E foi dada a largada!


E começou a Superliga 15/16!

O ponto de exclamação é mais pela felicidade em voltarmos à rotina de jogos do que exatamente empolgação por esta temporada. Algo me diz que, pela configuração dos elencos atuais, teremos uma disputa muito mais concentrada em Rexona e Vôlei Nestlé do que nos anos anteriores.

Sim, não estou colocando fé no Sesi para ser um coadjuvante de peso, mesmo com o reforço da Jaque. Talmo já queimou minha língua na temporada retrasada, nada impede que isso aconteça de novo. Mas tenho dificuldades em apostar na dupla Andreia e Ellen e nas levantadoras. Acho que teremos mais uma temporada de troca-troca nesta posição no Sesi, aliás.


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O Sesi começou com vitória a SL deixando escapar um set contra o São Bernardo (que, felizmente, acolheu a Elisângela no seu elenco). Estas “escorregadas” fazem parte de um início de campeonato, são compreensíveis. O Vôlei Nestlé também perdeu um set contra o Rio do Sul, no jogo de estreia válido pela 11ª rodada.

O problema mesmo é quando o escorregão vira tombo, como aconteceu com o Camponesa/Minas contra o mesmo Rio do Sul (Spencer Lee, mais uma vez, mostrando sua competência). Um time superior em qualidade e tradição pode balançar, mas na hora H tem que saber vencer – como fez Rexona contra o Pinheiros na Supercopa. 

Não assisti à partida, mas pela leitura dos números percebe-se que o Paulo Coco não teve paciência com a dupla Rosamaria-Naiane e as sacou do jogo logo no primeiro set. Realmente a Rosamaria teve um aproveitamento muito baixo e a Karol, sua substituta, apesar de jovem, carregou o ataque junto com as centrais. Só que problema do Minas não foi somente no ataque. Se o Rio do Sul soube se aproveitar das dificuldades mineiras no ataque com um bom bloqueio, o Minas não. A Emilce Sosa engoliu o ataque mineiro enquanto Ju Nogueira teve uma noite de Goncharova e passou imune à marcação de Gattaz e cia.

É decepcionante, portanto, esta estreia do Minas. Em compensação, o conterrâneo Praia Clube começou bem a temporada. Levou o título mineiro e venceu o São Caetano na primeira rodada da SL sem sustos. A norte-americana Klinemann deu uma boa tranquilidade à virada de bola do Praia. Quem sabe agora, sem estar cercado de grandes expectativas e com um elenco com boas opções de troca, o time de Uberlândia surpreenda e chegue mais longe do que nas temporadas passadas. 

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Para finalizar os comentários sobre este início de SL, é bom ver a Thaísa voltando, aos poucos, às quadras. Importante para o Osasco, mais ainda para a seleção brasileira. A outra expectativa de retorno fica agora por conta da Tandara. Apesar de ser uma “recuperação” mais fácil – afinal, voltar da gravidez é bem mais light do que de cirurgias nos dois joelhos –, acho que a Tandara vai penar mais para reencontrar um alto nível de jogo que, mesmo antes da gravidez, não estava dos melhores. 

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Resultados da 1ª rodada da SL 15/16: 

Rexona 3x0 Renata Valinhos/Country

Concilig/Vôlei Bauru 0x3 Vôlei Nestlé/Osasco

Sesi 3x1 São Bernardo

Dentil/Praia Clube 3x0 São Cristóvão Saúde/São Caetano

Rio do Sul/Equibrasil 3x1 Camponesa/Minas

Terracap/Brasília 0x3 Pinheiros 


Comentários

Luiz Henrique disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
Welmer Sales disse…
Infelizmente, essa Superliga deve ser semelhantes às outras com Rexona e Osasco dominando e chegando à final. Não gosto de fazer previsões em cima dos jogos iniciais, mas hoje não vejo nenhuma equipe que possa fazer frente às duas mais tradicionais equipes do voleibol brasileiro. O Praia começou bem com uma vitória em cima do arrumado time de São Caetano parece melhor arrumado que na temporada passada, mas quero ver se terá consistência com o decorrer da competição. O SESI tem Fabiana e Jaque que são duas jogadoras conceituadíssimas e que podem ajudar o time a ser competitivo, o que me preocupa no time da capital paulista são as levantadoras, nenhuma delas passa confiança e acho que esse será o grande calo da equipe e que impedirá que o time consiga encarar de igual para igual Rio e Osasco. O Minas, decepção dessa primeira rodada pra mim, tem um elenco bem interessante e espero que essa derrota inicial não reflita o que vai ser a temporada do time, espero (e torço) muito ver uma evolução no voleibol da Rosamaria e que a Mari Paraíba apresente um voleibol consistente como o da temporada passada e que ela segure o fundo de quadra juntamente com a Léia. Gattaz e Mara são uma dupla equilibrada de centrais e acho que com a chegada da Tandara o time irá ter mais força na virada de bola o que deve dar mais tranquilidade à Naiane. Se o Minas for um time coeso nessa temporada, o que acredito que pode ser pelas peças que possui no elenco, poderemos ver mais uma vez a equipe de BH dando trabalho às grandes equipes dessa SL.

A minha maior expectativa é que essa SL seja a afirmação de jogadoras como Naiane, Rosamaria, Paula Borgo e outras e que possamos ver bons jogos nessa temporada. Ah, e embora não acredite que teremos nessa SL, seria bom ver alguma surpresa positiva acontecendo. E, ia esquecendo, que a Fê Garay encontre um time pra jogar aqui no Brasil ou em qualquer lugar do mundo!

Acho que é isso :D Boa Superliga a todos :)
Nei disse…
Gente eu assisti a São Bernardo x Sesi na Rede TV e fiquei me perguntando como funciona a escolha da melhor jogadora, pois no sportv a escolha é feita nos eu site e quanto às outras emissoras? Não vai ter melhor jogador na Rede TV? Isso não seria atribuição da CBV?

Não vi o final pra saber se teve melhor jogadora, mas alguém sabe como vai funcionar?

Marco Barbosa disse…
Olá Laura e amigos. Não sei qual critério foi utilizado pelo Sportv para escolher o jogo a ser transmitido na estréia da SL. Imagino que puramente comercial para cumprir compromisso com a Unilever, pois em apelo esportivo era certamente a opção menos desejável da rodada. Nada contra a brava equipe de Valinhos, mas sua inexperiência diante do grande adversário deixou-as intimidadas e desconfortáveis, transformando o jogo da tv em um treino que pouco exigiu do Rexona. O jogo foi vencido pelo saque do Rexona, um time cheio de boas sacadoras táticas; sem passe e sem uma atacante firme de bolas lentas, Valinhos pouco pode mostrar de seu jogo. Do lado carioca vemos ainda um esforço para encaixar o time com sua nova levantadora. Courtney tem um estilo que me agrada, com um movimento vigoroso e elegante, preferindo sempre que possível levantar em suspensão, quando imprime ótima velocidade na bola graças ao seu notável bom preparo físico; parece que ela busca uma bola mais rente à rede, tanto para as centrais quanto para as ponteiras, em 'chutadas' sem muita parábola. Fica legal quando o entrosamento é bom, mas este ainda não é o caso e as atacantes receberam muitas bolas fora da posição ou do tempo ideal. Contrário ao que eu imaginava, é a Natália e não Gabi ou Monique que está melhor assimilando este jogo e, contra Valinhos, pontuou com vários golpes diferentes e não sofreu com o bloqueio ou precisou de largadas facilmente defensáveis. Discretamente o Bernardinho testou uma ou outra combinação de jogada, com fintas rápidas, mostrando um trabalho em seu começo, mas já sofisticando os objetivos. Creio que a gringa dará conta, pois mostrou uma grande disposição, suando à cântaros na abafada quadra do Tijuca, numa curiosa contrapropaganda do produto anunciado em sua camisa. Agora estou ansioso para ver o Osasco e o Praia. SESI? Bem, nem tanto.