Clássico de um set só

Queria ter o vídeo da entrevista pós-jogo da Thaisa para resumir neste post como foi o desempenho do Osasco no clássico contra o Rexona. Foi basicamente assim: “nossa recepção foi uma m. e erramos demais”. 
É, a Thaisa Sincera, infelizmente, tem toda razão. E o problema maior é que esta fragilidade no passe se espraia de forma avassaladora, destruindo todos os outros fundamentos do time e, de sobra, a tranquilidade e lucidez da equipe.

E, do banco, o Luizomar não consegue minimizar os efeitos, pelo contrário. 
Acho que estas constantes trocas e variações de posições mais atrapalham o time do que outra coisa. Nunca vi equipe com rodízio de jogadores dar resultado sem ter, antes de tudo, uma base bem consolidada, que aceite mudanças, aqui e ali, para determinados momentos da partida sem se perder em quadra. 
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Podemos dizer que a partida mereceu o título de “clássico” somente no segundo set, quando se assistiu uma disputa equilibrada. Vimos aquilo que o Osasco pode fazer, mas não consegue manter; e vimos, também, novamente o poder de decisão do Rexona. Natália, Gabi, Jucy e Carol sabem fazer a diferença nos momentos decisivos. 
No primeiro e terceiro sets, o Osasco esteve tão enrolado com seus problemas no passe e ataque que não aproveitou as oportunidades dadas pelo Rexona nos desperdícios de contra-ataques e nos erros de saque (Jucy e Carol, aliás, daqui a pouco vão apanhar do Bernardinho por causa disso). A única jogadora que conseguiu boas sequências no saque – e, por consequência, colocou o bloqueio de Osasco para funcionar – foi a Thaisa. A Carcace teve um e outro bom momento no saque, exigindo que Natália e Cia segurassem a onda nestas ocasiões. No mais, foram saques dados de presente para a linha de passe carioca. 
E o saque é que tinha que ter sido a principal arma do Osasco. Só assim quebraria a velocidade do Rexona, que trabalha assim, acelerado, até mesmo nos contra-ataques. Esse ritmo induz a cometer mais erros, principalmente no ajuste da bola entre levantadora e atacante, mas é ele que tem sido o grande diferencial do Rexona nesta SL. 
Mas, impaciente e irritado com as suas dificuldades, o Osasco só conseguiu manter uma pressão mais constante no segundo set. As meninas do Osasco estão tentando compensar a falta de competência do conjunto apelando para a garra e força de vontade, mas isso não adianta nada quando o básico não é bem feito. Coração e cabeça fazem ótima dupla, mas são péssimos quando agem sozinhos. A Thaisa é uma das jogadoras que fica irritada com a falta de qualidade do time e com os erros, e, então, tenta salvá-lo por conta própria. E, como é óbvio, não consegue. O máximo que alcança é ela também cometer erros bobos e agir com impulsividade.
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Esta parada de final de ano será bem-vinda para o Osasco treinar muito e recomeçar o returno com a cabeça no lugar. Não dá para qualquer dificuldade em quadra a equipe se perder. E é o que acontece. Em qualquer adversidade, o time se desmantela, esquece as estratégias, se desconcentra, cada jogadora tenta se virar sozinha e não há mais conjunto. 
Humildemente, se eu fosse o Luizomar, pediria demissão investiria na Suelle como titular para dividir melhor a cobertura da quadra na recepção com a Brait. E pararia, definitivamente, com este troca-troca: as titulares são Carcaces e Van Hecke. Até porque acho que este rodízio não valoriza o grupo, como ele imagina. Acho que demonstra às jogadoras que ele não tem a mínima ideia do que fazer e, assim como elas, está perdido.
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Resultados da 11ª rodada: 
Vôlei Nestlé/Osasco 0x3 Rexona/Ades 
Dentil/Praia Clube 3x0 Rio do Sul/Equibrasil 
Pinheiros/Klar 3x1 São Cristóvão Saúde/São Caetano 
Terracap/Brasília 3x0 Renata Valinhos/Country 
Sesi 3x0 Concilig/Bauru 
Camponesa/Minas x São Bernardo 

Comentários

Luis Carlos disse…
Acho que o mérito da vitória foi toda do Rio, Osasco errou bastante, mas o Rio também errou. O time carioca joga em conjunto, já o Osasco joga na individualidade. Thaisa foi sincera, mas não sensata, faltou um pouco de espírito de líder pra ela. Entanto, a vitória foi mais que merecida, Natália e Gabi realmente estão voando em quadra, com elas inspiradas fica difícil o Rio não ser campeão.
Realmente a Natália está voando, espero que seja assim também na seleção!
A vitória foi pró mérito do rio, mas acredito também foi por falta de organização tática do osasco, que sobrevive por seus talentos individuais e não como grupo!
Ao luizomar no tempo técnico não faz nenhuma recomendação técnica, só pede mais carinho na bola! Mas lá moçada!
Sendo assim se o osasco não se ajustar tecnicamente não vai ter um final feliz.
Quanto a thaisa não reclamar e sim como capitã tentar ajudar a equipe liderando, é que espera, por ser uma líder ela é o termômetro do osasco!
Sob a Dani precisa melhorar a distribuição, quando ela vai colocar a lise para jogar? Quando a sheila estava apagada ela insistia até a sheila entrar no jogo, porque não faz o mesmo com a lise, vejo ela com peixe fora da água, ainda perdida, ela tem muito para contribuir para equipe! A ivana está jogando bem porém como sempre não define o jogo, nas últimas bolas do set ela não conseguir definir! Gostaria de ver a ivna jogando de ponteira gosto dela jogando
O que VC acha Laura?
Nei disse…
Laura, adorei ver você falando do saque porque de uns tempos para cá passei a analisar mais esse fundamento, não porque quis, mas por saltar aos olhos como sacam mal as equipes, especialmente contra o Rexona. Esse, por sua vez, pelo que me lembro, é o time que saca melhor. Quando joga contra o Sesi não saca na Jaqueline e na Suelen, quando joga contra Osasco não saca na Brait, quando joga contra o Minas, não saca na Leia e por aí vai. Ontem sacaram quase que exclusivamente na Carcaces. Isso ficou claro ontem e erraram até alguns saques forçando e tentando buscá-la. Isso ganha jogo, porque ela não é boa passadora, a desestabiliza no ataque, e destrói os outros fundamentos do time como você bem colocou. As outras passadoras também não são lá essas coisas e a Brait joga sempre sobrecarregada, tentando cobrir a quadra toda e errando bolas que em condições normais não erraria. Sobre isso já disse que seria melhor assumir uma linha de passe com duas, tirando a Carcaces, especialmente contra times que sacam bem. Vale falar que Suele estabilizou mais o time quando entrou, mas o ataque tava ruim mesmo.

O Rio, pelo contrário, saca primorosamente bem, especialmente porque o Bernardo vai em cima de quem erra saque. E a margem de erro é baixa no geral. O Osasco sacou várias vezes na Fabi, o que é um erro juvenil, e não teve a lucidez para perceber que a Natália estava passando bem, e não deveria receber tantos saques, principalmente quando estava no fundo. O saque de Osasco ontem deveria ser na Natália e na Gabi, quando cada uma estivesse na rede. Natália tem que passar na rede pra não atacar livre como fez ontem. Mas, por incrível que pareça, era só ela chegar na rede, que começavam a sacar na Gabi, que estava no fundo ou na Fabi. Justamente o contrário do que deveria ser feito. O resultado vimos: cravada por cima de cravada, por cima do bloqueio, medalhas...

Também não dá para jogar a culpa na Dani Lins como li em alguns lugares. Ela não fez uma partida espetacular como é capaz, mas também não foi tão mal assim. Errou como a Thompson também errou. O ataque estava realmente péssimo. Já disse uma vez que jogo complicado se resolve pelas pontas, e as ponteiras do Rio resolvem, as do Osasco, não. E olhe que o Rio passou estava sem a Monique, que tá voando, e em vários momentos jogou sem oposta. O Bernardo nem sentiu a falta dela. Jogou sem oposta abrindo a rede com as centrais fazendo china e chamando a ponteira pelo fundo meio, e improvisando ponteiras como oposta quando precisou.

Do banco, sabendo da pressão do jogo, Bernado também deu um show ao controlar seu gênio e tranquilizar sua equipe a isentando de pressões e responsabilidades.

Osasco não é um time, é um apanhado de boas jogadoras. O Rexona é um timão super entrosado e treinado, preparado para qualquer adversidade e tem um técnico que conhece bem suas jogadoras e tem uma leitura de jogo que o permitem fazer alterações de efeito.
Essa tática do rodízio deixa o time parecido com o Sesi, uma confusão, com jogadoras inseguras porque perdem o direito de errar e ninguém pode jogar sem poder errar. Um entra e sai e não se define quem é titular. Contrata estrangeiras pra não deixar jogar. Só aqui no Brasil mesmo.
Tô torcendo para o Praia promover uma semi-final Rio x Osasco, para o Rio aplicar outro 3 a 0 e fazer o Osasco tomar vergonha na cara. Tá feio para o Luizomar.

Nei disse…
Continuando:
Thaisa é um capítulo a parte para eu comentar. Pra mim não tem preço vê-la perder. Não gosto dela. Deixei de torcer para o Osasco depois que ela entrou no time e levou um toque de arrogância e salto alto para a equipe. Jogadora emocionalmente desequilibrada, o que é confundido como personalidade forte, que tinha problemas de auto estima, tanto que modificou quase tudo em sua aparência, nariz, cabelo, seios, etc., o que não acho ruim, mas que a tornou insuportável e influenciou o comportamento de algumas jogadoras em Osasco, vide Sheila nas últimas temporadas nas quais passou por lá. Depois dela o Osasco se tornou desequilibrado igual a ela. Treme em finais e nos jogos contra o Rio. Me regozijei ao vê-la pipocar, não fazer pontos de ataque, não bloquear, nada. Passou zerada, como na final contra os EUA em Londres, e no Mundial do ano passado. Ela precisa se humildar (se é que existe esta palavra). Quando joga contra times pequenos grita, berra, manda tomar..., contra os grandes some. Para mim ela é podre.Foi completamente amador e antiético falar mal em rede nacional (mas que será ouvido internacionalmente) de uma colega de time daquela forma. Poucas vezes vi isso. Como fica a cara da Carcaces agora? Thaísa, assim como o time do Osasco, precisa de uma boa psicóloga.

Quero dizer que eu daria oportunidade à Ivna. Essa menina tem potencial. Ela precisa de um bom técnico para treiná-la e estimulá-la. Se eu fosse ela, mandaria meu currículo para a Urca, urgentemente.

Por fim, acho completamente baixo e antiético o Marcos Freitas tentar influenciar na escolha da melhor do jogo. Já é a segunda vez que vejo ele sugerir "oha aí gente, uma boa aposta e possível candidata para a melhor do jogo, prestem atenção". Ele não deveria fazer isso. Mas sabemos que isenção não é o forte da emissora.
Secret disse…
Pra mim, o termômetro do time vem sendo a Dani Lins. Desde Londres, esta está sendo a pior temporada da levantadora. O passe de Osasco está medonho, mas quando o passe sai na mão, a levantadora não consegue fazer levantamentos razoáveis. Contratar a Van Hecke e não deixá-la jogar é injustificável. Sobre a Ivna, quando ela vem conseguindo apagar a má impressão deixada nas temporadas passadas, ela lembra ao torcedor o porquê houve tanta revolta da torcida quando o contrato dela foi renovado. Em relação à Thaísa, eu vi a entrevista e não percebi q ela falava da Carcaces, pra mim foi do time em geral, não notei que ela se referiu a "Chica", mas acho que foi mais um desabafo. Também acho que a Carcaces está fazendo aquilo que foi contratada para fazer, mas como o ataque do time é inexistente, a única jogadora que ataca estará bem marcada, por isso não consegue fazer muitos pontos. Torço para o time de Osasco há anos, ainda não entendi como o "dream team " perdeu aquela SL (Fabi), mas desde então o time está caindo de qualidade a cada temporada. Luizomar fez muito pela equipe, mas nas últimas temporadas ele tem sido a âncora do time, é chegada a hora de mudança. Após 2016, seria ótimo ver ZR no comando de Osasco, para voltarmos a brigar pelo título da SL.
Marco Barbosa disse…
Olá Laura e amigos. Devo dizer que a vitória do Rexona não foi propriamente uma surpresa, mas o torcedor de Osasco deve ter saído apreensivo do Liberatti após constatar que a distância de seu time para os líderes da SL pode ser maior do que se imaginava nessa altura da temporada. Afinal o visitante jogou 'torto', sem sua oposta, só com a entrada e o meio funcionando nos ataques e ainda assim perdeu-se o primeiro set inteiro sem que o bloqueio conseguisse marcar. O segundo set decidiu o jogo, já que foi letal para a equipe da casa constatar que mesmo lutando arduamente e pagando em suor a exorbitância que o Rexona exigia para cada pontinho conquistado, ainda assim não foi possível vencer. O terceiro set foi tão óbvio em seu prognóstico que muitos torcedores deixaram seus lugares antes do apito final. O saque foi mencionado por muitos leitores como fundamento determinante no andamento da partida, no que eu concordo, mas cumpre dizer que a maior diferença entre os adversários foi no ataque. A excepcional Juciely pontuou em três de cada quatro bolas que recebeu, e as ponteiras em metade das suas tentativas, enquanto no Osasco somente Thaísa chegou perto da performance das cariocas. Desse jeito, mesmo sem a Monique ficou difícil para o time paulista ter alguma chance. Luizomar claramente ainda não deu uma personalidade para seu time; parece ter se enrolado com o quê fazer da boa fase da Ivna e, ao mesmo tempo, aproveitar a Lise, uma clássica 'máquina de pontuar'. A belga, aliás, parece desnorteada, vem sendo mal utilizada e, sinceramente, não sei como consegue entender as orientações nas paradas sem que ninguém tente dirigir-se a ela em inglês ou ao menos em um 'italeguês' que possa fazer-lhe algum sentido. A capitã Thaísa, em sua eloquente entrevista no fim do jogo talvez tenha exposto melhor que ninguém o ambiente no Liberatti: as jogadoras tentam resolver na base do esforço individual, algo que pode até ganhar um ou outro jogo, mas dificilmente ganha campeonatos. A própria Thaísa viu seu desempenho declinar a medida que o jogo avançava e as dificuldade acumulavam-se, ao ponto de que ela própria errou em momentos decisivos. Seja como for, Bernardinho e suas comandadas não tem nada a ver com as agruras de Osasco e fizeram uma partida que, se não foi tão perfeita quanto o jogo contra o Praia, foi mais que suficiente para dominar inteiramente o adversário, sacando com inteligência, pressionando no bloqueio e contra-atacando em velocidade. A Thompson não ajuda na rede, mas é quase uma segunda líbero cobrindo e defendendo, além de a cada dia parecer mais bem entrosada com suas atacantes, como provam as performances da Juciely , Gabi e Natália. A gringa demonstra ficar mais confortável chutando para a entrada, mas eu suponho que o Bernardinho esteja fazendo ela suar na Urca, de modo que eu imagino que até no fim da temporada ela estará com confiança para um repertório mais amplo. Espero que o Kiraly não perceba, pois isso tudo pode no final acabar assombrando o JRG em algum momento, assim como a Mihajlovic certamente fará com a camisa da sérvia. Finalizando, peço desculpas pela minha cansativa delonga, mas se o gentil leitor teve paciência comigo até aqui, permita-me comentar também que acho a jovem Lorenne ainda verde para o encargo da saída de rede do decacampeão da SL. Bernardinho precisa ter cuidado para que não vejamos prejudicado um talento tão promissor.
Carina disse…
Laura e leitores, fiquei frustada com esse jogo, esperava um jogão entre essas duas equipes. Nem preciso repetir o que já escreveram aqui, sobre o sentimento de individualidade da equipe do Osasco e a confusão tática em que se encontra o time. Quando assisto aos jogos do Osasco vejo uniformes lindos, jogadoras maquiadas, ou seja, a parte estética está OK, só está faltando jogar um bom vôlei... Aliás, não sei como o patrocinador está reagindo; só espero que ele não desista do Osasco.
Paulo Roberto disse…
Sempre torci pro Osasco, porque na verdade nunca suportei a arrogância do Bernadinho. Mas como o Nei disse, desde que o time passou a jogar de salto alto minha torcida pelas osasquenses diminuiu. Gostaria de contribuir com minha visão sobre o time nessa temporada.

Primeiro acredito que um bom time de voleibol (aliás qualquer esporte coletivo) começa por um bom comandante. Desde que aquele time que era a seleção brasileira perdeu a final da SL na temporada 12/13 que todos vem questionando a capacidade técnica do Luizomar (aliás, antes até).Ele tem o carinho e o respeito das jogadoras por causa do tratamento que dispensa a elas, mas habilidade técnica pra corrigir o time quando as coisas saem dos eixos já foi provado e comprovado que ele não tem. Ele fez muito pela equipe, correu atrás da Nestlé quando a Finasa abandonou o projeto, mas agora acho que chegou o fim da sua era no Osasco. Ou os dirigentes mudam o comando, ou o time continuará ladeira abaixo.

Segundo, a montagem do time de voleibol deve começar pela levantadora. Dani Lins sempre foi aclamada como uma levantadora muito técnica, ousada e talentosa. Mas o que lhe sobra de talento é proporcional à insegurança e falta de capacidade de análise nos momentos críticos do jogo. O pior é que quando ela encarna a Pani Lins, todas as jogadoras percebem e ela leva o time junto. Levantador não é só talento e habilidade. Por essas e outras que prefiro a Fabíola. Dani ainda é imprecisa nas bolas de ponta, mesmo com o passe na mão. É incrível como o título olímpico não foi capaz de aparar essas dificuldades! Então, acredito que o erro na montagem do elenco começa aí: como eu vou ter uma levantadora dependente de um passe de excelência pra mostrar o seu melhor e não tenho uma boa linha de passe?

Terceiro, concordo em parte com o Nei em relação à Thaísa. Gosto dela tecnicamente, acho uma p. central, mas lhe falta o equilíbrio necessário para ser a capitã. As declarações dela no final do jogo só mostram que falta comando nessa equipe do Osasco.

Quarto, é incrível como a CT não percebe que esse rodízio de jogadoras só faz mal ao time.

Enfim, acho que pro Osasco a solução é a troca urgente do CT, pedra que canto já faz uns três anos.
Abraão disse…
Acho que Osasco por razoes extra-quadra( leia-se Luizomar de Moura) acostumou-se perigosamente a perder para o grande rival sem que exista qualquer sinal de que o time possa reagir num curto prazo. Tirando os dois anos em que circunstancias muito particulares contribuíram para que a esquadra do jose Liberatti superasse o rio na final, digo sem medo de errar que sob o comando dessa CT não existe qualquer possibilidade de o elenco de Osasco ameaçar a hegemonia carioca nessa superliga. Apostaria muito mais nos times mineiros como potenciais candidatos a causar algum incomodo frente ao domínio das mocas da Urca. Se em algumas finais Bernardinho foi capaz de dar no em pingo d'agua, como se diz na minha terra, sendo campeão com times bem mais modestos do que os que o seu adversário tinha nas mãos, esse ano, assim como nas duas temporadas anteriores, acredito que proporcionalmente os elencos se equivalham, Osasco tem mais qualidades pelo centro, ao passo que o rio se sobressai nas extremidades.
Imagino que no meio da temporada mudanças possam trazer muito mais traumas do que soluções. Ate mesmo pelo maior conservadorismo que se observa no voleibol, acho praticamente impossível que a Nestle cogite uma troca de comando com o campeonato em andamento como esta. Mas algo deve ser pensado em relação ao futuro. Pois a historia tem demonstrado contundentemente que times espetaculares que se mostram incapazes de decolar so podem ter em seu estrategista( neste caso o anti-estrategista Luizomar) o grande, senão, o único respondível pelo fracasso!
Laura disse…
Oi, Dioner! Acho q, com a Ivna como ponta, o Osasco ia continuar tendo prejuízo no passe e sem ter um poder de definição como o da Carcaces. Mas, sinceramente, o q acho q importa agora é o Luizomar escolher uma formação definitiva, seja com Ivna ou sem. Vc comentou q a Dani nao aciona tanto a Lise. Verdade, mas como fazer se a belga mal fica na partida? É toda hora sacada.

Sempre se comenta o entrosamento da Thompson com as atacantes no Rexona. Estamos vendo o qto demora para ficar redondinhas as armaçoes - e olha que a base do time é sempre a mesma. Imagina como deve estar sendo pra Dani e Lisa que mal conseguem estruturar a sua "relação".
Laura disse…
É, Nei, tb nao entendi a insistência no saque na Natália qd ela estava se saindo bem.
Laura disse…
Marco, foi longo o comentário, mas foi uma análise bem completa da partida! Sobre a Lorenne, gostei q o Bernardinho a colocasse. Acho q o desempenho na bola nem foi o q a fez sair do time, mas a falta de envolvimento. Ela sentiu a pressão - e, convenhamos, sem mto motivo pq,apesar de ser um clássico, ela estava bem cercada e sem grandes responsabilidades. Pensei q, com o desenrolar da partida, ela fosse se soltar, mas nao. Mostrou q está bem verde mesmo.
Laura disse…
Carina, sempre me pergunto o q está pensando o patrocinador do Osasco... E espero q ele desista do treinador e nao do time na próxima temporada.
A lI disse…
Bernardinho transformou a Brankica Mihajlovic na principal atacante da SÉRVIA,depois de passar pelas mãos do Bernardinho,Mihajlovic liderou a Sérvia na conquista inédita da PRATA na COPA DO MUNDO-2015 e a classificação antecipada para as Olimpíadas,deixando as Campeãs Europeias RUSSAS para disputar o dificílimo PRÉ-OLÍMPICO EUROPEU.Agora é a vez de THOMPSON evoluir nas mãos do BERNARDINHO.Como o MARCO BARBOSA citou,THOMPSON atua como uma SEGUNDA LÍBERO,por várias vezes em vez de compor o bloqueio,se afasta e fica na defesa da diagonal curta e na cobertura da pingada,e está defendendo muito essa THOMPSON,ágil como uma FELINA.Sem falar que THOMPSON lidera as estatísticas como a SACADORA mais eficiente da Superliga.Contra o NESTLÉ,Natália se destacou no passe e GABI foi um MONSTRO NO ATAQUE.Parece que esse tempo parada,se recuperando de contusão fez muito bem à JUCIELY,ela voltou ainda melhor que antes.Pra mim,JUCIELY é presença certa nas Olimpíadas.
Sou torcedora do DENTIL/PRAIA CLUB,mas tenho que reconhecer que o REXONA é o grande favorito para essa SUPERLIGA.É claro que com o elenco MARAVILHOSO que o PRAIA montou para essa temporada,numa final,tudo pode acontecer...E o PRAIA entrou nessa Superliga para brigar pelo TÍTULO.
Na verdade,considero que o REXONA,pelo que vem jogando hoje, já esteja na GRANDE FINAL.A briga na verdade é para saber quem será o segundo FINALISTA!!!Considerando os elencos e os times,no papel,os candidatos a fazerem a final com o REXONA são DENTIL/PRAIA CLUB,SESI,TERRACAP/BRASÍLIA,NESTLÉ e CAMPONESA/MINAS.O grande segredo para estar na final é se livrar do caminho do REXONA nas QUARTAS-DE-FINAL e na SEMIFINAL,para tentar,num dia inspirado ganhar do REXONA em uma final.Acho muito difícil o Rexona ser desclassificado nos play-offs,mas numa final,quem sabe?Talvez o Rexona possa perder...
O fato é que o fator Bernardinho é fenomenal:jogando com 2 juvenis na posição de oposta se revezando,Lorene e Drussyla,Bernardinho conseguiu humilhar o NESTLÉ em Osasco,imagina se não tivesse desfalcado da MONIQUE,a surra no NESTLÉ seria muito maior...
A lI disse…
LEAL BRASILEIRO!!!Nossa que belo PRESENTE DE NATAL para o VOLEIBOL BRASILEIRO!!!LEAL,ponteiro-passador de 2,01m e 104Kg,já mora em MINAS GERAIS desde 2012 e já se considera um mineirinho típico,se adaptou muito bem à família Cruzeirense e está no auge da carreira
Em 2010,por querer fugir da DITADURA CUBANA,Leal foi suspenso por 24 meses pela Federação Cubana de Vôlei que impôs uma punição DESLEAL ao Leal para ficar dois anos de carência sem poder jogar por um time profissional de vôlei.Depois de cumprir esse punição injusta e absurda,por simplesmente querer ter sua liberdade dessa ditadura insana,Leal assinou contrato com o Sada Cruzeiro Vôlei e não parou mais de evoluir no voleibol.No Cruzeiro Leal obteve uma ascensão meteórica, foi:Campeão Mundial/2013,quando recebeu o troféu de melhor ponteiro do torneio,Campeão Sul-Americano/2014 e Vice-campeão/2015,escolhido como melhor ponteiro para a seleção do torneio nas duas edições,Bicampeão da Superliga em 2014 e 2015 e Vice-campeão em 2013,melhor atacante das edições 2014 e 2013 e o MVP da final em 2015,Campeão da Copa Brasil/2014,Campeão do Torneio de Irvine-EUA/2014,Tricampeão Mineiro/2012,2013,2014.
Detalhe a ressaltar:a incoerência da DITADURA CUBANA fez o MUNDO ficar DOIS ANOS sem poder ver o TALENTO DO LEAL em QUADRA!!!ALÉM DISSO,prejuízo finaceiro:LEAL ficou DOIS ANOS sem poder receber salários pelo o que mais gosta de fazer:JOGAR VÔLEI!!!
A lI disse…
Não adianta o BAURU ficar contratando Valeskinha e Érika se o erro já começou na levantadora... Sinceramente,um bom time tem que começar por uma boa levantadora e ANA TIEMI não nasceu p/ser titular em time nenhum.No máximo,TIEMI serve para esquentar um banco de reservas de um time e entrar de vez em quando,mas ser o cérebro de uma equipe como titular não é p/ela!Nesse ponto prefiro a filosofia do Talmo:apostar em jogadoras jovens,como CAROL LEITE e PRI HELDES,que possam evoluir em vez de uma levantadora já rodada como a ANA TIEMI,que todos sabem que já não vai chegar a lugar nenhum.Nesse caso,apostaria até em por a CAMILA ADÃO como titular,pois a CAMILA pelo menos tem mais personalidade que essa apagada da TIEMI,que,por onde passou teve que esquentar um banquinho porque não nasceu p/ser titular mesmo!
Eduardo Araujo disse…
Olá tudo bem com vocês? mais uma vez o Osasco levou uma surra, bom existem vários problemas pelo menos pra mim.

Eu jamais montaria uma equipe com uma levantadora de 7 pontos, já que estaria sacrificando outras posições.

Mas oq você espera de uma jogadora de 7 pontos, que no minimo ela faça diferença na maioria dos jogos e ai esta o problema da Dani Lins, ela não faz a diferença na maioria dos jogos.

Se espera que uma levantadora de 7 pontos, conserte 70% dos passes B e transforme em levantamentos A, ela não consegue nem fazer 40% disso.

Oq me impressionou que quando ela foi para o banco na inversão do 5 X 1, o time começou a rodar, e a reserva dela é totalmente desconhecida, e não é a primeira vez que acontece isso na temporada.

Pra mim a Thaisa jogou outro jogo, na declaração dela, toda vez que a Dani Lins colocava uma jogadora sozinha no bloqueio, o levantamento não estava bom, ou era colocada na rede, ou alta demais, ou muito atras da jogadora, ai não adianta.

Já é o segundo ano seguido com a Dani Lins como cérebro da equipe que o Osasco faz uma temperada péssima, o ano passado ainda chegou na final aos trancos e barrancos, e foi humilhado pelo Rio.

Bom fico com o comentário da venturine, levantadora boa é aquela que recebe um passe ruim e consegue transformar em um levantamento bom, pq jogar com a bola na mão todo levantador consegue.
Rafael Modesto disse…
Acho que apesar de a Dani Lins não estar apresentado o seu melhor voleibol ultimamente, é o momento de apoiarmos a nossa levantadora. Ela é a melhor jogadora brasileira da posição, ao lado da Fabíola. Mas a Fabíola tá grávida, por isso só sobrou a Dani pra defender a nossa seleção. As outras levantadoras não chegam nem perto da qualidade dela. Todos sabemos que a Dani é talentosa, técnica, habilidosa e, ao contrário do que muitos disseram, ela conserta sim passes ruins e força jogadas de primeiro tempo em condições adversas. É tempo de apoiarmos a nossa Dani Lins, para que ela se sinta confiante e segura pra desempenhar o seu papel nos Jogos Olimpicos, porque sem ela nós sabemos que não vamos conquistar o tão sonhado tri em casa. Lembrem-se do quanto a Dani foi importante em Londres, e de tantos outros momentos bons que a nossa levantadora nos proporcionou, com sua inteligência e visão de jogo. Ao invés de criticar, devemos apoiar e torcer para que ela recupere o seu melhor jogo, porque isso é o que é mais importante, independente de clube ou de Superliga. Pensem na Dani como a nossa defensora na seleção brasileira!
Nei disse…
Faço coro contigo, Rafael. Apoio a Dani nesse momento difícil. Realmente ela não fez uma excelente partida, nem vem fazendo uma temporada excepcional. Não parei para pensar nisso. Vou observá-la melhor na volta da liga para comentar melhor. Mas insisto que não foi por causa do seu desempenho que o Osasco perdeu. Foi uma soma de parcelas e o mal jogo da Dani foi apenas uma. O Osasco já perdeu tendo a seleção brasileira em quadra na edição 2012/2013 tendo a Jaqueline como melhor recepção, Fernanda Garay melhor atacante, Camila Brait melhor defesa, e FABÍOLA MELHOR LEVANTADORA. Além disso tinha Thaísa, Adenizia e Sheilla. Dessa forma não dá para dizermos que foi culpa da Fabíola, a melhor levantadora, assim como não é culpa apenas da Dani, agora. Os problemas do Osasco são de outra natureza e vêm sendo discutido ao longo do tempo aqui.
E Eduardo Araújo, eu fico com meu próprio comentário: atacante bom é o que recebe um levantamento ruim e converte em ponto. Isso sim tá faltando em Osasco, não só levantamento. Já perdeu com Dani, com Fabíola, com Albuquerque, etc.
E o próprio Rio também perdeu para o Osasco com tal Venturini, considerada melhor das galáxias, quando a Fabíola, de novo melhor naquele ano, a tombou na final.