Vitória à base de garra, vontade... e dos erros do Minas

 
Camponesa/Minas 2x3 Dentil/Praia Clube

Eu já desisti de tentar entender estas duas equipes. São muito pouco confiáveis, para se dizer a verdade. Não se sabe o que esperar - de bom ou de mau.

O Minas é melhor time: comprova isso na bola, nos números por fundamento e por fazer mais com menos opções de elenco. Afinal, o time não tem sequer uma inversão 5x1 decente - a ponto de até o Picinin observar isso na partida de ontem.

Mas entrega tantos, tantos pontos em erros que dilui esta vantagem em segundos. E, além, disso, carrega os erros para os pontos seguintes. O Minas, como falei no post anterior, é um time ansioso, intranquilo, que perde a lucidez com as pressões do jogo. Ontem, as expressões das jogadoras após os erros no tie-break deixaram bem claro isso.
 
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Falando especificamente do tie-break, acho, também, que houve uma falta de sensibilidade da Naiane (e do Queiroga) de não aproveitar outras opções de ataque. A Mari Paraíba vinha fazendo um bom jogo e foi esquecida. O jogo se concentrou demais na Jaqueline, a bola de segurança, mas ela não correspondeu. Estava bem marcada, pois o Praia sabia que a levantadora iria optar por ela.

Se a Ramirez, no Praia, é o termômetro do time, a Jaqueline assume esta posição no time da capital mineira. Quando ela tropeça, o resto do elenco cai de rendimento junto. E assim foi no tie-break. O início ruim da Jaqueline tirou a confiança das demais jogadoras e o set saiu da mão do Minas.

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O Praia, por sua vez, aos trancos e barrancos, mais na garra do que na técnica, soube se impor na casa do adversário e respondeu muito melhor à pressão. Picinin foi corajoso ao tirar a Tandara da escalação titular e colocar a Sassá. Corajoso por tirar um nome de peso, porque ela realmente não estava rendendo.

Só que ainda tenho dúvidas se é bem esta substituição que o Praia precisa. Ainda vejo o time carente de maior força de ataque e não é a entrada da Natália, sozinha, que vai resolver isso. (aliás, sei que vai parecer que sou do fã-clube da jogadora, mas ainda acho uma bobagem tirar a Letícia Hage). Ramirez está com dificuldades, carregando o time sozinha e alternando bons e maus momentos. E, para potencializar o ataque, no banco só há um nome: Webster.

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Por fim, não posso deixar de comentar o clima quente que este confronto ganhou. Ramirez vs Jaqueline, a boa e velha disputa Cuba e Brasil. Desde que não desande para brigas a la semifinal de Atlanta, traz tempero às quartas-de-final.

Comentários

Vinicius disse…
Boa tarde, descordo totalmente de você, a entrada da Sassá foi providencial para as pretensões do praia.

Ela defendeu bem, passou demais teve várias sequências de saque e ainda pontuou bem no ataque quando acionada.

A entrada dela muda o astral do time e passa mais tranquilidade para as companheiras, assim Jú Costa se preocupou mais com o ataque e Ramirez tb.

Se Ramirez não tivesse tão insegura nos ataques e encarando tanto o bloqueio o jogo não teria ido para o tie break.
Laura disse…
Oi, Vinicius!

Pois é... Não nego os benefícios da entrada da Sassá. Concordo que a atuação dela foi muito boa tb nas duas partidas. Só questiono se é esta a real necessidade do time agora já que, mesmo com a entrada dela, o aproveitamento do ataque não melhorou. Ainda acho que o Praia precisa de um ataque mais efetivo.
Vinicius disse…
Oi Laura,

Acho que o que falta é uma constancia maior da Karine nos levantamentos, cada hora a bola é de um jeito e dificil para as atacantes se ajustarem.

Pensando em poder ofensivo a Tandara já não vinha bem desde o returno, longe de ser aquela Tandara que vimos brilhar no Amil.

Esperar p ver, tudo em aberto ainda...
Tandara não esta num bom momento, mas Sassá não corresponde à altura da Tandara quando ela joga no seu normal. Uma grande perda pro Praia.
Apesar da boa partida da Naty Martins, Letícia Hage indiscutivelmente é a melhor meio do Praia, só o Picinin q não vê.
A Tandara não esta num bom momento mas se estiver pior que a Ju Costa pode se aposentar...ela erra demais.

Acho que a Webster e a Sassá daria uma dupla melhor no ataque.
Acabei não falando do Minas, concordo com a Laura quando diz que o MINAS tem mais time. Acredito que colocando uma Oposta que divida a responsabilidade da virada de bola, esse time pode ser finalista da proxima temporada da SuperLiga. A Mari Paraiba tem surpreendido, esperava muito menos jogo dela, já a Jaqueline, chega a encher os olhos de ver ela jogando, joga demais. Essa sem duvida tem lugar garantido na seleção.