GP - Brasil 3x0 Turquia

O Brasil fechou sua participação na fase classificatória do Grand Prix com uma boa vitória sobre a Turquia.

O saque e a inversão 5x1 finalmente funcionaram. A fragilidade da linha de passe turca ajudou o saque brasileiro, é preciso admitir. Mas só o fato de o time ter mostrado constância na relação saque-bloqueio vale uma discreta comemoração.

Esta vai ser a nossa principal arma de ataque enquanto nosso sistema ofensivo continuar como está. O ataque brasileiro fluiu um pouco melhor contra a Turquia, mas está longe de nos passar segurança. Ainda são muitos erros que, se não acontecem na recepção, aparecem no levantamento ou na definição das atacantes.

Sei que a linha de passe brasileira mudou sua composição nestas últimas partidas, mas os problemas neste fundamento são mais individuais, de técnica, do que de posicionamento. Quando as ponteiras e a líbero titulares estiverem definidas provavelmente poderemos ter uma melhor divisão de quadra e entrosamento que, consequentemente, nos darão mais segurança no passe. Só que, ainda assim, é preocupante que, apesar de todo este tempo de preparação e de jogos, não tenhamos mostrado qualquer evolução individual neste sentido. 

 
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Uma consequência deste passe irregular, como sabemos, é que o jogo brasileiro está muito concentrado nas pontas, exatamente quando não temos nenhum nome de definição forte por ali. Um fator que pode amenizar esta preocupação é que a Natália tem se mostrado cada vez mais à vontade no ataque mesmo quando a bola não vem da maneira ideal para ela. E vai ser assim, principalmente se ela tiver como companhia a Jaque e a Sheilla. Os pepinos irão para ela.

Outra jogadora que também parece mais solta e confiante em quadra é a Tandara. Entrou bem nas inversões contra a Turquia. A torcida, para as duas, é que seja deste nível para cima.


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Mais GP


 
- Meu apelo foi atendido. A Adenízia começou uma partida como meio-de-rede. Foi bem, pontuou em todos os fundamentos, mas não foi muito utilizada pela Dani Lins. Acabou por “se consagrar” nas bolas de cheque dadas pelo passe turco. Seria bom vê-la novamente na fase final, talvez contra a Tailândia. Com a velocidade das meninas asiáticas a agilidade dela pode ser mais útil que a altura da Thaisa.

- A tecnologia vem pra ajudar o homem, mas não tem serventia alguma se o homem não sabe usá-la. Como estão demoradas e enroladas as decisões do video check! Se bobear, a FIVB, ao invés de aprimorar a arbitragem, vai tirar este recurso para não alongar a duração das partidas.

- Os EUA bateram a China por 3x0. Não só devolveram a derrota da primeira fase como utilizaram a mesma arma chinesa para a vitória na ocasião, o saque. A China teve muitos problemas no passe e a levantadora Ding não conseguiu ser tão ágil e veloz como na vitória contra o Brasil na semana passada. Está aí o caminho. Precisa a seleção brasileira saber andar por ele sem tropeços.

- Quem sabe o Brasil também pode “se vingar” da China na fase final. Além de chinesas e brasileiras, classificaram-se EUA, Rússia e Holanda. Tailândia participa como dona da casa. Como bem queria o treinador, a Sérvia ficou de fora. Uma pena, só faltou ela para termos as principais seleções candidatas à medalha nos Jogos 2016 na final do GP.

Independentemente de enfrentar times reservas ou titulares, o importante é que o Brasil comece a ganhar cara. Primeiro, com a definição das suas titulares nas pontas; segundo, com um jogo mais consistente e de menos erros. O Brasil precisa olhar para si primeiro, fazer bem a sua parte, coisa que ainda não conseguiu. O saque e o passe são os melhores exemplos disso.

- Se não fiz confusão, o Brasil enfrenta primeiro a Tailândia, na quarta-feira (06/07), e a Rússia, no dia seguinte.

Comentários

Luis Carlos disse…
Só falou falar da diferença enorme entre Brait e Leia. Tem que ser muito fã da Brait pra achar que ela está melhor ou mesmo nível da sua reserva.
Renato Santos disse…
O Brasil fez o melhor jogo do GP até agora, mas não dá para se animar muito, porque a Turquia que jogou era sub23 e não serve como parâmetro para nada.
A relação saque e bloqueio funcionaram bem hoje, por causa da fragilidade do passe da Turquia, mas ainda estamos longe do ideal da passe e ataque.
A Leia esta na frente da Brait sim, pois segurou bem a recepção e fez boas defesas, já a Brait assim que entrou levou dois aces.
A Sheilla virou umas bolinhas, mas nada demais, a Tandara idem. A verdade é que nossas opostas estão bem abaixo das outras seleções. A Paula Borgo seria a solução, mas o ZR não vai mudar nada.
A Ade foi a melhor jogadora da partida e provou que ainda esta no páreo pela vaga olimpica. Ela tocou em muitas bolas no bloqueio, coisa que a Thaisa não esta conseguindo.
A Dani etá evoluindo, fazendo uma distribuição melhor e sendo um pouco mais precisa.
A china tomou um 3x0 dos Estados Unidos hj e provou que não é tudo isso, elas venceram as Americanas antes porque vinham treinando desde Fevereiro. O time Americano é a melhor seleção do mundo e é o time a ser batido.
Diego Bispo disse…
Primeira vez, que faço um comentário em seu blog. Acho ele muito bom e sempre estou lendo!

Em primeiro lugar, eu cortaria a Gabi -Ela é super talentosa, mas não vejo ela na seleção-, Nesse momento a seleção precisa de uma cara mais agressiva. O Brasil, precisa de 4 centrais nesta Olimpíada. Fabiana e Thaisa, tem muita dificuldade no descolocamento lateral. Juciely e Adenizia, irão contribuir muito para a seleção ganhar mais agilidade, fazendo a principal diferença no bloqueio.

Eu levaria a Tandara como ponteira, nunca vi ela como oposta. Se fosse escalar a seleção colocaria Natália de oposta, Tandara e Jacqueline de ponteiras, Dani de levantadora e Camila de libero. Pensando em momentos táticos, se a Sheila fosse a titular. Eu colocaria Garay de oposto reserva e começava a treinar a bola dela de fundo, pois ela bate muito bem e com certeza a Natália no lugar da Tandara.

Vejo muito gente criticando a Dani, mas ela tem responsabilidade de levar a seleção sozinha. Nem Roberta e Fabíola estão preparados para assumir a pressão, Fabíola jogando na frente é uma, atrás é péssima. Roberta, só tempo dirá. Entre as duas, sinceramente não sei opinar!Pois, na olimpíada serão raríssimas as inversões de 5x1. Agora, o que falta na Dani é variação - ela tem dificuldade de levantar para saída, senão as bolas aceleradas para saída iria acontecer com mais frequência, e isso observo dos clubes-

Entre Adenizia e Juciely, fico com a Adenizia. Ela tenta puxar o time. A Juciely a fundo junto no desespero. E a Camila, deveria ser titular absoluta o Zé só está criando discórdia! A fabi no passado, sempre soube que seria a titular.

O que acha?
Krika Lual disse…
Diego Bispo concordo em partes. Acho que a Gabi no momento não é essencial e não faria falta, Tandara como ponteira com a Jaque e Nati na saída tb acho que pode ser interessante. Agora a Leia esta sim um passo a frente da Brait, porém acho que o grupo se sente mais a vontade com essa última por terem mais afinidades. Só que nesse momento temos que ser profissionais e deixar essa de "coleguinhas" de lado. Não vejo em hipótese alguma Garay como oposta. Já disse aqui, a seleção precisa de uma oposta nata, gaz novo, quem sabe a ser preparada em saquarema e pegar todo mundo de surpresa, pois pior do que esta essa inversão não vai ficar, então acho que vale a pena arriscar algo novo. O nível técnico do jogo contra a Turquia foi muito fraco, não exigiu muita coisa, só da pra avaliar a postura do time que me pareceu um pouco mais descontraído. Aguardemos Bancoc para tirarmos conclusões e sobretudo ver o como o Zé vai escalar a equipe, pois aí já teremos uma idéia de como ele vai querer definir o time. Agora, por que levar MP se não da a possibilidade dela entrar em quadra? Coisas de Zé ...
Isa Costa disse…
Coitada da Paraíba que passou em branco nessa fase.

As jogadas pelo meio estão muito manjadas e marcadas, Fabiana não tem conseguido ter muita liberdade como antes, muitos tocos.

Sheilla e Tandara continuam não fazendo diferença no time, oposta tem que ter o perfil da Natália e da Garay, pedir bola, gostar de atacar e equilibrar força e técnica.

Gostei bastante da Roberta, muito elegante em quadra, acho bonita a forma como ela levanta. Reparei que com ela as jogadoras tiveram mais facilidade de atacar, quando não pontuavam era por erro de definição e não culpa dela, quando fez um levantamento ruim pra Gabi logo se redimiu recuperando o ataque turco atrás da Sheilla proporcionando um contra-ataque com ponto para o Brasil. Quando a Dani entrou com a Tandara as noasas atacantes levaram vários bloqueios seguidos, parece que não olha pra levantar.

ADOREI o ZR ter colocado Léia e Camila revesando,, as duas jogaram nas mesmas condições enfrentando as mesmas dificuldades e se o passe da Léia ainda não é perfeito pelo menos ela bota pra cima, Camila deixou uma bola passar e a outra cair na frente dela. Acredito que ao colocar as duas no mesmo jogo o Zé quis tirar sua última dúvida, analisar como as duas se comportam contra o mesmo time e como o time reage em quadra. Léia levou a melhor.

Bem melhor assistir o jogo com comentários do Marco Freitas, aquele Nalbert fica dando opiniões pessoais o jogo inteiro, cara chato..
Joffre Neves disse…
O passe ainda me preocupa,foi o único fundamento que não deu melhoras profundas em toda a competição,hoje gostei da atitude das meninas e por incrível que pareça a tandara até que foi bem nas Inversões de rede,natália tá se soltando mais e gostei bastante das mudanças hoje feitas com principalmente a roberta fazendo o seu jogo.A roberta é um talento que tem que ser mais visto pra as próximas competições e não ficarei com medo se a fabíola não se recuperar a tempo porque mesmo cometendo erros a roberta compensa muito.A meu ver a léia anda a frente da Brait e foi bem interessante botar as duas em quadra,poderia fazer mais vezes até só pra dar mais parametro na disputa entre as duas,gabi até que foi bem porém não a vejo tão extraordinária assim,hoje ela joga bem mas não é tudo isso,mesmo dando enfoque na sua altura que dizem ser 1.76 mas acho que chega a 1.80...Agora em Bancoc acho interessante testar mais a adê no meio mesmo porque até que ela foi bem hoje,não sendo tão acionada assim pela dani,testar a mari pb contra a thailândia por exemplo ou em um ou dois sets contra times mais altos pra saber se ela pode ser uma boa reserva da Jaque ou até fazer trampo de líbero né,zé botar a natália na saída de rede efetivamente contra alguns times ou ela jogar de falsa oposta mas que jogue mais na saída de rede e a tandara na entrada pra ver se testa bem mesmo de demais formas...Por fim,na minha concepção quem deve jogar na saíde de rede é porque tem maior facilidade pra jogar na saída de rede,por favor nem inventem de adê,garay de oposta,adê só em china e garay uma vez ou outra pra fazer algo diferente na saída é sheila,natália e tandara(mesmo ela se soltando melhor na entrada).
Marco Barbosa disse…
Querida Laura e caros leitores, concluída a fase classificatória do GP, podemos vislumbrar um panorama geral, com o Brasil em quarto, atrás do 'trio de ferro', correndo por fora na mesma raia da Sérvia por uma vaga no pódio olímpico. Deve-se imputar à conhecida esquisitice do Terzic a ausência claramente deliberada da Sérvia na fase final do GP, mas sua opção de voltar para Belgrado tem até certa razão: o time titular sérvio é excelente, mas não há opções no banco que mantenham o nível, e a Sérvia tem uma tradição de perder jogadoras importantes por contusão às vésperas das grandes competições. Já tenho algumas conclusões mas, de modo geral, todas podem sem resumidas numa única assertiva: esta campanha não será como a de Pequim, será mais parecida com a de Londres e precisaremos de um alinhamento perfeito dos astros para comemorarmos o tri olímpico.
PS: é somente eu ou algum de vocês também demora vários segundos para ligar aquele "S. Blassioli" do crédito na TV à nossa querida Sheilla Castro?
Unknown disse…
Hoje, 40 dias antes dos jogos, a realidade mostra preparação ainda aquém. Mas até lá as duas seleções (SMV e SFV) vão melhorar, tenho certeza disso.
Agora, os adversários também vão melhorar. O importante é chegar aos Jogos em melhor forma que os adversários.
Sabemos que há limitações que impediram melhor preparação. Mas elas são enfrentadas pelos adversários também. Como ensinam os mestres, estratégia ganha campeonato, tática ganha jogo e técnica ganha lances específicos.
Nessas três áreas, somente poderemos atuar nas duas últimas, porque a estratégia se trabalha no longo prazo. E certas ou erradas, são essas que temos visto nas duas seleções.
A questão é: O quê dá para fazer nas áreas tática e técnica que pode sobrepujar cada adversário?
Um pouco de ousadia para responder esta questão vale a reflexão. A SMV está em melhor estágio de treinamento, e isso se justifica pela quantidade de adversários de qualidade.
Acho que a CT da SFV é que precisa ousar mais nesse período. Fazer o que sempre foi feito antes não vai ser suficiente, alguma inovação precisa ser agregada. Particularmente gostaria que a CT da SFV me surpreendesse, embora o histórico deles indique conservadorismo. Eles são competentes e capazes de inovar nesses 40 dias, mas o sucesso do passado os induz a serem conservadores. Espero ser surpreendido, mesmo assim, e continuo acreditando na CT e nas jogadoras.
A propósito, não espero que a SFV ganhe o GP. Espero, sim, que elas ganhem confiança, conjunto, que saibam sair de situações difíceis, que aprendam o que pode ser feito taticamente e tecnicamente para derrotar os adversários.
Quanto à estratégia, bem, esta é uma conta que a CT vai pagar.
Então, bom jogo o de hj, talvez o melhor desse fds!!! Podemos ver que está difícil decidir qual central levar, hj AD entrou e rendeu, como vem sendo com a Jucy, vejo uma boa possibilidade dele levar as 4, e arriscar uma inversão com a AD, ou podendo usar outra jogadora pra inversão, acho qualquer coisa melhor q a Tandara. Em relação à Nat, elá está evoluindo no passe, e está bem melhor q Garay e Gabi q são as outras possíveis convocadas na posição, isso sem contar a Jack q vai ser essencial para o passe. Então é melhor não inventar deixa ela lá só evoluindo, pq no passe o negócio é ela e a Jack, o q vamos fazer se ela sair dessa posição??!? Garay?? Gabi?? Sabemos q elas só atacam bem, e a Jack está se recuperando de lesão, e sempre tem uns probleminhas, então deixa a Nat lá evoluindo até as olimpíadas. Sheila Castro, gente só eu que vejo ela essencial pra todo esquema de jogo da seleção? ? Sei q ela tá fora de ritmo, tem a idade , enfim vejo tb q ela está com dificuldades com os levantamentos da Dani,pois ela rende mais com bolas mais rápidas, creio q vai se encaixar ainda,como sé encaixou antes . E ela merece toda nossa paciência.não abriria mão dela no time titular. E o q está acontecendo com a Braint? ?? Jesus!!,hj deu pra ver q ela está abaixo da Léia, e olha q eu demorei a aceitar isso. Na fase final q podemos tirar mais algumas conclusões, mas pra mim se a convocação fosse hj, eu levaria a Léia.
raphael martins disse…
Sinceramente o melhor para a seleção feminina brasileira hoje é parar de se falar e ouvir em tri-olímpico... foco no aperfeiçoar de cada fundamento deficiente, em especial a recepção que compromete tanto o levantamento quanto o ataque, sendo difícil avaliar o desempenho da dani lins e sheilla com essa linha de passe sofrível. Em 2014 só se falava no hexa do Brasil no futebol, e não é no grito e na "marra" que vamos conseguir. Ótimo ter um sonho e um ideal, mas no momento o que é extremamente urgencial é treinar e estar ciente de que a 40 dias das olimpíadas não estamos ainda em condições reais de buscar o pódio.
Rodolpho Francis disse…
Só eu achei que a Gabi jogou bem? Foi muito melhor que a Garay. Fez inúmeras coberturas e defendeu muito. Eu percebo que a Natalia joga muito mais solta quando esta com a Gabi em quadra. Mesmo que a Natalia jogue na Saída, ela pode participar da Linha de Recepção. Outra que eu achei que entrou ben foi a Roberta... Muito mais solta e retirando o melhor das suas atacantes
Johnny disse…
O problema da seleção é que depois de 2012 o time parou no tempo!
Em 2014 o Brasil teve um alerta na semifinal do campeonato mundial quando perdeu de 3x0 para os Estados Unidos, justamente com o jogo de velocidade que os EUA usam hoje em dia... O que o Brasil fez para mudar? Nada!
Nunca vi um técnico que tem tanto medo de renovação igual Zé Roberto.
O Brasil teve um ciclo olímpico inteiro para testar jogadoras e montar um esquema tático de jogo, mas continuamos até hoje com o mesmo estilo de jogadas que já estão mais do que marcadas pelos adversários...
Fê Garay está péssima no passe e no ataque, simplesmente não pode ser titular... em 20 bolas que ela ataca, 2 viram ponto e o resto é bloqueio do adversário ou defesa... o passe dela está horroroso, além de dar prejuízo em outros fundamentos como bloqueio
Natália parece que está com medo de jogar... tem hora que dá vontade de falar com ela "vai minha filha, pelo amor de Deus! Desce a mão na bola"
Sheilla está muito abaixo do que já foi fisicamente, inclusive porque ficou não sei quantas temporadas sendo reserva na liga da Turquia, parada, sem jogar... Ou seja, está sem ritmo de jogo
Adenízia não tem a menor condição de entrar como oposto, isso é sem sentido!
Thaísa está lenta, extremamente lenta no bloqueio, o que não ajuda em nada diante da velocidade do jogo da China e EUA. Ou seja, tem que levar na Olímpiada a Juciely (que é baixa) e Adenízia (que é baixa também, mas é rápida)...
Achei que cortou a Carol muito cedo, pois apesar de ser uma central muito baixa para os padrões atuais, tem um saque muito bom e um bloqueio rápido, com velocidade... diante da atual situação do Brasil, seria uma alternativa
A Monique tbm seria uma opção, mas a panelinha que o Zé Roberto faz é tão grande, que a jogadora de antemão vê que não vai para a Olímpiada e acaba desistindo, o que é uma pena, pois a Tandara não tem condição nenhuma de ser titular
Tandara passou da hora de ser cortada!
Fabíola vai ganhar condicionamento físico em menos de 50 dias???
Sinceramente, se o Brasil ganhar um bronze vai ser mais digno do que chegar numa final e perder de 3x0, porque não tem titulares e muito menos reservas...
Bruna Volochova disse…
O problema da seleção, entre diversos, é que não tem uma psicóloga lá. Até o Bernardinho se rendeu e na comissão técnica deste ano tem uma psicóloga e os jogadores têm falado bem deste trabalho. O que se viu na semifinal de 2014 foi um apagão emocional gerado pela pressão de ser campeão mundial e respeito aos EUA. Não chegou nem a ter jogo pois as meninas não fizeram nada. Os EUA também não, mas só elas estavam jogando.

Rodolpho, considerando que o adversário era a Turquia, time reserva e contra o qual não se dê para fazer uma avaliação real da seleção, concordo que a Gabi jogou bem, especialmente na recepção. Fiz o scout dela, foram:

12 recepções perfeitas, que gerou a continuidade do jogo brasileiro.
3 recepções ruins, geralmente espetadas na rede, que terminaram em ponto para o adversário.

Total de 9 pontos em 3 sets:

7 pontos de ataque
1 ponto de saque
1 ponto de bloqueio

Ações positivas, além do dito antes, 4:

1 cobertura
2 defesas
1 levantamento bom de manchete

Ações negativas, 16:

1 ataque na antena
4 ataques que deram defesa
1 largada que deu defesa
3 bloqueios, 2 no pé
1 vez amortecida no bloqueio
3 bloqueios explorados (ponto a ser trabalho, a mão de fora fica boba)
1 saque na rede
1 saque viagem para fora (gostei da atitude)
Tomou 1 medalhada

Fez 7 pontos e cedeu 9. Saldo negativo de -2. Além dos pontos ataques que deram defesa.

Pra mim ela foi boa mesmo na recepção. Passou muito bem, o que culminou na melhora percebida no jogo do Brasil.






George disse…
Esperava que houvessem mais testes nesse fds, mas do que eu vi já dá pra tirar algumas conclusões. Tandara não tá dando conta na saída e não é testada na ponta, não sei se o Zé leva ela. Hoje, sinceramente, ela não acrescenta muita coisa.
Ade entrou bem no unico jogo em que foi escalada de titular, fez até ponto de saque. Achei a mesma coisa da Gabi (admito que achava que ela tinha ido melhor antes das estatisticas da Bruna hahaha). Jucy está segura, o que é ótimo. Acho que a terceira vaga é dela. A não ser que os parametros mudem, Ade fica de fora (a não ser que vá como central/oposta).
Leia e Brait dividindo o fundo de quadra deu parametros da atual situação de ambas. Leia está jogando muito e Brait bem abaixo, o que nos leva a um ponto: Leia pode estar muito bem, mas não deve crescer muito alem disso, enquanto Brait está muito aquém do que já apresentou pela seleção, logo, é a que mais tem a crescer. Vamos observar e não tirar conclusões precipitadas quanto as liberos.

P.s: A China se rendeu aos EUA que tiveram um jogo inspirado da Larson (quando quer, joga um ótimo voleibol) e Hill. O jogo mostrou que ambos times sofrem na recepção, que tem sido o calcanhar de aquiles de todas as grandes.
P.s2: O que aconteceu com o lábio e a bunda da Thaisa? Colocou um preenchimento? hahaha achei ela esquisita!
Laura disse…
Oi, Diego! Obrigada, continue participando! Eu gosto da Gabi. Não acho que ela tenha condições de ser titular, mas acho uma peça interessante para um ataque mais veloz. Claro que ela precisa estar num time bem mais redondo do que esse pra fazer efeito. Mas sobre a Tandara como ponteira, tb acho q ela rende melhor no ataque. Só que a este ponto da preparação, o Zé não deve fazer nenhuma grande experimentação. E tenho minhas dúvidas em levar quatro centrais. Não acho que o Zé irá utilizar sequer a terceira, imagina as duas.

Acho a disputa das líberos saudável, deveria ser assim em todas as posições. Eu prefiro a Brait - não sou fã dela e de nenhuma jogadora - por confiar mais nela, inclusive no passe. Ela fez uma cagadas qd entrou no passe, mas vcs esquecem de outros saques dificílimos, quase no chão, que ela entregou nas mãos da Roberta. Mas concordo que a Leia tem se saído muito bem e saiu na frente nesta disputa direta na partida contra a Turquia. Só acho que a Brait precisa de mais ritmo de jogo. A Leia engrenou porque teve uma sequência de jogos. Que a Brait tenha a mesma oportunidade.

Marcos, sim é estranho! Acho tão antiquado assumir sobrenome do marido. Mas aí é coisa minha, meu lado feminista dando as caras. rsrs Cada um com seus direitos e escolhas...

Rodolpho, eu gostei do jogo da Gabi sim!
Joffre Neves disse…
Para as finais agora do gp certamente o zé vai botar a brait como titular então saberemos melhor como a mesma vai se postar frente a seleções fortes como o Eua por exemplo,se for conveniente ao zé seria até possível que ele leve as duas pra uma assumir passe e outra defesa ou simplismente o mesmo utilizar uma pra assumir passe em momentos cruciais do jogo.Se ele levar as duas, ele corta uma meio de rede ou então corta a Tandara.Gabi anda passando e defendendo melhor a garay e não vai ser cortada,espero que saibam e se conformem caso não gostem muito dela,nesse momento a mari pb está só figurando na seleção era melhor ter pedido dispensa da seleção como a Monique fez.
Renato Santos disse…
O Brasil perdeu a semi-final do mundial para os Estados Unidos porque o Kirally e sua comissão técnica vinham estudando o Brasil exaustivamente desde 2012 e após a final olimpica de Londres. Eles fizeram isso, porque estavam cansados de perder para o Brasil nas ultimas 4 olimpiadas e por sermos o país sede da próxima. Então, o Brasil foi totalmente anulada e os Estados Unidos dominaram o jogo.
Por esta razão, o ZR tbm segue estudando a seleção Americana exaustivamente desde o mundial para equilibrar essa disputa, pois sabe que somos a seleção mais estudada por eles.
Bruna Volochova disse…
Joffre Neves, que insanidades! O problema do Brasil não é líbero, é virada de bola, pontas.
No fim tanto faz a Leia ou a Brait porque uma vez escolhida a titular esta vai desenvolver seu trabalho e ganhar confiança. Não dá pra levar duas líberos, de forma alguma.
E que loucura dizer que a jogadora deve pedir dispensa porque não joga. Ninguém é convocado pra ser apenas titular não. Ser reserva não é demérito. O time precisa de reservas. Ela não joga hoje mas pode jogar depois, estar no próximo ciclo. Ela treina e a comissão sabe da capacidade dela. Uma hora pode ajudar ou não, e ser aproveitada depois. Ou pode ser que não fique na seleção. Mas se todas que forem reservas pedirem dispensa complica, não.
raphael martins disse…
E que estrategista assustador é o Kiraly nos seus planejamentos táticos, a seleção americana desmontou todo o estilo de jogo chinês na casa das adversárias, derrubou a seleção que vinha despontando para o favoritismo nas olimpíadas com a mesma autoridade com que derrubou o Brasil que teve a melhor campanha do Mundial, acredito que além de estudo exaustivo, a capacidade analítica dele de constatar e explorar deficiências vem se mostrando absolutamente excepcional.

Isa Costa disse…
Pena que na olimpíada de Londres o Kiraly não conseguiu repetir a dose né.
Rodolpho Francis disse…
Gostei da Análise, mas nao considero defesas e largadas como pontos perdidos. Em determinados jogos é mais importante errar menos que o adversário. Outro ponto a ser levado em Consideração é que se analisarmos o jogo contra a Belgica em que a Garay deu um Prejuízo enorme na Recepção, a Entrada da Gabi foi mesmo Positiva.
Rodolpho Francis disse…
Ele nao era o Técnico... Era Auxiliar
Johnny disse…
A Olimpíada de Londres foi um momento fantástico, único, maravilhoso, mas vai se repetir??? Não, não vai!!! Sheilla não vai salvar de novo mais 6 match points, Fernanda Garay e Dani Lins não vão surgir como estrelas, Jaque não vai deixar para jogar o seu melhor na final e Thaísa não vai ajudar a salvar o time nas quartas de final... Isso é fato, aceita que dói menos...
Zé Roberto tá aguardando colocar o CD da Aline Barros e esperar o milagre acontecer, mas contar com milagre toda vez é difícil, né!
Desde 2013 deveria ter feito testes na seleção, mas em 2013 mesmo nós ganhamos Grand Prix com a mesma base campeã da Olimpíada de 2012. Em 2014 veio o Mundial e fomos de novo com a mesma base da Olimpíada. Veio 2015, dividiu a seleção em dois grupos e ficou pior ainda... ninguém entendeu se em 2015 foram testes, já que bastou chegar 2016 e trouxe de volta todas as veteranas, que são as "donas" da seleção...
A desculpa é sempre a mesma "falta experiência para as jogadoras novas". Mas jogador nenhum ganha experiência se não participar de torneios, se não jogar...
Letícia Hage é alta, nova, boa jogadora, e nunca foi testada de fato na seleção... Pri Daroit a mesma coisa...
Macris só teve chance no Pan Americano de 2015 e foi só, acabou ali. Bia (central) também foi convocada e nunca jogou..
Ao invés de colocar gente nova, Zé Roberto trouxe de volta a Joycinha (pelo amorrrr de Deus né!!!) e Ana Tiemy, que nunca jogaram bem nos clubes, quem dirá na seleção..
Claudinha (levantadora) e Ju Carrijo (levantadora) foram citadas por algumas pessoas para entrar na seleção, mas Zé Roberto tomou birra da Claudinha e Ju Carrijo acho que ainda tem muito a melhorar...
Paula Borgo não foi nem cogitada, assim como nenhuma outra jogadora campeã mundial sub-23, ano passado, foi chamada para a seleção... Com exceção de Rosamaria, chamada outras vezes e que ganhou prata no Pan Americano...
O resumo é que Zé Roberto gosta da panela formada, não aceita renovação e agora falta menos de 2 meses para a Olimpíada, o Brasil fraco no ataque, péssimo no passe, horrível no contra-ataque e passando em branco no bloqueio...
Dani Lins hoje em dia está péssima porque ficou 4 anos com cadeira cativa, sem concorrência, sem alguém no seu calcanhar para incomodar, já que depois de Londres virou a dona da posição de levantadora..
Fernanda Garay a mesma coisa, se achando a própria Gamova no ataque (só que não!), ficou com o ego lá no céu depois de Londres e na bola que é bom não joga nada...
Thaísa idem.... se achando demais e jogando nada... beleza não ganha jogo!
Por isso que eu digo, se tivessem concorrentes, ficariam com a mentalidade da possível perda da posição e hoje em dia estariam jogando muito, com medo de ser cortada... só que a panela é muita e a jogadora acomoda!


raphael martins disse…
Acho interessante os tais super "realistas" Cravarem que a seleção é Incapaz de jogar novamente em alto nível... tão mais para futurologistas. Só eles sabem de antemão as reações técnica, tática e emocional das meninas de jogar uma olimpíada em casa.
George disse…
Acho interessante o fato da "falta de briga por posição" ter sido indagado. Em 2012, logo após as olimpiadas, todos já sabíamos que, exceto alguma lesão ou algo sério, a seleção seria basicamente a mesma. Ou seja, elas haviam ganhado titularidade 4 anos antes. Por isso não conseguimos visualizar nenhuma das que foram titulares em Londres não sendo titular (exceto Fabi que saiu por vontade própria, senão seria titular mesmo jogando com as pernas amarradas). A falta de chances das outras jogarem era visivel, não teve renovação.

E, por favor, gente! Volei feminino é muito da garra e do espírito que as jogadoras estão na competição. O Brasil, como muito bem sabemos, sempre foi regido por esse espirito. É muito possível esse time que se apresenta aí se unir e conseguir mais uma medalha. Mas antes precisam urgente parar de jogar individualmente e começarem a jogar como time.
Renato Santos disse…
É por isso que o time Americano é o melhor do mundo, pois o Kirally vem testando várias jogadoras desde 2013, nunca deixou jogadora nenhuma ficar acomodada e se sentindo dona da posição, coloca todo mundo pra jogar, mantém a seleção competitiva e atualmente conta com um fortíssimo time titular e reserva.

O ZR fez o contrário, não renovou, encheu a seleção de jogadoras baixinhas em 2013, quando deveria ter chamado jogadoras altas e habilidosas (Ex: Paula Borgo, Helo, Lorenne) porque achou que as veteranas dariam conta do recado no Rio. Elas até dariam se as outras seleções não tivesse renovado e evoluído tanto. Por esta razão, o time ficou envelhecido, manjado taticamente e sem novidades para surpreender os adversários.

Outra coisa, estamos sem opostas no momento, porque a Sheilla e a Tandara não estão jogando nada, mas tem lugar cativo na seleção por causa do passado. Se fosse o Kirally, as duas seriam cortadas lindamente pode ter certeza. A Helo e a Paula Borgo fariam um papel melhor que as duas.
Bruna Volochova disse…
Sobre jogar individualmente, a Thaísa é hors concours. Essa bota qualquer time pra baixo com seu estrelismo e pseudo beleza. Vide Osasco.
Yana Souza disse…
Desculpe, Bruna, com as jacas da Dani Lins fica dificil ficar calma... Dani cansa de levantar bolas p thaisa sem olhar o block e faz isso muitas vezes no jogo... é incapaz de inverter uma bola da en trada p saida, faz o basico apenas... fofao fazia isto e ainda colocava na linha dos três... o problema do Brasil comeca no passe passa pela falta de potencia np ataques e se concretiza no levantamento.. A Thaisa nao tem culpa da selecao ta sem nivel tecnico..Ela nao ta ali p ser simpatica, mas sim p jogar... yana, realista, novinha e gata..
raphael martins disse…
Acredito que, se você tem uma seleção com vice-campeã em dois mundiais e campeã em duas olimpíadas, sem contar os vários Grand Prix, é totalmente natural e lógica a expectativa de postergar ao máximo a renovação entre gerações, mesmo porque ainda que as novas jogadoras apresentem um rendimento satisfatório e até superior no momento, a experiência internacional conta muito, bem como a capacidade de decidir e suportar níveis altíssimos de pressão/adversidade. Promessas não comprovam nada disso, muito diferente das veteranas, por isso além dos aspecto técnico, existem uma série de qualidades como a resiliência, união, coragem e foco que só o tempo e a observação continuada permitem aferir, e isso vai muito além do condicionamento físico e grau de habilidade.

Tanto que a Rússia também pretendia e aguardou até o fim por Gamova e Sokolova, em estado orgânico inclusive muito abaixo das meninas brasileiras, com problemas graves de saúde conforme relataram, que também inviabilizaram às mesmas continuidade do trabalho nos clubes.

Yuri Marichev se pudesse jamais abriria mão das duas. Zé Roberto podendo não abre mão de sheilla e Jaqueline. Porque a Rússia é bicampeã mundial e o Brasil bicampeão olímpico, oras! Kiraly vem testando tantas jogadoras após perder duas finais olímpicas consecutivas para o Brasil; Lang Ping vem testando várias jogadoras após o voleibol chinês haver estacionado em 2004, e levado nas olimpíadas de Pequim 2008 em casa um 3 x 0 redondo dessa seleção brasileira atual.

Óbvio então que Zé Roberto fez o contrário. Se desse mais voto de confiança para uma novatas como Paula Borgo, que ainda estão começando sua carreira e não provaram nada, em vez de jogadoras como Sheilla que provaram tudo, ele não seria um técnico tricampeão olímpico.

E Sokolova jogou magnificamente bem em Londres com 34 anos, Sheilla tem hoje 32, não daria para supor que nossa oposta já estaria agora 'envelhecida" em vez de madura. O passado pesa tanto porque mostra quem é quem. E para defender a seleção brasileira feminina de vôlei numa olimpíada em casa, ainda mais querendo barrar as veteranas que são a melhor geração brasileira de todos os tempos, não basta estar voando em quadra: tem que ter bagagem e mostrar preparo em competências que, como iniciei, são muitas vezes intangíveis.
Yana Souza disse…
Renato, resumiu tudo o Zr fez o contrario de eua, china, russia e servia.
Joffre Neves disse…
Saiu a lista de convocadas do Japão :
Levantadoras: Haruka Miyashita e Kanami Tashiro

Opostas: Miyu Nagaoka e Saori Sakoda

Ponteiras: Saori Kimura, Yuki Ishii, Kotoki Zayasu e Yuri Nabeya

Centrais: Mai Yamaguchi, Haruyo Shimamura e Erika Araki

Líbero: Arisa Sato.
Definitivamente eu odiei mas tá aí,ebata,koga,shinnabe,iwasaka ohtake,inoue cortadas,nagamishi cortadas.Fontes tiradas do match point pelo facebook
raphael martins disse…
A qualidade do levantamento e viradas de bolas só poderá ser seguramente aferida se a recepção, que é o alicerce, estabilizar-se. Esperar que a Sheilla melhore com essas bolas empinadas é surreal, não tem nada a ver com seu estilo de jogo, Fernanda Garay até pode segurar um pouco pela sua experiência na liga russa de vôlei.
Vicente Maia disse…
Embora esse jogo não tenha sido em grande nível técnico, dos jogos desse final-de-semana foi o que gostei mais. O motivo foi a constância no jogo sem altos e baixos. A entrada da Gabi deu mais estabilidade ao passe. Ela começou um pouco titubeante no ataque, mas durante o jogo foi se estabilizando. Está sem ritmo de jogo, mesmo porque está voltando de uma lesão.
Natália continua em ascensão e uma coisa que me chama a atenção é o fato dela não estar com um passe tão bom quanto tinha no time do Rio de Janeiro. A minha aposta é que no clube ela tinha menos área pra cobrir, pois tinha como companheiras Fabizinha, Gabi e Monique todas muito boas no passe, além de Roberta ou Thompson muito boas na defesa e cobertura. Na seleção ela trabalha com líberos menos habilidosas que sua ex-companheira de clube e Fê Garay, Sheilla/Tandara que não são especialistas em passe. A dupla de ponteiras ideal para a seleção pode ter qualquer combinação menos Natália e Fê Garay. Qualquer outra dupla vai render mais que essa porque ter uma ponteira que não estar bem no passe ainda vai, mas duas não.
Gostei de Adenízia, vi-a jogando ao vivo em um amistoso contra a República Dominicana e ela está em plena forma. O mesmo não pode-se dizer de Thaisa e Fabiana. As duas estão jogando um voleibol bem abaixo de suas habilidades. Tanto física quanto técnica. Especialmente a Thaisa que era a jogadora que eu mais depositava esperanças, até mais que em Sheilla. Hoje, tanto Juciely quanto Adenízia parecem estar jogando mais que elas. Parece o caso de Léia em relação à Camila Brait.
Por falar em Léia e Camila Brait, o jogo de ontem foi mais um round em favor da Léia que se mostra cada dia mais à vontade no fundo da quadra.
A entrada da Roberta ontem me tranquilizou. Errou uma levantada para a Gabi e depois outra para a Natália, mas não se deixou abater, continuou fria e inabalável como sempre. Sacou também muito bem, além de defender que é uma coisa que faz com maestria. Se Fabíola não estiver em condições, tenho certeza que a Roberta vai ser uma levantadora à altura da seleção..

Assisti o jogo da Rússia, nossa adversária proximamente, com o Japão e percebi a dificuldade delas com um bloqueio rápido. Poderia ser uma arma a ser usada. Se tivéssemos um bloqueio rápido.
Pena que na próxima fase, os times deverão mandar os seus times B, pois ninguém vai querer arriscar machucar alguma de suas principais jogadoras.
Yana Souza disse…
Discordo totalmente, seleção n deve ser por servicos prestados antes, mas sim pelo nivel tecnico atual... sheila n esta bem, tandara tb nao.. se o ze roberto ja tivesse dado oporyunidades p jogadoras promissoras como Paula borgo , helo lorene poderiamos estar muito bem na saida pois tivemos 4 anos p isso e ele n fez nada... nome n ganha jogo nao... outra coisa a russia preparou outros nomes dura te este ciclo jogando varios campeonatos c selecao de novatas.. o brasil n fez isso...
Bruna Volochova disse…
Yana, eu estava me referindo apenas ao comentário do George sobre individualidades e jogo coletivo. Não estava fazendo análise técnica de ninguém.

Essa escalação do Japão merecia um post. Sou fã da Ebata. Será que o Manabi levou as melhores opções?
Gostei do post, Raphel Martins. Concordo com você e até com o Zé. Só que nem sempre as coisas saem como planejadas. Há varáveis que surgem no caminho e desequilibram a equação. Acho que é isto que está acontecendo. Mas confio até a morte na CT e nas meninas.
Rafael Pais disse…
1. Não existe possibilidade de Gabriela ser cortada. É a jogadora mais jovem do Brasil, campeã das últimas Superligas e pode ser útil à seleção.
2. Juciely hoje é a melhor central do Brasil. De que adianta animar e pedir bola, que é o que Adenízia faz, e tomar toco? Pra mim, a briga da Adenízia é com a Tandara.
3. Garay de oposta never. Bem menos provável Tandara de ponteira, o que também é difícil.
4. Em Londres, Camila teve menos chances que Léia agora. Apesar de ainda achar que Camila está na frente na briga, Léia tem evoluído muito.
Não aguento com os comentários machistas do Nalbert, tipo " pq jogo de mulher é assim.. "" Jogar com mulher é assado..." ninguém merece!
raphael martins disse…
Aos que criticam a falta de renovação do Zé Roberto, por acaso temos novos nomes no quilate de Paola Egonu, Tijana Bošković, Nataliya Goncharova ou Tatiana Kosheleva? Porque isso é que são promessas a se considerar em se tratando de nível olímpico.

"Zé Roberto conservador", não se esqueçam que ele não hesitou em barrar a veterana Fernanda Venturini em 2008 e Paula Pequeno do time titular, em 2012, que havia sido MVP em Pequim. Além do corte traumático da Mari, que também havia brilhado na China mas não vinha correspondendo em performance.

Válido lembrar que no Grand Prix e Jogos Panamericanos da seleção ano passado, a comissão técnica se dividiu em times mistos,e acabou abrindo mão de ambos os títulos, justamente para mesclar novas e experientes jogadoras num contato produtivo de gerações.
Yana Souza disse…
Amigo.. kosheleva e natalia ja estao com a selecao desde 2012 e ja eram realidade naqela epoca... e o brasil n renovou nada desde 2008 as jogadoras q sairam de la p cá foi por questões fisicas... agora me diga pq a melhor levantadora da superliga nem sequer foi testada... O ze ira pagar muito caro por causa esta panela... bem feito...
George disse…
Raphael, teu pensamento é bem relativo. Uma vez que, se não forem dadas oportunidades, nunca irão aparecer grandes talentos. Eu não consigo imaginar o Zé dando chances de uma jogadora, por melhor que ela seja, jogar aos 18 anos na seleção. Os times brasileiros atualmente não deixam jogadoras com menos de 20 serem titulares de seus times, muito menos na seleção. É conservadorismo, sim. Muitos jogos são vencidos na técnica, mas o vigor físico pode fazer falta em um campeonato que exige muito como as olimpiadas. A seleção que irá para o Rio poderia mesclar as jogadoras mais velhas com mais jovens, com mais vigor físico, para uma renovação de fato. Por exemplo, as centrais "reservas" são quase mais velhas que as titulares, não tem essa renovação.
edsantos disse…
INFELISMENTE NAO TEVE RENOVAÇAO, PORQUE FICARAM COM MEDO DE LEVAR UM TIME JOVEM PARA OS JOGOS E DAR VEXAME, APOSTARAM NA MESMA EQUIPE DE LONDRES E CORRE O RISCO DE VEXAME DO MESMO JEITO, POXA FORAM 2 OUROS SEGUIDOS , GANHAMOS , MUITO OBRIGADO ,MAS AGORA TINHA QUE RENOVAR .OS EUA MUDARAM 90% DA EQUIPE , A CHINA TAMBEM , A SERVIA IDEM E NOS FICAMOS COM AS VETERANAS. O ZE ROBERTO NAO VAI DEIXAR NENHUM LEGADO PARA O PROXIMO CICLO, A PROXIMA COMISSAO TECNICA EM 2017 VAI TER QUE COMEÇAR DO ZERO COM JOGADORAS NOVAS SEM EXPERIENCIA E DEPOIS VAI LEVAR PAU DE TODO MUNDO ,INCLUSIVE DA IMPRENSA
edsantos disse…
SHEILA FORA DE FORMA,TANDARA E THAISA ACIMA DO PESO, GABI E GARAY BAIXAS, FABIOLA VINDO DE GRAVIDEZ ? FALTOU RENOVAÇAO PARA TERMOS OPÇOES AGORA, SÃO ESSA JOGADORAS QUE VÃO RESOLVER ???,
SERA QUE NAO TINAHA OUTRAS ? OU É PANELA MESMO ? OU MESMO TEIMOSIA E BURRICE ?
raphael martins disse…
A seleção já está na faixa dos 30 e a questão fundamental relacionada à idade é evidentemente o vigor físico: será que ele já está definitivamente perdido numa decadência´irreversível da condição atlética de nossas jogadoras? Ou com treinamentos intensivos nesta reta final esta geração ainda pode recuperar a forma física? Já existem no voleibol brasileiro grandes talentos que possam fazer frente à capacidade técnica das bicampeãs? Ou apenas boas jogadoras com expectativa de crescimento, mas sem estar em condições de assumir hoje a titularidade da seleção?

Porque além das circunstâncias, é muito relevante ter dados concretos do que o jogador de alto rendimento é efetivamente capaz de fazer, e esse deve ser um dos grandes dilemas do Zé Roberto, tem em mãos um plantel que já demonstrou muito no passado, mas no presente está bem abaixo, e talvez não se possa saber exatamente do que ainda são capazes no futuro próximo que representa as olimpíadas. Elas vão recuperar o alto nível no Rio ou teremos que suportar o maior vexame histórico da seleção? Ninguém sabe realmente. Melhor seria apostar na juventude que vem apresentando certo valor técnico no presente, mas sem um respaldo do passado e sem qualquer parâmetro efetivo de como reagiriam nos momentos de pressão e decisão de uma olimpíada, talvez queimando etapas de preparação?

De fato, George, minha posição é bastante relativa e os fatores que a comissão técnica precisa avaliar também não são exatamente objetivos... Mas reforço o questionamento, aos que estão mais inteirados das seleções de base e superliga: temos uma Egonu ou Boscovic para substituir a Sheilla, ou que se mostre em pé de igualdade com a juventude americana, chinesa ou sérvia? Essa é a questão, e inevitavelmente comparativa. E a comparação não é apenass com o que as meninas do Brasil estão jogando agora, porque todo mundo sabe que têm a capacidade de muito mais, mas com as adversárias pois eu penso que as novatas só poderiam compensar os fatores que pesam a favor das veteranas da inexperiência internacional, falta dos grandes desafios psicológico-emocionais etc, se tecnicamente estiverem muito acima E capazes de rivalizar com as oponentes.
Yana Souza disse…
Rapahel,, custo-me acreditar que não existem novos talentos aqui no Brasil e que temos de nos contentar com jogadoras sem potencia de ataque, principalmente na saída de rede. Nem a Monique que fez uma liga muito boa teve a chance de mostrar serviço. Tanto que pediu dispensa... Temos algumas jogadoras bem altas em outras equipes que deveriam ser testadas.
Renato Santos disse…
Eu já estou me preparando psicologicamente para um grande vexame da SFV na nossa casa e olha que achava que o 7x1 foi a semi-final do mundial, mas estava enganado.

O grande problema do ZR é que ele não gosta de desenvolver jogadoras, pois ele quer que ela venha pronta. Como uma jogadora vai ganhar experiência e se desenvolver sem ter chance de jogar?

Se ele tivesse renovado mais teríamos uma seleção muito forte, pois iria para a olimpiada quem esta jogando melhor e não por causa passado. O treinador deixou muitas jogadoras intocáveis na seleção e com isso ficamos pra trás.

A seleção que esta treinando na Turquia, não é o que temos de melhor, isso é fato. A Claudinha e a Macris fizeram uma superliga melhor do que a Roberta e a Naiane e a Helo e a Paula Borgo estão jogando muito melhor que a Sheilla e a Tandara, mas não foram sequer lembradas por causa da panela.
Abraão disse…
Eu compartilho da opinião do Raphael, embora tenha algumas ressalvas em relação ao seu raciocínio. Em 2005, depois do desastre ocorrido em terras gregas, a seleção foi completamente renovada, de cabo à rabo. E naquela época ninguém poderia dizer que despontava ali uma geração espetacular, capaz de entregar os resultados que entregou. Somente se vislumbrava o potencial, mas experiência não havia nenhuma. NENHUMA! Todas elas na casa dos vinte e poucos, algumas inclusive acabavam de atingir a maioridade. Foi justamente essa coragem de Zé Roberto Guimarães em romper por completo com o passado que o premiou, nascia ali um pacto inquebrável com o objetivo de aniquilar de uma vez por todas o conceito que se tinha da seleção feminina, de jamais vencer em momentos decisivos. Missão cumprida. Então a glória de ser reconhecido como herói nacional. Mas o pódio tem esse efeito nocivo, é viciante, por isso o pavor de renovar, de buscar peças novas para substituir as que ja mostravam sinais de desgaste. Todo esse processo que finalmente culmina nesse desempenho degradante da seleção tem origem justamente nas glórias que essas meninas alcançaram. Nele a máxima de que em time que está ganhando não se mexe foi empregada até o limite da irresponsabilidade. No meu modo de entender essas mulheres não podem mais em hipótese alguma serem cobradas, elas ja entregaram tudo o que se esperava delas. Se elas ainda podem surpreender? Mas é claro que podem. Para os que duvidam espero do fundo do meu coração que tenhamos no fim da olimpíada, quando quem sabe sejamos tri campeões, uma jogadora suficientemente corajosa para repetir o gesto imortalizado pela Mari em Pequim e por Fabizinha em Londres. Afinal de contas tem sempre alguém que merece no fim de todas as coisas um sonoro CALE-SE! para aprender a demonstrar algum respeito por quem ja fez tanto pela nossa paixão!
Welmer Sales disse…
Uma opinião: se o Brasil tivesse sido campeão mundial em 2014 não haveria esse pessimismo todo em torno da seleção.

Gente, nada garante que Paula Borgo e Helô renderiam na seleção. É tranquilo para Paula Borgo render em Montreux, um torneio pequeno em que a seleção B tinha nenhuma responsabilidade. Agora cês acham mesmo que ela iria render tudo isso que vocês pensam sendo considerada a solução para a seleção? Galera, as coisas não são tão simples quanto pensam, e nós temos alguns exemplos, como a Mari em 2004, ela carregou a seleção nas costas na semifinal olímpica, mas na hora de decidir as coisas não saíram como esperado.

A solução para a seleção está no grupo convocado, o time tem muitas possibilidades de formações e um potencial bom de crescimento. Estamos em preparação, o foco é o Rio em agosto, não esperemos que a seleção seja uma máquina de jogar vôlei agora, mas é claro que vejo como vocês que a seleção tem que mostrar um padrão e uma maior consistência em quadra no GP.

Um P.S.: Não vejo nada que me chame atenção na Helô. É uma jogadora como muita potência no ataque, mas em quem vejo pouca técnica. Para mim é uma jogadora de clube e só. Espero estar enganado e que o Bernardo transforme a Helô numa boa oposta que possa ser uma alternativa para a seleção no próximo ciclo. No momento, para mim, Paula e Lorenne são apostas mais seguras.
George disse…
Welmer a questão é: a Paula merecia a chance de ser testada ao menos. Não acha-se que ela seja a grande solução, mas uma melhor alternativa ao que se tem apresentado na reserva, no caso a Tandara. Nas olimpiadas em Londres ela estava jogando muito bem de fato, mas agora está muito aquém do que deveria representar uma oposta da seleção.
Eu acho que o desempenho individual da Sheilla, em todos os fundamentos, seja essencial pra seleção. Ela saca, defende e bloqueia muito bem. Acho ela a oposta mais completa em ação, se tiver uma levantadora que entenda o tipo de bola atual que ela tem condição de atacar. Temos que usar isso a nosso favor.
Em termos gerais, acho que a seleção tem capacidade de apresentar algo muito melhor, por isso cobramos tanto. Todas as jogadoras que estão ali podem crescer e render muito mais do que temos visto.
Welmer Sales disse…
Eu entendo, mas também consigo entender o Zé, e olha que sou bem crítico de algumas decisões que ele toma.

O Zé fez testes em 2015, infelizmente a Paula não foi convocada porque a Rosamaria fez uma temporada 14/15 melhor. Rosa não rendeu o esperado, se Paula tivesse sido convocada em 2015 e rendido como rendeu em Montreux nesse ano com certeza ela estaria na lista de convocadas esse ano. O que acontece é que infelizmente a convocação dela para a seleção (B) veio um ano atrasada. E o Zé tem uma mentalidade conservadora, ele não iria fazer testes com uma jogadora crua em jogos de nível internacional, para o Zé 2016 não é ano de testes. Não consigo defender veementemente essa ideia de que a Paula merecia ser testada, pois, para mim, querendo ou não esse coro coloca um peso nas costas da jogadora desnecessário e acho que isso mais atrapalha que ajuda. É melhor nos contentarmos com esse grupo, que tenho certeza que está trabalhando muito para chegar forte nos jogos olímpicos e que acredito que a solução para os problemas do time está dentro dele, do que ficar batendo na tecla que jogadoras deveriam ser testadas.
Renato Santos disse…
Como saber se a Paula Borgo e a Helo não seriam solução para a seleção se elas não foram testadas?
Pode ser que sim ou não, mas a verdade é que estão jogando mais do que a Sheilla e a Tandara no momento.

Não adianta nada, a Sheilla sacar, defender e bloquear se a cada 20 bolas recebidas só vira 2. As pessoas ainda colocam a culpa na Dani pelo baixo rendimento da Sheilla no ataque, menos galera. A Dani não ta na melhor fase, mas a Sheilla tá sem potência de ataque e só consegue largar atualmente.

A Helo foi a melhor oposto da última superliga, é alta e pode crescer tecnicamente, pois potencial ela tem de sobra.
A Paula Borgo carregou a equipe nas costas no Montreaux, ela virava todo tipo de bola e não amarelou para nenhuma seleção, por isso ta mais do que na hora de ser testada.
Alias se as duas tivessem sido testadas no ano passado estariam brigando por uma vaga na seleção, pois estamos carente de opostas. A Lowe foi descoberta no ano passado pelo Kirally e é a oposto titular da seleção Americana, olha a diferença entre os dois técnicos.

Esse conservadorismo só prejudica a seleção, pois deixa a equipe menos competitiva e enfraquecida. O ideal é renovar, não deixar ninguém intocável e fazer com que as jogadoras briguem por vagas. Em um clube quando o atleta não corresponde é dispensado, por isso na seleção deveria ser da mesma forma.

A seleção masculina chegou na final em Londres, abriu 2x0, mas recebeu a virada da Russia e perdeu o ouro. Essa derrota aconteceu porque o Musersky foi para a saída de rede matando o Brasil taticamente e porque a seleção estava com vários jogadoras que tinham problemas físicos devido a idade, por esta razão, não conseguimos reagir no jogo.

A seleção feminina está seguindo o mesmo caminho e só não enxerga quem não quer.
L. Mesquita disse…
Sheilla e craque e pode decidir a qquer momento, mas Tandara? O q Tandara ja fez pela selecao q merecesse essa vaga cativa?
Luiz Felipe disse…
Que obsessão irracional com a Paula Borgo, como se ela fosse a salvação da lavoura... Ok, fato, nossa seleção está envelhecida, carece de renovação. Paula, com muito boa vontade, poderia até já ter sido testada no ano passado na principal. Mas, enfim, não foi e gostem ou não, não tem cabimento cogitá-la para esta Olimpíada agora. Quem sabe 2020?
Vicente Maia disse…
"Em casa que falta pão, todo mundo briga e ninguém tem razão.". Vejo a torcida em pavorosa, se digladiando e procurando culpados. Andava vendo muita gente crucificando a Roberta pela má fase da Tandara, que ela não levantava bolas boas pra ela. Jogar com a Dani Lins não ajudou muito. Aliás, a Dani Lins tem sido apontada também como a culpada pela má fase da Sheilla. Se não são as levantadoras as culpadas, então é o passe que é culpado pela má fase das opostas. Aparentemente falta o entendimento de qual é o papel da oposta. Essa é pra derrubar as bolas quando o passe está ruim, tem de ser a bola de segurança. Sem passe, a levantadora improvisa e a oposta que se vire. Oposta que não derruba bola tem de procurar outra função.
Não investimos em uma renovação, então não adianta chorar pelo leite derramado. Não vejo o José Roberto Guimarães chamando Helô ou Paula, embora vá levar uma levantadora que não vai ter jogado um único set. Rosamaria esta inscrita no Grand Prix, mas duvido que seja chamada. Temos que tentar tirar o melhor desse time que está aí mesmo e torcer.
edsantos disse…
a yana souza disse bem, temos varias jogadoras altas em outras equipes e poderiam ser trabalhadas, exemplo alem da paula borgo e helo, tem a paula camila do sao bernardo 1,88, natalia fernandes do sesi ponta com 1,93 cm,flavia do renata valinhos central com 1,97, raquel loff do bauru central com 1,93 cm, ate a fe tomé do araraquara ponta bem forte com 1,94 todas elas ja jogaram nas seleçoes de base
edsantos disse…
as jogadoras americans todas saem de universidades, sem experiencia internacional e arrebentam na seleçao americana, com kelly murphy e karsta lowe jogam a 2 anos na seleçao e ja sao uma das melhores do mundo, karsta lowe chegou ano passado e de cara ja foi mvp do garnprix, alguem explica ????
Renato Santos disse…
A Paula Borgo e a Helo não seriam as salvadoras da pátria, mas elas resolveriam um problema que esta assombrando o Brasil há 2 anos: Pouca efetividade no ataque pelas pontas. Já perceberam que como nossas opostas estão com baixo aproveitamento de ataque, as ponteiras e as centrais ficam muito mais marcadas pelo bloqueio adversário.
Se tivessemos opostas mais altas e efetivas na virada de bola abriria nosso pode de ataque para as pontas e meio de rede, dessa forma o bloqueio adversário chegaria quebrado quando o passe funcionasse. No caso do Brasil mesmo quando o passe sai, o bloqueio adversário já sabe para onde a bola será levantada e fica parado esperando.
Não é culpa da Dani, porque ela não tem muita opção já que nossas opostas estão com muita dificuldade de atacar, daí só resta pra ela levantar para as ponteiras ou centrais.
O nosso calcanhar de aquiles atualmente é na saída de rede e não as ponteiras.
Vicente Maia disse…
edsantos,
a resposta para sua pergunta, por que a seleção americana consegue formar tantos talentos é simples. Em especial para as mulheres, a forma mais fácil de entrar em uma universidade é jogando voleibol. Eu inclusive tenho um colega de trabalho que a filha estuda com bolsa em uma universidade americana porque joga vôlei e defende a universidade. Então, com essa estratégia, eles têm uma grande oferta de atletas. Pra se ter uma ideia, os Estados Unidos testaram mais de 700 jogadoras para essas Olimpíadas, em meio a tanta oferta de jogadoras, alguns talentos sempre aparecem.
No Brasil, jogar vôlei é uma coisa para quem ama. Algumas poucas jogadoras conseguem fazer sucesso e ganhar muito dinheiro por temporada, mas a maioria esmagadora delas ganha um salário miserável.
Penso que tem que ter renovação, só que não vejo ninguém despontando tanto no time B , q possa sair pegando a vaga das q foram convocadas, a Paula é ótima jogadora, mas vejo q ainda teml q evoluir antes de chegar na seleção principal, tem q ser no momento certo, pra não queimar a jogadora. E eu acho q se ela fosse isso tudo tenho certeza q o zé já tinha chamado ela prã principal. Já q ele chamou até mesmo a Monique , q eu acho ela fraca pra seleção. Agora a questão dos levantamentos da Dani pra Sheila, realmente oposta tem q se virar, mas tem hora q a Dani apela. Por mais q eu penso em renovação, não sei se a Paula colocaria a Sheila no banco nas olimpíadas, digo isso hj, penso q futuramente quem vai assumir essa vaga é a Paula. Mas me preocupo com essa renovação, vamos capengar alguns anos, não vejo nenhuma jogadora no nível de uma Jack, Sheila, e falando das q não estão mais na seleção, como a Paula Pequeno, Mari. Jogamos 2008 sem tem uma recepção descente mais o q elas resolviam no ataque, era fora do comum. Enfim, temos q ter paciência no rio, essa seleção merece nosso respeito, temos q parar de achar q só o ouro q vale,só pq é uma seleção Bi campeã . Vejo q estamos levando o q temos de melhor, só está faltando é acerta principalmente a recepção, q pelo jeito não é um problema só nosso , Estados Unidos, China, estão sofrendo tb. Confio no zé, penso q podemos fazer um bom resultado.
raphael martins disse…
As meninas da nova geração tiveram uma oportunidade de ouro ano passado, enfrentar a seleção americana completa no Grand Prix que jogava em casa. O que se viu foi um time assustado e neutralizado em quadra. Eis as imagens.

https://www.youtube.com/watch?v=E_k2eK0tRBE

No mais, dizer que Paula Borgo está em melhor fase baseado num torneio como Mountreux em que quase todas as seleções vão com time B é forçar a barra galera. Superliga também não se compara com o nível olímpico e portanto não serve realmente como parãmetro de comparação.

Repito, Jogos Panamericanos de Toronto e Grand Prix 2015 foram a prova de fogo das "renovadoras". Em ambos fracassaram...
Renato Santos disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
Renato Santos disse…
Raphael não teve renovação de jogadoras que disputaram o GP e o Pan, pois as jogadoras já eram veteranas.
O time do GP teve a Natalia, Gabi, Monique, Jucy e Carol na equipe titular. Aonde essa equipe é renovada? Elas vinham sido convocadas desde 2013 e eram as reservas.
O time do Pan teve a Jack, Brait e Garay como titulares e ao invés de chamar novas jogadoras o ZR convoca a Joycinha e a Ana Tieme para o torneio. Aonde teve renovação?
O Montreax não é uma grande competição, mas como a Paula carregou o time nas costas sozinha e as opostas do Brasil estão ineficientes no ataque, o ZR não faz isso porque tem medo de alguém que ela gosta perder a vaga.
Johnny disse…
A Superliga Feminina tem na temporada no mínimo 12 equipes. Será que em 12 equipes não tem nenhuma jogadora oposta que poderia, hoje em dia, estar jogando mais do que Tandara? Tirando a superliga, aquelas que estão no exterior, será que não tem ninguém?? Só por uma hipótese, Deus livre e guarde kkkk, caso Sheilla tivesse morrido, o Brasil iria para a Olimpíada sem oposta???
Caso Fabíola não tivesse ganhado o bebê, levaria ela grávida para a Olimpíada? ela iria jogar grávida mesmo??? Será que não tem nenhuma outra, fora Roberta e Dani Lins, para disputar a posição? Lógico que tem gente!
É lógico que nenhum treinador vai abrir mão das suas jogadoras principais, das campeãs olímpicas, vice campeãs mundiais. Ninguém falou para cortar Sheilla, Fabiana, Jaqueline e cia limitada da seleção, mas é óbvio que o time precisa de reservas e de renovação, até mesmo para as jogadoras se sentirem pressionadas, sabendo que podem deixar de serem titulares, serem cortadas e dar lugar a outra... Isso é a tendência natural pq ninguém é eterno...
O Brasil hoje está numa situação que não tem titulares efetivas e muitos menos reservas efetivas, tudo por falta de opção de jogadoras... não tem opções pq o próprio técnico e comissão técnica deixaram chegar nesse ponto...
O sonho de todos é ver o Brasil tri campeão, mas depois de ver a primeira e segunda fase desse Grand Prix, fica claro que não estamos preparados para isso...
raphael martins disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
raphael martins disse…
Olha Renato, isso depende do conceito de renovação, para mim não se trata necessariamente de jogadoras com 19 ou 20 anos, mas de trazer peças que inovem o padrão de representantes diretas da seleção brasileira, Gabi, Monique, Joycinha e Ana Tieme no time titular por exemplo, significariam alterações relevantes quanto às que participaram de uma forma realmente efetiva na conquista do bicampeonato olímpico e vice-campeonatos mundiais e, nesse sentido, com uma nova feição teríamos em quadra um time renovado, ainda que não jovem. E nesse ano passado de 2015 outras jogadoras com menos representatividade ainda como Rosamaria, Mari Paraíba, Macris e Ivna tiveram sua grande oportunidade.

Na seleção masculina, por exemplo, a aposentadoria do Giba foi um fato extremamente relevante e ainda que o Evandro já esteja em seus 34 anos, vindo a representar o Brasil não se pode dizer que seja uma continuidade da geração mega vitoriosa do Brasil 2002 - 2012, pois o momento dele é agora, no presente é que realmente constrói sua história na seleção e contribui para o processo renovatório portanto, ainda que biologicamente já esteja visando a aposentadoria.

Renovação se trata menos de idade e se foi vez ou outra chamado em 2013 ou antes etc e mais um concreto "passar o bastão', entregar realmente a posição, algo bastante ritualístico e simbólico mesmo.
Vicente Maia disse…
BOMBA!
A FIBV publicou a relação das 20 jogadoras brasileiras das quais serão escolhidas as 12 que irão para as Olimpíadas. Até aí tudo bem. Mas a surpresa de alguns nomes é chocante.
Carol está de volta.
Paula Borgo foi relacionada depois do clamor das redes sociais.
Mas a maior novidade é a o nome da Fabizinha aparecer. Isso significa que as atuais líberos não estão convencendo.
Eu conversei com a Fabizinha no começo do Grand Prix e ela foi categórica. Que o tempo dela já tinha passado e que tinha de abrir espaço para as mais novas. Mas o seu nome não estaria nessa lista sem a AUTORIZAÇÃO dela! A CBV não perderia o lugar de uma jogadora indicando alguém que não pudesse ir. Então, essas indicações são quentes e qualquer dessas jogadoras poderão estar nas Olimpíadas. Eu aposto que Fabi e Paula são nomes muito fortes para estar lá.

Link
http://rio2016.fivb.com/en/volleyball/women/teams/bra-brazil/players
Unknown disse…
Eu confio que a SFV estará bem melhor nos jogos. O momento atual é de preparação, e não valeria supervalorizar os resultados atuais.
A CT e as jogadoras que estarão no Rio têm condições de mostrar bem mais do que vemos agora.
Talvez não dê ouro, precisamos encarar essa realidade. Há outras equipes com potencial maior.
O lado positivo: A se confirmar isso, por força do destino vamos entrar em um ciclo de renovação mais radical.
O lado negativo: Uma SFV competitiva poderá levar dois ciclos para chegar lá perto daquelas que no momemto começam a colher frutos de terem planejado e executado melhores estrategias.
Continuo torcendo de qualquer forma. Os ciclos de competitividade mudam, é natural.