domingo, 22 de março de 2015

Sesi sem barreiras


Sesi 3x0 Brasília (1ª partida das quartas de final)


Com a exceção de algumas sequências de saques que complicaram a sua recepção, o Sesi não encontrou obstáculos para vencer o Brasília. Das vezes que a se deparou com o problema no passe e a rede trancou, a inversão 5x1 deu, como sempre, conta do recado. 

O Brasília teve um desempenho pífio no ataque e não conseguiu compensar o problema com um sistema defensivo bom. O volume de jogo que o time da capital federal tinha ganhado com a formação com a Érika e a Michelle nas pontas se perdeu depois da contusão da primeira. O bloqueio, mesmo muitas vezes chegando montado, também foi facilmente ultrapassado. 

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O Sesi teve uma estratégia interessante no saque de mirar a Michelle. Poderia ter dado errado, já que a gêmea Pavão é a melhor passadora do time e o Brasília tem fortes atacantes, principalmente a Roberta, no meio. Mas a estratégia deu certo. A Michelle é uma importante atacante do Brasília e, pressionada, tanto no ataque quanto na recepção, caiu de rendimento.

O Brasília não conseguiu manter por tempo suficiente um ritmo de jogo capaz de incomodar o Sesi no placar. Sempre que mostrava sinais de recuperação, logo cometia uma série de erros que devolvia o comando da partida às donas de casa. E acredito que o mesmo deva se repetir no segundo confronto. Ao Sesi, cabe fazer o que fez hoje: controlar os seus erros e não desperdiçar ataques. Ou seja, não abrir caminhos que o Brasília não consiga abrir por conta própria.

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Pê ésse:

- Ao ver, durante a transmissão do jogo, a Paula Pequeno na arquibancada "curtindo" mais uma lesão, me dei conta da temporada infeliz da jogadora. Não só pelas lesões, mas pelo nível técnico que apresentou nas poucas oportunidades que esteve em quadra. Desde a Olimpíada de Londres, ela está numa trajetória descendente, o que, pela idade e histórico de contusões, é até natural. Mas é uma pena que ela não consiga dar nenhuma contribuição ao time, como fazem Elisângela e Mari, por exemplo. Especialmente para o Brasília, que tem um elenco pobre. 

6 comentários:

Cacciatori disse...

O "cachê" da Paula devia estar de acordo com seu voleibol descendente.

Julio Cesar Rodrigues disse...

Curtir Lesão foi maldade....rsrsrs. Acho difícil alguém curtir uma lesão mas acho que tanto a Paula como a Mari deveriam fazer outra coisa da vida. Infelizmente as lesões tiraram o potencial do vôlei delas, elas deveriam de repente atuar em outra área dentro do Vôlei. Não vejo mais possibilidades de voltarem a ser as grandes atletas que já fora um dia.

O SESI passara fácil por Brasilia...

Laura disse...

Julio, minha intenção não foi ser maldosa, o "curtir" ali era mais para o sentido de "aguentar", "sofrer" mesmo. Botei entre aspas para se diferenciar do curtir de "gostar".

Mas enfim, sem dúvida, nem ela nem a Mari voltarão a ser grandes jogadoras. Vão, no máximo, ser jogadoras que completam elencos. Mas, realmente, a carreira delas se encaminha para fora das quadras. Acho que a Paula tem até um perfil que combina com essas atividades gerenciais.

Julio Cesar Rodrigues disse...

Também não quis dizer "Maldade" no sentido literal...só quis destacar que foi bem observado.

Quanto a essas jogadoras, acredito que elas possam tem um papel fundamental na formação de novos atletas, afinal conquistaram muitos títulos com um passado brilhante. Acho que o Vôlei esta precisando disso, de pessoas experientes para formar novos atletas.

Um exemplo forte é a escassez de ponteiras passadoras (preparação) que hoje o Brasil sofre, se a Jaqueline aposentar será difícil substitui-la. Hoje na seleção temos um grande time que joga junto a muito tempo, mas temo o futuro.

Judivan Almeida disse...

Laura. Belíssimo blog e passagem obrigatórioa para quem ama o vôlei. Parabéns.

Laura disse...

Valeu, Judivan! E não deixe de comentar!