dá não terem feito um bom trabalho de preparação para jovens opostas, ponteiras sempre tem sobrando, a saída de rede já enfrentava uma crise há anos e ninguém foi procurar jovens talentos para investir. O ZR só pensa em levantadoras, é apaixonado, já passaram várias pela seleção, agora oposta ele não tá nem aí.
sempre volei disse…
Engraçado quase todos aqui falam que os Estados Unidos e a Russia estão atualmente superiores ao Brasil, então porque eles não demonstraram essa superioridade no Gran Prix?, vai entender, acreditando sempre no Brasil, afinal somos bicampeões olímpicos!!
Joffre Neves disse…
Não concordo que a Paula Borgo quebraria uma barra não,ela jogou bem um campeonato de nível inferior e para uma olímpiada ainda não daria.Ela tem 22 anos e pode muito bem esperar um pouco assim como muitos torcedores também,ela é ótima jogadora e realmente tenho que concordar que a saída de rede foi bem prejudicada mesmo porque o zé quando convocava boas jogadoras elas não rendiam como por exemplo a rosa e a Joyce,o zé tinha toda a convicção que tandara ia segurar a saída de rede mas infelizmente não deu e não tem o que fazer hoje!Ou improvisa uma jogadora ou improvisa outra jogadora,não tem escapatória não,fica o aprendizado pra depois do Rio 2016.
A Paula é uma ótima jogadora,ataca bem,bem boa impulsão mas não é assim que a banda toca...Colocar como reserva da sheila absoluta agora é altamente crítico e penso eu que dá pra a gabi ou a jaque se jogar na saída jogando como oposta passadora agora devido a falta de opção confiável.O zé só a convocaria se ela fosse uma jogadora tão fora de séria como a sheila foi lá no início dos anos 2000 e conseguisse unir o útil ao agradável em um espaço de tempo mais que curto,o que eu duvido muito que ele faça.Voloch em sua última publicação afirmou que a Adê vai ser convocada como 4 central e a briga ficaria entre a léia e a brait,o que implica dizer que tanto Adê e a gabi podem ser aproveitadas na saída de rede,o que em concordo devido ao fato que o zé testou muito mais a jucy pra ver como ela se saía e tendo a confiança que a adê ia melhorar seus passos de oposta e rapidez,arriscado demais mas é muito provável que ele faça isso e parece que o voloch tem uns 1000 olhos porque geralmente quando ele solta assim o que o mesmo autor afirma se concretiza,o voloch não é a melhor fonte mas dá pra ver o parâmetro que a falta de uma oposta nata na reserva causa.
Marco Barbosa disse…
Querida Laura, fiquei pensando no seu comentário apontando a similaridade entre as seleções brasileira e americana e, ao ver o jogo (não pude acompanhar ao vivo), tentei fazê-lo baseado na sua reflexão. Conclui que sim, parecem em grande medida imagens espelhadas, explícito até mesmo na semelhança dos placares dos quatro sets antes do desempate. Ambos os times baseiam muito de sua capacidade ofensiva nas centrais, que marcam um terço dos pontos de ataque. As duas seleções procuram a velocidade pelas pontas, o volume de jogo, o contra-ataque nascido da interferência de um bloqueio pesado e do saque tático. Para as americanas, a perda do título olímpico em Londres foi muito dolorosa; para nós, que batemos, a percepção não é clara, mas para elas, que apanharam, foi o '24 a 19', o jogo que nunca acabará. Talvez isso explique as similaridades, o trabalho duro do Kiraly para preparar um time mais rápido, com centrais mais agressivas, saque mais estruturado, bloqueio mais pesado, contra-ataques mais incisivos... um Brasil do JRG aperfeiçoado por tudo que o melhor da filosofia esportiva americana pode prover, mais a possibilidade de garimpar o melhor material humano nas centenas de universitárias da NCAA. Ninguém pode negar que tem dado certo, pois as ianques são as atuais campeãs do mundo, primeiras do 'ranking' e favoritas ao topo do pódio em qualquer competição. Além disso são mais jovens e mais altas na média. Mas eu vejo uma diferença que talvez seja decisiva: nossa preparação física! É notável que, tirando poucas exceções (a titular Foluke e nossa querida Thompson, reserva que talvez não venha para o Rio, são para mim as mais evidentes), percebe-se que nossas jogadoras têm uma preparação física superior e chegam mais inteiras no final das longas batalhas. Isso, aliado a uma força mental que parece ainda não conquistada pelo excelente time americano, pode significar que elas precisam nos vencer em três sets, se realmente quiserem o ouro. Se ficar apertado pode não dar, como no GP.
Sobre a SFV, acho que a personagem desse período pré-olímpico é a Léia. Quem de nós, há meramente um ano atrás, tinha alguma dúvida de que Brait estaria no Maracanãzinho em 2016? Léia não é uma revelação, já é experiente com seus trinta anos, e defende um clube médio: há líberos em vitrines muito mais iluminadas, como a Tássia Stahel. Mas, em algum momento, Léia encasquetou que iria jogar uma olimpíada! E não é que ela provou que pode? Ignoro se o JRG vai levá-la, mas independente de qualquer coisa, sugiro aqui ao presidente da CBV (alguém lembra o nome dele? Sabe o quê ele já fez pelo vôlei? quais são os planos dele?) que contrate a Léia para uma palestra e reúna um seleto time de jogadoras que têm muito a aprender com o quê ela pode contar; eu sugiro alguns nomes, vocês podem lembrar outros: Tandara, Ana Tiemi, Bia, Suelen, Daroit, Ivna...Só sei que infelizmente no Brasil de hoje, a Léia é uma das poucas pessoas que tem algo a dizer que eu gostaria de ouvir.
PS: Creio que a FIVB perde grande oportunidade de sincronizar-se com a atualidade quando permite a aberração de pagar um quinto do prêmio às vencedoras do GP, comparado ao valor pago aos campeões da Liga Mundial. Compreendo perfeitamente a questão do patrocínio, mas cabe à federação fazer o esforço necessário para corrigir essa anacrônica e inaceitável distorção.
Laura disse…
Pois é, Marco, quem diria que a posição da Brait estaria ameaçada... E eu nem iria tão longe. Há dois meses, depois dos amistosos em Curitiba, esta era uma possibilidade inexistente. E, para além da Leia desbancar a Brait, outro fatos é surpreendentes nesta história: o Zé Roberto ter dado uma chance a ela. Acho que ele quis que a Brait não se acomodasse e, no fim, arranjou uma bela dor de cabeça.

Não sabia desta diferença de premiação. Tens toda razão.

Joffre, concordo com vc sobre a Paula. E o Voloch costuma acertar nestas previsões, tem lá suas fontes na seleção. É bem provável que isso aconteça. Isso explicaria o fato da Adê ter jogado pouco como central.
Ander disse…
Isa, o Nalbert torce contra pq é da panela do Bernardo!!😠😠😠 Perceba como ele puxa saco do Bernardo e do Bruno😠😠😠 E Qdo seleção masculina perde ele fica com raiva,quase não consegue disfarçar, e daí inventa uma desculpa dizendo que o Brasil tava com desfalques,que a arbitragem favoreceu o outro time,etc, foi assim, na Final de Londres, na Final do mundial de 2014, no Pan e na liga do ano passado,reveja esses jogos e os comentários dele.
Jonas M.B disse…
O pior é ver a galera descendo o pau no Marco Freitas. Eu acho os comentários dele bastante coerente e pertinentes. O próprio ZR já deu entrevistas falando bem do Marco e que conversa com ele sobre a seleção brasileira por respeitar seu ponto de vista.
Unknown disse…
Olá Laura, eu concordo com vc sobre a percepção de que a Leia teve oportunidades mais interessantes, especialmente em termos de adversários.
E tambem acho que agora a CT tem um bom problema em mãos, que é decidir qual libero levar, ou levar ambas e decidir quem sairia nesse cenário.
Alguns colegas aqui já mencionaram que não há necessidade de duas liberos. Eu tendo a concordar, a SFV é bicampeã olímpica e foi com uma libero só. Contudo, vamos admitir, cada caso é único, e podemos dizer que a Fabi é um tratorzinho, no bom sentido. Não me lembro dela ter se contundido seriamente, desfalcando o time dela por jogos seguidos.
E pensando sobre possibilidades, a Leia tem um histórico de lesões que a tiraram de jogos importantes. Eu, apesar de achar que ela deveria ser a libero, confesso que tenho receio disso.
Mas vamos pensar no caso sem pensar em quem seria a libero: Se for apenas uma, quem entraria na função se ela se contundir? "Ora, Jaque, naturalmente", diriam muitos de nós. Mas aí vem a outra pergunta: E quem entraria na ponta caso Garay ou Natália estivessem mal na recepção? Gabi, talvez, mas então quem entraria na inversão 5x1 como oposta?
Quem estaria no banco? As alternativas seriam:
1) Adenizia ou Jucy, caso CT decida levar 4 centrais.
2) Ou apenas uma central e uma oposta reserva (de ofício). Mas quem? Tandara?
3) Ou apenas uma central e uma quinta ponteira passadora. Aqui caberia Mari Paraiba.

Bem, mas isso tudo somente seria problema se a libero (unica) se lesionar.
Considerando que a CT esteja analisando diferentes cenários, ainda tem a possibilidade de uma central ou ponteria se lesionar. Então o que teríamos que analisar?
A) 4 ponteiras, 4 centrais, 1 oposta e 1 libero
B) 5 ponteiras, 3 centrais, 1 oposta e 1 libero
C) 4 ponteiras, 3 centrais, 1 oposta e 2 liberos

Eles estão viajando agora, e certamente estão rachando a cabeça para formar o quebra-cabeças. Sem contar que precisam analisar os adversários.
Palpites?

Bruna Volochova disse…
Concordo com tudo sobra a Leia, o talento o empenho a evolução. Mas pra mim tem dois fatores que abriram suas portas: a incapacidade de comando da Brait, mostrada nos vários jogos que acumula pela seleção, inclusive o Mundial, com pouca capacidade de motivação e incentivo ao time em momentos difíceis.
O segundo fator é a panela também. Se a Brait faz parte da panela das molicats a Léia faz parte da panela do Paulo Côco. Não é atoa que Mari Paraíba, Naiane, Léia e Mara tiveram oportunidades na seleção. Esta é a mesma panela que levou Macris e Andrea Laurence e é a mesma falta de panela que tirou de Claudinha uma oportunidade. Não estou dizendo que Léia não mereça, mas há fatores extra quadra, que determinam muitas coisas e que nós não temos acesso ou percebemos.

Falando em extra quadra, e falando sério, e por isso que Adenízia será convocada. Ela desequilibra num fundamento que as outras seleções não se preocupa ou não se importam, mas o Zé se importa, pois é supersticioso e místico: fundamento de bastidores. A Adenízia dá coesão grupal, eleva a moral das jogadoras e mantém a motivação lá em cima. Isso talvez ganho jogo. Não sei. Mas sei que ela não será cortada.

Os cortes devem ser em Roberta, Gabi, Mari e Tandara. Ficarão para a próxima. Acho que ele levará 2 líberos para não criar problemas de grupo como da outra vez. Esses cortes que eu falei são todos justificados e não polêmicos.

Queria fazer uma homenagem à Fabiana. Que jogadora, que mulher admirável. Sou fã incondicional desta atleta. Não sabe dar uma manchete, mas o que faz bem faz muito bem. Nossa capitã.

Também queria elogiar muito a Jaque e seu talento, juntamente com sua energia. Craque.

Por último, Raphael Martins, explicite por favor os nomes das pessoas que torcem contra, kkk, queria ver isso.
Jonas M.B disse…
Um comentário em um fórum gringo de vólei.. "That libero had a ball magnet. She was under everything. What the heck....!!!". Acho que resume a presença da Léia no jogo.
Unknown disse…
Puxa, enquanto fico aqui digitando esses longos comentários, a SFV já chegou aqui.
Legal! Agora é se preparar aqui em casa os Jogos são no Brasil.
Bruna Volochova disse…
Um complemento: a panela da Macris e a da Andreia era a do Wagão.
Sim, quer dizer que quando o Grand Prix não é no Japão, elas não dão as caras na fase final, né?
Vicente Maia disse…
Bruna Volochova,
eu sempre posto, mas busco nunca refutar os comentários dos outros, mas vou fazer uma exceção dessa feita, então antecipadamente peço desculpas por qualquer mal-entendido e que não me leve muito a sério, me leve muito mais no sentido galhofeiro.
Se o José Roberto Guimarães levar 4 centrais (Thaisa, Fabiana, Juciely e Adenízia) + duas líberos (Camila e Léia) E APENAS 3 PONTEIRAS (Natália, Fê Garay e Jaqueline) E APENAS UMA OPOSTA (Sheilla), além das duas levantadoras (Dani Lins e Fabíola), como você imagina, eu vou torcer contra a seleção brasileira porque não tem como torcer por um time dirigido por alguém que monta um time desses. E nesse caso, espero que ele seja afastado e interditado por completada incapacidade para os atos da vida civil. *risos
Em tempo, minha aposta é que 9 ou no máximo 10 dessa sua lista vão estar no Rio2016.
Se a Adenízia é tão boa em motivar o time, que ela seja contratada para fazer parte da comissão técnica.
Eu não sei porque você acha que a Camila não tem capacidade de comando, de motivar e incentivar o time. Sugiro reveja o jogo e veja o "gelo" que as jogadoras dão na Léia. Excetuando a Jaqueline e Sheilla, as outras praticamente nem falam ou comemoram com ela.
Mais uma vez, reitero sua boa vontade ao meu comentário. :)

Possibilidade 1:
Cortaria Roberta, Tandara, MP e Adenízia, levaria as duas líberos

Possibilidade 2:
Cortaria Roberta, MP, Adenizia e Brait, deixaria Gabi/Tandara de oposta reserva, e Jaque para quando precisar.

Possibilidade 3: Cortaria as já citadas, faria uma nova convocação e traria Paula Borgo/Helo, porém acho isso quase remoto e pouco improvável, além de arriscado, acredito que o ZRG vai trabalhar com o que tem em mãos no momento.


Só pra fechar, acho que Roberta e Adenízia são os cortes mais justos a serem feitos, as líberos podem ser qualquer uma das duas, porém, tendo em vista que Tandara está lesionada e antes da lesão não rendeu nada nas inversões (nem com Roberta nem Dani) eu a cortaria e levaria duas líberos (possibilidade 1). Jaqueline tem total capacidade técnica de ser uma das ponteiras titulares e até mesmo revezar com Garay e Natália, se necessário improvisar Gabi e Natália no 5X1 é o que temos pra hoje, não tem muitos mistérios.
Laura disse…
Jonas, eu gosto dos comentários do Marco Freitas, nem se comparam aos do Nalbert e Carlão. Agora, ele é mto exagerado. Qq um é o melhor do Brasil, do mundo, do universo. Ele o rei dos superlativos.

Pois é, esta composição das 12 está mais difícil do que imaginava. As culpadas são Leia e Tandara, uma pq foi mto bem e a outra o contrário. Cortada a Tandara, eu tendo a preferir levar duas líberos do que 4 centrais, mesmo considerando q a Adê faria o papel de oposto na inversão.
Joffre Neves disse…
Acho que as mais prejudicadas foram a mari pb que só entrou pra sacar,adê que não foi bem utilizada porque a mesma deveria ter jogado muito mais como meio de rede até em partidas como a thailândia junto com a jucy por exemplo e a tandara que deveria ser testada na ponta devido ao fato que ela tem rendimento melhor passando.O zé não deu oportunidades iguais a elas e por isso não temos tanta comparação.A mari sacou nos últimos dois jogos,a adê só jogou uma partida inteira contra a turquia e entrava em inversão de rede,levou um toco lindo até,tandara não resolvia na saída e quando começou jogando fez 13 pontos.Gabi teve muito mais oportunidade em relação a mari e a jucy foi titular em muitas partidas.Bora ver no que vai ser acertado com relação as líberos,a meu ver a brait não está no mesmo nível que a léia e muito menos próximo e também que a léia é mais fechada,na dela mesmo,ela tem uma personalidade bem parecida com a da Mari então acho que isso não definitivamente é um problema.Cada um tem a sua personalidade e de fato a brait é mais espontânea e tudo,sorriso fácil,a meu ver isso não deveria ser critério porque fazendo sua parte nem importa tanto o que a pessoa é.Dor de cabeça pra a CT pra ver se leva duas líberos ou não,fato é que a léia se lesiona mais facilmente até pela idade(31 anos) então tem que ser levado em conta também.Fui ver aqui e a fabizinha em londres tinha 32 anos,ou seja mais velha que a léia porém a mesma não se lesionava com frequência e sempre foi líder em quadra mesmo não sendo mestre no passe .Se o zé a ct não endoidecerem eles não cortam a jucy e a léia hoje.
anônimo disse…
Alguém notou que na hora da comemoração de um ponto, a maioria das jogadoras simplesmente ignora a Léia? Houve vários momentos nos jogos em que ela foi escalada que ela é deixada de fora da "rodinha" dos cumprimentos após o ponto. Mesmo na celebração da vitória ela não tinha para quem correr. Coitada, ficou bem desconcertada.Lembro que eu vi apenas a Sheilla e a Jaqueline abraçá-la quando ela fazia alguma defesa extraordinária. Pode ser só impressão minha, mas está me parecendo o que aconteceu com a Fernandinha em 2012. As atacantes visivelmente jogavam mal de propósito para boicotar a levantadora. Acho isso muito antiético e antidesportivo. Elas deveriam considerar quem é melhor para o grupo com vistas a ganhar o título olímpico, não as predileções pessoais. Não sei que tipo de pessoa a Léia é fora das quadras, mas se ela está contribuindo para o êxito do grupo em termos de resultados nas competições, ela deveria ser acolhida com o mesmo calor humano que a Camila Brait. O papel de preterir ou não uma jogadora é do técnico e da CT e não das outras jogadoras.
Joffre Neves disse…
Eua definiu as jogadoras pra os jogos no Rio.fonte :
https://matchpointvolei.wordpress.com/2016/07/12/estados-unidos-definem-elenco-para-os-jogos-olimpicos-do-rio/

O técnico Karch Kiraly definiu a lista das 12 jogadoras que vão defender os Estados Unidos nos jogos Olímpicos do Rio. Fawcett, Bartsch, Hagglund e Hodge que não se recuperou de uma lesão ficaram de fora da Lista.

Lista para os Jogos do Rio – EUA:

Levantadoras: Alisha Glass, Carli Lloyd e Courtney Thompson

Opostos: Kelly Murphy e Karsta Lowe

Ponteiras: Jordan Larson, Kimberly Hill e Kelsey Robinson

Centrais: Christa Harmotto, Foluke Akinradewo e Rachael Adams

Líbero: Kayla Banwarth.



Unknown disse…
Bem lembrado por alguns aqui sobre a questão do extra quadra.
Dessa questão poderão vir algumas surpresas para nós, porque não vemos quase nada do clima organizacional da SFV. Nós vemos o que ocorre na quadra, e nos esquecemos que acontecem muito mais coisas fora da quadra.
Talvez a questão dos cortes vai fazer ZRG e CT voltar lá para pré Londres, porque algumas decisões tomadas para aqueles Jogos carregam consequências até hoje.
Por exemplo, Fabiola tem voto de confiança, se entrar em ritmo de jogo, ela está dentro. Ela foi cortada de uma forma pouco elegante, sendo substituída por Fernandinha que não tinha participado do ciclo de Londres.
Outro exemplo, Brait foi cortada no laço, quase começando os Jogos. E ela concorreu com Natália, não com Fabi, porque esta iria aos Jogos com certeza. Vejam que hoje Natália está rendendo bem, e está muito focada, determinada. Parece sentir que precisa exceder as expectativas, e talvez não se empenhasse tanto se não houvesse esse histórico de Londres.
Outra, em Londres a Jucy também estava muito bem, a exemplo do que ocorre atualmente. Ela tende a ser a terceira central hoje, por mérito. Em Londres ela foi cortada, talvez por questões mais extra quadra, então agora essas questões pesem para que sejam mais valorizadas as questoes intra quadra, no caso dela.
Mais ainda, a história da virada em Londres deve ter capítulos muito interessantes, de extra quadra como colegas aqui mencionam. Se eu tivesse tempo, gostaria de rever aquela entrevista dada por ZRG e jogadoras após a conquista do ouro, na Globo, creio. Ali deve ter sinais fracos, que podem ter ganhado força ao longo do ciclo do Rio.
O Vicente mencionou que Adenizia poderia se juntar à comissão técnica. Mesmo parecendo ideia improvável, não descarto esta hipótese, porque os Jogos são aqui no Rio, em casa. Se como a Bruna Volochova diz for realidade, o papel de Adenizia não precisa ser ali nas linhas da quadra.
Resumindo, nesse raciocínio meio tortuoso que proponho:
Leia fica
Brait fica
Jucy fica
Ade seria cortada junto com Tandara. Ambas podem ajudar no extra quadra, porque estamos no Rio.
A SFV teria:
2 levantadoras - Dani e Fabiola (Roberta)
3 centrais - Fabi, Thaisa e Jucy
4 ponteiras - Natália, Garay, Jaque e Gabi
1 oposta - Sheilla
2 liberos - Leia e Brait

Tudo isso que escrevi é mero achismo, tenho que reconhecer. Leiam com uma grande pitada de desconfiança.
Bruna Volochova disse…
Vicente, a minha lista da convocação é uma opinião, como outra qualquer, não é a verdade. Muito provavelmente estará errada, mas é como eu vejo e como eu faria. Não leve tão a sério assim.
Sobre a Léia, não tem nada a ver o que eu disse com o que você contra argumentou. Eu citei a incapacidade de comando da Brait, mostrada nos vários jogos que acumula pela seleção, inclusive o Mundial, com pouca capacidade de motivação e incentivo ao time em momentos difíceis. Isso abriu as portas para a Léia. E você, Vicente disse: Sugiro reveja o jogo e veja o "gelo" que as jogadoras dão na Léia. Excetuando a Jaqueline e Sheilla, as outras praticamente nem falam ou comemoram com ela.

Se as jogadoras boicotam a jogadora, trata-se de outra coisa, e não de desempenho. Sabemos que isso acontece no vôlei, jogador que queima jogador, técnico que queima jogador, jogador que queima técnico. Há vários exemplos. Muito triste isso, porque acho que a Léia poderia ajudar onde a Camila falha. E é mais triste uma pessoa ter seu crescimento profissional boicotado por alguém, isso vale para todos nós. Reitero que levaria as duas. Acho a Brait melhor tecnicamente que a Léia, menos na garra, motivação, superar a adversidade do jogo. E não foi atoa que ela foi testada. Zé Roberto estava insatisfeito com a Brait por isso mesmo que falei. Ele conseguiu substituir a Fabi tecnicamente, mas na liderança não. Por isso a Léia chegou, e eu vejo um pouco de Fabi na Léia. Brait faz a linha princesa do vôlei, bonequinha. Léia vai pro jogo. Não sei, posso estar enganada, mas a acho mais disposta a correr atrás, inclusive quando sua técnica falha, o que acontece sempre. Lembrando que nem a própria Fabi tinha o melhor passe do mundo. Mas era a melhor líbero, a que mais desequilibrava.

Outro ponto, a Mari Paraíba, também está na seleção treinando para o Minas, além de ser observada na seleção. Não tem espaço pra ela mesmo agora. Ela deve estar sendo preparada para o futuro, pode ser uma nova Jaqueline, pois passa muito bem, mas tem que evoluir no ataque e em outros fundamentos.


Unknown, eu também acharia o máximo e muito inteligente se a Adenízia fosse nessa condição junto com a CT. Mas creio que a atleta não gostaria de ser vista desta forma, mas pelo seu jogo e desempenho em quadra. Fica a conjectura.
Rafael Modesto disse…
Depois do Grand Prix, e considerando todos os aspectos que rondam a convocação para os Jogos Olímpicos, eu definiria a lista final das 12 atletas da seguinte maneira:

Oposto: Sheilla
Ponteiras: Garay, Natalia, Jaque e Gabi
Centrais: Fabiana, Thaisa e Juciely
Levantadoras: Dani Lins e Fabiola
Líberos: Camila Brait e Léia

Cortaria a Tandara pela fraca atuação quando teve oportunidade e a Adenízia, apenas pelo fato de ter sido superada pela Juciely. A terceira central não fará tanta diferença na competição. Naiane e Mari Paraíba já eram carta fora do baralho desde o inicio, apenas foram convocadas pela grande temporada que fizeram no Minas. O corte mais complicado é o da Roberta, que, se por um lado não teve destaque na campanha do titulo, pelo menos não comprometeu quando foi acionada. A vaga é da Fabiola por uma questão moral e de grupo também. Fabiola é muito querida por todos e pegaria mal com as jogadoras se o Zé Roberto Guimarães cortasse mais uma vez a levantadora.

Fico mais confiante em relação ao grupo e as possibilidades de titulo no Rio de Janeiro. No fim, o Brasil está no mesmo nível de EUA e China. Enquanto isso, a Rússia, sem a Kosheleva, perde muito em qualidade e agressividade. A Sérvia fez mal em não ter se classificado para a fase final pois perdeu uma chance de testar o grupo principal em partidas decisivas. O seu desempenho é uma incógnita. O Terzic esconde o jogo demais, e isso pode prejudicar a atuação do time nos Jogos.

De qualquer modo, pra mim, o pódio é de Brasil, EUA e China, não necessariamente nessa ordem. A Rússia, se conseguir recuperar a Kosheleva á tempo, também entra na disputa. Ainda assim, ela deve estar presente nas semifinais.

Enfim, só previsões.
Luiz Felipe disse…
Bruna, um pequeno reparo no seu comentário acima - Mari PB agora é do Volero Zurich, portanto não treina mais com o Paulo Coco no Minas (embora sabemos que ela está na SFV 99% por conta dele...)

E concordo contigo a respeito de que quem mais deu oportunidade a Leia na seleção foi a própria Brait, que nunca se consolidou de forma incontestável na posição, deixando caminho aberto para a concorrente. O problema é que, como Laura disse, Leia aproveitou bem demais as chances do GP.

Embora ache um desperdício, aposto que o ZRG vai levar as duas líberos para não criar uma crise na SFV às vésperas dos JOs com um novo corte da Brait, tal como aconteceu em 2012. Acho que quem vai rodar é a Adenízia e Tandara, as quais, bem ou mal, já foram campeãs olímpicas em Londres, ainda que do banco de reservas. Gabi deve ficar, pois vai ser um dos poucos elos para o novo ciclo olímpico de Tóquio. Fabíola será convocada se tiver chances mínimas de fazer uma inversão - sinto que o ZRG carrega o peso do corte dela em 2012 e quer compensar agora. Roberta é jovem e terá oportunidade para 2020.

Falando em privilegiar o grupo, o Kiraly optou por essa estratégia ao não cortar a Thompson, muito querida entre as companheiras, mas que já está um nível abaixo da Lloyd. Os EUA levarão ao Rio três levantadoras - um exagero arriscado a meu ver - abrindo mão de uma ponteira. Que a Hill nem pense em se machucar, se não as americanas estarão maus lençóis...
Mari Paraíba com 30 anos, sendo treinada para ser uma nova Jaqueline? Quando? Com qual idade?
Após 2016 temos que pensar em renovação e novos talentos, dá espaço as novas jogadoras. Mari Paraíba evoluiu recentemente, mas a geração dela e da Tandara está indo com esse ciclo.Talvez ela fique pro próximo assim como a Del Cori na Itália, mas isso somente se a Jaqueline, Garay e Natália se aposentarem. Com base nisso, daria oportunidades para Paula Borgo, Helo, Lorenne, Drussyla, Rosamaria e por aí vaí.

raphael martins disse…
Se a Garay e Natália se estabilizarem no passe, e a Sheilla recuperar a forma física, nosso poder ofensivo será simplesmente fenomenal, significativamente acima de qualquer seleção aspirante ao ouro.

Agora entendo o porquê de o Zé Roberto manter a preciosíssima Jaque no banco, ela é tão craque que para mim poderia substituir tanto as ponteiras para melhorar a recepção quanto compor a inversão de 5 x 1, constituindo uma peça tática única que inclusive desequilibrou muito o plano de jogo americano na final, que com menos espaço na quadra para o saque, só poderia explorar a linha de passe com a Natália, começando a errar no fundamento ao mesmo tempo em que esta respondeu bem na partida.

Acredito que com o temperamento ensandecido da torcida brasileira somado à atmosfera olímpica única, não haverá meio-termo: ou vamos viver o inferno da semifinal do campeonato mundial de 2014 ou com muita alegria e garra inesquecíveis destruir as adversárias com o estilo de jogo BESTIAL único do nosso voleibol.

Grandes emoções estão por vir. É clichê, mas nunca isso terá sido tão literalmente verdadeiro.

Joffre Neves disse…
Convocação holandesa pra os jogos do Rio :

Sem contar com uma de suas principais jogadoras, a ponteira Meijners, a Holanda de Guidetti segue para a principal competição do mundo com as seguintes jogadoras:

Levantadoras: Dijkema e Stoltenborg

Oposta: Sloetjes e Pietersen

Ponteiras: Grotheus, Buijs, Plak e Schoot

Centrais: De Kruijf, Belien e Steenbergen

Líbero: Stam

fonte :
https://matchpointvolei.wordpress.com/2016/07/12/holanda-faz-convocacao-para-rio-2016/


Holanda vem pra disputar o 4º lugar da Chave B junto à Itália, a vencedora vai enfrentar provavelmente (quase certeza) o Brasil nas quartas de finais. Semi finais o Brasil pega a China/EUA ou Servia (óbvio). Russia vai ficar nas quartas de finais eu acho, elas não tem time pra enfrentar a Sérvia, China ou EUA.
Vicente Maia disse…
Eu odeio essa fase de corte de jogadoras, as politicagens e panelinhas são irritantes. Fiquei muito decepcionado em 2012 com as convocações de Natália e Fernandinha e agora acredito que vou ficar de novo com esses malabarismo para levar jogadoras que não deveriam ter espaço no time por mérito. Mas, o técnico é o José Roberto e ele deve saber o que está fazendo. Na seleção me esforço para não torcer por jogadora A ou B, que vá quem seja mais importante para a conquista.
Vicente Maia disse…
É engraçado como os americanos têm medo de nós como temos deles. Fiz um ajuntado de frase de forum sobre o jogo de domingo.

Brazil was just too good today. At least it went 5!

Yeah, I don't see the US beating Brazil at home. Brazil just plays with more fire, has better defense, better setting, and more experience. Those old gals can still play.

Brazil's Libero digged so many bombs. Brazil's defense won the game I think.

Garay looked better than she has in a couple of years.. that could be a problem for us.

Brazil plays a more natural organic style and is able to ride momentum much better than we do.

If Kosheleva isn't 100% by Rio, I wouldn't be surprised if Brazil didn't drop a set in pool play, as Russia is the only team that could really push Brazil. I remember in 2008 the only set they dropped in the entire tournament was to the US in the finals

It is because Leia (the libero) is in danger of getting cut for that roster spot in Rio. And she definitely impressed tonight. I guess Ze Roberto will have sleepless nights thinking about bringing Camilla Brait or Leia or both.

Also, except for our middles and L who were really solid, Brazil is way more physical (USA won't beef up in 5 weeks), better blockers (Murphy didn't get it done here), better pin hitters, better coaching. Hope I'm all wrong

This match demonstrated the limitations of the US system. The reliance on the middle hitters can keep the team in the game but matches at this level are won on the pins and the US pin hitters are not as good at killing the ball as the South Americans.

With how they were playing it would have made little difference. Simply we were not able to get them out of system enough and when we did we didn't take advantage. All of our pin hitters had trouble navigating the block and hitting it by defenders. We did have plenty of times our attacks resulted on free balls or knocked Brazil out of system we just didn't convert high enough on those opportunities. They frustrated us with their floor defense, the way they scrambled was amazing as usual.

I felt like the Brazilian coach had a better tactical plan defensively. We were too predictable.

I'm hoping we get lucky and someone else upsets Brazil first so we don't have to play them in a final. But I doubt it.

Haha MVP should go to Jacqueline. She is such a spark starter. At one point, while attacking, she was screaming like a tennis player does. HAHA.

We got beat by a team that can almost match us in system but is better than us out of system and in energy....by noticeable amount.

Better to go into Rio cautiously optimistic than expect to easily take Gold and lose.

Brazil's defense and libero deserve credit for their superb performance.

Brazil will be tougher to beat at home. They feed off the crowd and their passion. They now have good tape as well. Brazil plays with more passion, period.

Brazil's floor defense was just unreal today, and kept them in system quite a bit.
Eu sempre comentava lá no volleytalk
Unknown disse…
Bruna, sim, concordo que uma atleta certamente prefira participar como tal. Eu dei uma opinião, que não representa uma torcida, longe disso.
Considero que talvez o papel de manter a equipe unida, coesa e focada seja igualmente importante, e a CT não tem nenhuma atleta na formação. Talvez jogando em casa, com família e amigos presentes, seja importante ter aconselhamento de jogadoras, porque poderá haver uma combinação de pressão com falta de foco.
Entendo sua conjectura, eu não considero esse papel, que outras jogadoras que sejam desconvocadas, seja menor do que a das outras que fiquem no time. Acho até que, pelo fato de jogarmos em casa, seja até maior esse papel.
raphael martins disse…
E para quem achava as meninas já "velhas demais", o ápice da preparação física nem foi nessa final, será atingido no decorrer da olimpíada. Vamos deixar essa conversa de time envelhecido pros estrangeiros invejosos, sim ou sim?