Seja bem-vinda, Rússia

Depois de comer mosca na Copa do Mundo, a Rússia conseguiu carimbar seu passaporte para a Olimpíada do Rio ao vencer, na final do pré-olímpico europeu, a Holanda por 3x1.

A trajetória para vaga não foi das mais inspiradas, é verdade. A Rússia, daquele seu jeito displicente de quem faz o esforço mínimo necessário para vencer, suou para ganhar da Polônia na fase classificatória e perdeu um set para a Itália quando poderia ter atropelado ambas as seleções nas duas ocasiões.

A verdade é que a dupla Goncharova-Kosheleva, grande trunfo russo, veio meio capenga em algumas partidas. Pra falar a verdade, nos jogos e nos momentos de aperto, quem virou e carregou o time foi mesmo a Kosheleva. Se a Goncha fosse mais regular, a Rússia teria conseguido a vaga com ainda mais tranquilidade. 
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Cheguei a comentar que, ao contrário da maioria dos participantes do blog, não estava considerando a qualidade dos jogos muito boa. Minha sensação esteve muito baseada nesta atitude da Rússia, que, baixou a guarda demais para equipes muito inferiores a ela, mas também na falta de volume de jogo e dos altos e baixos de todas as equipes.

Ainda assim, gostei muito do vôlei da Holanda. Ela, sem dúvida, se destaca entre os times que compõe o segundo escalão do vôlei europeu. Tanto que, depois de começar com o pé esquerdo perdendo para a Alemanha, venceu suas adversárias diretas com sobras.

A Holanda, desde a chegada do Guidetti, está com um estilo de jogo diferente das demais seleções europeias, muito mais semelhante a Brasil e EUA do que às suas colegas de continente. Saiu da dependência de uma jogadora, que costumava ser a Flier, para um jogo veloz, mais equilibrado na distribuição – quando o passe sai legal, claro. Além disso, conta com um grupo de atacantes mais rico e qualificado, que mescla força e habilidade.

O segundo set contra Rússia foi o melhor exemplo disso. Se não fossem as poucas bolas para as centrais e a ausência do bloqueio, diria que era o Brasil em quadra. Isso porque as jogadas eram velozes, o volume de jogo era muito bom e, quando o bloqueio adversário era pesado, as atacantes fugiam com inteligência dele. Obviamente, a Holanda sofre dos problemas típicos de um time em formação, como a inconsistência, os erros bobos, a inexperiência. Porém, acho que tem muito potencial para crescer e atrapalhar as seleções do topo do ranking, principalmente o Brasil, por se aproximar do nosso estilo de jogo. 

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Na disputa do terceiro lugar, quem perdesse via suas chances de disputar a Olimpíada 2016 irem por água abaixo. Confesso que torci para que isso acontecesse com a Itália. Como se viu, não adiantou em nada ficar agourando as italianas, elas se classificaram para o pré-olímpico mundial, que acontecesse entre 14 de maio e 5 de junho, ao vencerem a Turquia por 3x2.

A Turquia teve mais time, tanto que venceu com maior tranquilidade os seus sets, mas não soube definir. Cometeu erros demais quando não poderia e enquanto sua principal atacante, Neriman Ozsoy, não virou nas horas decisivas, a revelação italiana Egonu salvou sua seleção.

Se não fosse esta jovem atacante a Itália não teria nem chegado às semifinais. Ela faz o papel que se esperava da Diouf, que tem mais tamanho do que competência. Para ser mais justa, a veterana Del Core também foi decisiva nesta partida. 

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Minha implicância com a Itália é que não há nada nela que seja especial. Nem em conjunto nem em individualidade. No Mundial até que apresentou um bom volume de jogo. Neste pré-olímpico, nada. É um time que não me convence e não consigo entender como consegue certos resultados.

A Itália demorou a fazer sua renovação e quando o fez, foi de forma muito atrapalhada. Ela está prestes a ser ultrapassada e rebaixada para quinta, sexta força europeia. Pensei que seria neste pré-olímpico. Polônia e Bélgica estiveram perto de lhe roubar a vaga à semifinal, e a Turquia, o terceiro lugar. Talvez com a Egonu e a levantadora Orro se firmando na equipe adulta, a seleção se revitalize. Mas, pelo o que mostrou até agora e pelo o que as adversárias apresentaram neste pré, participar de uma Olimpíada será um objetivo cada vez mais distante para a Itália. 


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Pê ésse:
- Mais tarde, em um novo post, voltamos a falar da Superliga.

Comentários

Rafael Modesto disse…
A Itália sempre é a seleção desacreditada por todos. Ninguém dava nada por ela no Mundial, mas chegou às semifinais. O mesmo aconteceu nesse pré-olímpico. Muitos podem dizer que é sorte, zebra, incompetência das outras seleções, medo e inexperiência de jogadoras adversárias. Mas a verdade é que eu acredito em tradição, e no peso que tem em jogos decisivos. A Itália é tradicional e isso pesa bastante nesses momentos difíceis. A Del Core hoje foi gigante, especialmente no tie break, no qual virou 3 bolas seguidas no momento de maior pressão do jogo. Egonu com a sua juventude e força foi o nome das italianas nesse torneio. Enfim, eu posso estar sendo exagerado porque sou fã do time italiano, mas acho que a Itália consegue a classificação no Pré-Olímpico Mundial. Não digo que seja favorita nos jogos olímpicos. Na verdade esse papel é do Brasil, China, EUA e Rússia. Mas acho que as italianas jogam melhor quando são desacreditadas, pois a pressão é menor. Enfim, esse é o meu ponto de vista e com certeza todos vão discordar dele. Agora, é uma pena a Turquia estar fora das Olimpíadas. O time turco é muito bom e com certeza adicionaria mais à competição do que qualquer um que se classifique via Pré-Olímpico Intercontinental...
Nei disse…
A II, entendi seu ponto de vista e concordo, só tava te provocando, rs. A Itália tá horrível. A levantadora é péssima, não sei como o Bonitta teve coragem de jogar com ela. Ela é muito nova e inexperiente. Incompetência mesmo dos outros times que não ganharam seus jogos, inclusive a Turquia. Fiquei triste por elas, mas não ganharam com o time completinho. Azar delas e que sirva de lição. Engraçado que até acho que dá para elas jogarem como o Brasil com bem distribuição de bolas porque todas as atacantes são boas.

Rafael Modesto, não dá para comparar as seleções Italianas que você citou, com Lo Bianco, Giolli e cia, com essa horrenda de hoje. Não tem nada a ver. No dia que pegar um time que se respeite elas vão tomar um 3 a 0 ferrado e humilhante. O Unilever ganha facinho delas. Mas respeito sua opinião e o fato de ser fã, só discordo, sem brigas.

Agora, essa Egonu sem cair nas mãos de um bom técnico e treinar bem vai ser grande. A mulher ataca demais, saca viagem não se acovarda nem teme o jogo nas horas de pressões. Goste dela. A Diouf tem que malhar e fechar a boca pra ficar seca e rápida. É muito pesada, quando vai não volta, lenta, parece uma songa monga. Me lembrou a Haneef Parker. E alguém pode me explicar o que aconteceu com a sensação Lucia Bossetti? Não sei porque ela não tava jogando. Sou fã dela.

Laura, no Mundial a Itália estava com as veteranas, todas de uma vez, daí o volume e o quarto lugar. No pré-olímpico foi sorte e incompetência e respeito das outras equipes.

De todas eu só torço contra a Holanda porque o Guidette botou a Sheilla no banco para treinar sua jogadora no Vakifbank. Eu prefiro a Sheilla no banco descansando, mas foi uma baixaria dele. Tomara que não se classifique. Tá jogando melhor e mais veloz mesmo e o Guidetti já falou que é fã do Zé Roberto. Talvez realmente esteja absorvendo o jogo brasileiro e americano. Certo ele, mas quero que perca.

Mas vamos parabenizar mesmo a Rússia que com seu feijão com arroz vai longe. Adoro a cara de má delas e sua frieza (ou força mental) como A II falou. A Olimpíada sem elas não teria graça. E quero Gamova aqui a jogadora mas odiada e amada pelos brasileiros.

No pré-olímpico mundial vou torcer para Thailândia e Dominicana.
A lI disse…
É verdade NEI,mesmo sem querer o GUIDETTI está fazendo um bem ENORME para a SELEÇÃO BRASILEIRA usando a SHEILLA só nas inversões do 5x1.Assim ela a probabilidade da SHEILLA se contundir diminui e ela vem descansadinha para as olimpíadas!!!
A lI disse…
Porto Rico,terceiro da norceca, e Colômbia terceira da América do Sul acabam de se classificar para o PRÉ-INTERCONTINENTAL com o segundo e o terceiro(Argélia,Camarões ou Egito) africanos que só saberemos em FEVEREIRO!
Pelo que vi dos jogos de PORTO RICO e COLÔMBIA,acho que a MONTAÑO pode fazer a diferença e levar a COLÔMBIA para o Rio-2016.
Laura disse…
Rafael, faz tempo que não consigo acreditar na Itália, desde a saída (até um pouco antes) da Tai Aguero. Acho que por diversos motivos: a falta de definição de um time titular; o troca-troca de treinadores, mostrando a falta de um projeto; a falta de jogadoras que pudessem substituir as mais antigas à altura ao mesmo tempo que outras jovens jogadoras não conseguiam uma sequência; a falta de uma oposto de peso. Achei que o Mundial, ainda que a seleção estivesse muito ancorada nas veteranas, poderia iniciar um reencontro de rumo. Mas a Itália que vem se apresentando está fraca em elenco e em conjunto. Talvez o peso da camisa, como vc falou, faça ainda a diferença contra as equipes de menor tradição. Mas, com as grandes, a Itália não consegue mais fazer frente.

Nei, o Guidetti não só se inspirou no Zé na forma de conduzir sua equipe como também no "reaproveitamento" de jogadoras do time na seleção e vice-versa.
Paulo Roberto disse…
Olimpíadas sem Rússia seria um total desparate. A rivalidade dessa geração é com a Rússia. Embora tenhamos duas finais olímpicas contra os EUA e as americanas tenham nos derrotado no mundial, o gostinho de vencer as russas é especial. Quando as duas seleções se enfrentam saem faíscas dos olhos das jogadoras. Se o Brasil não tivesse levado o ouro em Londres, a alma ficaria lavada só com aquela vitória nas quartas de final.

Sobre o time russo ainda, tive a mesma percepção da Laura. Foi Kosheleva e cia. Goncharova se apresentou muito aquém do que pode render. Não sei se Gamova volta, Sokolova com certeza vai fazer de tudo pra vir.

Pra Itália vai ser muito complicado passar no pré olímpico mundial. Tem a Holanda, que hoje está um nível acima dentro da Europa (e concordo que Polônia e Bélgica também jogam melhor, falharam na hora da decisão), tem a República Dominicana que deve ir pela Norceca e tem ainda os asiáticos que não se classificarem pelo pré-olímpico continental, ou seja, terá Japão ou Coréia do Sul pela frente. Assim o pré-olímpico mundial já tem três seleções um nível acima da Itália: Holanda, República Dominicana e uma seleção asiática. Não vai ser fácil ver as italianas nas terras tupiniquins.
Welmer Sales disse…
Rússia e EUA garantiram presenças no Rio em agosto. A Rússia deu umas bobeadas no qualificatório europeu, mas confirmou seu favoritismo. Já pelo quali da NORCECA, as americanas não tiveram dificuldades para confirmar o seu favoritismo.

Não tenho muito que falar, apenas expressar a raiva que sinto quando ficam idolatrando a seleção estadunidense. Desde o título mundial em 2014, todos os 'entendedores' de vôlei querem fazer das estadunidenses um bicho papão, mas depois da Copa do Mundo do ano passado e olhando esse qualificatório vi que elas não tem nada demais, gente, nada mesmo! Um time com Fawcett como titular não merece esse auê todo. A seleção dos EUA é o time mais superestimado da história do voleibol. O time dos EUA 2012 era infinitamente superior a esse.

Sobre o jogo entre Itália e Turquia, foi difícil escolher pra quem torcer, na realidade queria as duas foras da luta por uma vaga nas olimpíadas, a Itália sempre foi uma seleção que nunca gostei e a Turquia nos últimos anos tem aumentado exponencialmente meu índice de rejeição por ela. Enfim, deve ter sido uma partida legal de assistir, mas mesmo garantindo vaga no quali mundial, acho que a Itália com esse time tem boas chances assistir aos jogos olímpicos pela TV.
Paulo Roberto disse…
Eu sempre disse isso Welmer. Nunca entendi esse endeusamento todo em cima das americanas. Um time mediano, com jogadoras medianas. Reconheço que são bem aplicadas taticamente, mas não passa disso. Vejo como o Rexona no mundial de clubes do ano passado: um time jogueiro que quando pegou uma pedreira pela frente se tremeu todo. Pra mim os EUA se igualaram Às grandes potências, porque estas tiveram uma queda em seu rendimento. Se Rússia, Brasil e China evoluírem dentro do potencial de suas jogadoras, EUA ficam no chinelo.
Nei disse…
Welmer e Paulo, concordo e discordo parcialmente com vocês. Concordo que não tem nada demais nos EUA. O trunfo delas é o coletivo, aplicação tática e índice muito baixo de erros, o que as torna um osso duro de roer, pois elas não entregam jogo e o outro time tem que tá a fim de ganhar, senão perde.

Discordo que a seleção de 2012 era mais forte. Individualmente era mais forte, mas como grupo não, porque dependia muito da Hooker, a Larson não era tão boa como hoje e a líbero era fraca. Foram esses três fatores que as fizeram perder na final. Hooker foi marcada e anulada. Larson não fazia a diferença que faz hoje e a líbero entregou o jogo impossibilitando o meio, principalmente, Akinradewo de jogar. A seleção de hoje é mais completa, mais rápida, com jogadas ensaiadas (o que faz enorme diferença) e estratégia de jogo definida. Não depende de nenhuma jogadora e o passe é mais equilibrado, tendo seu ponto mais vulnerável na Hill, que passa razoavelmente bem.

Também discordo quanto à Fawcett. Sempre que a vi jogar na seleção americana gostei do seu desempenho e ela foi muito eficiente, fazendo muitos pontos. Não me lembro de tê-la visto jogar mal. Acho-a até matadora. Me corrijam se eu estiver errado.
Welmer Sales disse…
É questão de opinião, vc vê algo na Fawcett, mas eu não consigo ver nada, é uma atacante potente, mas que eu nunca vi fazer nada de especial para que merecesse algum destaque.

Sobre a seleção americana de 2012, até a final olímpica era um time muito redondinho, Hooker era destaque, mas em todos os jogos Tom, Larson, Foluke e Harmotto apareciam bem, por isso acho aquela seleção melhor que a de hoje lá tinha o conjunto, mas também tinha talento individual.

Lembro de um post do Falando de Vôlei pós mundial de 2014 falando da mediocridade da seleção dos EUA. Essa seleção não tem uma jogadora (acho que talvez tirando a Foluke) que eu olhe e fale assim: "Quero essa jogadora no meu time!". De todas as jogadoras a Larson pra mim é a mais superestimada, é visível que desde que ela apareceu no cenário internacional ela apresentou uma evolução, mas pra mim ela jogadora comum. Acho engraçado que aqui é cobrado um nível de excelelência extraordinário das nossas jogadoras, se Jaque vai muito bem no fundo de quadra não dá pra destacar porque ela tomou toco no ataque, se Garay foi bem na rede não dá pra destacar porque quinou passe. Com as jogadoras estrangeiras não tem essa cobrança toda, fez um torneio bom e já as colocam como melhor do mundo. Não sei se estão acompanhando, mas a Larson tá fazendo uma temporada bem mais ou menos na Turquia, com atuações fracas tanto na Champions quanto no campeonato nacional e me deixa puto o fato de criticarem as jogadoras brasileiras jogando aqui na SL e elogiarem excesivamente uma jogadora como a Larson.
Paulo Roberto disse…
Concordo outra vez Welmer. Não vejo nada demais na Fawcett. Pra mim é como se fosse uma versão feminina do Wallace: derruba um monte de bola mas não é decisiva. Também via os EUA de 2012 jogando redondo até aquele jogo da final.

Concordo também que existe uma supervalorização das jogadoras estrangeiras por parte da nossa mídia e, muitos torcedores acabam indo no embalo.

Fato é que, das seleções classificadas no feminino, a que me põe mais medo é a Rússia. Jogou um voleizinho bem feijão com arroz como foi falado aqui, mas a força mental que elas demonstraram no pré-olímpico assustava as adversárias. E como no feminino pequenos detalhes mudam o curso da história, isso com certeza é um trunfo poderoso pras russas.
A lI disse…
Bem vinda Argentina! Impressionante a evolução da Argentina! As panteras sobraram no Pré-olímpico e deram uma tremenda surra nas peruanas, um terceiro set de 25x14 num jogo que valia vaga direta para Rio-2016 foi um esculacho da Argentina nas peruanas. PAULA YAMILA NIZETICH, Capitã e ponteira-passadora, líder argentina na classificação olímpica teve uma atuação bem acima da média em todo o Pré-olímpico. Excelente passadora Paula Yamila é muito veloz no ataque e,mesmo com a maioria dos saques sendo em cima dela, ela está sempre pronta para atacar bolas chutadas.
Estas jogadoras argentinas merecem atenção pela boa qualidade de seu voleibol:
A levantdora Yael Castiglione. a oposta Leticia Boscacci, a central Mimi Sosa, a Capitã Paula Yamila Nizetich e a líbero Tatiana Rizzo.
A Argentina pode ainda não estar no nível das Sérvia ou Rússia, mas o que impressiona nelas é a raça, típica dos times argentinos, pelos menos elas não amarelam ou tem medo de vencer como aconteceu com Bélgica, Polônia e Turquia contra a Itália.
Nei disse…
Meninos, discordo de novo. Welmer, realmente a Fawcett, como nenhuma jogadora americana, não tem nada demais. Mas no conjunto ela ajuda e muito, ou não? E realmente não tem uma jogadora que dizemos que queremos no nosso time porque lá o que vigora é a coletividade, tanto no grupo titular como no banco. É um jeito diferente de gerir o time. É mais ou menos o que o Talmo tenta fazer no Sesi, mas só que lá nos EUA funciona. Tanto que no Sesi a sensação que temos é que não há nenhum talento, que ninguém se destaca. Tenho até uma teoria sobre o por que disso não funcionar aqui. Acho que é a forma como o banco de reservas é visto aqui. Parece que as americanas não se importam de serem banco e sabem do seu papel e importância e sabem que vão entrar para jogar. Aqui na Superliga parece que não se gosta de ficar no banco, porque lá fica as piores, se vc vai para lá, especialmente no meio do jogo é porque não é boa e tal. Isso fica claro no Sesi. No entra e saí as jogadoras perdem confiança, voltam piores, o time vira uma bagunça, etc. Mas nos EUA não. Lá o volume continua. Minha teoria é essa.

Quero deixar claro que não coloco os EUA como isso tudo que falam, mas reconheço muito seus méritos. Sobre a cobrança com nossas jogadoras é muito mais porque a amamos do que outra coisa. Só cobramos de quem amamos. Somos apaixonados por vôlei e isso transparece nos comentários e críticas.

Para mim a seleção que me dá mais medo é os EUA. Atualmente é muito mais fácil para a nossa seleção jogar contra a Rússia do que contra os EUA. É muito fácil o Zé Roberto marcar a Rússia. Nossa defesa e bloqueios são infinitamente melhores do que os das outras seleções para marcar Goncharova e Kosheleva. E o nosso saque talvez não permita nem que elas ataquem tanto assim.

Os EUA são mais complicados, pois tem o jogo mais rápido e difícil de ser marcado, mas parecido com o nosso, que é o tipo de jogo que o Brasil mais se complica e o retrospecto atual emocional favorece a elas. Além disso elas também tem uma certa força mental.

Quero dizer que aposto no Brasil para ganhar tanto da Rússia como dos EUA. Contra este último só ganha se estiver bem de cabeça, senão, perde.
Paulo Roberto disse…
Isso mesmo Ney. A coletividade é o ponto forte desse grupo dos EUA. E acho que não funciona aqui no Brasil por uma questão muito cultural. Não existe no jogador brasileiro, em raras excessões, a ideia do coletivo, do grupo. Todos querem (e isso é óbvio e saudável) ser titular, mas quando não conseguem, a maioria não tem a postura de ter uma atitude mais agregadora que beneficie a coletividade.

Agora, há momentos em que a coletividade simplesmente não funciona. O brilho dos atletas faz a diferença. No mundial de 2010 Gamova simplesmente não deixou o Brasil levar o ouro. E o que seria daquela seleção cubana sem Mireia e Regla Torres (sendo que Mireia foi banco em Sidney, ou seja ela entendia o conceito de coletividade)? O que penso é que nos momentos em que o brilho das atletas precisar aparecer, as americanas não tem isso a disposição.

Também acho que o Brasil pode levar o ouro, mas repito, a filosofia de jogo, o planejamento, a forma de conduzir o grupo foi toda errada. Todos sabem disso, todos falam sobre isso (exceto a grande mídia). Aí vamos contar com a sorte de novo?
A lI disse…
P/mim, a KOREA da MVP OLÍMPICA KIM YEON KOUNG, CAMPEÃ DOS JOGOS ASIÁTICOS-2014 e SEMIFINALISTA OLÍMPICA em LONDRES-2012 fica entre as 3 primeiras colocadas no PODIUM desse PRÉ-MUNDIAL...
Vale ressaltar que no Pré-Mundial p/Londres-2012,as japonesas entregaram o jogo para a Sérvia para desclassificar suas arqui-rivais asiáticas, as tailandesas.
No último jogo do PRÉ-MUNDIAL-2012.A FIVB então conduziu uma investigação sobre se a equipe feminina japonesa teria deliberadamente perdido p/a Sérvia, a fim de tirar a TAILANDIA da OLIMPÍADA.
No último jogo entre JAPÃO e SERVIA, SOMENTE UM DOS SEIS RESULTADOS POSSÍVEIS tiraria a TAILÂNDIA das OLIMPÍADAS:
1.JAPÃO 3x0 SÉRVIA, classificaria TAILANDIA e JAPÃO
2.JAPÃO 3x1 SÉRVIA, classificaria TAILANDIA e JAPÃO
3.JAPÃO 3x2 SÉRVIA, classificaria TAILANDIA e JAPÃO
4.JAPÃO 0x3 SÉRVIA, classificaria TAILANDIA e SERVIA
5.JAPÃO 1x3 SÉRVIA, classificaria TAILANDIA e SÉRVIA
6.JAPÃO 2X3 SÉRVIA, classificaria SERVIA e JAPÃO > único resultado que tiraria a TAILANDIA de LONDRES.
O JAPÃO precisava ganhar apenas 2 sets para garantir sua vaga em LONDRES e os ganhou com muita facilidade o primeiro 25-18 e o terceiro 25-19. A Sérvia venceu o segundo set 21-25. Porém, no quarto set, o Japão ganhava até 19-16 e deixou a Sérvia fazer SEIS pontos consecutivos, terminando o set em 25-21 p/a Sérvia.
O JAPÃO se aproveitou que a TAILÂNDIA já tinha jogado antes e não podia fazer mais nada e estava com a FACA-E-O-QUEIJO nas mãos p/desclassificar suas rivais.
A capitã Thailandesa, Wilavan Apinyapong, ficou extremamente desapontada com a atitude japonesa, mas disse que os Jogos Olímpicos se manteria em seu sonho p/ 2016.
Investigação da FIVB: Em 28 de maio de 2012,um dia após a entrega,a FIVB através Wei Jizhong, divulgou esta declaração:A FIVB investigou a alegação de viciação de resultados.A conclusão da comissão de controle FIVB no lugar é que não há nenhuma evidência para provar a existência de manipulação de resultados.Os relatórios recebidos das federações nacionais do Japão e da Sérvia nos disseram o mesmo.Algumas testemunhas presentes no jogo deram o mesmo julgamento.A FIVB também disse que era firmemente contra a viciação de resultados e iria rever o sistema p/futuras Olimpíadas para reduzir ainda mais a possibilidade de qualquer manipulação.
Muitos meios de comunicação suspeitaram do inquérito da FIVB e disseram que algo não parecia certo no desenrolar da investigação.Sites tailandeses foram bombardeados com mensagens que expressavam insatisfação com a sentença e um oficial de vôlei japonês insistiu que a alegação era infundada.
Claro que ninguém iria admitir a entrega do jogo,mas ficou muito óbvio pelos placares fáceis dos sets vencidos pelas japonesas 25-18 e 25-19 e,principalmente,pelo fato de as japonesas deixarem as Sérvias fazerem SEIS pontos consecutivos no QUARTO SET,quando venciam por 19–16 e acabaram perdendo por 21–25.
O regulamento permitia à RÚSSIA fazer em 2016 o mesmo que o JAPÃO fez em 2012!!! A RÚSSIA,no PRÉ-EUROPEU-2016,precisava ganhar apenas 2 sets para se classificar e se depois entregasse o jogo para a BÉLGICA,eliminaria de uma só vez POLÔNIA e ITÁLIA,que só cumpririam tabela depois.Mas a RÚSSIA não fez porque não quis, o regulamento permitia!!!
Depois o VOLOCH vem crucificar só o BERNARDINHO,dizendo que usa o regulamento para arranjar seus resultados,porém,várias equipem fazem isso, ainda mais contra ARQUI-RIVAIS... Os EUA não fizeram contra o Brasil em Londres e acabaram apenas com a PRATA em vez do OURO no feminino...
Nei disse…
O Voloch se vendeu para o Ary Graça depois que este bancou sua passagem para o Mundial com tudo pago para ficar ao lado do banco da seleção masculina. Antes o Voloch sentava a madeira no Ary e depois disso a postura mudou completamente: nunca mais falou mal do Ary.

Sobre o caso da Thailândia, aconteceu igual na Liga Mundial do ano passado quando EUA e França combinaram o resultado para tirar o Brasil. Aconteceu igualzinho como você falou. Só uma combinação tirava o Brasil, acho que 25 a 17 ou 18, etc, e foi isso que aconteceu. Tudo armado.

É tudo questionável e deplorável para o esporte, mas é assim e o regulamente sempre vai ter brecha, e os times sempre irão se aproveitar. Cabe a quem quiser se classificar não depender de resultados. É uma baixaria, mas é a vida.
A lI disse…
kwiek fala muito e NÃO GANHA NADA com essas GIGANTE DOMINICANAS,enquanto isso Bernardinho já ganhou de tudo que se possa imaginar!!!
Kwiek é incompetente mesmo, se Bernardinho treinasse essas GIRFAS DOMINICANAS já teria ganhado muito mais coisas!!!
Sempre disse aqui que acho que o principal problema da REPÚBLICA DOMINICANA é o técnico MARCOS KWIEK, por isso:
1. Como o time que tem a MELHOR LÍBERO(Brenda Castilho) e a MELHOR LEVANTADORA(Niverka Marte) da COPA DO MUNDO não está no PODIUM???
2. Com as atacantes gigantes que tem aliadas à melhor líbero e à melhor levantadora era para esse time estar disputando o OURO!!!
3. Acontece que, com MARCOS KWIEK, a REP.DOMINICANA é punhado de GRANDES TALENTOS JUNTOS, mas não é UM TIME: FALTA ORGANIZAÇÃO TÁTICA E PULSO FIRME DO TREINADOR PARA FAZER ESSAS GIGANTES RENDEREM COMO UM TIME!!!
4.JÁ disse também que com um TÉCNICO tipo BERNARDINHO, essas girafas dominicanas já teriam sido CAMPEÃS MUNDIAIS OU OLÍMPICAS…
5.Será coincidência que o ÚNICO TÍTULO MUNDIAL das dominicanas tenha sido conquistado sob o comando do técnico Wagner Pacheco e não do Marcos Kwiek???
6. Das duas uma: ou Marcos Kwiek é muito PÉ-FRIO ou é INCOMPETENTE MESMO!!!
A lI disse…
Kwiek fala demais e resultado que é bom,NADA!!!Com esse time de GIRAFAS GIGANTES,com a MELHOR LÍBERO DO MUNDO e a MELHOR LEVANTADORA da COPA DO MUNDO-2015,KWIEK não consegue ganhar NADA com a SELEÇÃO ADULTA DOMINICANA!!!Falar é fácil quero ver ganhar alguma coisa...Basta comparar as conquistas do Bernardinho com o nada que o KWIEK conquistou que veremos quem está TRABALHANDO certo!KWIEK é técnico da REP.DOMINICANA desde 2008,já são OITO ANOS no comando das dominicanas e nunca conquistou sequer um podium,um bronzezinho que seja nos principais torneios do vôlei mundial, COPA DO MUNDO,OLIMPÍADAS e CAMPEONATO MUNDIAL,NEM EM GRAND PRIX,que tem todo ano!!!Além disso,o ÚNICO OURO das dominicanas nos JOGOS PAN-AMERICANOS foi em 2003 quando KWIEK nem pensava em ser técnico delas!Por que KWIEK não é demitido?Com um time desses com jogadoras ALTÍSSIMAS,com TREMENDA FORÇA FÍSICA e IMPULSÃO,como KWIEK não consegue NADA?Ah se Bernardinho tem um MATERIAL HUMANO desses na mão,no mínimo PODIUM EM TODAS AS COMPETIÇÕES,O BERNARDINHO PEGAVA!!!
A lI disse…
Kosheleva disse aos repórteres russos:"Eu acredito que nós somos o melhor time do mundo“.Concordo com a KOSHELEVA!!! Todas as outras seleções do mundo sabem que o jogo russo é o mais simples do mundo, é um FEIJÃO-COM-ARROZ que dá certo.Todo mundo sabe que são bolas altas na ponta e por cima do bloqueio.E quem consegue segurar as russas?GONCHAROVA e GAMOVA juntas fazem da Rússia a MELHOR INVERSÃO DO 5x1 do MUNDO! Aeh vem gente dizer que elas não tem passe... Mas tem ataque de sobra,explorando ou batendo por cima do bloqueio!!!
A lI disse…
Acho a SÉRVIA outro time com PODER DE ATAQUE SOBRENATURAL,assim como as russas.Brankica Mihajlović,Tijana Bošković,Milena Rašić,Jovana Stevanović,Ana Bjelica,Jelena Nikolić são muito altas e fortes, e demonstraram isso na COPA DO MUNDO.A primeira partida contra a CHINA, acabou sendo a VERDADEIRA FINAL DA COMPETIÇÃO,depois disso as sérvias passaram o rodo em todo mundo,nas russas,nas americanas,nas japonesas,nas koreanas,nas dominicanas.
A lI disse…
Ao analisar o resultado do CAMPEONATO EUROPEU e o do PRÉ-OLÍMPICO EUROPEU, conclui-se que este PRÉ-OLÍMPICO foi um TORNEIO DESGASTANTE e TOTALMENTE DESNECESSÁRIO!!!
A FINAL FOI A MESMA: RUSSIA X HOLANDA e a CAMPEÃ a MESMA: RÚSSIA. Por que as CAMPEÃS EUROPEIAS RUSSAS não tiveram direito à vaga olímpica logo quando ganharam o CAMPEONATO EUROPEU??? O mesmo vale para os CAMPEONATOS SUL-AMERICANO, NORCECA, AFRICANO e ASIÁTICO!!! Depois aparecem uns times CAPENGAS com muitas craques LESIONADAS para a os OLIMPÍADAS e NINGUÉM SABE PORQUÊ???
A lI disse…
Atualizando: FEMININO: Classificados para o Rio-2016:Brasil,sede;China,Campeã da Copa do Mundo 2015;Sérvia,Vice-campeã da Copa do Mundo 2015;Argentina,América do Sul;EUA,Norceca;Rússia,Europa.
África – 1 vaga – 12 a 19 de fevereiro.Essa vaga deve ficar entre as CAMARONESAS que sediam o torneio e as KENIANAS que evoluíram bastante.
Pré-olímpico MUNDIAL – Vagas para os 3 PRIMEIROS COLOCADOS, mais uma VAGA ASIÁTICA – 14 a 22/5
Japão,Koreia e Holanda favoritas
Tailândia, Itália e Rep.Dominicana correm por fora
Cazaquistão e Peru disputarão a ÚLTIMA COLOCAÇÃO!

Pré-olímpico intercontinental – 1 vaga
Colômbia com a presença da OPSOTA MADELEYNE MONTAÑO e da CENTRAL YVONE MONTAÑO é a favorita.
Porto Rico e 2ª colocada do Pré-olímpico Africano e a 3ª colocada do Pré-olímpico Africano tentarão surpreender.

MASCULINO: Classificados para o Rio-2016:Brasil,sede;EUA,Campeã da Copa do Mundo 2015;Itália,Vice-campeã da Copa do Mundo 2015;Argentina,América do Sul;Cuba,Norceca;Rússia,Europa;Egito,África;

Pré-olímpico MUNDIAL – Vagas para os 3 PRIMEIROS COLOCADOS, mais uma VAGA ASIÁTICA – 28/5 a 05/6
IRAN,FRANÇA,POLÔNIA e JAPÃO são os favoritos
Canadá corre por fora
Austrália,China e Venezuela com chances remotas...

Pré-olímpico intercontinental – 1 vaga
Chile favorito, Tunísia na cola
México e Argélia com poucas chances.

Acredito na classificação de JAPÃO,KOREA,HOLANDA,TAILANDIA e COLOMBIA e KENIA pela AFIRCA no FEMININO e de IRAN,FRANÇA,POLÔNIA,JAPÃO e CHILE no MASCULINO.