Deixem a Elisângela jogar

Ia fazer um post sobre o primeiro jogo da final do campeonato paulista, de como o Osasco foi muito mais time do que o Sesi,  mas o assunto do dia é outro, infelizmente. O Bruno Voloch publicou em seu blog que a Elisângela pediu aos clubes da Superliga para ter sua pontuação no ranking da competição reduzida para poder, assim, permanecer e disputar a temporada 15/16 no Vôlei Nestlé (leia aqui). Três clubes recusaram a proposta feita pela medalhista de bronze olímpica: Pinheiros, Praia Clube e Sesi (este, se absteve. Ou seja, negou da mesma forma).

Entendo que esses clubes não queiram abrir precedentes ou estejam agindo em retaliação por alguma outra questão que lhes tenha também sido negada. De qualquer forma, nenhum dos argumentos deixa de ser mesquinho. Afinal, o que estes “nãos” significam é um humilhante pé na bunda de uma jogadora com um currículo admirável e com história no vôlei brasileiro.

Praia Clube, Sesi e Pinheiros: vocês estão impedindo uma pessoa de trabalhar e forçando uma aposentadoria que nenhuma atleta merece. Se vocês são clubes que incentivam o esporte, como podem agir desta forma?


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Concordo com quem diz que, no fundo, o problema está no ranking, que era pra ser uma forma de equilibrar os elencos da Superliga, mas que, convenhamos, não atinge esse objetivo. No texto do regulamento, o ranking é justificado por evitar, “igualmente, a formação de ‘superequipes’ e a predominância do fator econômico”. Mas, respondam aí: o que são Osasco e Rexona, há uma década, além de superequipes que dominam a competição por conta dos recursos financeiros dos seus patrocinadores? O que o ranking fez, nos últimos anos, na verdade, foi facilitar a saída de jogadores do Brasil.

No entanto, mais ao fundo e por trás deste caso da Elisângela e da permanência do ranqueamento está a acomodada e leniente CBV, que não protege clubes nem atletas. A CBV focou-se nas seleções, cujos resultados davam cartaz e empoderavam o seu ex-presidente, e entregou a Superliga aos clubes. Esses, por sua vez, reclamam - com razão - da falta de incentivo da confederação na promoção das categorias de base e na manutenção dos times.

Hoje, fragilizada e sob os olhos atentos dos patrocinadores, a entidade não quer comprar nenhuma briga contra os clubes, o que deixa os atletas ainda mais desprotegidos. Afinal, quem está ao lado deles? Ninguém.

Por isso, reforço a importância da mobilização real e prática dos atletas do vôlei brasileiro. Houve uma, recentemente, quando as maracutaias da CBV foram divulgadas. Mas onde está o movimento agora?
Os atletas precisam se organizar e ter uma representatividade maior neste cenário em que clubes e CBV são protagonistas senão vamos continuar vendo injustiças como estas contra a Elisângela acontecendo.

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Pê ésse: 

- Achei estranho que, em alguns clubes procurados, quem deu o aval ou não à redução da pontuação da Elisângela foi o treinador. No caso do Bernardinho, no Rexona, até entendo, ele criou o time. Mas o Pinheiros não tem um coordenador do vôlei independente, com ideias próprias? É o Wagão que responde por tudo lá? Quanto profissionalismo!

- Neste sábado, três brasileiros entram para o Hall da Fama do vôlei internacional. Entre eles, a Fofão. Muito merecido!

Comentários

Unknown disse…
Boa materia sobre o caso Elizagela.

http://saidaderede.com.br/caso-elisangela-todos-os-lados-de-uma-questao-complicada/

sds

A lI disse…
Basta CBV!!! Não quero NENHUMA EXPLICAÇÃO SOBRE O RANKING, pois o sistema de ranking é ridículo, preconceituosos e humilhante para nós atletas!!!

Quem for ler a explicação da CBV pode parar logo no "visando ao equilíbrio"

Que equilíbrio??? REXONA e NESTLÉ frequentemente no PODIUM provam que o ranking NÃO EQUILIBRA NADA!!!

O que equilibraria alguma coisa seria TRABALHO DE BASE FORTE E BEM FEITO NA FORMAÇÃO DE JOGADORES E PATROCINADORES FORTES!!!

Esse ranking me lembra o CANAL DO BOI, faz eu me sentir como uma VACA sendo leiloada!!!
Ou se formos voltar mais no tempo, esse ranking me faz sentir num MERCADO DE ESCRAVOS, onde os SENHORES DE ENGENHO ficam me rotulando com pontos como se eu fosse uma mercadoria qualquer e não um ser-humano!!!

O ranking nunca trouxe equilíbrio, ao contrário SEMPRE TROUXE DESEQUILÍBRIO EMOCIONAL AOS JOGADORES NA HORA DE RENOVAR OU ASSINAR UM NOVO CONTRATO!!!

O RANKING traz incertezas, insegurança, depressão, constrangimento e humilhação a nós jogadores que sempre ficamos muito tensos a cada final de temporada.
O ranking na verdade causa um ENORME DESEQUILÍBRIO emocional nos jogadores que são muitas vezes obrigados a:

1. Aposentar-se precocemente.

2. Ser EXTRADITADO para o exterior

3. Ficar DESEMPREGADO com as contas atrasadas a pagar.

Por tudo isso: acabem logo com esse ranking!!!
A lI disse…
GOLDEN SET:
Quem foi a ANTA que inventou um GOLDEN SET de 25 PONTOS???
Adoro o sistema de GOLDEN SET, mas o GOLDEN SET EUROPEU é de 15 pontos e não de 25 PONTOS!!!
Por que na EUROPA o GOLDEN SET é de 15 pontos e no Brasil tem que ser de 25??? É um tremendo absurdo disputar uma partida de 5 sets e depois de um tie break de 15 pontos, voltar para disputar um set de 25 e não um de 15 pontos!!!
Vale ressaltar que sou SUPER A FAVOR do sistema de jogos de ida-e-volta com GOLDEN SET.
Quero ressaltar que SOU A FAVOR DO GOLDEN SET no jogo de volta, mas que ele seja de 15 pontos e não de 25, como foi na semifinal do paulista entre SESI e SÃO JOSÉ!!!
A lI disse…
Esse começo de temporada está sendo muito bom para a IVNA que novamente foi o destaque dessa série final.
Repito que a sombra de LISE VAN HECKE à sua cola deu nova motivação à IVNA fazendo com que ela subisse de produção para se manter como titular.
De qualquer forma, o time da NESTLÉ está com a inversão do 5x1 fortíssima.
Acho que o jogo final teve muitos erros e o Nestlé conseguiu errar menos que o SESI e por isso se sagrou campeão PAULISTA merecidamente. Espero que ambas as equipes melhorem até a Superliga, pois considero que REXONA e DENTIL-PRAIA-CLUB, no momento, encontram-se mais fortes que NESTLÉ e SESI.
Concordo com a ADENÍZIA que foi CURTA E GROSSA: "Os clubes não podem decidir por nós"!!!
Desde que a PRINCESA ISABEL assinou a LEI ÁUREA foi abolida a escravidão no BRASIL, e a CBV e os CLUBES não podem fazer dos jogadores ESCRAVOS DE UM RANKING SEM NOÇÃO!!!
Terminado o paulista, é hora de focar no MINEIRO: Atual campeão e empurrado pela torcida o Dentil/Praia Club lutará para conquistar o quinto troféu do Campeonato Mineiro Adulto.
O técnico Ricardo Picinin ficou satisfeito com o desempenho da equipe durante os últimos amistosos:“Nesses jogos a gente trabalhou com todo elenco,rodamos as atletas para dar ritmo a todas elas.Hoje temos entre 14 e 15 jogadoras em condições de atuar.Sabemos que a Superliga é um campeonato longo e,com isso,precisaremos de todo mundo,do grupo inteiro.A gente vem em uma evolução e estamos satisfeitos com a produção até agora.Porém,sabemos que há espaço para evolução”.“Estamos prontos para jogar o Mineiro.Temos várias peças para colocarmos em quadra,é um grupo de atletas muito especial,pessoas excelentes e isso nos deixa muito feliz, afinal, a gente vê que é um time que empolga a torcida, determinado, que vai atrás de cada bola, não tem bola perdida, quem está dentro de quadra sente a energia das jogadoras que estão fora. Imagino que a gente conseguiu formar uma equipe muito forte e essa é a grande virtude do Dentil/Praia Clube para a temporada 2015/2016”.



Confira os jogos do Dentil/Praia Clube na Fase Final do Estadual

28/10 (quarta-feira), às 19h30, Dentil/Praia Clube x Camponesa Minas
29/10 (quinta-feira), às 19h30, Dentil/Praia Clube x Minas Náutico
30/10 (sexta-feira), às 19h30, Dentil/Praia Clube x Vôlei Itabirito
31/10 (sábado), às 10h, disputa do 3º lugar e às 14h a final

Veja os anos em que a equipe Dentil/Praia Clube subiu no lugar mais alto do pódio: 2006, 2011, 2013 e 2014

Praiano, compareça à Arena e torça para mais uma conquista da equipe Dentil/Praia Clube!
A lI disse…
A melhor saída é o FIM DO RANKING, pois LILI não foi a primeira e nem será a última a ser prejudicada. Enquanto o RANKING existir VÁRIOS JOGADORES SERÃO PREJUDICADOS!!!
O Praia Clube vem, pela presente nota, promover os esclarecimentos acerca da situação da atleta Elisângela Almeida de Oliveira. Em reunião realizada em abril desse ano na Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), no que diz respeito ao Ranking das jogadoras, o Praia Clube foi o único dentre as 12 equipes de vôlei no naipe feminino que votou a favor de baixar a pontuação das jogadoras mais experientes, como: Mari, Jú Costa, Érika, Elisângela, Sassá, entre outras.O intuito do Praia Clube era de manter essas grandes profissionais à disposição no mercado. As demais agremiações votaram pela manutenção do Ranking. O Praia Clube, no entanto, manteve a sua posição a fim de colaborar com a modalidade, que tanto ajuda a disseminar com as categorias de base e equipes masters que, há anos, representam o Clube em competições Brasil afora.Quando a atleta Elisângela nos procurou decidimos em manter a decisão tomada na reunião do Ranking, pois consideramos injusto beneficiarmos apenas uma jogadora e não a coletividade. Nós, por exemplo, queríamos contar novamente com a jogadora Wélissa de Souza Gonzaga, a Sassá, mas devido a decisão tomada pela maioria tal renovação não foi possível. É importante dizer que, a jogadora, também manifestou interesse em ficar conosco.Vale ressaltar que, desde a primeira temporada na Superliga Nacional de Vôlei, o Praia Clube tem esta preocupação com as atletas mais experimentadas, afinal, são símbolos de um voleibol brasileiro vitorioso e reconhecido mundialmente. Prova disso, jogadoras de altíssimo nível que nos honraram vestindo nossa camisa preta-e-amarela, Dani Scott, Mari, Sassá e a líbero Arlene Xavier, que por três temporadas defendeu a camisa praiana de forma irretocável. O elenco atual do Dentil/Praia Clube, aliás, conta com quatro jogadoras com este perfil, são elas: Daymi Ramirez (32), Jú Costa (33), Ednéia (35) e Walewska (36), que é a capitã do grupo. Ou seja, 25% do elenco tem mais de 30 anos de idade.Por fim, desejamos sorte à jogadora Elisângela por tudo que representa para o voleibol nacional. Ademais, reiteramos que nunca tivemos a intenção de prejudicar o ser humano, pois somos uma instituição com 80 anos de história e com mais de 50 mil associados, uma Família orgulhosa pelo Clube que sempre se preocupou em assistir todas as faixas etárias nos mais diversificados segmentos, como: Esporte, Lazer e Entretenimento.No mais, coloca-se à disposição para sanar qualquer dúvida suscitada.
Paulo Roberto disse…
Laura alguma informação sobre a situação da Garay e da Fabíola? Quero ver qual vai ser a atitude da CBV diante de duas selecionáveis.