Retorno previsível

A Superliga teve seu começo em 2016 com uma rodada bastante previsível, num sinal de que, neste segundo turno, teremos poucas surpresas. Os favoritos confirmaram sua superioridade,  inclusive o Sesi (ainda que tenha dado um sustinho depois de perder o primeiro set pro Rio do Sul).

Além do Sesi, a maior curiosidade neste retorno da SL estava no desempenho do Brasília. A equipe candanga deu sinais no final do primeiro turno que poderia ser um adversário mais complicado para vencer quando se reencontrasse com os times do topo da tabela. No entanto, apesar de um primeiro set arrasador e de ter atrapalhado a organização do Praia Clube, o Brasília não conseguiu ser um obstáculo tão grande assim para as mineiras. 


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O maior problema do Brasília é a falta de um trio de ponteiras confiável. O Manu ainda não encontrou quem melhor pode compor o ataque com a Paula. Das apresentações que vi do Brasília, prefiro a Amanda em vez da Kasy, que se mostra ainda muito insegura na hora do ataque. A Amanda parece mais maleável, até com mais recursos para atender as exigências do treinador.

E na posição de oposto, a eterna indefinição não tem ajudado em nada. Acho que, na partida de ontem, a Bárbara começou bem, mas não conseguiu ter uma sequência para deslanchar. A Macris não tem confiança nela e em nenhuma de suas opostas.

Assim, a saída do ataque acaba sempre pesando na Paula que é usada e abusada pela Macris – até, por vezes, numa insistência pouco inteligente. Entendo a dificuldade da levantadora. Ela fica limitada nas suas escolhas pela falta de competência das suas atacantes (aqui incluo também a Roberta, pelo meio, que não está conseguindo repetir a temporada passada). Só que tem certos momentos que a Macris quer ser objetiva, mas acaba sendo óbvia. 

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Já o Praia estava numa maré mansa absurda no início da partida (estes trocadilhos e referências com praia são tão bobos e irresistíveis!). Muito se comentou que a entrada da Pri Daroit acertou o passe e o fundo de quadra mineiro, e não deixa de ser verdade. Ela dividiu bem a responsabilidade com a Tássia. O Brasília bem que tentou desestabilizá-la, sempre à procura dela no saque, mas não conseguiu.

Mas acho que a entrada da Claudinha também foi essencial para a recuperação do Praia na partida. Ela deu melhor ritmo ao ataque e, principalmente, colocou o termômetro da equipe no jogo, a Ramirez. Quando se acertou, o Praia engrenou não só o ataque como também o bloqueio – fundamento que, no Brasília, desapareceu depois do primeiro set.

Ainda assim, o Praia me parece muito confuso na sua linha de passe. Vejo uma ansiedade na Tássia em querer cobrir todas e todo mundo e atrapalhando o trabalho das outras e dela mesma. Mesmo a Michele não tem garantido a melhor qualidade no fundamento. O time não está bem consistente na recepção, o que o expõe demais a estas situações de “pane”, nas quais não consegue virar e precisa correr atrás do placar, como a que aconteceu no primeiro set contra o Brasília. 


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Demais resultados da 2ª rodada do returno:

São Bernardo 0x3 Vôlei Nestlé/Osasco

Camponesa/Minas 3x1 São Cristóvão Saúde/São Caetano

Terracap/Brasília 1x3 Dentil/Praia Clube

Sesi 3x1 Rio do Sul/Equibrasil


Pinheiro x Renata Valinhos/Country (25/01)
 

Rexona x Concilig/Bauru (26/01) 


Comentários

Murasaki Akane disse…
Concordo que a insistência da Macris com a Paula em certos momentos se torna óbvia, mas acho que a falta de opção no ataque beira o absurdo. Cansei de vê-la deixando a Kasiely/Amanda no simples, em perfeitas condições para atacar. O meio também oscila bastante: Roberta não estava num bom dia ontem e a Vivian é muito pantufa, sempre foi. E ainda tem a Bárbara, que não tem potência no ataque e também não virava bolas no simples. Sobra a Paula, que vira bola no jeito ou na raça mesmo. Block e saque também estavam medíocres ontem, fica difícil. Mas no final de contas, se o técnico dá um entrevista dizendo que não estava nos planos vencer o Praia, fica difícil pedir algo desse time.
Nei disse…
Para mim a melhor formação do Brasília seria com Sara e Domingas em quadra, não sei como, alguma delas teria que fazer uma falsa ponteira. A Bárbara no meio juntamente com a Natália Martins. E deixar elas jogarem como titulares, dando confiança a elas. A Macris tá sem opção e ao meu ver sem entrosamento também com as centrais. As bolas não saem boas, as atacantes não chegam no tempo, tá confuso ainda, como em início de temporada. Eu buscaria a experiência de Bárbara e Natália. Bárbara não tá funcionando na saída, mas acho que ela ajudaria no meio.
A equipe do terracap ao que vimos no primeiro turno parecia que estava numa crescente e isso nos encheu de esperança pelo equilíbrio do campeonato em si, mas não foi o que vimos neste "primeiro " momento do seg. Turno do nacional, no meio prefiro Natália Martins. Quanto a Bárbara, precisa de mais entrosamemto com Macris, e paula estou por demais feliz em ver que seu belo voleibol voltou. Já o Dentyl praia Club, realmente não dá pra jogar sem Claudinha, que nesta temporada estar afinada, Laura lembra qnd mencionei a Americana.? Pois é, espero realmemte que ela ainda esteja naquela vibe de estar se abituando ao nosso jogo, sinceramente assim espero.Das americanas se não me falho a memória, a pior tecnicamente (e olhe que a técnica todos sabemos é o forte das yaanks) que já vi jogar na superliga. A despeito da Pri Daroit que bom que nesta temporada o praia pensou no seu banco, gostei dela no passe. como também ja mencionei, Tassia não me agrada, agora pra engrenar de vez, só falta a dona Michele Pavão fazer valer seu forte, pq ela veio pra este time para colocar ordem no fundo de quadra e a menina ta comprometendo... nammm prefiro colocar a Malu, acho que é este é o nome da menina que erroneamente entrava no lugar da Ramires nas inversões. Enfim pra ganhar do Rexona, não basta só a potência do praia, o time precisa ajustar seu fundo de quadra e tecnicamente jogar mais seguro pq no papel foi bem pensado pra fazer frente ao time carioca mas as jogadoras chave pra fazer valer a estrategia montada não estão dando conta do recado. Laurita um outro assunto que talvez nem caiba aqui no post mas é muito pertinente, é qnto a transmissão da superliga na tv aberta, sinceramente muito se falou da rede tv, band, e até mesmo a emissora do bispo... cheguei a criar grandes espectativas mas CADÊ? ACHEI QUE IA CHOVER VOLEIBOL NA TV ABERTA IÊIÊ.... enfim gratidão LAURITA.
Welmer Sales disse…
Achei que o jogo entre Brasília e Praia iria ser de 5 sets, mas após aquele início de primeiro set, o time da capital federal não conseguiu manter o mesmo ritmo que havia imprimido e deixou que o Praia tomasse conta da partida a partir do segundo set. Acho que falta ao Brasília força no ataque, Macris não tem se entendido bem com as centrais, Paula tem se virado, mas ela receber 50 bolas num jogo é inviável e desgastante, o time não tem oposta e a outra ponteira só faz figuração no ataque. Se o time quiser manter o bom desempenho do primeiro turno terá que se encontra no ataque, porque senão será presa fácil para os adversários.
Nei disse…
Insisto que o jogo o Brasília tem que ser: Paula e Domingas, Sara e Macris, Natália e Bárbara.
Tá difícil para a Paula. Vai terminar se contundindo e não aguentando sozinha. Prefiro até a Sassá do que Amanda e Cassy.

Preciso falar uma coisa: sou super a favor de jogadoras como Amanda, Cassy, a central que esqueci o nome e a Roberta jogando e ganhando experiência. Depende da metas do clube. Se é chegar o mais longe possível na Superliga, ou se é dar consistência ao time para a próxima temporada, não sei. Por que se o time não se encontrar logo, é possível que se comprometa até a classificação, e desta forma prefiro que armem o time de forma que fique mais forte no ataque.