sexta-feira, 17 de julho de 2015

GP - Brasil 3x0 Bélgica

No oitava jogo do Brasil no GP, posso finalmente mudar o repertório dos meus comentários. É que desta vez, a seleção brasileira mostrou um jogo menos dependente do bloqueio e das jogadoras centrais no ataque.

O Brasil, mesmo contra a fraca Bélgica, continuou mais forte jogando defensivamente. Só que, desta vez, o ponto forte não foi bloqueio, mas, sim, o volume de jogo e o aproveitamento dos contra-ataques. 

A virada de bola ainda é uma pedra no sapato da seleção, mas a Natália tem dado uma resposta muito positiva para ajudar a melhorar este ponto. Foi ela a maior pontuadora no ataque – com sobras, aliás. 

As centrais não ficaram nem em segundo, mas, sim, em terceiro plano na distribuição da Dani nesta partida. O passe pode não ter ajudado em alguns momentos, mas deduzo que esta foi mais uma orientação da comissão técnica do que circunstância da partida. Talvez tenha sido uma tentativa de colocar as ponteiras e a oposto mais vezes em ação.

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O leitor do blog, Paulo Roberto, comentou no último post que o Brasil não pode ficar refém das jogadas com as centrais. Concordo. Uma coisa é elas serem uma forte opção; outra, a única saída de jogo brasileiro. O que deveria ser um trunfo acaba se tornando numa armadilha perigosa. Afinal, as condições para estes tipos de jogadas são mais específicas e podem facilmente ser quebradas pelos adversários.

Acho que, com a Natália respondendo bem quando acionada, vale a pena a Dani abrir mais o jogo. E, também, insistir em colocar a Monique na partida. Hoje, ela já foi mais acionada e teve um melhor desempenho do que das partidas anteriores. É importante para o Brasil que ela ganhe confiança para a fase final. 


Um comentário:

Paulo Roberto disse...

Que honra ser mencionado num post. rsrsrsrs

Sobre o jogo de hoje fiz a mesma leitura que você. Gostei de ver as atacantes de extremidade sendo mais acionadas. É bom também pra que Dania refine um pouco mais essas bolas, que nunca foi seu ponto forte.