De olho nelas: EUA



Enquanto controlamos a nossa ansiedade para saber quais as 12 brasileiras que estarão nos Jogos 2016, podemos conferir as eleitas de Karch Kiraly:


Levantadoras: Alisha Glass, Carli Lloyd e Courtney Thompson 
Ponteiras: Jordan Larson, Kimberly Hill e Kelsey Robinson

Opostos: Kelly Murphy e Karsta Lowe

Centrais: Christa Harmotto, Foluke Akinradewo e Rachael Adams

Líbero: Kayla Banwarth



O grupo já estava praticamente definido quando se encaminhou para a final do Grand Prix. A grande dúvida do treinador era relacionada à ponteira Megan Hodge, que se recuperava de uma lesão no joelho.

No fim, ela ficou de fora. Mesmo há um bom tempo não figurando entre as titulares (por gravidez e contusões), é um grande desfalque para os EUA. Hodge é diferente de suas colegas de posição. Tem mais potência de ataque e impulsão. Também tem experiência olímpica. Fora a Larson, todas das pontas, incluindo as opostos, são estreantes em Olimpíada. Se até a incrível Hooker sentiu o peso da decisão em 2012, imagina o que pode acontecer com as meninas.


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Em vez de optar por outra ponteira, também de pouca experiência, Kiraly levará três levantadoras. Sorte da Courtney Thompson. Ela pode entrar para um saque aqui e ali e trazer um pouco de experiência, mas a jogadora das inversões será mesmo a Lloyd, que ganhou espaço ano passado e depois da última temporada no Casalmaggiore. Thompson deverá cumprir outra função no time: coreógrafa do banco de reservas.

No fim, neste grupo teria espaço para Fawcett e até para a Richards, que foi dispensada já há mais tempo. Comentei aqui que achei o corte da Fawcett precipitado antes de ver a Murphy jogar a fase final. Depois das atuações apagadas da oposto, se eu fosse torcedora dos EUA, ficaria preocupada. É uma questão anímica para além de técnica. Ela parecia totalmente alheia ao que acontecia ao redor dela em quadra. Claro que ela tem tempo para entrar no ritmo até os Jogos, mas o Kiraly poderia ter trabalhado com uma margem maior de segurança até a decisão final das 12.

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O título brasileiro do Grand Prix pode ter tirado um pouco do foco sobre as norte-americanas, mas os EUA permanecem uma das equipes favoritas ao ouro. E tenho minhas dúvidas como lidarão com esta responsabilidade.

O time dos EUA que chega ao Rio não é muito diferente daquele que chega a Londres em 2012. Uma equipe de conjunto forte, organizado e que erra pouco . Desta vez, porém, não tem nenhuma individualidade extraordinária, que há 4 anos era a Hooker.

Hooker era a única com capacidade de fugir do rígido script norte-americano. O pragmatismo ianque colabora para que a equipe mantenha quase sempre o mesmo padrão de jogo, o que é um ponto positivo. Mas também dá pouca margem para surpresas, sejam elas para o bem ou para o mal. Sei que isso é muito subjetivo de se comparar, mas o Brasil tem mais poder de superação e jogo de cintura para se adaptar às situações que, como vimos em Londres, podem ser as mais absurdas possíveis. 


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Atualizando

Um nome a menos no grupo brasileiro: Mari PB foi cortada da seleção. Dispensa já previsível já que praticamente não foi utilizada no Grand Prix. Esteve no grupo para ser uma reserva de segurança caso alguma lesão com as ponteiras titulares acontecesse. Pelo jeito, Tandara teve uma sobrevida e será melhor avaliada.
 

Comentários

Barbara Contin disse…
Na minha opinião, primeiro corte é da Adenízia. Percebe-se que central é jogadora que menos precisa de banco, e basta uma jogadora para cumprir essa função. Juciely vai ser convocada desta vez por conta de sua atuação na Superliga e no GP. (Porém concordo que Ade teve poucas chances para mostrar seu talento). Mas ao meu ver, Juciely vai ser a convocada para a posição.

Zé Roberto provavelmente vai levar 4 ponteiros e 1 oposto, porque acredita que qualquer uma de suas ponteiras (com excessão de Garay, talvez) podem cumprir o papel na inversão de 5x1. Desta maneiro, o segundo corte seria a Tandara. Corte muito justo.

Finalmente, Zé vai cortar a Roberta, a não ser que a Fabíola realmente não consiga se recuperar a tempo da convocação.

Seleção ficaria:
Levantadoras: Dani, Fabíola
Oposta: Sheilla
Pontas: Nati, Gabi, Jacque e Fe Garay
Centrais: Thaisa, Jucy e Fabiana
Líberos: Brait e Leia
Mantronix Inc disse…
Belo texto Laura.
Unknown disse…
Boa analise, Laura!
O Kiraly tem contrato até Tokio?
Pergunto porque ele está correndo um risco grande com somente três ponteiras, e duas opostas canhotas de características não muito diferentes. Sem contar que dentre as três que estavam jogando como opostas, a Fawcett me parece a que menos treme.
E não sei porque, mas eu acho que a Glass joga melhor com a Lowe, e a Lloyd com a Murphy. É opinião de amador que sou, não enxergo o que os técnicos enxergam.
Ok, a Thompson saca muito bem, e é boa na defesa, então ela vai agregar para o time, entrando na posição 1 de uma central. Mas ela não é passadora (creio).
Faltam 24 dias, e claro que os times vão chegar aqui melhores do que estão hoje. Mas a convocação dos EUA me intriga. Haveria algum coelho nessa cartola?
Olimpíadas é de curta duração, todo mundo dando o seu máximo, muitos jogos em sequência, e as chances de uma jogadora se machucar não são desprezíveis, especialmemte na descida do bloqueio.
Se uma das ponteiras se machucar, não vai ter reserva nos EUA.
Isa Costa disse…
Já está todo mundo dando como certa a convocação da Fabíola né, vamos ver então se ela hoje pode ser melhor do que a Dani Lins, vejo muita gente clamando pela Fabíola quando a Dani joga mal.

Na atmosfera de uma olimpíada em casa a Fabíola ganha da Roberta em experiência, fora isso não é nada impressionante, assim como a Roberta, a diferença é que a última vem treinando com a seleção e com um ritmo bem diferente..
raphael martins disse…
A Dani só joga mal quando a confiança do time está abalada e consequentemente a recepção do time torna-se instável, ou seja, ela não é uma líder no aspecto anímico, mas cresce ou decai conforme a energia da equipe em quadra. Quando estamos vibrantes, é incontestável.

A Garay é especial nesse sentido, apesar de também comprometer a linha de passe pela instabilidade emocional, no ataque permanece invulnerável sob esse ângulo, vide nas maiores agruras que o Brasil enfrentou contra a China e primeiro set na final, foi a única que se manteve firme no ataque, às vezes em efetividade mas sobretudo em termos de atitude, embora não detenha consistência com bolas altas por muito tempo.

Roberta simplesmente mostrou que ainda precisa de experiência internacional, ainda não é o momento dela.
raphael martins disse…
Gente saindo do foco vou assistir ao vivo 4 dos 5 jogos da seleção na fase de grupos, menos contra a Argentina, além de todas as quartas de final e semifinais, só a final que não consegui.
Jonas M.B disse…
Aquele comentário que faz vc rir na madruga, o gringo falando da Thompson. "Looks like the U.S. is bringing 11 + a cheerleader/motivator/coach in uniform.”
Mantronix Inc disse…
Uma observação, Acho uma sacanagem da China com o Grand Prix em abandonar a competição com o time principal logo nas finais saindo inclusive a Lang Ping e deixar um time B, isso desmoraliza e menospreza a competição. Digno de uma punição da FIVB. Volta e meia a China apronta uma dessas, não é de hoje.
raphael martins disse…
Tenho interpretação diversa, com a derrota acachapante em sets diretos para os EUA, ainda mais em casa, Lang ping preferiu preservar suas jogadoras, afinal essa partida escancarou as deficiências da equipe exploradas no famoso esquema tático do Kiraly. Já pensou se uma derrota como essa se repete tanto no grupo final quanto em uma eventual semifinal, para Estados Unidos e Brasil por exemplo? O moral de jogadoras tão jovens ficaria ainda mais abalado, talvez irreversivelmente.
Unknown: Kiraly renovou o contrato esse ano, até 2020.
Isa Costa:

Discordo de você em alguns pontos, acho que o problema da Fabíola é somente o físico mesmo, ela estava até essa semana treinando com o Wagão, amanhã se junta a seleção e vai começar o treinamento de jogadas/tático.

A Fabíola além de muito mais experiência tem mais técnica (nada de outro mundo), já jogou com quase todas as jogadoras e não comete alguns erros primários que a Roberta cometeu.

Ao meu ver, Roberta deve ser trabalhada a partir do ano que vem, durante todo o ciclo olímpico (4 anos), o processo dela está muito recente, não só da seleção, mas também do Rexona, onde conseguiu a titularidade bem no final da superliga.

Finalizando esse assunto das levantadoras, ninguém tá dizendo que a Fabíola vai ser a salvadora da pátria, mas uma levantadora experiente, que não vai entrar tremendo, ansiosa e nem inventar(aquele 4ºSET da final do GP) acho que foi o fator determinante do ZRG não levar a Roberta, Fabíola não vai só se não quiser.
L. Mesquita disse…
Eu estava na dúvida se o Zé levaria 4 centrais, com a Adenízia fazendo o papel de cantral-oposta, ou 2 líberos, mas agora tô achando bem mais provável que o Zé vá levar 2 líberos, como fizeram Korea e Japão, e não 4 centrais devido a seguinte declaração que ele deu:
“A Léia jogou os jogos que nós tínhamos proposto, assim como a Camila. Na final, calhou de ser a Léia. Se fosse disputa de terceiro ou quarto, seria a Léia. Isso já tinha sido esquematizado anteriormente. E ela foi bem, teve um bom desempenho no passe, na defesa, comandou o time lá atrás. Esta disputa é a que está mais me tirando o sono. Não desconsidero (ir com duas líberos para as Olimpíadas)”, confessou Zé Roberto.
Nesse caso, a seleção ficaria assim:
Levantadoras: Dani e Fabíola
Ponteiras: Garay, Natália, Gabi e Jacque
Líberos: Brait e Leia
Centrais: Fabiana, Taisa e Juciely
Oposta: Sheila
A inversão do 5x1 seria feita com uma das ponteiras, principalmente com Gabi ou Natália.
Johnny disse…
Não achei que os EUA fossem levar a Adams, porque a Alexis Crimes vinha jogando no Grand Prix e não acompanhei todos os jogos, mas acho que Adams entrou na fase final, não sei bem... Também tinham como opção a Dixon, que para mim é a mais fraca, mas já foi campeã mundial, então não estava lá atoa. Mas penso que a final do Grand Prix deixou a Adams como titular, pois a final foi das 4 centrais: Fabiana, Thaísa, Akirandewo e Adams.
Eu acho a Harmotto muito boa no bloqueio, porque tem muita velocidade de deslocamento, o que conta bastante. É uma grande bloqueadora.
Mas, para mim, a bola de segurança dos EUA é Akirandewo.
Com certeza Alisha Glass vai ser titular e a Thompson podia ser cortada para nos ajudar kkk, já que tem uma ótima defesa e saca muito bem. Mas não vejo Thompson como uma grande levantadora.
Na final do Grand Prix o Brasil deu o caminho das pedras para os outros times, que é sacar na Hill. A Hill não aguenta saque em cima dela o tempo todo. Não é uma Sokolova da vida que o Brasil fez 200 saques em cima nas quartas de final da Olimpíada e mesmo assim ela fez 28 pontos kkk
Hill é boa no ataque e péssima no passe... melhor para nós!
As duas opostas são difíceis de marcar por serem canhotas, o que muda muito a marcação de bloqueio.
Todo mundo está esquecendo de Sérvia e Rússia, só lembrando de China, EUA e Brasil.
Rússia com Kosheleva e Goncharova é bem mais time do que foi nessa fase final de Grand Prix. No dia que as duas estão inspiradas, acha defesa para pegar tanto ataque.
A Sérvia também é um time perigoso.
Itália e Holanda acho q estão no mesmo nível, porque dependem de uma única jogadora.
De fato, EUA e China estão um nível um pouco acima e o Brasil mostrou que está quase chegando no mesmo nível deles, porém nós sabemos vencer bem mais do que o time da China, por exemplo, que nunca ganhou nada antes da Copa do Mundo, ano passado.
Mari Paraíba acho que todo mundo sabia que seria cortada.
Eu to ficando doido, ou a Nayane estava na quadra no final do Grand Prix comemorando? kkkkk
Fabíola é mais levantadora do que Roberta, isso aí todo mundo sabe. Mas ela tem forma física para ir jogar olimpíada? Não adianta nada fazer igual Bernardinho em 2012 que levou todos os veteranos e na hora que precisou do banco de reservas não tinha ninguém para colocar, porque os jogadores reservas estavam todos mal fisicamente...
Joffre Neves disse…
Eu só não gostei das duas opostas dos estados unidos,não as acho boas não...As duas juntas não dão 1/10 de Hooker pra falar a verdade mas eu acho que a lowe é menos prejuízo em relação a Murphy e também não achei interessante a Thompson porque enfim acho que ela é muito limitada e se for só pra defender e sacar acho que seria melhor treinar a líbero reserva mesmo.Em tempo : a líbero que vai pro Rio é lenta no chão e o Brasil pode explorar o passe dela e da hill.O Brasil teve foi sorte porque a Hodge não se recuperou porque ela tava em um nível muito alto na Itália e de cara seria convocada,se o Kiraly fosse sortudo dava facilmente pra botar ela na saída fazendo passe de vez em quando e destruindo no ataque com a larson e a hill nas pontas,seria infinitamente melhor a murphy ou lowe sem a mínima dúvida.
George disse…
Com certeza a convocação da Thompson tenha fatores extra quadra, apesar do saque e defesa dela serem muito bons também. Mas com 2 opostas que são muito inconstantes e geralmente pipocam, acho que deveria ter mais uma ponteira de força. A Robinson segurou a peteca no Conegliano quando a Hodge se lesionou, mas será q isso aconteceria na seleção?! Se a marcação tiver fechada na Lowe e Murphy, elas esmorecem e não viram nenhuma. Acho a Larson e a Akinradewo as jogadoras mais perigosas, que podem definir a partida. De resto, acho uma ótima seleção no conjunto, mas mete menos medo que a de 2012. Estávamos (estamos) temerosos, pois a seleção brasileira não estava correspondendo. Com a seleção jogando o que sabe, acho difícil para a seleção americana. As seleções sérvia e chinesa são mais perigosas, a meu ver.
Unknown disse…
Valeu Fernando. O Kiraly arrisca agora, vai saber... Ele vai até 2020, então neste ano é um risco calculado.
L. Mesquita disse…
A Courtney Thompson vai por ter jogado a Superliga brasileira e saber detalhes das brasileiras que ela jogou junto ou jogou contra.
L. Mesquita disse…
Gente só no Brasil que gravidez é doença. Já morei na Noruega, e nos países nórdicos as grávidas não são tratadas como doentes. Fabíola teve parto normal, a recuperação é rápida ainda mais para quem é profissional como ela e está sempre treinando.
Joffre Neves disse…
Não é questão de ser tratado como doença não,é questão de mesmo sendo parto normal há um tempo de recuperação e por mais que a Fabíola seja muito esforçada e ter mais facilidade pra se recuperar,tem um tempo indeterminado de recuperação e esse tempo tem que ser respeitado porque enfim né ela acabou de ter filha.Quero muito que a Fabíola vá assim como os demais torcedores mas não adianta de nada trazer ela pro Rio sem as mínimas condições pra jogo.Outras jogadoras conseguiram jogar depois de gravidez mas temos que ser bem francos que há uma enorme probabilidade de a Fabíola não recuperar a forma física e depende bastante porque a cada pessoa reage de forma diferente a recuperação física para jogo.Se ela se recuperar a vaga é dela sem dúvidas !
A Fabíola tá enferma ou fez cesárea que o pessoal já ta considerando ela uma anomalia na seleção?
Depois da Tandara que antes de estar grávida não estava em forma e após a gravidez piorou a forma e mesmo assim foi levada, podendo até ser selecionada, eu não duvido de mais nada.

E a mesma Roberta que penou para tirar a titularidade da "Thompson" quase no final da Super Liga, é a mesma que ameaça a vaga da Fabíola? Pessoal viaja mesmo, o Zé Roberto só está nesta situação, pois enche o time de centrais e de ponteiras (muitas nem entram em quadra para jogar) e não dá chance para as outras levantadoras.

Até 2020 nós temos 4 anos para dar rodagem as levantadoras (Roberta, Macris, Claudinha, Naiane), ele vai esperar Julho de 2020 para apostar?
Joao Ismar disse…
Eu não entendo de onde as pessoas tiraram que a Jucy já é a reserva imediata se Adenizia pouco foi testada. Jucy tinha que mostrar serviço, Adenizia não. Não tenho tanta certeza de que a escolha ja foi feita. Leia está jogando muito mas tenho medo dela se lesionar ou "amarelar" nas olimpíadas. Acredito que a comissão técnica tenha o mesmo receio já que o Paulo Coco conhece bem a líbero. Acho q seleção americana mais fraca que em Pequim e bem mais fraca que a de Londres. Tenho a mesma impressão sobre a Murphy, de que ela está alheia ao jogo. Lowe tem momentos Slotjes e momentos Ivna, não dá p confiar. O grupo é muito forte, mas individualmente só Larson e Akinrandewo são destaques. Com o passe na mão elas são imbatíveis, mas sem o passe são um time comum, assim como Brasil.
Paulo Roberto disse…
Sobre a Adenízia em particular já havia dito isso em outros comentários. Na seleção ela sempre correspondeu quando necessário, mesmo que estivesse jogando mal no clube. Agora que dispensar a Jucy depois do que ela fez seria no mínimo outra incoerência do ZRG.

Sobre a Leia, não acho que ela está tão acima da Brait assim não. A questão é que ela veio como uma boa surpresa mesmo. Estão no mesmo nível pra mim, embora acho a Brait mais completa tecnicamente. Contudo fiquei com a impressão que a Leia atingiu seu auge no GP enquanto que a Camila pode crescer mais (talvez seja só impressão mesmo). Não acho que levar duas líberos seja interessante até porque temos a Jaque que parece estar voltando à boa forma física.

Embora venhamos com um resultado positivo desse GP ainda não consigo confiar na formação da Garay com a Natália nas pontas. Duas formações que gostaria de ver não foram testadas no GP: Garay e Jaque nas pontas, com Natália de oposta (esta seria minha aposta inicial caso fosse o técnico, mas sou leigo e não tenho 3 medalhas olímpicas por isso estou aqui e não lá rsrsrs) e Natália e Jaque nas pontas com Sheila de oposta.

Depois desse GP consigo ver o Brasil na briga por medalhas, mas não ainda no nível da China. Essa sim jogou o melhor voleibol do GP, pena que escondeu jogo na fase final. Sobre os EUA acredito que podem amarelar, principalmente porque não tem uma estrela individual que sabe mudar esses momentos no jogo, como foram Gamova no Mundial de 2010 e Sheila e Jaque em Londres. Se no cruzamento pegarem a Rússia com Kosheleva e Goncharova inspiradas, bastar perderem um set pras americanas amarelarem. Só pra registrar torço por uma final Brasil x Rússia.
Renato Santos disse…
A Leia esta melhor que a Brait em todos os fundamentos. Ela esta segura na recepção, bem posicionada na defesa e eficiente na cobertura de ataque. A Brait é muito boa na defesa, mas anda insegura na recepção e quando ela da pane é pior que a Dani. Acho que o ZR levará duas líberos, ambas se revezaram nos jogos e se caso uma estiver em um mal dia, a outra entrará em quadra.

A Tandara recebeu uma nova chance e sera analisada com mais cautela. O Brasil precisa de uma oposta reserva, pois a Sheilla vive altos e baixos e as inversões com a Gabi e a Adenizia não funcionaram. As pessoas dizem que a Natalia pode ser utilizada na inversão, mas esquecem que ela será muito marcada na olimpiada, por isso precisamos de uma oposta de força para dividir a responsabilidade de ataque com ela.

A Gabi deveria ser cortada, pois não rendeu nas inversões contra equipes altas e se precisar de passe teremos a Jaque e as duas líberos a disposição. Ela não faz diferença para a seleção. Acho muito melhor recuperar a Tandara porque ela será mais útil para a seleção na olimpiada devido a força de ataque e versatilidade.

Com relação ao time Americano, as outras seleções ganharam muito com a lesão da Hodge, pois ela saca bem, tem o ataque mais potente e possui mais alcance que as outras ponteiras Americanas. A Fawcett é melhor que a Murphy no ataque e aguenta melhor a pressão, mas o Kirally escolheu as canhotas pelo maior ângulo de ataque. Por fim, o time Americano perdeu o GP, mas ainda possuem o melhor time do mundo e não podem ser menosprezadas, já a poderosa China levou um 3x0 delas com o time completo.
Unknown disse…
Minha opinião, que é de técnico de fundo de quintal, é que na hipótese de 2 liberos, não haveria uma oposta reserva de ofício. Haveria 4 ponteiras, e uma delas entraria na inversão.
Porque libero há somente uma na quadra, não dá pra ter as duas simultaneamente, a menos que uma delas seja escalada para jogar sem ser libero.
Assim, tendo uma configuração mais agressiva de ataque, com Natália e Garay, e estando o passe estabilizado, nossas centrais jogam soltas, e as ponteiras e oposta se distribuem no ataque.
Se a recepção estiver ruim, Jaque entra. E as centrais poderiam ainda atacar bem, e as ponteiras e oposta ainda recebendo bolas em situação de bloqueio quebrado.
Na hipótese de uma libero só, aí sim daria para ter uma oposta clássica, de força. Mas, temos alternativa? Talvez a Paula Borgo, mas seria possível colocá-la nessa fogueira agora? Sem ter dado mais rodagem internacional?
E ainda tem o risco da libero se machucar. Ter que colocar Jaque de libero não é bom, porque seria ela e mais duas ponteiras ma recepção, se desandar o passe, o quê ZRG vai fazer?
Enfim, são cenários a serem analisados. Na minha opinião, por diversos ângulos que se analisam os cenários , parece que ter duas liberos e 1 oposta, combinadas com 4 ponteiras seja a estratégia mais adequada. Infelizmente uma central seria desconvocada.
Renato Santos disse…
Para levar 2 líberos, uma atacante precisa ser cortada. Se cortar uma oposta, 4 ponteiras irão, mas se levar 2 opostas, 1 ponteira deverá ser cortada e 3 serão escolhidas.
É possível jogar com duas líberos ao mesmo tempo, uma fica responsável pelo passe e outra pela defesa. O Bernardo já fez isso em vários jogos com o Mario Jr e o Lipe.
O Kirally esta levando 3 ponteiras e 2 opostas, ela cortou uma quarta ponteira para levar 3 levantadoras.
A Gabi não esta fazendo diferença para a seleção,a inversão com ela foi um fiasco na fase final do GP, por causa de sua baixa altura. Ela ajuda no passe, mas dá prejuízo no ataque contra bloqueios altos.
A Tandara será mais útil na seleção, pois é versatil (Oposto e Ponteira), pode substituir a Sheilla em um dia ruim ou até mesmo na inversão. A Gabi só ajuda no passe, mas ela não é versátil coisa nenhuma e a inversão com ela não funciona.
A decisão mais coerente é cortar a Gabi que está sobrando e levar uma atacante de força a mais, pois passe não será problema para a seleção já que a Jaque e as duas líberos farão esse papel.
Unknown disse…
Sim, Renato, vc tem razão sobre jogar com duas liberos. Eu me referia à simultaneidade, ou seja, lance a lance. Num mesmo jogo dá pra revezar liberos como vc bem lembrou, mas num determinado lance, só uma libero está presente.
Em outras palavras, fica relevante a composição de ponteiras. Seria necessário ter mais uma com perfil de mais força? Ou seria melhor ter duas de força e duas de volume?
raphael martins disse…
Na fase classificatória, a Sheilla não estava resolvendo os "pepinos", algo que definitivamente é imprescindível a uma oposta com seu poder de decisão e que foi líder e protagonista nas conquistas brasileiras.

Entretanto, a questão é mais profunda no sentido de que mesmo nas grandes performances do passado, era capaz de superar grandes dificuldades necessariamente dentro de sua característica de jogo, ou seja, com levantamentos acelerados compensados com sua extrema habilidade e visão de jogo privilegiadíssima, mas o fato é que fragilizada a recepção, a Dani tende a ficar desnorteada e apenas empinar bolas nas pontas, minando completamente o estilo da nossa oposta, enquanto a título de comparação, a Glass mesmo com passe B nos contra-ataques consegue imprimir velocidade.

E é justamente a capacidade depurada de análise do jogo a cada instante que constitui o diferencial da Sheilla para as americanas, por exemplo, que aceleram freneticamente o movimento ofensivo apenas na expectativa de antecipar o posicionamento de bloqueio adversário, com ataques velocíssimos mas um tanto Inconscientes, aspecto que representa a única grande deficiência do sistema de jogo americano.

Por isso é que, ao enfrentar o bloqueio mais sólido do circuito, tradicionalmente o russo, o time de Kirally sempre enfrenta dificuldades na virada de bola e isso foi determinante na derrota para as russas de 3 x 0 durante a Copa do Mundo ano passado, por exemplo.

É irônico, mas o esquema tático de bloqueio da Rússia sobre os Eua é o que há de mais estratégico em termos estudo para a Comissão Técnica brasileira e pode ajudar a frear aquela bola na saída-de-rede, imparável com a Akirandewo na final do GP e com que a Kim Hill nos destruiu na semifinal do mundial de 2014.
Johnny disse…
Eu sei que o assunto do blog é seleção feminina, mas alguém já reparou que a seleção masculina ganhou o último título em 2010???? São 6 anos sem ganhar título, só ficando em segundo ou terceiro lugar. Na olimpíada ainda caiu no grupo da morte,ou seja, periga nem passar das quartas de final. Ao contrário de Zé Roberto, a panela de Bernardinho não tá dando certo faz muito tempo.
Na seleção feminina, acho que Tandara nunca fez muita coisa pela seleção. Sempre foi uma grande jogadora de clubes, na superliga, mas na seleção nunca fez diferença. Agora, faltando 20 e poucos dias para a Olimpíada, ela está bem mal fisicamente e sem velocidade.
Adenízia também nunca fez tanta coisa assim pela seleção, além do CD de Aline Barros kkkk... Não sei porque tanta defesa em prol dela.
Os que defendem tanto Fabíola, ok! Tudo bem! Deixa Zé ROberto levar ela, mas na hora que precisar de inversão e ela não der conta por causa da parte física, lembrem de 2012 na final da olimpíada, quando Bernardinho precisou do banco, porque Muserskiy estava destruindo o jogo, e só tinha Giba totalmente quebrado fisicamente... além de Ricardinho com 25kg acima do peso e o Dante morto, serviu de que? Nada...
Gabi nunca achei essa pérola toda que a Rede Globo colocou ela como sendo. Joga muito na Superliga onde não tem bloqueio para marcar, mas na seleção nunca foi grande coisa.
Levantadoras eu nem comento mais, porque teve 4 anos para fazer teste e deixou para testar as jogadoras faltando 30 dias para a Olimpíada
Joffre Neves disse…
https://matchpointvolei.wordpress.com/2016/07/14/argentina-define-elenco-para-os-jogos-olimpicos-do-rio/


O técnico Orduna definiu a lista das 12 jogadoras Argentinas que vão defender a Seleção Feminina de Vôlei nas Olimpíadas do Rio. São elas:

Levantadoras: Yael Castiglione, Clarisa Sagardía.

Opostas: Lucía Fresco, Leticia Boscacci.

Ponteiras: Yamila Nizetich, Josefina Fernández, Tanya Acosta, Morena Martínez

Centrais: Julieta Lazcano, Emilce Sosa, Florencia Busquets.

Libero: Tatiana Rizzo.
Johnny:

Acontece que no Masculino o nível internacional é muito maior que o do Feminino, e este ano o Bernardo tá deixando jogar (até o momento) o time todo, e inclusive deixando algumas panelas de lado, por exemplo o "Murilo" perdeu a titularidade, pois de todos é o menos ofensivo no ataque, saque e bloqueio, e o Brasil tá sabendo jogar mesmo com passe B, C, Vissotto tbm tá fora, Sidão caiu etc. Podemos ver que até os reservas estão decidindo jogos e jogando fino, ao contrário do feminino, que dá para contar nos dedos de uma mão os testes que o ZRG fez .
Renato Santos disse…
Unknown, se a Sheilla estivesse no auge (Aquela de Pequim), eu te falaria que seria melhor ter 2 ponteiras de preparação + 2 ponteiras ofensivas. Entretanto não é o caso, a Sheilla vive altos e baixos, anda errando acima do normal e em alguns jogos demora pra pontuar como na final do GP por exemplo. Por esta razão, a seleção PRECISA de uma oposta reserva de força para ou entrar na inversão ou substituir a Sheilla quando ela estiver apagada.
Se a Gabi fosse mais alta até poderia entrar na inversão, mas como é muito baixa não rende contra bloqueios altos e a bola volta no pé, por isso a Tandara será mais útil para a seleção se ela evoluir.
Como eu disse anteriormente, caso o passe caia, a seleção terá a Jaque ou as duas líberos para ajudar nesse fundamento, então levar a Gabi é desnecessário.
Isa Costa disse…
Como assim recuperar a Tandara? Ela deixou de estar grávida em novembro e já teve tempo o suficiente de emagrecer e recuperar o ritmo de jogo na superliga, se apresentou á seleção pesada e lenta, no Grand Prix atrapalhou, o ZR teve que improvisar Adenízia e Gabi nas inversões, depois ainda se lesionou, talvez até pelo excesso de peso. Não dá para fazer milagre agora tão perto da olimpíada, aquela oposta da Sérvia foi mãe em Dezembro e está magra e voando em quadra, em menos tempo que a Tandara a mulher conseguiu correr atrás, por que? Tinha outra oposta muito boa ameaçando ela, já Tandara por excesso de confiança se acomodou, engordou 30kg na gravidez e apesar de dizer que perdeu quase tudo, me parece ainda precisar de uns 15kg a menos ainda.
L. Mesquita disse…
Tandara ja estava gorda antes da gravidez e, ao contrario da Fabiola, nao manteve o preparo fisico durante a gestacao. Tandara engordou muito alem do necessario p/uma gravida e nao consegue entrar em forma.
L. Mesquita disse…
Nao da pra comparar a Gabi magrinha, voando em quadra, com a Tandara pesada se arrastando.
A Brakocevic recuperou a forma em apenas dois meses, a Jaqueline emagreceu 15 kg em 30 dias e engordou só 11 na gravidez, tanto que ela teve que fazer trabalho de musculaçao para ganhar massa, pois, havia emagrecido mais do que o peso ganho. O caso da Tandara é ao contrário, dá a impressão que ela está grávida, a barriga está enorme e balança demais durante os jogos, acho que esse fator sobrepeso, tá prejudicando o rendimento dela. Ao meu ver não há o que se discutir. No momento a Tandara concorre com a Adenizia na vaga de animadora e oradora da turma.
Renato Santos disse…
Durante a fase de classificação, todas as jogadoras estavam pesadas e lentas devido ao forte treino de academia, eu disse todas. A Tandara tbm ficou desse jeito, porque é a atleta mais forte da seleção.
Ela está com o peso normal sim, a mesma postou uma foto ontem no instagram e esta com o peso ideal, acredito que com a diminuição da musculação e com a recuperação da lesão ela renderá mais, assim como aconteceu com as outras jogadoras.
"Não dá pra comparar a Gabi magrinha e voando em quadra" Aonde a Gabi ta voando? Avisa isso para o bloqueio Russo e Americano que deram vários tocos nela.
Esses comentários que o pessoal posta pró-Tandara sem fundamentação é demais rs.

A mesma carregou o Brasil nas costas no GP?
A mesma entrou bem em alguma inversão de 5x1?
Ainda falta mais testes para forçar a barra com a Tandara? As Olimpíadas serão o teste da Tandara?

Dizer que a jogadora está em forma, beirando os 100kg é meio tendencioso. Fico imaginando a Tandara e a Adenízia no banco de reservas assistindo as companheiras, carregando água, toalhas e animando torcida.

Já que temos essa jaca para carregar, torço muito pela reabilitação da Tandara e que ela demonstre na bola o nível que se requer dela e que a seleção precisa.