GP - Brasil 3x0 Sérvia



Após o terceiro e último confronto desta etapa do Grand Prix, percebe-se que o Brasil começa a ganhar cara. Foi a melhor atuação brasileira na temporada:  time ligado, defendendo muito e veloz na armação de seus contra-ataques.

O Brasil, como prometido pelo Zé Roberto, se preparou para enfrentar a Brakocevic – única jogada conhecida pela levantadora sérvia, pelo jeito. E fez isso muitíssimo bem. O volume de jogo brasileiro tem sido fundamental num momento em que nosso ataque não consegue ser tão efetivo na primeira bola.

Porém, como se tem visto, quase todas as equipes estão jogando defensivamente muito bem, inclusive aquelas que, normalmente, não têm esta tradição. Por isso, o diferencial brasileiro terá que se apresentar na qualidade da armação de seus contra-ataques. E isso o Brasil fez muito bem contra a Sérvia. A Dani Lins teve condições de, nestas situações, ter à disposição diversas jogadas, inclusive com as centrais. 


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Natália, desta vez, segurou muito bem a responsabilidade de passar e atacar. Fora uma e outra espirrada na recepção, ela garantiu segurança à linha de passe. Neste fundamento quem sofreu mais foi a Garay, muito bem substituída pela Gabi.

Alguns aspectos melhoraram com a entrada da Gabi, além da recepção. O ataque veloz da jogadora do Rexona quebrou o bloqueio sérvio. Gabi também foi mais inteligente, buscando explorar o bloqueio quando ele chegava montado. 


Outro ponto que melhorou foi o bloqueio. Não que a altura da Gabi em comparação com a Garay faça diferença. A questão é que as sérvias estavam aproveitando a presença da Garay na rede, principalmente no cruzamento com a Brakocevic, para atacar por cima dela. A Gabi, além de melhor posicionada, fez logo que entrou um ponto de bloqueio na oposto da Sérvia, o que segurou o fluxo das jogadas por ali. 

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Os constantes erros de saque da Fabiana e da Thaisa foram os pontos negativos da partida. Por o Brasil ainda ficar muito exposto quando precisa atacar, muitas vezes perdendo vantagens importantes que constrói, não se pode deixar a oportunidade da posse de bola ir tão fácil para o adversário. 

Se o saque da Thaisa entrasse, por exemplo, o resultado da partida seria até mais fácil devido a fragilidade da linha de passe Sérvia - que, em determinados momentos, aliás, faz coisas de amadores. 
 
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Definitivamente aquela imagem dos amistosos contra a República Dominicana ficou para trás. O Brasil é outro. A líbero Leia foi um exemplo disso. Depois de uma partida terrível em Curitiba, hoje ela foi impecável na defesa.

Para as próximas rodadas, espero poder ver um maior repertório de jogadas por parte do time brasileiro. Hoje a china funcionou melhor, mas ainda é muito pouco utilizada. A bola de fundo meio também pode ser mais vezes acionadas e outras variações mais complexas devem aparecer.

Na próxima etapa, o Brasil enfrenta novamente a Sérvia. Elas sim, com o time completo, provavelmente terão um repertório mais variado, o que exigirá trabalho redobrado por parte da defesa brasileira. Depois, a seleção pega a Bélgica e a China.


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Mais GP

- Itália venceu o Japão por 3x2 no jogo que finalizou a etapa do Rio de Janeiro. Muitos problemas de recepção de ambas as equipes. Mas a Itália teve poder de definição com a Egonu enquanto o Japão ou parava no bloqueio de 2m da Diouf (a pergunta é: por que encará-lo quando a central italiana chegava sempre atrasada?) ou nas defesas da DeGennaro. O time jovem da Itália tem muito mais personalidade do que aquele que com as veteranas que se viu no Mundial.

- No principal duelo da rodada, a China venceu 
por 3x1 os EUA, que jogou com a Lloyd como levantadora. Já a Rússia se beneficiou dos impressionantes 35 pontos em erros da Turquia para batê-la no tie. E a Holanda venceu a Bélgica por 3x1.

- Nas oito vezes que entrou na inversão 5x1, Tandara não fez sequer um ponto de ataque. Fico me perguntando se não é precipitado cobrar qualquer coisa dela ou se a cobrança é justa. Pergunto-me também se não é um problema de entrosamento com a Roberta. Agora pergunto a vocês: o que vocês acham?
 

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Corte

- Carol é o primeiro corte oficial da seleção. Duas lesões, uma nas costas e outra no tornozelo, impediram que ela tivesse tempo hábil para brigar pela vaga no grupo da Olimpíada. Uma pena. Minha torcida era para ela. Ainda devemos ver a Adenízia em ação no GP como titular, mas acredito que a terceira vaga será dela. Isso, é claro, se o Zé não fugir da escolha natural de 3 meios-de-rede. 


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Pê esse:

- CBV está de parabéns pela homenagem que fez às jogadoras que representaram o Brasil em Olimpíadas. Achei a homenagem em quadra um tanto confusa, mas a atitude de reconhecer e agradecer pelo o que elas fizeram, por si só, foi muito bacana. Não se estaria aqui discutindo a possibilidade de um tri olímpico se aquele grupo de 1980, em condições precárias, não conquistasse pela primeira vez a vaga do vôlei feminino brasileiro nos Jogos. E assim vai. Somos feitos também do nosso passado. E para quem é fã do vôlei, ver tantos nomes que passaram pela história do esporte foi muito emocionante. 

Comentários

Rafael Grapper disse…
Primeiras impressões após o término da primeira rodada:
- Rússia sem Kosheleva é time de segunda linha, principalmente se a Goncharova estiver num dia ruim como foi hoje;
- CHN X USA: partidaço. Chinesas botando pressão na recepção americana, única forma de bater esse time no meu ponto de vista. E para as chinesas, também é o calcanhar de aquiles, como sofrem no passe. Outro ponto destoante do time chines é a levantadora, nas verdade as duas são muito fracas, sorte que o time chinês tem um poderio de ataque muito grande, para mim o melhor de todas as seleções que vão disputar as Olimpíadas.
- USA: mais uma vez foi mostrado de que forma se pode vence-las, quebrando o passe. A levantadora Loyd praticamente não erra, mas ainda prefiro a velocidade de Glass, com ela em quadra o time americano fica mais confiante e olha que ela costuma cometer muitos erros de 2 toques.
- Brasil: entrosamento entre Dani e Natália melhorou nesse último jogo e gostei na Nati no passe, mais segura. O time de forma geral defendeu muito bem, destaque para a Dani, Leia e Natalia. Tandara corre o risco de ficar de fora e o Zé levar a Adenisia como opção de 5x1. A primeira está visivelmente fora de peso e sem motivação, já a ex central do Osasco, joga sempre na vontade e disposição. Acorda Tandara!!!!
A próxima etapa será de extrema importância para saber como o time está se comportando já que terá 2 times com reais chances de medalha: Sérvia e a China (pra mim hoje é a favorita).
E será que a Jaque vai jogar? não sei até quando o ZR vai esperar por ela...
Vicente Maia disse…
Laura,
assisti aos dois jogos hoje e ainda estou no aeroporto voltando pra casa.
O jogo Japão x Itália foi meio sonolento, muitos erros, em especial do Japão, onde sua defesa não conseguiu vencer o ataque italiano. Essa nova geração italiana é realmente de encher os olhos.
Principalmente Chirichella, Sylla e Egonu. Como escrevi antes, essa ultima é assustadora. Sobe impressionantemente alto e ataca com uma força impressionante.
A Tandara, infelizmente, está muito fora de forma e notadamente acima do peso. Acredito que o JRG já perdeu a paciência com ela. Hoje preferiu improvisar com Adenízia como ponteira.
Gabi entrou muito bem, pra mim foi o nome do jogo, trouxe estabilidade ao passe e foi bem no ataque.
O corte da Carol, é o JRG tentando explicar o inexplicável. Está esperando uma ponteira que há um ano não jogo uma partida bem e tem problemas de saúde, espera uma oposta entrar em forma e isso nunca vem e, pra completar, espera uma lactante que nunca fez parte desse grupo voltar magicamente para salvar tudo. Tá certo.
Hj foi a melhor apresentação da seleção, mas creio que na próxima etapa que vamos poder tirar mais algumas conclusões, pq já pega a Sérvia completa e a China , aí sim , vamos ver quem realmente vai render. Gabi , nath , leia e Dani jogaram muito Hj, a Nath tá começando a melhor no ataque. A tandara não dá, sério não é possível que o Zé vai levar ela. Tá totalmente fora de forma, de ritmo e até mesmo sem vontade, que preguiça de ver ela jogar. Pensaria seriamente em levar as 4 centrais, e usaria a AD como oposta, ou levaria a Mari, e colocaria a Nat como oposta, o único problema é que ela não é tão boa no ataque, mas tem ótima recepção. Faz qualquer coisa, mais Tandara não, pelo amor de Deus. Muito triste o corte da Carol, ela era minha aposta, ela bloqueia bem e saca super bem, mesmo não sendo tão alta, ela tem ótimo tempo de bola, uma pena. Mas como foi citado a cima, o Zé espera a Jack, a Fabiola que pelo jeito não vai jogar nenhuma etapa, espera a Tandara entrar em forma, é não pode esperar a MVP de bloqueio e saque da última super liga recuperar? ??agora esperar semana q vem.
Paulo Roberto disse…
Pitacos...
Sobre o jogo de hoje: realmente foi a melhor apresentação da seleção até aqui, mas convenhamos que a Sérvia não exigiu quase nada da seleção hoje (ou eu estou sendo muito exigente?). Natália segurou bem o passe, mas sinceramente não me lembro de nenhum momento de pressão do saque sérvio. Leia entrou muito bem e Dani realmente fez uma partida mais regular com menos erros de precisão e melhores escolhas de ataque e contra-ataque. Uma pena que primeira bola ainda não cai.

Sobre a preparação em si: Zé Roberto e suas peripécias inexplicáveis. Sobre a Jaque acredito que pesa o que ela já mostrou quando está em boas condições físicas. E foi até o Pan de 2015, nossa principal jogadora. Lembremos que ela jogou o Pan no sacrifício com uma lesão na coluna, salvo engano, e na temporada de clubes me pareceu que foi um pouco descuidada nessa questão. A Fabíola, ao contrário do que disse o Vicente, fez parte do grupo sim escolheu o ano passado ficar fora por motivos até hoje que eu não entendo, mas até antes da gravidez era nossa melhor levantadora e a única que poderia substituir a Dani num momento de necessidade. Neste caso em particular acho que pesa sobre o Zé o corte de Londres e a inexperiência da Roberta em torneios de grande importância. Sobre a Tandara realmente acho que ela deveria estar rendendo mais. Tá um pouco acima do peso e lenta. Não acho que o pouco entrosamento com a Roberta possa explicar o baixo rendimento dela, afinal não me lembro de bolas mal levantadas pra ela.

Sobre o corte da Carol: realmente lamentável. Gosto muito da Carol e espero que ela seja um nome forte pro próximo ciclo, se a Fabizona não estiver mais no grupo.

Sobre as centrais: embora o Tande (como é difícil ver vôlei na Globo) diga que a Jucy esteja brigando pra ser titular, é óbvio que a briga dela é com a Adenízia pela reserva. Mas aquela substituição hoje, com a Adenízia entrando na inversão, me pareceu um sinal de duas coisas: primeiro a Ade está na frente nessa briga e segundo, essa explica a primeira, foi um sinal claro pra Tandara que o Zé pode encasquetar e levar 4 centrais, deixando a Natália como opção de ponteira/oposto, ainda mais se a Jaque voltar bem.

Sobre os EUA: há muito tenho dito que é um time supervalorizado. Jogam muito bem coletivamente, mas quando tudo está bem. Se estiverem sob pressão não tem recursos para saírem de situações difíceis. Embora a mídia não se canse de exaltar a Glass, não vejo nada demais nessa levantadora, acho a Dani muito melhor e estrela por estrela, acho que temos mais. Agora uma coisa eu dou a mão à palmatória: a preparação delas parece ser bem melhor que a nossa.
Laura disse…
Vicente e Kenia, confesso que pensei nesta falta de coerência nos critérios na espera por uma e outra jogadora. Mas acho que neste caso temos que entender que o Zé tem opções equivalentes para a posição. O que não é o caso da Jaque e da Fabíola - levando em conta, no caso da levantadora, a experiência. É pouco provável que tenhamos que usar a central reserva. Minha torcida era pela Carol pq acredito que ela tenha chances de ser protagonista no próximo ciclo caso Fabizona saia da seleção. Seria um investimento para os Jogos de 2020. O Zé Roberto, no entanto, não deve olhar desta mesma forma, senão teria esperado por ela.

Paulo, é verdade, a Sérvia exigiu pouco. Só que a parte que coube ao Brasil, ele fez bem. Vi evolução. Vamos ver como a seleção responde à medida que a dificuldade for aumentando.

E tb acho que aquela substituição foi um toque para a Tandara. E espero que funcione pq, convenhamos, a espera pela Tandara supera a de todas: são anos de espera. Será que a Monique tinha mais chances do que todos nós, inclusive ela, imaginávamos?
Paulo Roberto disse…
Realmente Laura, tomara que a Tandara sinta o toque, mas não acho que a Monique tinha maiores chances não.
Sobre o ciclo 2020, embora reconheço o Zé como um mestre e talvez o melhor no qu faz, acho que seria importante termos um novo comando na seleção. Novos métodos, nova filosofia e quem sabe até uma maior integração entre as categorias de base e a seleção adulta pra termos uma maior variedade de peças pro ciclo.
Vicente Maia disse…
Laura,
Eu acho que o JRG é o técnico, a mente por trás de tudo e espero dele apenas o melhor para a seleção.
Minha discórdia em relação ao pensamento dele é o excesso de conservadorismo. O time não se renova!
Enquanto a Itália renova Piccinini, a Rússia troca Gamova e Sokolova, os EUA esnobam Hooker, a renovação do time brasileiro é praticamente zero porque se Fabizinha quisesse estaria aí. Em 2020 essas mesmas jogadoras estarão de muleta, mas titulares e boa parte das reservas também.
Cleber disse…
Gente, Concordo que Tandara tá na berlinda. Mas acho que Zé é incoerente mesmo nos cortes. Até hoje fico besta com o corte de Fabíola em Londres. Nunca gostei de Fernandinha. Também acho o time dos EUA supervalorizado e não gosto da levantadora. Acho ela sem classe no toque de bola. Fiquei impressionado com o time chinês hoje. Que velocidade! No mais, acho que Gabi hoje mostrou que pode incomodar as titulares! Muito bem no passe e no ataque. E concordo que a seleção não se renova com Zé e gostaria muito de ver renovação no comando técnico, assim como na seleção masculina também! Os dois já deram o que tinha que dar.
L. Mesquita disse…
Seria a maior injustiça do mundo a Tandara disputar essa Olimpíada e a Juciely ficar de fora! O Zé deveria levar a Juciely e a Adenízia improvisada na inversão do 5x1 ou,então, Mari-PB de ponteira e Natália na inversão do 5x1. Enfim, qualquer dessas alternativas é melhor que levar Tandara.
Algumas pessoas tem que parar de babar ovo dos EUA, eles estão muito longe do que algumas pessoas pintam, que o diga a China!
Gabriel disse…
Incrível como Natália e Gabi jogam bem juntas, o jogo flui, o time ganha um ritmo diferente, o estilo de jogar delas se completam, força e velocidade.
Triste o corte da Carol, mas acredito que não tenha sido tão inesperado, ela está contundida e ainda não tem tanto prestígio na seleção para que esperassem por sua recuperação... Mas já temos que agradecer pelo fato de não terem levado ela para as outras fases do Grand Prix no exterior e a cortarem no saguão do aeroporto na volta, ufa.
Bela homenagem que fizeram as jogadoras que fizeram do nosso vôlei o que é hoje, emoção pura ver todos aqueles mitos reunidos, e olha que ainda faltaram várias. Mas, não posso deixar de registrar meu incômodo ao ver os grupos separados em cada ano e, ao mostrarem o de 2012, me deparar com a figura da Fernandinha. Que lástima, é meio difícil de acreditar que essa moça foi campeã olímpica, nem preciso lembrar que ela na verdade quase arruinou tudo, Pq até nas inversões era uma catástrofe, Dani salvou o Brasil em 2012.
Luis Carlos disse…
Um Brasil vai se encaixando aod poucos, talvez essa dupla Natália e Garay sejam as melhores atualmente mesmo, mas Gabi tá correndo por fora e o Zé precisa dar mais oportunidade pra ela. Também acho incrível como Gabi e Natália se completa. Outro ponto positivo foi a Leia, provavelmte quem irá será a Brait, mas é bom tem alguém na cola dela pra pressionar.
Laura disse…
Vicente, concordo. E qd temos um ano para experimentar, ele ressuscita Joycinha e Ana Tiemi.

É, Gabriel, pelo menos não deram falsas esperanças a Carol. E sobre a homenagem, nestas horas a gente vê qto tem de gente de sorte. Tem vários casos de jogadoras que "filaram" uma medalha sem ter qq utilidade no time enquanto outras mto representativas pro vôlei não conseguiram. Kelly em 1996, Kátia em 2000, Valeskinha em 2008 (apesar de q em 2004 ela era titular), Fernandinha em 2012 são alguns exemplos.



George disse…
Acho que o Zé deve começar a testar Ade na saída e fazer Tandara sair da zona de conforto, ela sempre pareceu uma jogadora meio acomodada, posso estar enganado.
Quanto a Gabi, acho que ela pode ser uma opção, já que a Mari não consegue render no ataque e elas quase se equivalem no fundo de quadra.
Sobre o corte da Carol, ela lutava por uma vaga com jogadoras que se equivaliam, como bem disse a Laura. Ela poderia agregar, mas no fundo sabemos que as chances dela ir para a seleção eram menores que as da Jucy e da Ade.
E, por fim, o time dos Eua chegou nas olimpiadas de 2012 com um grand prix irretocável, passou a limpo todo torneio, chegou merecidamente na posição de favoritíssimo. Ontem ao assistir o jogo contra a China, não vi nem de longe aquele time que impunha um ritmo de jogo incrível. Era um time bom, mas nada de excepcional. A China está um passo a frente, mas tem algumas falhas que podem ser exploradas também. Creio que depois dessa semana, só a Russia deixou a desejar.
Welmer Sales disse…
Nesse jogo contra Sérvia o Brasil pouco foi desafiado. O time foi superior do início ao fim da partida, sem ter dado brechas para que a Sérvia complicasse o jogo. Natália foi melhor que nos outros dois jogos, mas ainda não foi aquela Natália que vimos durante a Superliga. Para início de preparação esses jogos dessa semana de GP valeram a pena, os jogos na China nesse final de semana devem ser mais desafiadores e e deverão exigir mais da seleção, quero ver como a linha de recepção irá se comportar, principalmente contra a China.

Nesse final de semana o que mais valeu a pena foi ver as chinesas derrotando as americanas, jogo que mostrou que a seleção americana é tão frágil na recepção como qualquer outra seleção, o ataque pelas extremidades da seleção americana também não foi bem sucedido. Tá bom que foi só um jogo, mas deu para ver que esse time dos EUA não é isso que os "especialistas" insistem tanto em dizer.
Genildo Peres disse…
Eu ainda acho que Paula Borgo ou Helô deveriam ser chamadas. Que grupo fechado é esse? Tandara muito acomodada!!!
Penso em uma renovação, mas ao mesmo tempo fico pensando, o time do Brasil, que seria as novas revelações , levou um sacode , que a muito tempo não acontecia. Tem sim ótimas jogadoras, como a Paula Borgo, mas não vejo mas nenhuma supresa nas outras. Tipo, quando se via alguma revelação já era jogadores praticamente prontas, que se destacavam nas competições. Como por ex a Gabi, a Nath, já foram se destacando e assumindo a responsabilidade.vai ser um trabalho árduo essa renovação. Confio NO Zé, não foi por acaso que ele é tri campeão olímpico, mas tem umas coisas que é difícil, como o corte da fabiola. Agora fica com essa dívida moral com ela, atrapalha , pois tá vendo a Roberta fazendo sua parte, é muito difícil. A China me preocupa mais do q o USA,por isso acho vantagem a Maria PB na hora que o bicho pegar no passe, ela é uma ótima opção.
Renato Santos disse…
Primeira coisa, quem diz que os Estados Unidos tem o melhor time do mundo é o próprio ZR e não a mídia, então se ele fala isso quem são as pessoas para discordarem.

O time Americano tem o melhor conjunto do mundo SIM e nenhuma outra seleção tem o plantel que elas tem em todas as posições. O técnico muda o time todo e ainda continuam jogando com a mesma qualidade.

Em segundo lugar, o time Chinês esta treinando desde o inicio de Fevereiro, ou seja há 4 meses, já o time Americano esta treinando a apenas 1 mês. Obviamente esse tempo de treinamento que o time Chinês tem a mais faz muita diferença. Se o time Americano tivesse treinando desde fevereiro tbm o resultado seria outro pois o time delas é melhor.

Elas perderam o jogo ontem, mas ambas as equipes estavam com um time mesclado. O time Americano é o melhor time do mundo sim , mas nem sempre a melhor seleção vence. O Brasil mesmo já cansou de perder mundiais para a Russia mesmo tendo a melhor seleção.
Renato Santos disse…
A Tandara esta fora de forma, não entrou bem nas inversões, mas ainda é cedo para afirmar que ela pode ser cortada. A Tandara quando esta bem fisicamente tem o melhor ataque da seleção Brasileira.
A Ade bate umas bolinhas como oposta, mas na saída de rede ela é lenta facilitando o bloqueio adversário. Acho que ela saiu na frente da Jucy por ser mais alta e poder ajudar rapidamente em outra função.
A Tandara vai se recuperar, as criticas são necessárias para tira-la da zona de conforto, mas ela é versátil e pode atuar tanto como ponteira e oposto.
Por fim levar 4 centrais é um desperdício, pois o problema do Brasil não é o meio de rede e sim o ataque pelas extremidades que esta pouco eficiente. A Tandara precisar ser recuperada, porque precisaremos muito dela na olimpiada.
joseane Machado disse…
Acho que a seleção jogou bem, mas nada extraordinário. Vejo a Natalia bem no passe e ataque, porem quero vê ela contra uma seleção que sacar bem, exemplo da Turquia,Servia(completa) e China. Ema relação a Tandara, acho que ela não está conseguindo saltar bem, prejudicando seus ataques.
Sobre o corte da Carol achei normal, na medida que ela não estava nem treinando devido as lesões.Tenho visto muitas pessoas contestando a espera do ZR pela Jaqueline. Penso que a recuperação da Jaque seria nossa maior vitoria na preparação pre-olimpica, pq não existe na seleção brasileira uma jogadora que desenvolva a mesma função da Jaque. Se ela estiver bem fisicamente é titular ABSOLUTA.
Na minha concepção o fundamento passe vai decidir quem será campeão olímpico e nossa seleção não consegue jogar sem o passe, portanto a Jaque é essencial para o TRI. Essa semana será essencial para sua recuperação. Concordo Laura?
Yana Souza disse…
Cuba ganhou todas olimpiadas e mundiais da decada de 90... viu como estou certa... o eua é um otimo time, mas nao é imbativel amigo...Duvido que a selecao B do eua ganhe de russia china brasil ou serbia completas..menos
.ne.. o Ze só quer tirar a respinsabilidade das meninas do brasil... mas que venca a melhor...
Laura disse…
Joseane, concordo q se deve esperar mesmo pela recuperação da Jaque. Não se pode pegar a última temporada dela no Sesi como comparação para o merecimento ou não de estar presente entre as convocadas. Como vc falou, ela é única. Não sei se o passe vai decidir quem será campeão olímpico, mas certamente na seleção é fundamental. Precisamos ter nossas centrais sempre à disposição já que não temos uma jogadora tão decisiva no ataque ou carregadora de piano.
A questão da Tandara é bem simples: nota-se um desconforto dela na posição de oposta. Há muitos anos ela vem jogando como ponteira nos clubes, pois tem um maior aproveitamento na virada de bola quando ataca pela entrada de rede. Só na seleção brasileira que ela joga atacando na saída. Pode parecer bobagem, mas faz toda diferença.
L. Mesquita disse…
Oposta ja nao passa,entao tem obrigacao de atacar bem de qquer ponto da quadra,alem de ajudar na defesa,no saque e no bloqueio. Se o problema e desconforto no ataque, que se de a vaga p/outra. Sheilla esta sem reserva a altura!
Joao Ismar disse…
Uma frase que define a Tandara hoje: "se não tem tu, vai tu mesmo". Nunca achei ela espetacular, ate na superliga ela só fazia tantos pontos porque recebia muitas bolas, ja vi jogos que ela recebeu quase 60 bolas pra fazer 20 pontos. Acho ela preguiçosa, talvez com um pouco mais de boa vontade se tornaria a jogadora que todos estão aguardando há alguns anos. Natália é necessária na ponta porque Garay já não é mais a mesma de 2012 e alguém tem que rodar os pepinos por ali, então colocá-la no banco da Sheilla seria mais prejudicial do que vantajoso para o time. No Brasil não há outra oposta que possa ser reserva na seleção. Por mais que as pessoas não gostem ee admitir, a geraçao que se despede neste ciclo fecha um grupo de jogadoras espetaculares, não veremos substitutas a altura nem tão cedo e a seleção terá que se adptar. As atuais titulares ja eram realidade quando tinham a idade das nossas promessas que estão surgindo. E sinceramente, vendo a renovação de China e Estados Unidos e até de alguns outros países, teremos que nos desacostumar ao pódio.
No mais, esta semana teremos uma melhor visão de como está a seleçao com adversários que exigirão maior esforço do time e principalmente da linha de passe.
Paulo Roberto disse…
Tenho dito isso desde o final de Londres 2012, João Ismar. Este ciclo já foi bastante complicado porque vemos nossas ponteiras perderem o poder de definição e não temos uma luz no fim do túnel a não ser contar com o passe bom e usar o poder de ataque das centrais. O ciclo 2020 vai ser um sufoco. Por isso defendo que haja uma troca no comando da seleção. Zé Roberto com disse anteriormente é excelente no que faz, uma referência sem dúvidas, mas não é o tipo de técnico que desenvolve jogadores, e será isso que deve ser feito pro próximo ciclo, justamente pelo que o João Ismar lembrou: nossas titulares hoje quando tinham a idade das nossas promessas já eram realidade, não somente promessas. Qual jogadora jovem que se destaca hoje não pode ser considerada promessa ainda?
Luis Carlos disse…
Nossas novatas precisam de espaço, mas não vejo o cenário tão ruim assim.
Levantadora: Naiane, Juma, Roberta.
Centrais: posição realmente complicada, só vejo a Milka qhe pode substituir as Torres.
Ponteiras: Gabi (Rio), Drussyla (precisa sair do banco do Rio), Rosa Maria, Natália ainda vai continuar.
Opostas: Paula Borgo, Lorenne, Help
Líbero: Lais, tem uma do pinheiros que não lembro o Nome agora.

Mas elas precisam de rodagem e o Zé não faz isso.
Joao Ismar disse…
Paulo, perfeito. Mas ainda acho que o problema vai além do que a comissão técnica possa resolver. Falta material humano.
Conforme o Luis citou, esse é o futuro da seleção, é o que temos de melhor. A menos que apareça alguma Leiva, ou aquela Cubana novinha, ou uma Egonu nos próximos anos, a seleçao vai diminuir o seu status de seleçao favorita quando entrar nos campeonatos e será só uma a mais,infelizmente não teremos como lutar contra uma China que vem com jogadoras talentosíssimas com media de altura de 192, ou Estados Unidos que material humano pra montar três seleções de alto nível. Natália não conseguirá segurar o ataque sozinha. Pra mim, esta próxima década será do vôlei Chinês.
George disse…
Luis e João,
Ainda acho que a posição mais carente é de ponteira mesmo. Temos boas opções, mas são bem baixas. Ainda apoio colocarem algumas centrais "em teste" para tentar o futuro como passadoras.
Tem centrais boas nessa nova geração, mas os times brasileiros - e não apenas a seleção - estão muito conservadores. Se for analisarmos, nas últimas temporadas, poucas equipes liberavam suas jovens jogadoras para atuar.
Espero que nessa nova temporada, mesmo com o nivel da SL "abaixo", possamos ver as jovens tendo protagonismo. Vide o time do Sesi, Osasco que estará com novatas em várias posições, Pinheiros e Minas (que já são tradicionais nisto). Creio que a pressão pelas vitórias como titular possa ser benéfico.
Paulo Roberto disse…
Na verdade George é uma outra crítica minha já de algum tempo. O trabalho de renovação é ruim porque algo que deveria ser feito lá atrás não tem sido feito com qualidade. Garimpar, lapidar, fazer um trabalho com os clubes, escolas, espalhar olheiros pelo Brasil. Às vezes me parece que a CBV só tem olhos pras seleções adultas e espera que os atletas de alto nível surjam por geração espontânea.