sexta-feira, 24 de julho de 2015

GP - Brasil 3x0 Japão



A vitória contra o Japão teve um lado bom e outro ruim. O bom, obviamente, é que o Brasil conseguiu se recuperar depois de um jogo terrível contra a Rússia, trazendo de volta à quadra aspectos importantes que tinham sumido na partida anterior, como o bloqueio e as jogadas com as centrais.

O lado ruim foi a instabilidade técnica e emocional. O time cometeu erros bobos em saque e recepção e permitiu aproximações perigosas no placar quando tinha vantagens. Foi um aspecto que não reparei, ao menos de forma tão explícita, na semana passada. A equipe parecia mais redonda, menos sujeita a altos e baixos como apresentou hoje contra o Japão.

No mais, fica a decepção com o baixo aproveitamento da Monique, novamente. O Japão parecia ser o adversário ideal para que ela deslanchasse, já que o bloqueio japonês não é tão alto e pesado, mas não foi o que aconteceu. 




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Filosofando sobre o vôlei feminino...

Não sei se é só uma percepção meio atrasada minha, mas nestas últimas competições internacionais tenho notado uma melhora do sistema defensivo das seleções.


O vôlei feminino realmente se caracteriza muito pelo volume de jogo, não há dúvida. Só que esta não era uma “arte” dominada pela maioria. Os times asiáticos tinham na defesa o seu ponto forte e o Brasil trabalhou muito também neste sentido, principalmente com a entrada do Zé no comando da seleção. Atualmente, vejo que quase todas as seleções vem apresentando um ótimo nível defensivo. Até a Rússia, com suas gigantes, parece mais eficiente na defesa – é verdade que, muitas vezes, falta a técnica ideal, mas o posicionamento da marcação está ali.

Isso exige muito mais habilidade das seleções, pois, além de garantir a defesa em si, precisam saber trabalhar a troca de bolas e se organizar para um contra-ataque minimamente aproveitável. Acho que tudo isso torna o jogo mais interessante e bonito de se ver. E também deve preocupar a Fivb, pois torna as disputas mais longas e menos aptas a serem televisionadas...

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