domingo, 5 de abril de 2015

Show do Milhão... de erros


Camponesa/Minas 1x3 Rexona/Ades (1º jogo da semifinal)

Minas e Rexona poderiam ter tido um pouco mais de compaixão conosco e ter nos poupado de tantos erros. Neste quesito, as equipes empataram, dando uma para outra – e para nossa tristeza - 26 pontos. Haja paciência.

Agora, como diria nossa presidente Dilma, “no que se refere” ao que deu certo na partida, o Rexona conseguiu ser levemente superior. A principal vantagem do time carioca esteve no ataque e teve nome e sobrenome: Natália Zilio.

Fazia um tempinho que a Natália não se achava no ataque e hoje ela se reencontrou. O curioso é que foi exatamente quando ela voltou a ser ponteira passadora. Jogou mais solta do que quando estava como oposto. A responsabilidade de recepcionar não comprometeu o desempenho no ataque e ela fez bem os dois papeis. O Minas não conseguiu desestabilizá-la e sofreu a consequência.

**************************

Não é que o Minas tenha estado mal no ataque. Acho até que foi melhor do que vinha apresentando, utilizando mais as centrais e desafogando a pressão para cima da Jaqueline. Mas o time não conseguiu manter o mesmo ritmo de virada de bola até o final. O Minas foi sentindo o bom saque do Rexona e cometendo muitos erros no decorrer do jogo.

Comentávamos que a missão do Minas era difícil, mas que poderia ser equilibrada se ele segurasse os seus erros. Não conseguiu. A partida só foi equilibrada nos sets que o Rexona também errou demais. No fim, o Rio teve mais recursos (individuais e de grupo) para amenizar as bobagens que cometeu e se ajustar durante a partida. Tanto que, se observarmos o desempenho de cada time no confronto, a trajetória das cariocas é ascendente e, das mineiras, descendente. O tempo ajudou o Rexona a se arrumar enquanto o mesmo causou desgaste ao Minas, que, como sabemos, precisa colocar muito mais energia para ganhar cada ponto e fazer frente ao Rio.

******************************

O Bernardinho foi ousado ao entrar em quadra com uma nova configuração de ataque logo na semifinal, colocando a Régis como oposto e voltando com a Natália para a ponta. Na hora pensei: Bruna e Andreia devem estar treinando muito mal para que o Bernardinho tente tudo quanto é formação que não as tenha como titular. 

O retorno da Natália pra ponta, como vimos, compensou, mas a Régis como oposto... E a Bruna ainda conseguiu ser pior substituindo-a. A posição de oposto é uma pedra no sapato do Rexona sem solução nesta temporada. Por enquanto, ela só rendeu pequenos tropeços porque Gabi e Natália não tem deixado o time cair. Mas num dia de azar, no qual nenhuma das duas jogue bem, o Rexona tomba.

*************************


Pê esse:

- Boa participação da Mayhara. Já faz algum tempo que me pergunto por que o Bernardinho não a utiliza mais nas partidas que Carol ou Jucy não se apresentam bem. Nesta temporada, me parece que ela foi subaproveitada.

- Não faz sentido somente uma partida da semifinal, no caso a de Molico vs Sesi, ter o sistema de averiguação de pontos, o “desafio”. Deixa as condições de disputa desequilibradas.

- Desequilibrada também está sendo a calibragem deste equipamento. No jogo de hoje, assim como na semifinal masculina entre Sesi e Taubaté, o sistema errou.

4 comentários:

Welmer Sales disse...

O time do Minas sentiu a pressão de jogar uma semifinal. Ainda que o time tenha jogado de igual para igual os três primeiros sets, Mari e Tika sentiram a pressão do jogo. Mari demorou a pontuar no ataque e Tika comprometeu muito, principalmente na recepção. A recepção melhorou com a entrada da Laís, mas ainda assim o time parecia travado e fazia muito mais esforço para fazer os pontos que o time do Rexona, o que só piorou com a queda de rendimento da Carla por conta das dores sentidas. Jaque jogou bem, foi a maior pontuadora do time e foi muito bem no fundo de quadra (o que defende essa mulher é brincadeira!), mas, embora tenha rendido bem no ataque, as bolas por ela atacada não caiam com facilidade, Bernardinho armou muito bem a equipe para diminuir a efetividade dela.

Pelo lado do Rexona, o grande destaque foi a Natália. Ao meu ver, o time não teve uma grande atuação, mas contou com uma Natália em grande jornada. O time jogou a partida inteira sem oposta e as jogadas pelo meio eram escassas, mas isso não foi, e não é problema para o time carioca, que mesmo com uma atuação abaixo do que se espera fazia menos esforço para pontuar que o adversário.

Agora, quero destacar aqui a estratégia do Bernardo em preferir fazer a primeira partida da série fora de casa. Ninguém dá muita importância pra essa decisão, mas faz diferença. Mas por que faz diferença?De modo objetivo, eu poderia citar fatores logísticos, mas não é esse ponto que quero abordar. A empolgação do Minas pela ótima campanha no segundo turno e pela classificação para as semifinais jogando na casa do adversário era grande, mas toda vez que se dá um passo a frente sente-se uma pressão, ainda que não se tenha a responsabilidade pelo resultado. E, como disse, o Minas sentiu essa pressão e o quarto set foi a prova disso. Se a segunda partida fosse em BH, o Minas jogaria mais solto (pois a ansiedade da primeira partida já teria passado), o embalo da torcida poderia fazer diferença e, com isso, as chances do time levar a série para a terceira partida seriam maiores. Mas o Bernardinho vê além. Com a segunda partida no Rio, o Rexona pode enfrentar um Minas mais solto, porém vai o enfrentar com o suporte da torcida e isso pode fazer diferença.

Para concluir, o raciocínio acima, queria citar o exemplo da partida de ontem entre Osasco e SESI, ainda que sejam realidades diferentes, são situações semelhantes. Osasco ontem pôs fim a uma série de derrotas para o SESI e leva a vantagem para o Liberatti. O SESI, por sua vez, vai ter que enfrentar além de um Osasco mais confiante, uma torcida que vai fazer do ginásio um caldeirão. Se a primeira partida tivesse sido em Osasco, embora que em desvantagem no confronto, o SESI enfrentaria o Osasco, ainda que mais confiante, em seus domínios e isso poderia fazer a diferença. As semifinais da temporada passada Rio X Campinas e Osasco x SESI são exemplos que acho que se encaixam bem nessa situação.

Unknown disse...

Eu acho que o Bernardinho simplesmente escolheu jogar o primeiro fora porque ele sabe que o Rexona é melhor, favorito, e que provavelmente ganharia o primeiro jogo. Aí a equipe dele fecha a série em casa. Não acho que ele "vê alem". Pelo menos não nisso. Rs.

Unknown disse...

Apesar do numero excessivo de erros, eu gostei muito mais desse jogo do que da outra semifinal. COMO A JAQUELINE DEFENDE!!!! Eu fico impressionado com essa moça...

É engraçado notar a cara dela toda vez que a Mari Paraíba e a libero erram defesas faceis...faceis pra ela pelo menos...hehehe...parece que ela quer matar as duas!

A Naiane as vezes faz umas escolhas equivocadas na distribuição...claro, ela é nova, primeira superliga e tals, mas isso compromete um pouco o time. Mas ela, memos assim, joga muito bem. Não entendo, por exemplo, porque a insistencia com a Wal na china, sendo que a melhor bola dela é pela frente. OK, ela faz isso pra abrir a rede, mas mesmo assim, se a Wal não roda, do que adianta?

QUE ARBITRAGEM PESSIMA! Meu deus do ceu!!! Amadora quase!

Eu ainda acredito no Minas e gostaria muito que elas ganhassem, mas acho que o Rexona leva.

Paulo Roberto disse...

Vi o vídeo do jogo agora a pouco. Jogo horroroso. Os dois times jogando muito abaixo do que eu esperava. Pelo Rexona, contaram com a sorte de Natália estar em noite inspirada. Pelo Minas, acho que faltou um pouco de sangue nos olhos. Alguém avisou a Mari Paraíba que ela tava jogando uma semifinal de SL??? Concordo com o Unknown a respeito da Naiane, mas acho que é a mais promissora levantadora que surgiu nos últimos anos.

Espero que os dois times evoluam para o segundo jogo e que mostrem o que esperamos deles.