segunda-feira, 15 de junho de 2015

As (nem tão) boas novas da seleção

 
Da série de quatros amistosos entre Brasil e Japão (que se encerra na próxima quinta-feira), dois jogos foram transmitidos ao público. Foi bom rever a seleção em quadra – mesmo que algumas caras ali causassem um estranhamento.

Entraram em quadra, principalmente, aquelas que chegaram antes para a temporada de treinos em Saquarema. A exceção ficou por conta das “molicats” Dani Lins, Adenízia e Camila Brait. Acho que ficou claro que a intenção destas partidas não é testar o time, e sim as jogadoras.

Se a finalidade é esta mesmo, algumas podem comemorar, pois devem ter chamado a atenção do Zé Roberto – ao menos nas partidas deste final de semana. São elas: Suelle, Mari PB e Macris.

Suelle e Mari PB foram muito bem. Foram as mais regulares e carregaram o time no ataque pelas pontas, já que suas colegas opostas, Joyce e Rosamaria, deixaram muito a desejar. Com a Joyce, o problema parecia falta de timing com as levantadoras; com a Rosamaria, falta de potência. Ambas, inexplicavelmente, tentavam demais explorar o baixo bloqueio japonês – o que resultava em bolas passando reto para fora.

Gostei da participação da Macris na segunda partida. Mostrou-se muito segura e à vontade. Criatividade não é o forte dela, mas é difícil vê-la errar na precisão. Claro que precisa ser testada em “jogos de verdade”, mas o comportamento dela nesta primeira partida é um belo ponto a seu favor.

Apesar de não ter sido nada de extraordinário, gostei também da atuação da Bárbara nestes dois jogos do final de semana – o que só reforçou a minha preferência por ela jogando como meio de rede. Fez-se presente no bloqueio e no saque. 
 
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Agora, por mais que o Marco Freitas, comentarista do Sportv, quisesse fazer crer o contrário, a maior parte do elenco ali presente não tem condições de enfrentar desafios internacionais. As jogadoras vão ser úteis nesta temporada na qual a seleção tem competições simultâneas e precisa de um elenco mais amplo. Ou seja, completam bem um grupo, nada mais.

O comentarista, sempre exagerado, acha que, nestes amistosos, estamos mostrando ao Japão como nosso país é rico em talentos. Eu li de outra forma. Acho que ficou evidente que há uma diferença grande entre estas que entraram em quadra e as reservas da seleção atual (nem comparo com as titulares). Não é nem questão de falta de rodagem internacional, mas de potencial mesmo. Nenhuma salta aos olhos. 
 
Podem crescer com os treinamentos e com os jogos internacionais, mas nenhuma nos faz respirar aliviados de que estamos no caminho certo e de que teremos substitutos à altura de Sheilla, Jaque e Cia. Então, devagar com o andor.

3 comentários:

Welmer Sales disse...

Gostei muito desempenho da Suelle e da Mari nesses amistosos, elas deram uma boa consistência na recepção e foram efetivas no ataque. Mas, por mais que elas tenham se saído bem nesses primeiros desafios com a camisa da seleção, é difícil acreditar que elas tenham futuro na seleção. Elas são boas jogadoras e evoluiram muito na última temporada, mas o fato da seleção ter jogadoras como Jaque, Gabi, Natália e Garay nas pontas, que são jogadoras com maior potencial técnico seja nos fundamentos de rede e/ou de fundo fundo de quadra, faz com que aumentemos nossa rigidez ao avaliar as jogadoras que ganham oportunidades na seleção nessa posição. Dificilmente, Mari e Suelle conseguirão fazer frente as ponteiras Jaque, Garay, Natália e Gabi, mas arrisco dizer, pelo o que elas apresentaram nesses jogos, que elas teriam condições de ser titular em algumas das boas seleções mundiais como nas seleções Alemã e Sérvia.

O grande destaque negativo nesses amistosos foi o desempenho da Joyce. Não consigo entender como uma atleta com físico que ela apresenta não consegue se destacár mesmo jogando com uma seleção que tem um bloqueio baixo. É ela no feminino e o Vissotto no masculino, dois jogadores que tinham tudo pra ser grandes atletas, mas que não passam de jogadores meia-boca.

Marcelo Fernandes disse...

Gostei da Macris

Paulo Roberto disse...

É meus amigos, é o que venho falando já faz algum tempo: pós-2016 viveremos uma entre-safra sem precedentes desde que viramos uma potência no voleibol. Será um ciclo bastante complicado.