sábado, 9 de maio de 2015

A situação ficou "russa"


Rexona 1x3 Dinamo Kosheleva

É, não deu para o Rexona.

O time brasileiro lutou, fez uma partida equilibrada contra o Dinamo Krasnodar, mas o sonhado título Mundial parou em dois obstáculos.

O primeiro, a atacante Kosheleva. O elenco do time russo até pode encher os olhos, mas, na quadra, quem até agora fez diferença neste Mundial foi ela.

O segundo obstáculo, foi a própria limitação do Rexona no ataque. As cariocas não ficaram atrás das russas no número de pontos neste fundamento, mas perderam no aproveitamento, principalmente dos contra-ataques. 
 
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O Rexona fez sua parte no sistema defensivo, mas não teve competência suficiente para aproveitar as oportunidades que construiu. Percebeu-se claramente isso na dificuldade brasileira em pontuar. O esforço envolvido para conquistar um ponto era muito maior por parte do Rexona do que do Dinamo.

Isso porque, quando a situação apertava, o Dinamo tinha a Kosheleva para resolver. Fabíola, como sempre muito prática e objetiva, não hesitava em dar a bola para quem virava. 
 
O Rexona, por sua vez, na mesma situação, não contou com uma bola de segurança. Natália foi, durante boa parte da partida, o principal nome no ataque, mas caiu de rendimento na parte final. Gabi teve muitas dificuldades em pontuar e desperdiçou bolas importantes para o Rexona. Senti falta também, por parte dela, do uso da habilidade para explorar o bloqueio. Já a Régis... foi a Régis. Como previa, a falta de uma oposto de verdade pesou.

Além disso, o Rexona deu quase o dobro em número de erros ao time russo – muitos em ataque. Não é preciso ser nenhum gênio para saber que falhas assim decidem disputas equilibradas. 

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O Rexona se despede do sonho do título inédito do Mundial de cabeça em pé. A diferença de qualidade dos jogos entre a Superliga e o Mundial é, claro, enorme, mesmo se considerando as partidas que envolveram os segundo e terceiro lugares da competição nacional. Mas o Rexona provou que tinha ainda mais a oferecer depois da SL e cresceu de rendimento à medida que o nível do desafio foi maior. Só que há diferenças individuais difíceis de serem superadas e que acabaram pesando na desclassificação.

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O Rexona volta a enfrentar o Volero Zurich no Mundial, agora na disputa pelo terceiro lugar. Guardada às devidas proporções, o Volero tem um estilo de jogo parecido com o Dinamo. Ou seja, tem uma jogadora, a Rykhliuk, que é a principal via de saída no ataque.

O Rexona tem mais repertório de ataque e de fundamentos para fazer a diferença a seu favor. Tomara que ponha esta superioridade em prática para que a despedida oficial das quadras da Fofão seja premiada. 

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Já o Dinamo pega na final o turco Eczacibasi, que venceu o Volero Zurich na semifinal por 3x1. O Eczacibasi é mais técnico, o Dinamo mais força e altura. Certamente vamos ter um confronto bem mais equilibrado que o da primeira fase no qual o time russo não rendeu.

Para termos este equilíbrio, o Dinamo precisa ser mais eficiente na marcação. Isso será fundamental porque o time turco tem a vantagem de ter uma distribuição de jogo mais equilibrada, contando, normalmente, com o bom desempenho de pelo menos duas das suas atacantes pelas pontas, além de utilizar mais as centrais. O Dinamo é mais dependente do desempenho da Kosheleva. Só que se ela estiver inspirada, como vimos contra o Rexona, é meio caminho andado para a vitória.

3 comentários:

Paulo Roberto disse...

As duas semi foram bons jogos. A primeira o time turco teve que ralar muito pra passar pelo Volero, que se não fosse algumas bobeadas poderia ter levado o jogo até o 5º set. Já no segundo, o Rexona errou muito como a Laura mencionou, mas o Dínamo também. Entretanto na hora da decisão pesou a estrela da Kosheleva. Fabíola esteve bem, Garay aparecia na hora certa e Sokolova apesar de algumas bizarrices também não decepcionou na hora H.

Fico sentido pela Fofão, mas aquela parada no quarto set para concertarem a iluminação foi crucial. O Nalbert (que normalmente fala nada com nada) falou que as mais experientes poderiam sentir aquela parada e foi assim com Fofão e Sokolova. Depois daquele problema elas caíram muito.

Agora, entra mundial e sai mundial e a coisa mais óbvia se constata: a estrutura do nosso voleibol impede que se formem times brasileiros páreos para os times europeus. Todos nós sabíamos que se o Rexona chegasse à final seria uma zebra, ganhar então seria uma manda inteira.

Welmer Sales disse...

Estavam difíceis as coisas hoje para o Rexona. O time carioca enfrentou um time russo fisicamente muito forte e que contou com a sua principal atacante inspiradíssima. Kosheleva foi o nome da partida.

O time carioca apresentou tudo o que o caracterizou durante a temporada: uma boa marcação e um grande volume de jogo. Porém, na partida de hoje, acho que faltou ao time um saque mais efetivo, que desestruturasse mais a recepção do time russo, e uma maior eficiência no ataque, Natália recebeu quase o mesmo número de bolas que Kosheleva, mas não teve a mesma eficiência que a russa e também deu mais pontos em erros que a mesma. Aliás, os erros foram outro calo do time do Rexona, o time errou mais e isso prejudicou os time nos momentos decisivos.

O Krasnodar, por sua vez, me surpreendeu com um fundo de quadra consistente hoje, tanto a defesa quanto a recepção do time renderam mais do que o que vinham rendendo ultimamente, e isso foi importante para que o time conquistasse o a vitória. Além da já destacada atuação de Kosheleva, destaco também a atuação da Fabíola, ela não foi genial, mas foi simples e objetiva, tentou algumas vezes colocar as centrais no jogo sendo em boa parte delas mal sucedidas, mas não se prendia às bolas altas e sempre que tinha condições colocar velocidade no jogo ela colocava, ora com a Sokolova na china ora com a Garay na ponta. Aliás, outro ponto que contribuiu para a vitória do Dínamo, foi o desempenho da Garay. Ela teve um bom aproveitamento no ataque, 45% se não me engano, e boa parte desses pontos foi em largadas. As famigeradas largadas da Garay que não vinham caindo, contra o time do Rexona caiu e se não caía atrapalhava a construção do contra-ataque carioca, principalmente nas situações que a Fofão saía do bloqueio.

Espero que a amanhã tenhamos duas boas partidas como tivemos hoje, e que as brasileiras sejam premiadas. Que o Rexona consiga fazer uma boa partida e a Fofão se despeça das quadras ao menos com o bronze. E que Fabiola, Fê Garay e cia façam uma boa partida, conquistem o ouro e premiem a Larson com mais um vice.

A lI disse...

A grande quantidade se erros do Rexona se deveu ao fato que nao e facil jogar com um PAREDAO ALTO NA FRENTE O TEMPO TODO!
Contra o KRASNODAR nao se tem a opcao nem de atacar em cima da LEVANTADORA, pois FABIOLA e alta e excelente bloqueadora.Logo,leva as aracantes adversarias a errarem mais.
FABIOLA uma GIGANTE DO VOLEIBOL,parabens JOGOU MUITO!!! O ATAQUE DE SEGUNDA dela esta MAIS VELOZ E FATAL q o das CENTRAIS,o saque quebra-passe,a defesa ligadissima,o entrosamento com as russas…FABIOLA FENOMENAL!!!
GARAY que RACA dessa menina,que velocidade de braco,PARABENS!
KOSHELEVA,que CARA DE MALVADA ELA TEM,bate com RAIVA,a maioria por CIMA DO BLOCK!
SOKOLOVA, MESTRA EM VARIAR O ATAQUE e EXPLORAR O BLOCK.
POLDSKALNAYA,PAREDAO,MAQUINA DE BLOQUEAR!
O KRASNODAR jogou na SEMIFINAL MUITO MELHOR Q NA FASE DE CLASSIFICACAO.
Se o KRASNODAR jogar como hoje na REVANCHE CONTRA O ECZACIBASI, FABIOLA E GARAY serao CAMPEAS MUNDIAIS!!!
O REXONA esta de PARABENS,VENDEU CARO A DERROTA,mas a ENORME FORCA FISICA do KRASNODAR fez DIFERENCA HOJE!Mais um DUELO DAVI e GOLIAS!
Rexona so ednfrentou nesse Mundial, times MAIS ALTOS E FORTES FISICAMENTE,venceu 2,perdeu 1, vendendo caro,o saldo ta bom!Tomara que ganhem o BRONZE,que sera MUITO COMEMORADO POR NOS!!!