Osasco, com sobras


O Vôlei Nestlé/Osasco sagrou-se campeão paulista, seu quarto título consecutivo.

Ao contrário do que se poderia imaginar, não houve equilíbrio nesta disputa. O Sesi bem que ganhou um set na primeira partida, mas, em geral, mal conseguiu ter o controle sob seu próprio jogo – muito menos sob o adversário.

O Osasco jogou muito à vontade nas duas partidas. Dani Lins teve grande atuação com uma recepção segura por parte da Gabi e, até, da Carcaces. Se a cubana não foi sensacional no ataque, ao menos não comprometeu no fundo de quadra.

Com a velocidade imposta pela levantadora, ficou difícil para o bloqueio do Sesi ser efetivo. Pelo contrário, o do Osasco é que fez a diferença. É que a recepção do Sesi foi bastante problemática com a Ellen, o que dificultou toda as armações de jogadas por parte do time da capital. A Fabiana foi muito pouco usada, limitando ainda mais as opções de ataque do Sesi que já não tem lá um arsenal muito rico (Jaqueline ainda está abaixo do que pode render, as opostos não são bolas de segurança e a Ellen fica sobrecarregada com a responsabilidade de passar e virar, alternando bons e maus momentos). 
 
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Acho que o ataque será um dos principais problemas do Sesi nesta temporada. Já comentei aqui e mantenho a posição de que não me agrada a Andreia como oposto. Assim, prefiro a Sabrina como titular. Só que ela ainda tem estrada a fazer e precisa ter com quem dividir a responsabilidade. A Ellen se vira bem nos 30, mas é frágil na recepção, o que compromete não só o seu trabalho como das demais atacantes.

A Jaque pode ajudar a todas elas, sem dúvida. Com ela jogando melhor, o time deve ganhar mais equilíbrio, como vimos no Minas ano passado. Mas também vimos que ela não faz milagres. Se o passe do Sesi não encontrar uma regularidade a ponto da Fabiana ser uma bola com a qual se possa contar, o time vai ficar muito distante de Osasco e Rexona. 

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Já o Osasco parece bem melhor encaminhado neste início de temporada em comparação ao Sesi e a ele mesmo no ano passado. Afinal, o time já tem um entrosamento legal e conta com as jogadoras em bons momentos – com exceção da Carcaces, que, a meu ver, pode render mais no ataque.

As selecionáveis Dani Lins, Adenízia e Brait começaram bem, mostrando que serão o núcleo de estabilidade do time. A Gabi tem feito bem sua parte na recepção e no ataque. Resta saber se conseguirá manter este bom nível na Superliga. De qualquer forma, ela tem uma substituta de qualidade, pelo menos para o fundo de quadra, que é a Suelle. Enquanto a Thaísa não retorna, a Saraelen também defende muito bem a posição.

Só acho que há que se ir com cautela na avaliação da Ivna. Ela pontuou com facilidade nestas duas partidas, mas vamos combinar que o bloqueio do Sesi chegava quebrado o tempo inteiro. Para uma oposto, ela tem que provar muito mais.


Comentários

Marco Barbosa disse…
Olá Laura e amigos. Ao ver a decisão do Paulista, a palavra 'lento' me ocorria à cada ação do SESI. Já que você não mencionou, achei que a Carol Leite e a Priscila Heldes viveram uma jornada bem infeliz e, mesmo quando o passe chegava razoável, tinham enorme dificuldade para encontrar uma solução. Priscila até melhorou o panorama em relação à titular, mas ainda muito aquém do necessário para jogar a SL com alguma chance de chegar ao menos à semifinal. Nem chegamos a ver como está o contra-ataque do Osasco, quase sempre desnecessário no decorrer do jogo. A destacar também a notável dificuldade do Talmo em lidar com o seu time, pois mais uma vez aparecem rumores que, se são normalmente exagerados, costumam ter ao menos alguma base na realidade. Desta vez envolve a estrela do time, ausente por vários dias do treinamento e com uma atuação um tanto estranha. Se Jaqueline ao menos teve uns bons momentos, da Fabiana não há o que comentar. Se a sua ausência do ataque pode ser justificada pelo mau desempenho das levantadoras, sua falta de efetividade no bloqueio é difícil compreender. Mais uma vez o SESI terá de trabalhar para superar suas dificuldades com a SL em andamento.
Cacciatori disse…
Realmente falta uma ponteira de mais calibre no Sesi, q implicância é essa de nao querer importar jogadora?? q coisa atrasada! Se continuar assim a cada jogo vai ser um choro da Jaqueline, se bobear o Minas na temporada passada tinha até um arsenal de ataque mais potente q apresenta esse atual Sesi.

Ivna sambou na cara das adversárias, será q desencantou mesmo ou o adversário era muito fraquinho? Tudo muito no início ainda e falta mais parâmetro p dizer. Gabi também sambou, jogou soltinha, soltinha.. Sesi além da falta de ataque, Kd bloqueio?

Laura, ao contrário do Marcos Freitas, NUNCA achei Carcaces uma atacante matadoura, com ataque fuzilante, típico das cubanas, sempre se garantiu mais no alcance, na impulsão do q na força do braço. Adora quando ela passa a pranchinha, linda e o cabelo fica uma seda.
A lI disse…
Boa Noite Laura, está na hora do post "DENTIL PRAIA CLUB PENTA-CAMPEÃO MINEIRO"!!!
O Praia Clube entrou com Claudinha, Daymi Ramirez, Michelle, Klineman, Walewska, Natasha e Tássia de titulares, e com Maria Luísa e Ju Carrijo nas inversões do 5x1. O Minas escalou Naiane, Rosamaria, Samara, Mari Paraíba, Carol Gattaz, Mara e Léia, com Marcela, Carla, Laís, Karol Tormena e Valquíria entrando no decorrer da partida.
Como eu havia previsto, sem Jacqueline, o Minas iria sucumbir diante do timaço do Praia e foi o que aconteceu.
Parabéns ao novo time praiano e ao técnico Ricardo Picinin que soube montar um grande time.