EUA 2x0 Brasil


Caramba, o Brasil testou nossa paciência nos dois confrontos contra os Estados Unidos de hoje. Por isso, já aviso que este post, além de longo, será bastante amargo.

Perder faz parte, o adversário que enfrentamos, tanto no Pan como no GP, é qualificado, nos conhece muito bem. O que é difícil de aceitar e digerir é a falta de qualidade brasileira, o que a seleção tinha condições de apresentar e não apresentou. Vejamos: 
 
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Pan – Brasil 0x3 Estados Unidos

O Brasil, pela primeira vez na competição, começou bem uma partida. Estava com alguns bons saques, o bloqueio se fazia presente contra a Kristin e a defesa estava super atenta. Mas o mesmo problema que infernizou nossa seleção tanto no Pan como no GP também esteve presente: a ineficiência do ataque. E não só na virada de bola, mas também no contra-ataque.

Digamos que, enquanto os EUA, tiveram um repertório de dar gosto, jogando fácil com todas as atacantes os saques meia-boca brasileiros, o Brasil teve só a Garay e, de vez em quando, a Jaque. Mari PB começou bem a partida, virava mais bolas que as opostos brasileiras, mas teve que ser sacada para a importante entrada da Jaqueline, que deu uma injeção de ânimo e experiência à equipe. 
 
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Garay e Jaque se esforçaram pra carregar o time nas costas, mas é difícil fazer isso o tempo todo. Só a Macris não percebeu que tudo tem um limite e que, em certos momentos, o melhor era tentar outras saídas. O que a Macris tem de técnica não tem de visão de jogo. Ela aciona umas jogadas no momento errado e, depois, insiste em outras. Foi assim que o terceiro set acabou para os EUA, com a Macris insistindo na bola mais complicada de virar para qualquer time, que é na entrada da rede, quando só se tem duas atacantes na rede. A Jaque estava encaixotada ali, mas a levantadora ignorou a Adenízia e a Garay pelo fundo.

Aí a gente pensa: por que não utilizar a levantadora reserva? Porque a Ana Tiemi entra e mostra que não sabe levantar. A mão fraqueja, a bola sai terrível. Ela levantou duas bolas espetadas e baixas em momentos importantes de contra-ataque no terceiro set. Como contar com uma jogadora dessas?

Agora, houve um atenuante para a atuação da Macris - que, inclusive, considero bastante segura, com personalidade, mas que se perde nas escolhas: é a falta de confiança nas opostos. Rosamaria, que começou a partida, não virou, e Joycinha, depois de um espasmo de dois pontos no terceiro set, também não.

E aí a gente pensa outra coisa: por que convocar Ana Tiemi e Joycinha, se elas não dão resultado? Pergunta lá no posto Ipiranga, porque eu não sei. Talvez lá consigam decifrar porque o Zé Roberto insiste tanto em gente ruim. Troféu persistência pra ele por insistir há 10 anos na Joycinha e na Ana Tiemi sem obter nenhum resultado positivo. Tá, estou sendo meio injusta porque a Ana Tiemi até que teve alguns bons momentos na seleção. Mas, caramba, ESQUECE a Joycinha! Ela teve mil chances e não aproveitou nenhuma! A Rosamaria teve cinco e foi descartada com uma facilidade incrível! 

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Ainda no mesmo assunto: você tem duas opostos no seu grupo. Uma de 31 anos, com diversas passagens na seleção sem deixar qualquer marca que valha alguma lembrança, jogando desde o início do ano pela seleção e não fazendo UMA atuação decente. Outra, com 20 anos, boa passagem em clubes e na seleção de base, com potencial, com entrosamento com a levantadora titular, mas que, sim, precisa ainda ser muito trabalhada e, nas poucas vezes que entrou, também não rendeu. Em quem você aposta? Eu, você e a torcida do Flamengo, na segunda. O Zé Roberto, claro, na primeira.

Se a Rosamaria tivesse em quadra nesta final e tivesse a mesma atuação da Joycinha, eu aceitaria numa boa. Porque ela merece uma oportunidade, tem potencial, e mostraria que o Zé pensa no futuro da seleção. Agora é impossível encarar numa boa ver a Garay e a Jaqueline carregarem um peso morto de 1,90 e 31 anos.

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Pra fechar os trabalhos sobre esta final do Pan, faltou dizer que nosso bloqueio também deixou a desejar; que a comissão técnica e suas substituições erradas fizeram uma lambança inaceitável, beirando o amadorismo; e, por último, dar os parabéns aos Estados Unidos pelo título e por trabalhar muito bem a sua renovação - que, além das ponteiras/opostos, têm um bom repertório de levantadoras de qualidade.

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GP - Brasil 0x3 Estados Unidos

Este era um resultado que já esperava CASO os EUA entrassem com sua força máxima em quadra. Com sua versão mais “light”, os EUA, ainda assim, sobraram contra o Brasil – e isso é inaceitável.

Claro que mesmo o time B dos EUA é talentoso. O país tem um arsenal sem-fim de jogadoras de qualidade e com muito potencial. Mas vamos analisar friamente quem estava em quadra: uma levantadora novata, uma ponteira novata e uma oposta novata - duas delas sem sequer experiência de clubes. Todas muito menos rodadas que Dani Lins, Natália e Gabi, portanto. E o Brasil não colocou pressão alguma do outro lado para aproveitar a inexperiência destas jogadoras.

A Robinson se mostrou deficiente no passe e este foi o único ponto que conseguimos explorar – ainda assim, muito menos do que poderíamos. Afinal, não tínhamos uma sequência boa de saques. A levantadora Kreklowe e a Lowe, a oposto canhota, jogaram com uma facilidade incrível porque não encontraram, em nenhum momento, alguma resistência por parte do Brasil. 

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A seleção brasileira foi decepcionante. Poderia ter feito um jogo muito mais competitivo, ter brigado pela vitória de forma mais equilibrada e, quem sabe, ter obrigado o Kiraly à buscar ajuda das experientes que estavam no banco.

O Brasil, assim como fez contra a Rússia, esqueceu de colocar em quadra aquilo que tinha de mais forte. O bloqueio passou em branco e os ataques com as nossas centrais inexistiram. Uma inexplicada falta de sintonia entre a Dani e a Jucy e a Carol apareceu quando mais precisávamos. Paulo Coco fez certo ao apostar na Roberta no lugar da Dani no terceiro set, mas foi tarde.

Natália foi terrível no passe e uma incerteza no ataque. Monique, quem diria, foi quem melhor respondeu neste fundamento. Nossa defesa e cobertura de ataque pareciam presas ao chão de tão lenta e sem reflexos. Aliás, quando a Sassá esteve em quadra semana passada, nosso sistema defensivo esteve bem melhor.

E o que dizer dos contra-ataques? Quase nenhum aproveitado. É impressionante as chances que criamos e, por incompetência, ora do levantamento, ora da atacantes, desperdiçamos.
 

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Pra refletir...
 
Com o Pan terminado e o GP a uma partida do fim, hora de fazer o balanço deste semestre de experiências do Brasil. Os resultados finais não incomodam, mas o que eles representam e sinalizam, sim.

Primeiro, faz parte do esporte perder, mas é bom que haja uma disputa equilibrada para que o respeito ao adversário permaneça. Estas sequências negativas dão moral para os EUA, que estão perdendo o medo contra o Brasil. Estamos fortalecendo nosso principal adversário.

Segundo, o que já se sabia, mas foi comprovado, nosso elenco é muito pobre. Que Deus cuide bem de Sheilla, Thaisa, Fabiana, Jaqueline e Garay, porque, pelo que vimos, não há ninguém em condições de disputar a vaga de titular com elas. E seja o que Deus quiser pós- 2016.

Comentários

Olá Laura!

Bom, eu não vi o GP por isso não posso dizer alguma coisa. Mas o Pan eu vi e me irritei bastante com a Macris. Ô insistência no óbvio!
E era ÓBVIO que elas sacariam na Garay pra tirá-la do ataque. ÓBVIO que, depois que a Jaque entrou, sabendo que ela tava baqueada, sacariam nela para minarem o pouco de força que ela ainda tinha. ÓBVIO que as bolas tanto das pontas quanto das opostos seriam muito bem marcadas, assim como a china. E o que a Macris fazia? Bola pra Garay, bola pra Jaque, bola pra Joycinha (concordo com você, essa menina é um peso-morto), bola pra Rosamaria (que tava muito bem marcada).
Quantas vezes a Macris buscou a jogada de primeiro tempo com as centrais? Quantas vezes ela tentou uma pipe, um meio-fundo com Jaque ou Garay?
Me desculpem os que elogiam a Macris, mas ela não foi ousada. Não buscou soluções. Às vezes, parecia que ela tava se livrando da bola. "Tomaí, Garay, te vira na diagonal com bloqueio montado na sua frente. Tomaí, Jaque, quebra tua lombar tentando passar nesse bloqueio. Tomaí, Rosamaria, tenta passar por Hildebrand, Fawcett, Adams..."

Ana Tiemi... Vou nem falar dela pra não começar a xingar.

A única coisa positiva é que não desgastamos algumas das nossas jogadoras titulares. A decisão de poupar Sheilla, Thaísa e Fabiana foi a melhor coisa que a comissão técnica poderia ter feito. Ponto pro Zé.
Apesar que parece que ele usou toda a visão de jogo dele na semifinal contra Porto Rico. Hoje não deu nem pro cheiro.

Agora, vamos aos testes do Zé:
Destaques Positivos: Carol, Gabi, Mari Paraíba, Rosamaria.
As duas primeiras já não é novidade, apesar de terem refugado nesses últimos jogos no GP. Agora eu gostei muito da Mari no fundo de quadra. Sinal de que quando a Jaque sair a gente pode ter uma ponteira-passadora com condições de continuar o legado. Além de uma nova musa. Rosamaria tem muito potencial, se for bem lapidada, chega longe.

Destaques Negativos: Joycinha (pra mim ela não aparenta ter a maturidade que os 31 anos poderiam dizer, portanto não a chamarei de Joyce), Ana Tiemi (essa daí não tem jeito mermo) e Macris (falta ousadia, apesar de alguns momentos de qualidade).

Mas vamos lá, torcer que ano que vem as coisas melhorem com o time titular. Que a Thaísa volte virada no Jiraya, que a Sheila volte com sangue no olho, que a Fabiana volte com muita vontade, que Jaque, Garay, Adenízia, Dani Lins voltem a mostrar o nosso melhor voleibol.

Abraços!
Apesar de ler sempre o blog, acho que é a primeira vez que comento aqui. Só vi o jogo do Pan, mas comentarei tb sobre o GP.

Também achei as escolhas de Macris muito equivocadas, ela é jovem e tal, espero que cresça e amadureça. E espero que a Fabíola esteja disponível ano que vem e que o Zé não invente de não levá-la como em 2012 (até hj não me conformo com Fernandinha campeã olímpica, tipo, alguém sabe dela?). Garay e Jaque tiveram que seguram o rojão (esta última mesmo com dores e sem estar tão bem fisicamente), já que o Brasil estava sem oposta. Uma coisa é termos Sheilla, Fabiana e Thaísa, deixando as responsabilidades no ataque bem divididas, outra é quase não termos centrais (entrava Bárbara, saía Angélica, entrava Angélica e saía Bárbara e nada mudava, as duas foram nulas) e não ter oposta. Também não sei o que Joyce está fazendo aí, sei que é só pra descansar Sheilla, mesmo assim... Vamos torcer pra Tandara voltar a jogar em alto nível pra termos uma oposto reserva, pq depender de Joyce, Monique...

O que acontece com Natália, hein? Ela e as outras ganharam a chance e a responsabilidade de jogar contra adversários fortes num campeonato importante, o que achei ótimo e mais importante que vencer a competição. O problema é que a gente espera muito da Natália, a comissão técnica deu um voto de confiança desde Londres e ela não corresponde. Quando vai corresponder? Quando vai ser a hora de tentar outra opção? Ela tem que perceber que o lugar dela não tá assegurado não, que tem que mostrar serviço (não só ela, claro).

Vamos torcer pra o time ideal estar muito bem ano que vem...
Abraão disse…
Laura seu post e amargo e tambem injusto. Concordo com o que voce fala sobre Joycinha, embora acredite que também no caso dela tenham faltado oportunidades para que ela pudesse em circunstancias mais favoráveis( leia-se tempo adequado, imagino o que não deve passar na cabeça dessa criatura, tao jovem ainda, mas para o vôlei praticamente uma anciã.) desenvolver melhor seu potencial. Mas enfim, o que passou passou. Pra mim o que tem desperdiçado talentos é o julgamento da comissão técnica, que tem sido desastrosamente negligente no que diz respeito a observação e a maturação de novas atletas. Outro erro esta nas prioridades escolhidas. Desde o inicio da preparação o Ze Roberto mostrou-se mais preocupado em defender campeonatos do que com o resultado das experiências em si. Definiu-se o Pan como principal meta, o que a meu ver e um equívoco. O Pan e um campeonato de tiro curto, impossível fazer observações precisas em um campeonato como esse. Ja o GP e longo, bom para testes e para lapidar o potencial de uma jogadora como Rosamaria por exemplo. No GP jogando desde o começo teria tido a oportunidade de jogar contra Alemanha, Italia, Thailandia, ou seja, poderia experimentar diferentes estilos de jogo e ir crescendo, amadurecendo sua técnica. E nessa loucura de dividir seleções usando a desculpa de rodar jogadoras criou-se esse desastre. O pan deveria ser terreno para rodar jogadoras da base, dar-lhes-ia o senso de responsabilidade em defender o pais num campeonato importante e de bonus ainda teria-se um ou outro super talento revelado, quem sabe? No GP todas aquelas jogadoras que merecem ser trabalhadas para a olimpíada do Rio de Janeiro, casos de Rosamaria, Macris, Mara, a central do sanca, Natalia, Gabi e cia. Garay, Jaquelini, Sheila deveriam todas descansar, ate por que, diferente do que voce diz, existe sim qualidade para a briga por vaga com elas, vide o papel vexatorio que elas todas fizeram ano passado na semifinal do mundial, vide este Pan onde as super heroínas não foram capazes de conduzir o grupo a um desfecho mais digno, mesmo jogando contra times frágeis, pois não me venham dizer que Porto Rico agora tenha virado uma potência do vôlei mundial. O Brazil do GP foi mal sim, perdeu-se e teve medo de correr riscos na hora em que mais era necessário ir pra cima. Porem, ainda que mal comandado, jogou em certas passagens de igual pra igual com o melhor time dos EUA. Pois aquela não era a versão mais light como vc diz, era sim o time titular que vinha atuando em toda a fase final, com exceção da Larson que foi poupada. Em contrapartida o Brazil do Pan, mesmo com melhor comando, foi humilhado por um time de segundo escalão americano, mesmo contando com duas das principais jogadoras do Brasil. E isso que incomoda no seu Post, o fato de vc ser tolerante com a seleção que jogou no Pan e tao ácida com o time do GP. No Brasil tem-se o péssimo habito de levar-se ao pe da letra o ditado que fala que em time que esta ganhando não se mexe. Isso e gravíssimo por que quando este começa a perder( como as nossas titulares ja começaram) não existe uma peça de reposição adequada. Não se fizeram experiências no tempo justo( era tao bom ver o time ganhar tudo!). Foi assim que a seleção masculina chegou a aridez incomoda de não comemorar um titulo sequer ha quase quatro anos. E para a mesma cova parece caminhar a seleção feminina. Não por falta de qualidade, mas sim por incompetência da comissão técnica brasileira.
Marco Barbosa disse…
Olá, Laura e amigos leitores. Não tenho postado, mas sempre passo por aqui. Escrevo hoje movido pela tristeza de um dia amargo para a SFV, derrotada por seis a zero, inapelavelmente, pela sua atual nêmesis, a seleção americana estruturada pelo MacCutcheon e aperfeiçoada em filosofia pelo legendário Kiraly. Sobre as campanhas eu teria pouco a acrescentar, mas contribuo com uma reflexão sobre o trabalho do JRG. Na verdade a seleção americana vem superando a brasileira desde antes de 2012, sendo a final olímpica um 'ponto fora da curva' em uma sequência de derrotas ou vitórias apertadas. A meu ver, desde 2008 o JRG vem tendo dificuldade para agregar algo novo a seu trabalho e, mesmo no finado Amil, é mais lembrado pela desastrada bronca que parece ter liquidado a carreira da promissora Claudinha. Nessa prematuramente acabada temporada de 2015, será lembrado pelo cartão vermelho aplicado pela árbitra após tresloucada tentativa de substituição irregular (me pergunto onde estavam as cabeças do Boni, do Cláudio Pinheiro e dos demais membros da CT, quietos diante do seu perdido comandante, necessitado ali de quem o socorresse) em um momento crucial no qual a posse de bola era brasileira. Não questiono a competência do tricampeão olímpico e não estou certo da existência em terras nacionais de um nome incontestável para sucedê-lo, nem acho que isso deva ser feito às vésperas da Olimpíada, mas torço para que JRG areje suas idéias e melhore sua motivação. Vivemos tempos difíceis que parecem abarcar o Brasil como um todo, inclusive os esportes. Neste caso vemos em quadra o reflexo deste momento no qual a CBV não tem uma cara: duvido que algum de vocês lembre imediatamente o nome do atual presidente da confederação, e acho impossível que alguém de vocês possa aqui escrever quais são suas idéias e projetos para o vôlei brasileiro. Agora, visitem ao sair daqui o site da USAvolley, voltem e respondam-me se o que vocês viram por lá não explica muita coisa.
Paulo Roberto disse…
Muito interessante o post e os comentários acima. Muita coisa pra ponderar.

Como não vi os últimos jogos do GP não posso falar muito, mas pelo que li nas notícias a minha visão é bem parecida com a da Laura. Natália, Gabi, Jucy, Dani Lins e mesmo Carol não podem arregar contra as americanas, nem mesmo se fosse o time titular. Lembremos que nossas reservas enfrentaram as reservas delas no mundial passado e vencemos. Por que a cobrança sobre elas deve ser maior do que as que foram para o Pan? Primeiro porque são mais rodadas e claramente estão sendo preparadas já pro ano que vem. Segundo porque das experientes que foram ao Pan só Garay, Adenízia e Brait estavam em boa forma física. Jaque que é fundamental pra linha de passe competiu no sacrifício. E por fim, porque ao contrário da Dani, a Macris nunca tinha jogado pela seleção, e não tinha o menor entrosamento com as jogadoras.

Sobre o Pan. Bom apesar da Macris não ter o entrosamento necessário com as companheiras, não serve de desculpa para cometer os erros que ela cometeu. Acho que o choro da Jaque no final foi ter se sentido culpada pelas duas bolas erradas que deram o jogo pros EUA, mas a culpa foi da levantadora, que como a Laura falou escolheu mal (com passe na mão ignorou a Garay no fundo e a Adenízia que podia atacar uma china) e erro a precisão da bola, nas duas levantadas a Jaque teve que se contorcer toda pra poder mandar a bola pro outro lado. Das novatas só gostei mesmo da Rosamaria, pela inexperiência foi natural ter sentido o jogo ontem e, Mari Paraíba que ajudou muito no fundo da quadra.

Sobre o futuro...
Concordo com a Laura: não temos substitutas à altura das nossas titulares. Quando a Jaque entrou ontem no jogo e mesmo machucada fez toda diferença eu pensei "meu Deus, prolongue a vida útil dela". Há que se salientar também que todas as seleções estudam muito o jogo do Brasil, os EUA sabem exatamente como anular o nosso jogo, mas nós não sabemos como fazer isso com elas. Concordo com o Abraão quando ele falou sobre as prioridades do ZRG. O Pan era pra levar as jogadoras pensando no ciclo 2020 e o GP aquelas que se pretende testar pra 2016. A renovação tanto no feminino como no masculino tem sido dura e as perspectivas para os próximos ciclos não é nada boa. Aí a CBV tem total parcela de culpa nesse processo sofrível. E concordando com o Marco Barbosa, existe projeto pro volei neste país?
Paulo Roberto disse…
Só pra completar, alguém sabe das premiações individuais?
Laura disse…
Abraão, acho que, no fim, mais concordamos do que discordamos. Não tanto nesta temporada, é verdade, mas em outros anos, já comentei aqui que o Zé Roberto tende a priorizar o seu currículo a preparar a seleção a médio prazo (veja, que nem digo a longo. Afinal, a seleção tem que ganhar, óbvio). Passaram várias oportunidades durante estes anos para que ele fizesse o que fez este ano (ainda que possamos contestar a divisão das equipes): colocar as reservas para jogar. EUA e China, por exemplo, fazem isso o tempo todo. Concordo com você. No fim, ao invés de nos concentrarmos nas jogadoras com verdadeiro potencial de defender a seleção, nos perdemos com os dois grupos. Por isso, a minha indignação pela Rosamaria não ter tido mais oportunidades.

Eu não sei se fui tolerante com a seleção do Pan. Se releres meus posts, vais ver que critiquei a postura brasileira em todos os jogos. Mas se esta foi a sua leitura, talvez a minha resposta seja a mesma que o Paulo Roberto deu acima. No Pan, quem tinha que responder, respondeu: Garay, Jaque (ainda que contundida) e Adenízia. Também, o tempo de entrosamento com a Macris foi mínimo para que pudéssemos ter um jogo de qualidade (aí foi erro de organização do Zé). No GP, não: Dani Lins e Natália não responderam bem nos jogos mais difíceis. E o time estava mais estruturado, com uma base mais fixa. Ainda que tenha enfrentado adversários mais qualificados, deveria ter respondido melhor. E, reforço, não falo dos resultados finais, mas do desempenho em quadra.

Agora, passando para aquilo que discordamos. Para mim, os EUA que entraram no GP é sim uma versão mais light. Não interessa se elas vinham jogando o GP inteiro. Gabi, Dani Lins, Jucy e Carol tb. Sabemos que, quando chega a hora decisiva, a inexperiência pode pesar. O Brasil poderia ter feito, sim, um jogo muito mais equilibrado.

Outra ponto: quando digo que não temos ninguém pra brigar por posição, não estou dizendo que nossas titulares são incríveis e indefectíveis. O Mundial, como vc mesmo falou, foi uma prova. Mas não vejo ninguém realmente incomodando-as, assim como a Brait fez com a Fabizinha ou a Garay com a Paula. Em parte por falta de qualidade, outra pelo ponto que concordamos - jogadoras com potencial como Adenízia, Carol e Gabi não têm oportunidades de jogar.
Rodrigo André disse…
Foi mesmo decepcionante ver a apresentação das brasileiras, tanto no PAN quanto no GP. Está muito claro que não temos peças de reposição a altura das titulares, que também já não estão na sua melhor forma. Como já foi dito em outro comentário, os Estados Unidos dominam o cenário mesmo antes das Olimpíadas de 2012, mas perderam o ouro para elas mesmas. Só não sei exatamente de quem é a culpa, se é que existem culpados. Quase todos os países vivem esse tipo de problema, depois de uma ou duas gerações excepcionais vem uma entressafra mediana. Temos muitas atletas boas, porém não ótimas. Falta altura, falta explosão no ataque, e por mais que os técnicos sejam bons vão existir limitações. Difícil imaginar Carol, Gabi e algumas outras que são titulares absolutas em suas equipes na Superliga como campeãs de torneios internacionais contra equipes completas. Penso que vamos ter que esperar surgirem novas meninas. O que é interessante é ver que temos hoje uma dificuldade maior num fundamento que era nosso maior trunfo... o ataque. Tinhamos Ana Moser, Marcia Fu, depois Mari, Paula, Sheilla, todas boas "derrubadoras" de bola, e pecávamos no bloqueio e defesa. Hoje temos mais volume de jogo e não conseguimos colocar a bola no chão. Faltam definidoras. Será que não valeria a pena testar mais meios de rede na função de opostas (sei lá, talvez Fabiana, Adenízia, Thaisa) já que temos historico de jogadoras que mudaram de função e conseguiram se destacar, como a própria Marcia Fu que citei, por exemplo? Estamos com mais opções no meio do que nas extremidades, afinal de contas. Joyce não vingou mesmo, Monique tem qualidades mas não carrega o time no ataque, Tandara oscila, e a Rosamaria ainda é uma promessa... Bem complicado. Mari Paraíba é uma boa ponteira de preparação, mas definir não é seu forte. Natália tinha tudo para acontecer, mas não é top. Acredito que teremos uma missão dificil nas olimpíadas, competição em que brigaremos por uma semifinal (a não ser que as nossas veteranas se superem e cheguem mais longe), e depois ficaremos um tempo no limbo, até surgirem novos talentos. Infelizmente.
Abraão disse…
Laura eu Concordo quase sempre com todos os seus pontos de vista e acompanhei a maioria dos jogos, tanto no Pan, quanto no Grand Prix. Também me amargurei com os resultados e as posturas de algumas jogadoras. Mas acredito no Brasil como time capaz de se superar, afinal assim também foi em 2012, na primeira semana de competição ninguém apostaria no combalido time brasileiro e mesmo assim a historia esta ai para nos lembrar que nada e impossível. No fim das contas o que eu quis dizer foi que existe muito e bom material humano a ser trabalhado no Brasil, mas a comissão técnica tem sucessivamente enfiado os pés pelas maos desde 2008 na ânsia de manter a seleção ganhando, o que todos sabemos pode ser potencialmente perigoso. De tanto se pensar no presente, em se ganhar mais um pan e mais um grand prix, temos jogadoras a beira da aposentadoria e o sonho de ser tri campeão olímpico no Brasil cada vez mais próximo de se tornar somente isso mesmo. Um sonho, bem distante da realidade a nossa frente.
Welmer Sales disse…
Bem, mais uma vez não vi as partidas, mas fiquei muito triste com os resultados dos jogos. Eu odeio perder pra essas americanas, então, perder duas vezes no mesmo dia foi bem dolorido.

Os resultados em si, pra mim, são compreensíveis, afinal, Brasil e EUA juntamente com a China são as três principais seleções do vôlei mundial atualmente. O que me deixa preocupado é que com essa sequências de vitória das estadunidenses, como a Laura disse, elas estão perdendo o medo de jogar contra as brasileiras e isso não é bom. Outra coisa que me incomoda é que não consigo gostar das jogadoras dos EUA, embora formem um bom conjunto, não existe nenhuma grande jogadora que vai se destacar e descascar o abacaxi quando as coisas estiverem desandando. Quando o Brasil perdia para a Rússia, ainda que houvesse influência de algum fator psicológico, nós sabíamos que do lado de lá tinha grandes jogadoras como Gamova, Sokolova, Godina, que mesmo quando as coisas não davam certo pras russas elas resolviam. A meu ver, os EUA não tem essa jogadora, enquanto o time estiver tendo consistência no passe elas vão jogar com velocidade, no dia que o passe não sair vão sofrer, vide Londres 2012. Até acho que o Brasil em alguns momentos consegue machucar as americanas com o saque, mas as oportunidades de contra-ataques criadas não são convertidas e isso contra os EUA pode ser fatal.

A derrota do Pan é mais difícil de ser digerida. Durante a competição tínhamos no grupo 3 titulares da seleção e isso fez com que as expectativas em cima do time fosse maior. Mas, tentando justificar a derrota, o time durante a competição jogou manco, apenas uma central era efetiva, e em outros momentos jogávamos sem oposto ora por conta da inexperiência da Rosa (o que, pra mim, é entendível), ora por conta de termos um peso morto dentro de quadra chamado Joyce (o que, pra mim, é injustificável), além de contar com uma levantadora novata que estava tendo sua primeira oportunidade com a camisa da seleção. Embora eu goste muito da Macris, eu esperava um pouco mais dela, em alguns momentos faltou calma para ela e isso prejudicou a seleção em alguns momentos. As parciais do jogo de ontem me deu a entender que o jogo foi definido no detalhe, se o Brasil tivesse sido mais eficiente nos ataques e contra-ataques talvez o resultado fosse outro, mas agora não tem nada mais nada a ser feito a não ser aprender com a derrota visando 2016. Espero que essa derrota sirva para o Zé rever algumas de suas escolhas e desista de Joyce e Ana Tiemi de uma vez por todas, elas não têm/não apresentaram voleibol para estar ali. Sobres os pontos positivos, destaco aqui a consistência no fundo de quadra da Mari e os bons momentos da Rosa em especial na Semifinal.

Acho que o otimismo é uma das minhas virtudes, mas é uma das coisas que mais odeio em mim. Sempre tento olhar as coisas pelo lado positivo, essas derrotas de ontem não são o fim, mas servem de alerta para que algumas coisas sejam repensadas na seleção e de sinal que as Olimpíadas ano que vem não vão ser nada fácil. As americanas vão vir com ego lá no alto, mas espero que o resultado do ano que vem repita o das duas última olimpíadas e que a queda das americanas seja muito, mas muito, mais feia.
Evandro Mallon disse…
Olá Laura, prazer Evandro. Sempre leio seu blog, e hoje resolvi colocar um post meu.
Parece que a seleção feminina nunca tem uma equipe completa em todas as posições. Explico: antigamente nossas meios de rede eram baixas, muitas vezes times como Itália, EUA E Russia passavam por cima de nossos bloqueios. Ate que começaram a surgir nomes como Janina e Walesca que mudaram isso.
Depois foi nosso sistema defensivo que não funciona adequado, ora mal posicionado, ora por falta de qualidade individual no gesto.Começou a surgir nomes como Ricarda ( que já atuava na seleção)para libero, Arlene, Fabizinha....
Depois sofremos com a saída de Fernanda Venturini e Fofão e patinamos anos até que uma jogadora tivesse experiencia para assumir a posição. Entre idas e vindas agora temos Dani Lins, Fabíola e Macris ( que bem treinada vai longe).
O nosso atual problema que se manifesta desde a Superliga é a falta de uma oposta carregadora de piano escada acima. Temos por enquanto Sheilla e só. A Rosamaria precisa de mais experiencia, a Monique ( ou Michelle) é uma Sassá da vida: só joga bem com times de bloqueio mais baixo e a Tandara na seleção ainda nao mostrou sua potencia de clube.

Ao meu ver, ate a comissão ontem tava perdida, tentando colocar Michelle para sacar no lugar da Angelica, senda q esta ja tinha entrado no lugar da Bárbara. Erro crucial, perdemos um ponto e os EUA definiram o segundo set com isso.

Nao entendo o porquê do Zé nao fazer mudanças: se as candidatas ao posto de oposta nao correspondem, porque raios ele nao colocou a Barbara, sendo que ela atuou metade da SL como oposta e teria ja alguma experiencia nisso?

Enfim, quando teremos uma seleção completa em todos os fundamentos e posições? Uma seleção que bloqueie bem, ataque de forma constante e forte, defenda bem como essa atual, passe bem sem oscilar muito e tenha uma levantadora como titular?
Welmer Sales disse…
Laura, estava vendo a gravação da final do Pan e um fato que observei foi que a Fawcett, a jogadora que achávamos que menos poderia fazer a diferença no ataque dos EUA, foi a que teve melhor desempenho no jogo.
Nei disse…
Gente, resolvi comentar só pra trazer um contra ponto. Foi dito que o Zé prioriza seu currículo e a quantidade de vitórias com o mesmo grupo, não experimentando outras. Eu também percebo a coisa desse jeito e concordo com vocês. Mas será que também não criticaríamos se ele experimentasse várias jogadoras como a Rússia, China ou Sérvia, por exemplo, e não ganhasse nada. Já tem anos que eu não lembro da China ganhar nada em nível mundial, é um troca troca terrível. Ninguém tem ganhado tanto quanto o Brasil, mantendo o grupo. E outra coisa, eu não sei se há tantos talentos assim para serem testados. Eu acho que se eles existem estão mais para serem descobertos. O nível da superliga, especialmente a feminina, é baixíssimo. E na minha opinião craques e grandes talentos se mostram logo, desde os 20 ou antes. Não é o que se vê. O que vocês acham?
Laura disse…
Nei, tens razão. Por isso até digo ali no meu comentário que o Zé, óbvio, tem que trazer resultados - não encararíamos numa boa um seca de títulos. Tb me incomoda muitas vezes o troca-troca de seleções como EUA, China e até a Itália, às vezes num mesmo campeonato. Os EUA fizeram isso no Mundial, e funcionou, mas são tantos experimentos que acho difícil achar uma regularidade.

Ainda assim, houve anos, pós-Olimpíadas, principalmente, ou mesmo campeonatos como o GP que poderiam ter sido melhor aproveitados. Não digo um time inteiro de reservas, porque concordo com vc, não acho que temos assim tantos talentos. Mas uma chance a uma ou outra jogadora. Fora que o Zé tem sempre a tendência de buscar o passado, o que parece mais seguro e não apostar. Vide a Copa dos Campeões em 2013 quando ele convocou Carol Gattaz e Wal!!! E este ano tb, trazendo de volta nomes que não aproveitaram suas chances no passado: Ana Tiemi e Joycinha.

Welmer, sim! E isso me deixou bem revoltada... hahahaha
Cleber disse…
Vamos aos fatos na minha visão:

Do grupo que foi ao PAN: Michele, Joycinha, Ana Tiemi, Bárbara e Angélica não são jogadoras de seleção. Macris é uma levantadora boa, mas ainda tem de ser muito trabalhada. faz muitas escolhas erradas nas jogadas, coisa de levantador verde e não dá tempo de lapidá-la até o Rio 2016. Portanto acho que vai Fabíola mesmo. Mari Paraíba precisa melhorar muito seu ataque se quiser continuar sonhando com alguma coisa.

Do grupo que foi ao Grand Prix: O ataque do Rexona não pode ser o ataque titular da seleção. Acho Gabi grande jogadora, mas a altura a mata contra grandes seleções, vide os milhares de tocos contra a Rússia. Jogadoras baixas só tem sucesso no vôlei feminino nas posições de líbero e levantadora. Natália deveria ser recolocada na sua posição de origem, oposto. Ela preocupada em passar e atacar não rende. Monique de oposto prefiro nem comentar... Dá pena da seleção. Juciely é uma excelente central, mas sem futuro pela idade. Ivna vive de surtos, quando dá aquele estalo ela joga melhor que Gamova, mas isso só acontece uma vez a cada 100 partidas.

Conclusões: Estamos sem peças de reposição nos meios. Sem peças de reposição para oposta e com atletas verdes para as pontas. Só Deus sabe o que vai ser após 2016. Ah... Não entendi o motivo de Mara não ter jogado uma partida sequer. Central alta de força, mas precisa ser lapidada.
Kenia Patricia disse…
Acompanhei os dois campeonatos , o quê podemos ver é que Graças a Deus a Fabiana, thaisa e a Sheilinha só estão descansando e que vão voltar, isso me dá um alívio sem fim! !! Gente falando em destaques, jucy e carol, pouco provável serem seleção apesar q eu colocaria a Jucy no lugar da Adenizia, acho a Jucy mais ágil e com melhor tempo de bola!! no ataque a jucy é mais eficiente! !as pontas são razoáveis nenhuma grata surpresa, o q me assusta, pq a nath parece q vai ser uma eterna promessa, não sei o q ela arruma,!!a Gabi tá começando mais não me inspira confiança ainda, espero q de tempo dela firmar até 2016, mary , sei não tem volume de jogo mais no ataque e uma bosta, antes levar a sassa q ela pode jogar de libero e de ponta, 2 em 1!!o resto nem merece comentário , aff é de doer! ! Levantadora , pelo amor de Jesus Cristo o q se vê naquela Ana tiene a não ser tamanho? ?? Pq ela não foi ser central?? Melhor do q aquelas jacas q ela levanta! !! A Macris foi uma boa surpresa, apesar da falta de experiência , se mostrou confiante, falta entrosamento, boa pedida para reserva da Dani ( fabiola, acho ela muito instável )!!Agora enfim as opostas Socorrooooooooooooooooo é de chorar, gente, simplismente não da pra viver sem uma oposta de qualidade, não sei c é pq me acostumei em ter a Sheila, acostumamos tanto com uma jogadora fodastica,que quando eu vejo essas meio boca, pra péssimas, eu não aceito, não conformo, joycinha pra mim isso nem jogava mais, Ivina, não joga direito nem no osasco, imagina na seleção contra USA,????? ROSAMARIA blx, não tem experiência e tal, mais vai ter q tomar muito gatorade, pra chegar nós pés da sheila!!mais se a Tandara não voltar voando, que viva eternamente a Santa Sheila,!!penso q tem muita coisa para as olimpíadas, porém vemos um USA com praticamente 3 times tops, q chegam as finais das olimpíadas sussegadas sem fazer força, até as reservas do time B são boas?? Como é q faz??? Temos s.chances, confio no Zé e nas titulares, mais temos q treinar e muito a eficiência no ataque e contrat ataque e principalmente no saque!!
Nei disse…
Laura, eu concordo com as coisas que você falou com uma exceção: as convocações de Walewska e Gattaz. Pra mim isso foi uma das coisas mais feias que o Zé fez utilizando a seleção para dar ritmo, confiança, treinamento e barganhar com as jogadoras que seriam do Campinas. Naqueles anos, a seleção virou o Amil Campinas: Suelen, Claudinha (que foi queimada coitada; será que ela não merecia essa chance que a Macris teve?), Walewska, Gattaz, Tandara, Natália, Natasha, Pri Heldes, uma central loira e lenta que era do Praia que esqueci o nome agora; todas foram parar na seleção. Só não levou Ramirez porque não dava. Nossos técnicos são brilhantes e competentes, mas sabem ser bem antiéticos quando querem.
Laura disse…
Nei, sim, esqueci de mencionar que tinha este fato também por trás das convocações do Zé! A central era a Andressa, se não me engano. Por isso que é bom q ele se mantenha fora do comando de um clube brasileiro. Não que isso impeça de ele convocar as comandadas do Paulo Coco, por exemplo, mas diminui a tendência. E sobre a Claudinha... lamentável a atitude dele. Não tenho dúvida que, mesmo tendo sido reserva no Sesi nesta temporada, ela merecia um espaço em um desses grupos da seleção este ano.