Copa Rio x Copa do Mundo



Cada um com a Copa que lhe cabe. No caso do Brasil, foi a Copa Rio, que reuniu num torneio amistoso a seleção brasileira, a Bulgária, Alemanha e a Holanda.

 
Sem esperar grande coisa, ao menos queríamos que o Brasil fosse um pouco desafiado neste pequeno torneio. E não é que foi? Talvez mais por trapalhadas próprias do que pela qualidade dos adversários, mas há que se admitir que a seleção foi testada nas partidas contra a Alemanha e, principalmente, contra a Holanda.

Com praticamente a mesma equipe que jogou o Grand Prix, o Brasil apresentou as mesmas características de quando disputou a competição: o sistema defensivo fazendo mais do que o ofensivo e nos deixando em apuros quando não funcionou bem.

Foi o que aconteceu contra a Holanda. As jogadoras estavam presas em quadra na defesa, sem reação e o bloqueio fazia marcações equivocadas. Em resumo: o time parecia não ter estudado as holandesas.

A entrada da Léia no lugar da Brait, surpreendentemente, deu uma melhorada no volume de jogo. E a da Sheilla no lugar da Monique tornou o time mais agressivo não só no ataque mas também no bloqueio e no saque – o que, vamos combinar, deveria ter sido a postura brasileira desde o início.

Por mais que o nível do torneio tenha superado as expectativas, fica difícil fazer grandes avaliações individuais – que considero ser a principal função destes amistosos. Ainda assim, gostei da postura e da regularidade da Ana Carol e da Gabi em quadra. Acho que as duas estão marcando bem a sua passagem pela seleção nesta temporada.
*****************************
 
Copa do Mundo ponto a ponto

Enquanto ficamos nos amistosos, nossas principais adversárias se enfrentam numa Copa do Mundo bem equilibrada. Cinco equipes lutam por duas vagas para os Jogos de 2016. EUA, Rússia, China, Japão e Sérvia possuem 5 vitórias e uma derrota.

A Sérvia tem sido a maior surpresa, pois foi quem melhor respondeu aos confrontos mais fortes. Perdeu para China, mas venceu os Estados Unidos e a Rússia. Só não está em melhor colocação (5º) porque essas vitórias foram por 3x2. Em compensação, tem o calendário final mais tranquilo. Nos quatro jogos que lhe resta, dos fortes, só enfrenta o Japão. Se controlar a “cacetada” de erros que dá de graça aos adversários a cada jogo, pode fechar sem sustos a competição e conseguir a vaga.

O Japão também surpreende por estar entre os primeiro colocados, mas a pedreira para as nipônicas chega nos próximos jogos. Além da Sérvia, enfrenta EUA e China. Acho que não vai ser pela Copa do Mundo que o Japão alcança sua classificação para a Olimpíada.

Também acho difícil que a China alcance a classificação, mesmo se a atacante Zhu, lesionada, voltar às quadras. Pelo o que assisti do confronto contra os EUA, o que a China tem de força e potência, falta em técnica e volume de jogo. Beneficiou-se muito da quantidade absurda de erros cometidos pela Sérvia e pela Coreia, seus principais desafios até o momento juntamente com os EUA. Ainda tem de enfrentar Rússia e Japão, além da chata República Dominicana.

Acho que, à frente da China para a conquista da vaga, estão EUA e Rússia, apesar de ambas seleções terem decepcionado quando enfrentaram as equipes mais fortes da competição. Os EUA foram engolidos pelo bloqueio na derrota para a Sérvia e depois se recuperaram com uma vitória nada convincente contra a China. Já a Rússia venceu o Japão, que tradicionalmente dá trabalho, por 3x2 e perdeu pelo mesmo placar para a Sérvia.

Vamos ter confronto direto entre EUA e Rússia na antepenúltima rodada, na sexta. É a partida, ao meu ver, com o resultado mais imprevisível nesta reta final e a mais decisiva. O vencedor deve sair com a classificação bem encaminhada e deixar o derrotado enrolado com os demais na busca da segunda vaga.

Comentários

Cleber disse…
Uma coisa é certa. Monique de oposta da seleção é deprimente...
Welmer Sales disse…
Não consigo entender algumas opções do Zé. Monique ontem só conseguiu ir bem no primeiro set nos demais a única coisa que ela conseguiu fazer foi raiva. Se o Zé não queria lançar mão da Sheilla tão cedo no jogo porque ele porque ele não deu uma chance pra Rosamaria antes de por a Sheilla? Agora ele vai pro Sul-americano com Monique ou Joyce como reserva da Sheilla, sendo que ele poderia ir dando rodagem pra Rosamaria.

Já tô cansado dessa temporada de seleções, quero que Superliga comece logo que acho que vamos ter partidas mais interessantes que as que temos visto ultimamente.
A lI disse…
Arrisco a dizer que se as Sérvias passarem pelo Japonesas elas conquistaram seu PRIMEIRO TÍTULO DA COPA DO MUNDO. Pois depois das japonesas, as sérvias enfrentarão cubanas, quenianas e argentinas, ou seja, 3 vitórias certas. Enquanto isso as outras seleções TOP se enfrentam.
vale ressaltar que o PRIMEIRO CRITÉRIO DE DESEMPATE É O NÚMERO DE VITÓRIAS.
Destaque para Brankica Mihajlovic melhor atacante do torneio, tem um coice na mão, e o saque dela é uma pedrada.
Tijana Bošković oposta gigante e fenômeno de apenas 18 anos e muita personalidade.
Centrais excelentes atacantes Rasic e Stevanivic.
Um time de gigantes ao pé da letra.
Nei disse…
Felicíssimo com o 3x0 da Rússia em cima dos EUA. Acordei às 3:00 da manhã não poderia ter sido melhor recompensado. Os EUA, como muita gente fala, não tem nada de mais. Quando pegam times que bloqueiam bem e confirmam seus ataques, elas param. O Brasil perdem no emocional. Um bando de desequilibradas frente as americanas. A Thaísa encabeçando a lista. Até a Virna falou no Roda de Vôlei que quem vai ganhar a Olimpíada é quem tiver a melhor cabeça, porque os grandes estão equiparados. Eu concordo com ela.
Voltando, Scherban, Kosheleva e Goncharova arrasaram nas pontas e até as centrais jogaram direitinho. Hill e Loewe não viram nada, nem a Larson com aquele chiclete infinito. Ganhei minha sexta-feira. Bom dia a todos e bom fim de semana.
Welmer Sales disse…
Acordei atrasado pra asssistir ao jogo e quando liguei a tevê a partida já tinha terminado e imaginei que os EUA haviam aplicado um 3x0 nas russas, mas para minha felicidade foi o contrário (nunca pensei que diria isso rs). As americanas nunca me encheram os olhos e pelo que disseram essa partida expôs as dificuldades do time dos EUA. Odeio esse estilo de jogo dos EUA baseado nos erros dos adversários, quando encontram um time que consegue marcar suas jogadas as jogadoras não tem recursos para se virar, é estilo de jogo que depende do psicológico da outra equipe, e isso, mesmo com dois ouros olímpicos no peito, ainda é a principal fraqueza da nossa seleção, se o time entrar em quadra concentrado, sabendo o que fazer contra as americanas, dificilmente perderemos para elas. Diferentemente das russas, o jogo contra elas é muito franco, vai vencer aquele time que realmente for superior. O Brasil sofria com as russas muito por causa de frustações do passado, hoje acho que isso já foi superado e também as brasileiras parecem ter aprendido a jogar contra as russas. Se as seleções continuarem evoluindo, os jogos olímpicos ano que vem têm tudo para ser o mais forte desde Atenas 2004. Não acham?
Laura disse…
Vi a partida também e posso dizer que os EUA não tiveram chance. Mesmo no segundo set, q teve o placar apertado, a partida esteve sempre nas mãos das russas. Nei resumiu bem o desempenho das jogadoras dos EUA e da Rússia. As pontas da Rússia estiveram incríveis. A seleção tb marcou mto bem os EUA. Quando a Rússia quer, se engaja no jogo, fica difícil batê-la.

Pretendo fazer um post assim que acabar a Copa do Mundo avaliando os principais adversários do Brasil, mas já adianto aqui que acho que o grande temor brasileiro em relação aos EUA está mto ligado ao estilo de jogo que, por ser parecido ao nosso, não encaixa e ao respeito que as norte-americanas já perderam pela seleção.
Nei disse…
Laura, adorei ser citado; o máximo isso, rs. A Rússia tá se organizando mesmo e passando com duas jogadoras. Creio que com o Brasil sofrerão mais porque nosso saque é melhor. Mas o vôlei dos tops realmente é muito emocional. As americanas não nos respeitam mesmo e nós já entramos com medos e ansiosos contra elas. Aquela final do Mundial não existe, o Brasil nem jogou.
O pior é que não temos banco, são sete em quadra e ponto. Se a Natália se mantiver nessa crescente que está, poderá nos ajudar e muito. Vamos torcer para que tudo ande bem.
Essa Olimpíada tá prometendo, vai ser uma das mais fortes. Só falta Cuba voltar.
Anônimo disse…
Rússia jogando motivada, é coisa rara de se ver, já tinha achado q o único intere$$e delas era com os clubes. Mas foi um show de bloqueio. Senti falta da Murphy, Hooker, Hodge, todos os contra-ataques americanos sao feitos com as meios ficou facinho facinho pra Rússia marcar. Kosheleva e Goncharova sao dois misseis nucleares russos, mas flata ainda um pouquinho de categoria quando o levantamento não vem bom apertado na rede. Uma lástima Sportv não transmitir China x Rússia.
Paulo Roberto disse…
Eu não me lembro se foi aqui ou se em outro blog, já havia comentado que não acho o time dos EUA isso tudo. Pra mim a Rússia vai chegar como o time a ser batido. Como o Welmer falou esse estilo de jogo das americanas me irrita. Quanto a nossa seleção é o que o Nei disse: temos sete jogadoras e só. Não temos ninguém no banco capaz de mudar a história de um jogo. E não boto muita fé na Natália não viu, é a típica jogadora que arrasa nos clubes mas na seleção não mostra serviço, isso mesmo tendo toda proteção e puxação de saco da CT. Além do mais, nosso estilo de jogo é suicida, já falei sobre isso aqui algumas vezes e não quero ser repetitivo, e me parece que não vai mudar enquanto o ZRG estiver a frente desse time.
Não sei se os JO serão tão fortes assim. Mantendo a tendência atual acho que fortes mesmo vem a Rússia, o Brasil e os EUA. Sérvia e China correm por fora. Não acho que Japão e Itália virão fortes não. Quanto a Cuba seria muito bom um renascimento do volei cubano, mas pelo que acontece na ilhe castrista acho difícil.
Paulo Roberto disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
Paulo Roberto disse…
Gente do céu, o que é o volei feminino??? Enquanto escrevia o comentário acima, a China venceu a Rússia e assumiu a liderança da Copa do Mundo. No momento China e Sérvia estão garantindo a vaga!!! Que coisa!!! Não vou mais dar uma de Mãe Diná. kkkkk
Anônimo disse…
Rússia perder pra China é uma tradição, passa-se gerações e não acaba.
Nei disse…
Gente tá babado o vôlei feminino. Adoooooro. Paulo, explique melhor o jogo suicida do Brasil, não entendei ou não lembro de você ter falado antes. Eu não acho que Sérvia e China correrão por fora, elas viram para ganhar também. Sente-se na Sérvia principalmente uma vontade de ganhar e deixar de serem coadjuvantes. E a China tem muita tradição, ainda mais agora com o título da Copa. Acho que os JO's serão fortes sim no vôlei. Já temos:
1 - Brasil
2 - Sérvia
3 - China

Ainda teremos mais 9 classificados e aposto em: Rússia, EUA, mais uns dois europeus. Acho que vai ser forte sim.

Eu também acho que a Natália é a eterna promessa e tal e é protegida mesmo e teve mais oportunidades eque muitas jogadoras de foram injusta. Mas, sendo honesto, ela tem feito alguns bons jogos, dando um vislumbre da Natália antiga com potência e impulsão. Acho que ela é uma boa opção para a saída de rede, na entrada não dá.
Paulo Roberto disse…
Nei, considero o nosso estilo suicida por ser muito dependente das jogadas pelo meio. É uma questão de filosofia de jogo. Tanto no feminino como no masculino, nossos times jogam em função do estilo do levantador, quando o mais correto é que o levantador se adapte ao estilo dos demais jogadores.

Além disso não temos variação de jogadas. Em Pequim 2008, nosso time ganharia de qualquer jeito: tínhamos Fofão, um trio de ponteiras que arrebentava no ataque, duas centrais que equilibravam muito bem ataque e bloqueio, além de peças no banco no mesmo nível das titulares e, mesmo assim nosso leque de jogadas era incrível. A partir de Londres, o jogo começou a ficar concentrado pelo meio, que exige características muito especiais para funcionar, se o time adversário quebrar nosso passe é meio caminhado andado para derrota. Por isso considero nosso jogo suicida. Não dá pra depender tanto de um estilo de jogo que precisa de condições especiais para funcionar.
Anônimo disse…
Nao da pra escolhas de ZRG como chamar Mari Paraíba e deixar Priscila Daroit de fora. Vai entender..
Nei disse…
Eu entendo o que você quer dizer, mas não acho tão suicida assim porque nossa linha de passe titular é difícil de ser quebrada. Se quebrada as opções são Sheilla e Garay, esta tanto pela entrada quanto pelo fundo, e a Dani também consegue consertar muitas bolas ruins.
Eu acho que o maior problema é a ausência de um banco de reservas que possam ajudar. Seria papel de Natália e Tandara entrar para resolver as bolas empinadas quando o passe quebra, foi por essa características que elas chegaram à seleção. Mas elas não correspondem. Cansei de ver Tandara entrando no lugar de Sheilla e começar a dar largadinhas, uma atrás da outra. Natália pior ainda, não vou nem comentar.

Acho que uma opção seria a volta das variações que existiam em 2008 como desmico, mico, meia bola na ponta, etc.

Vai ser difícil e grandes probabilidades de o Brasil não ganhar. Acredito muito nas meninas e torço muito também. Mas os outros times estão correndo atrás e em quantidade de jogadoras boas têm mais opções que nós. Ainda temos a vantagem do jogo de volume, que nos ajuda muito como, por exemplo, o Japão ontem contra a China, que resistiu o que pode devido ao volume, mas não tinha um ataque forte para confirmar. Temos esse ataque mais forte.

Eu ainda insanamente abriria espaço na seleção para a Mari. Pra mim os problemas dela são de ordem psicológica, mas ela tem braço quente pra virar bola difícil. Se é pra ter Mari Paraíba, Suelle, Monique e tantas outras, que se tenha a Mari. Tentaria resgatá-la.

Algum canal vai transmitir o Europeu? Queria tanto assistir.
Paulo Roberto disse…
Nei, eu acho que a semi final do Mundial e os jogos da fase final do GP deste ano representam o retrato do que falei. Dani não conserta passe ruim, os jogos da fase final do GP deste ano mostraram isso. A impressão que tenho é a CT não enxerga os problemas que temos. E além disso, parece não estudarem a fundo os adversários, não da mesma forma que eles fazem conosco.

Concordo em relação à Mari que o problema dela é muito mais psicológico, mas as séries de lesões que ela teve também contribuíram para a derrocada dela como jogadora. Acho que foi a melhor atacante que nosso voleibol produziu, o tipo de jogadora que fazia falta à seleção. Ainda torcia por uma reviravolta dela em Osasco, mas não deu. Tomara que na Itália ela consiga retomar parte do voleibol que já teve um dia.

Óbvio que torço muito pela seleção, mas pelo andar da carruagem um pódio deve ser considerado uma meta consistente.
Anônimo disse…
Laura aguardo o resumão da Copa do Mundo.
Abraço.

ps: gente eu também sou fã da Mari, da super jogadora q ela foi, mas lamento descordar, as limitações da Mari são físicas sim, foram muitas lesoes nos joelhos, no ombro, etc.. , pode até ter um fundo psicológico q não favorece devido a tantos traumas, mas o q se constata é a o pouco rendimento na parte física e consequentemente técnica.
Rafael Modesto disse…
Grand Prix 2014, fase final em Tóquio, rodada 1, jogo contra a Turquia. Brasil perdia de 2x0. Sheilla, Thaísa e Fe Garay jogaram mal a partida toda. Tandara, Carol e Gabi entraram no lugar delas e empataram o jogo. Acho que isso é mudar a história do jogo.
Rafael Modesto disse…
Grand Prix 2014, fase final em Tóquio, rodada 1, jogo contra a Turquia. Brasil perdia de 2x0. Sheilla, Thaísa e Fe Garay jogaram mal a partida toda. Tandara, Carol e Gabi entraram no lugar delas e empataram o jogo. Acho que isso é mudar a história do jogo.