sábado, 18 de julho de 2015

Duas vezes Brasil: Pan e GP


Mais um dia de jogos da seleção feminina pelo Pan e GP. Para piorar a confusão que está minha cabeça de quem joga o que, os jogos hoje foram quase que simultâneos. Bora comentar o que deu pra ver das duas partidas:

Pan – Brasil 3x1 Peru 

 
Mais um set totalmente desnecessário perdido pelo Brasil no Pan. A seleção entrou mal em quadra, sem pressionar as peruanas no saque e no bloqueio. Acabou se complicando e perdendo o set pra equipe mais fraca do grupo – o que pode custar o primeiro lugar e a vaga direta na semifinal.

Os demais sets foram dentro do que deveria ser: o Brasil praticamente decidindo a partida na relação saque-bloqueio. O Peru tem uma recepção fraca e comete muitos erros. Um pouco de agressividade foi suficiente para o time se desmanchar. 

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A não ser no primeiro set, esta não foi uma partida que exigiu muito do ataque brasileiro. Ainda assim, os problemas de entrosamento entre a Macris e as atacantes são perceptíveis – afinal, não ia ser de uma hora para outra que se resolveriam.

Quem mais sentiu o descompasso desta relação foi a Jaque. Ao meu ver, ela está recebendo bolas muito lentas, o que a faz chegar embaixo da bola ou ficar com a força do movimento final do ataque comprometida.

Já a Garay, ainda que esteja recebendo bolas irregulares, tem conseguido se safar de um jeito ou de outro. O bom é que a Macris recuperou uma bola importante para o Brasil e que estava esquecida desde o início do GP: jogada de meio fundo. Nela, a Garay teve um ótimo aproveitamento.

Na segunda-feira, o Brasil tem um confronto bastante difícil contra os EUA. As americanas têm um bloqueio pesado, o que vai exigir da Macris mais velocidade do que ela tem utilizado até agora nas jogadas.

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GP – Brasil 3x0 Itália 

 
Acho que foi a melhor partida brasileira no GP. Depois da separação do elenco, este Brasil que joga a última fase do GP tem se mostrado mais regular e consistente do que o anterior.

Mesmo com uma levantadora bastante jovem como titular, a Itália entrou em quadra com aquilo que tinha de melhor à disposição e o Brasil venceu-a com muita propriedade.

A Itália tem um estilo semelhante ao brasileiro, gosta de usar as centrais e tem bastante volume de jogo. Foi uma partida, portanto, com bastante trocas de bolas e belas defesas. No fim, a seleção brasileira teve mais organização e habilidade na construção dos contra-ataques. Nosso poder de decisão também foi superior com o trio do Rexona Gabi, Natália e Jucy. Aliás, gostei da distribuição mais aberta e equilibrada da Dani nesta partida.

Já a força de ataque italiana ficou presa no nosso forte bloqueio. Não adianta, a Diouf não se cria sobre a seleção brasileira. Os dois metros da oposto italiana não assustam em nada a marcação nacional. Até não sei por que o Marco Bonitta não lançou mão da Sorkaite mais cedo.

O Brasil parte para a fase final mais bem preparado do que imaginava. Ao menos, tem um elenco que se mostra bem organizado e entrosado. Vamos sofrer ainda com o nosso ataque, principalmente ao enfrentar os Estados Unidos e a China, mas defensivamente estamos muito fortes. Acho que é o suficiente para entrar na briga.

4 comentários:

Jardel disse...

China vai mandar time B para as finais. Acho q o Brasil passará bem o final six do GP, pódio sem ´duvidas.

Enfermeiro Dioner disse...

Laura,
sobre o jogo do gran prix, como pode uma oposto ter a pontuação da Monique? Parece que a Dani também não tem confiança nela, apesar da monique dar muito volume de jogo ela não corresponde como oposta.
O brasil já está classificado porque não dar ritmo de jogo para ivna e sullen?
Quanto ao jogo do pan é nítido a falta de entrosamento com a levantadora.

Paulo Roberto disse...

Só o jogo do Pan. Comentei sobre a falta de entrosamento com a Macris a pouco. Com a Jaque fica evidente isso. Ela bate bolas rápidas, talvez as mais rápidas das nossas atacantes de extremidades, com bolas lentas ela raramente passa pelo bloqueio e hoje me pareceu que ela ficou um pouco estressada com isso. Não se era com a falta de entrosamento ou por ela não conseguir virar as bolas.

Laura disse...

Dioner, realmente não é uma pontuação de oposto, mas acho que temos que considerar algumas questões sobre a Monique: 1- Ela ficou muito tempo sem jogar por causa da contusão no abdômen; 2- Ela não é o tipo de oposto "carregadora de piano". Dificilmente, na seleção, ela será a maior pontuadora da partida; 3- Falta entrosamento com a Dani, ao meu ver.

Nunca fui grande defensora da convocação da Monique pra seleção, mas tenho que admitir que, quando esteve presente no ano passado e em outras oportunidades, ela se saiu muito bem. Ou seja, tem crédito e merece ter mais chances para engrenar. Acho que por isso que o Paulo Coco e o Zé preferem deixá-la em quadra, pois apostam mais nela do que na Ivna (e com razão, na minha opinião).

Obrigada pela informação, Jardel, não sabia. Acho uma pena, até, mesmo que isso signifique maiores chances de uma boa classificação para o Brasil.

Paulo Roberto, acho que a Jaque estava estressada pelos dois motivos!