O tsunami que atingiu o Praia

Quando sentei em frente à TV ontem a noite para assistir à Rexona vs Praia Clube, imaginei que não sairia de lá antes da meia-noite. Afinal, o jogo entre o líder e vice-líder deveria ser de muito equilíbrio. Mas, como vimos, não foi. O Rexona tomou conta da partida contra um Praia bastante acuado e atrapalhado.

O Praia, na verdade, sofreu do mesmo mal que impôs ao Osasco na última sexta-feira, a pressão no saque. Com um saque bom do Rexona, o time mineiro se atrapalhou na recepção, deixando seu jogo lento e previsível, o que possibilitou uma boa marcação, seja pelo bloqueio ou defesa, das meninas do Bernardinho. 
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Entendo a opção do Picinin no segundo set ao colocar a Ju Costa no lugar da Álix para consertar o passe. Mas não entendo a permanência da primeira quando ela não amenizou os problemas neste fundamento e, pior, não ajudou em nada no ataque. Deixou a Claudinha com menos opções ainda, tendo que concentrar as bolas na Ramirez, numa noite ruim, e forçar bolas com a Wal. A Álix deveria ter retornado ao time. Somente dela se poderia esperar atacar bolas mais lentas e altas, ainda que esta não seja esta a sua especialidade. E normalmente a norte-americana começa devagar os jogos para, ao final, ser o desafogo da equipe.

Agora, é verdade que a permanência da Álix até poderia ajudar o ataque, mas não faria diferença alguma para o outro problema do Praia na partida que foi a falta de agressividade no saque. O Rexona jogou com folga, sem pressão no passe. Houve algumas sequências no saque da Claudinha e da Natasha que complicaram a recepção carioca e recolocaram o time mineiro na disputa. Mas a recuperação era sempre momentânea, sem consistência, porque, assim que o Rexona recuperava a bola, o Praia cometia novos erros (muitos!) e o adversário abria vantagem. 

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Thompson fez um jogo bonito de velocidade com as ponteiras e centrais e com distribuição homogênea. Sim, houve momentos de desencontros entre ela e as atacantes, mas, no geral, foi uma ótima partida da levantadora. Natália foi perseguida no saque e mostrou tranquilidade para passar e atacar. De um lado era ela com muito potência no ataque, do outro, a Monique, com muita habilidade. Para quem colocava em dúvida a titularidade da oposto após a derrota do Rexona (estou falando de mim mesma), queimou a língua. A Monique tem feito boas partidas.

O Rexona segue líder da Superliga, mas sem ninguém no seu encosto. Apesar do tropeço contra o Bauru lá na segunda rodada, é o time mais consistente da competição. O Praia, por sua vez, mostra potencial, mas ainda demanda equilíbrio num ponto que continuo batendo na tecla, o passe. Isso tem tirado o time do eixo e tem impedido que ele desenvolva outros fundamentos com mais qualidade. 
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Resultados da 8ª rodada

Rexonada/Ades 3x0 Dentil/Praia Clube

São Bernardo 0x3 Terracap/Brasília

Vôlei Nestlé/Osasco 1x3 Camponesa/Minas

Concilig/Bauru 3x0 Pinheiros/Klar

Sesi 3x1 Renata Valinhos/Country

- Mais uma noite ruim para o Osasco contra um time mineiro. Desta vez, a derrota foi dentro de casa com direito a erros e mais erros no primeiro e segundo sets e muita dificuldade na virada de bola. Até a Dani Lins dançou e foi substituída pela Diana. Preocupa que, aos primeiros sinais de dificuldade, enfrentando adversários mais qualificados, o Osasco não consiga se achar. Mas vamos falar de coisa boa? O Minas soube manter a vantagem que construiu na partida. O time perdeu pontos bobos contra adversários mais fracos neste primeiro turno, mas, ao que tudo indica, começa a encontrar uma regularidade. E para mim não tem discussão quem perde posição no time titular para a entrada da Tandara: ninguém. Nem Carla, nem Rosamaria. Tandara deve ser reserva de inversão e provar na bola que merece conquistar a posição.


- Bauru contratou Érika e Valeskinha. Acho uma boa poder contar com as duas experientes jogadoras, principalmente a ponteira. Sei que não é esta a maior necessidade da equipe, mas a Érika compõe muito bem qualquer grupo. Quando se afastou do Brasília por contusão, vivia uma fase muito boa, sendo importante não só no fundo de quadra como no ataque. Quem sabe ela recupere este bom momento e ajude o Bauru a alcançar melhores resultados.

Comentários

Anônimo disse…
o rexona ja ganhou todos os jogos contra o praia,e gente pf v entrem na comunidade +google https://plus.google.com/u/0/wm/1/communities/110031852290874446595/stream/b0cdd27b-452b-419e-a86e-2c204a34010f
Luis Carlos disse…
Laura, o Praia não se encontrou em quadra, mas coloco muito mérito dr como o Rio entrou em quadra taticamente, dificilmente finalizava um ponto para a equipe de Urbelandia sem a bola pegar no bloqueio ou na defesa. Se a gente analisar os últimos jogos do Rio, vamos ver uma distribuição bem equilibrada na pontuação das jogadoras, isso mostra como Court está distribuindo bem o jogo. Ela ainda tem muito a evoluir, mas já está mostrando bons sinais. É incrível como Fernando consegue tirar leite de pedra!
Marco Barbosa disse…
Olá, Laura e amigos! Compartilho com você o sentimento de 'frustração' por não ter visto um jogo de cinco sets aqui no Tijuca mas, na verdade, não deixou de ser um bom jogo, que merece ser guardado como paradigma de como um time domina a partida, não permitindo nenhuma opção ao adversário. Um jogo para ser usado como material didático. Além dos pontos que você menciona gostaria de citar o condicionamento físico das jogadoras do Rexona como um fator importante. Não é novidade a competência da preparação física lá na Urca, vocês hão de lembrar como a Mihailovic chegou mal cabendo em seu uniforme e voltou sarada para a Sérvia. Isso continua notável, de modo que Carol e Juciely talvez seja a dupla de centrais com deslocamento mais veloz pela rede na SL. Thompson então, com tipo físico naturalmente favorável, está voando pela quadra, tanto para levantar como para defender ou cobrir; o mesmo podemos dizer de Gabi e da outrora questionável Natália. Até Monique, que começou a SL bem devagar, já está em forma, de modo que todo o time sustenta um ritmo que os adversários têm tido dificuldade para acompanhar. Já o Praia não reagiu bem e permitiu ao Rexona impôr seu jogo baseado no trabalho das boas sacadoras com as quais o Bernardinho conta para acuar seus adversários. Evitando escrupulosamente a Michelle, revezavam-se procurando a Tássia, insegura em uma fase menos brilhante na sua carreira, a nervosa Ramirez, para quem nada dava certo e a esforçada Alix que, do alto dos seus 1,95m até passa bem, mas é aquele passe 'russo', aaaaltoooo e leeentooo, tudo que a máquina de bloquear e defender carioca aprecia. Picinin precisa criar opções, talvez dispondo melhor da Ju Costa ou da Daroit. A sequência de jogos contra adversários diretos na SL só começou para o Rexona e os instáveis SESI e Osasco vêm aí. Podemos incluir também o Minas, pois parece que o Paulo Coco tem material suficiente para não contentar-se com pouco e intrometer-se na briga dos favoritos.
Paulo Roberto disse…
Esse desencontro dos principais times durante as partidas tem dois efeitos em mim: primeiro uma certa empolgação porque embola as coisas na tabela (só o Rexona se desgarrando dos demais). Segundo uma certa preocupação com o nível do volei que vem se jogando. O Osasco é o que mais me preocupa primeiro porque do time titular temos quatro selecionáveis e segundo porque o investimento tem sido muito alto pra passar esse tempo todo com um rendimento pífio. Não sei até quando a Nestlé vai manter o investimento nesse padrão.
Anônimo disse…
Pra mim o maior responsável da derrota do Praia foi o Piccinin, um técnico q gosta de por a jogadora pra baixo, a bronca q ele deu na Ramirez foi tão insensata q a jogadora apagou na partida, " Pare de jogar pra vc e jogue para o time!" aos berros... o q se tem de construtivo numa crítica dessa? Tirou a Alix e demorou p/ voltá-la em quadra a 2nda maior pontuadora da SL, Tássia esteve muito ruim, mas faltou o Praia estudar o esquema tático e principalmente os saques do Rexona, Thompson tem aquele saque de gancho q sempre vem com efeito, mas ela sempre saque igual, é estudar p sabe como receber, o técnico precisa saber unir e por o grupo pra cima e não apontar o dedo e esculachar em críticas.
A lI disse…
O idiota do MARCOU BONITTA está fazendo de tudo para a ITALIA ficar de fora das OLIMPÍADAS RIO-2016:Saiu a lista de convocadas para o dificílimo PRÉ-OLÍMPICO EUROPEU,que oferece APENAS UMA VAGUINHA para as OLIMPÍADAS,e COSTAGRANDE "NÃO ESTÁ NA LISTA"!!!
LAURA e amigos, o grande culpado pela desclassificação precoce da ITÁLIA no CAMPEONATO EUROPEU 2015 foi o próprio colecionador de ANÃS MARCO BONITTA.
Como MARCO BONITTA pode cortar sua melhor e mais alta ponteira-passadora CAROLINA COSTAGRANDE de 1,88m para apostar em nanicas LUCIA BOSETTI 1,75m, CATERINA BOSETTI 1,79m e DEL CORE 1,80m.
Que treinador cortaria uma jogadora como CAROLINA COSTAGRANDE???
Só para refrescar a memória vejam as conquistas de COSTAGRANDE:
2006- Supercoppa italiana: MVP
2009 - Supercoppa italiana: MVP
2011 - COPA DO MUNDO: MVP
2014 - Champions League: MELHOR PONTEIRA-PASSADORA jogando pelo VAKIFBANK.
Como você mesmo disse LAURA: A Itália não tem oposto de definição. E ainda tem o agravante de ter ponteiras baixas, mais habilidosas do que de força. COSTAGRANDE que seria a CRAQUE DO TIME e teria a responsabilidade de definidora com seus 1,88m foi cortada para ficar com as anãs?
Vejamos a ITÁLIA tem excelentes líberos e centrais, mas peca nas ponteiras-passadoras pelo tamanho, com COSTAGRANDE a ITÁLIA é outra...
Tenho certeza que com esse treinador que boicota a COSTAGRANDE, a ITALIA não virá ao Rio!!!