sábado, 11 de julho de 2015

GP - Brasil 3x1 Tailândia

 
O Brasil fez contra a Tailândia a sua pior partida no GP até o momento. Os dois primeiros sets brasileiros foram muito ruins, muito porque a seleção não conseguiu utilizar o seu maior trunfo, o bloqueio.

O nosso bloqueio teve dificuldades em acompanhar a velocidade das jogadas tailandesas, facilitadas pelo saque pouco forçado da nossa seleção. As atacantes da Tailândia invariavelmente exploravam o bloqueio ou aproveitavam as brechas entre as nossas jogadoras para colocar a bola no chão. Acho até que, nestes dois primeiros sets, se o bloqueio não subisse daria mais chances para nossa defesa.

Sem o bloqueio funcionando, o Brasil necessitou mais do que nunca do seu ataque e ele, como vinha acontecendo, não correspondeu de maneira satisfatória. Mais uma vez, as bolas com as centrais e a Gabi eram as únicas saídas brasileiras no primeiro set. Acho que faltou neste momento a Dani tentar colocar a Garay no jogo que até estava dando uma boa resposta. Ela insistiu demais com as meios e a Gabi que, em certo momento, chegou a perder a clareza da partida, forçando bolas que não deveriam ser para elas.

Mesmo assim, o Brasil levou o set. O desastre mesmo foi no segundo, quando a recepção não ajudou que a Dani utilizasse as centrais e o bloqueio continuou catando moscas. Somente no terceiro, quando o bloqueio começou a aparecer é que o Brasil provou a superioridade que deveria ter mostrado desde o início da partida. Garay começou a pontuar no ataque, o saque também começou a ter efeito e o jogo brasileiro a fluir com mais facilidade. 

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Com o respeito que a Tailândia merece, não dá para admitir uma atuação dessas por parte da seleção brasileira. O Brasil caiu na armadilha que ele próprio armou ao não ter uma estratégia de saque consistente desde o início do jogo.

E por mais problemas que a recepção tenha apresentado – e não acho que foram tantos assim – não dá pra tirar a responsabilidade individual das atacantes. Garay e Joyce, na força ou no jeito, têm que resolver. A Garay demorou um pouco, mas entrou no jogo. Agora, a Joyce continua sendo um peso morto em quadra. A Dani Lins até já perdeu confiança nela e mal a aciona.

A Alemanha tem um time mais forte, mas tem características mais fáceis do Brasil jogar contra. O ataque alemão, ao contrário da Tailândia, tem mais de uma força, mas é mais lento e previsível. Acho que o bloqueio, portanto, vai poder fazer sua parte para que a seleção não tenha que depender tanto do inconstante ataque.

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