Rodada estranha com partidas esquisitas


Rexona 2x3 Sesi

E lá se foi a primeira fase da Superliga e, com ela, a invencibilidade do Rexona. A primeira derrota do Rio venho numa partida pra dizer, no mínimo, esquisita. Aliás, toda a última rodada da SL foi estranho, é só ver os resultados.

A “esquisitice" da partida entre Rexona e Sesi não esteve, no entanto, no resultado, mas no desempenho das duas equipes. Elas foram capazes de fazer jogadas difíceis e bonitas ao mesmo tempo que nos presenteavam com lances absolutamente ridículos.

O que era mais difícil, elas faziam bem. O mais fácil, se atrapalhavam. Abriam uma vantagem considerável, deixavam o adversário se recuperar. Quando a gente pensava que o set estava definido para uma equipe, vinha a outra e dava sinais de vida. E foi assim, entre mágicas e erros bobos, entre apagões e renascimentos, que a partida se configurou. 


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Outro ponto estranho deste confronto foram as bobeadas nos finais dos primeiros sets do Rexona. Ele, que costuma ser o time que corre atrás e cresce na hora decisiva, foi o que se desestruturou nos momentos de definição.

Acho até que o Rexona é que perdeu a partida, não o Sesi que venceu. O Rio teve os quatro primeiros sets nas mãos e, nos dois primeiros, deu espaço demais para uma equipe que é, reconhecidamente, muito persistente e que tem, assim como ele, cartas no banco que podem mudar o rumo do jogo. 
A incompetência dos primeiros sets cobrou seu preço no tie-break. Carol Albuquerque conseguiu uma sequência muito boa de saques e o Rexona se enrolou no passe, no ataque e ficou preso, novamente, na forte marcação do Sesi.

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No fim, os sets foram vencidos pelo time que soube melhor se defender, incluindo aí, principalmente, a ação do bloqueio. O Sesi, como sempre, marcou muito bem as jogadas do Rexona, que só conseguiu escapar do forte bloqueio – ainda assim com dificuldades - quando a Roberta entrou no lugar da Fofão. Ela deu uma acelerada nas bolas e utilizou mais a Jucy pelo meio. Mas não foi suficiente para, por exemplo, livrar a Gabi do paredão formado pela Fabiana e Bárbara. A atacante só ganhava uma folga quando o Talmo fazia a inversão de 5x1.

Claro que o processo todo de forte marcação começava sempre com um bom saque e contava com uma recepção ruim do adversário. As duas equipes tiveram dificuldades no passe. O Rexona amenizou o problema com a entrada da Drussyla no lugar da Régis. A jovem jogadora, ao contrário da partida contra o Osasco, jogou muito à vontade, mesmo tendo a responsabilidade da recepção.

A Régis, por sua vez, não repetiu o desempenho da última partida. Ela é, como se diz no futebol, uma jogadora de segundo tempo. Ela vinha bem substituindo a Natália, mas foi só Bernardinho cogitar a possibilidade dela entrar de vez no time titular para ela perder o encanto e desandar a fazer bobagens no passe e afins.

Até gostei da ideia de colocar a Natália como oposto, talvez fosse uma boa opção para turbinar o ataque. Mas não acredito que o Bernardinho vá continuar apostando nessa formação a partir de agora, ainda mais depois da resposta da Régis. Ele deve voltar ao que estava dando resultado: Gabi e Natália nas pontas, Bruna de oposto.



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Demais resultados da 13ª rodada do returno:

Camponesa/Minas 1x3 São Cristóvão Saúde/São Caetano

Rio do Sul/Equibrasil 3x1 Pinheiros

Maranhão/Cemar 3x2 Dentil/Praia Clube


São José dos Campos 0x3 Molico/Osasco

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Bora falar dos confrontos de quartas?

Rexona x São Caetano

Sesi x Brasília

Molico x Pinheiros

Dentil/Praia Clube x Camponesa/Minas


 
- Rexona e Sesi provavelmente vão ter trabalho, mas as paradas se resolvem em dois jogos.

- O Molico, para mim, também faz 2x0. O Pinheiros costuma crescer em partidas decisivas, mas acho que o time perdeu um pouco do rumo e do fôlego após a conquista da Copa Brasil. Na última rodada, perdeu para o Rio do Sul, que simplesmente deu a ele 32 pontos em erros, o dobro do que cometeu. 


Para fazer frente ao Osasco, o Pinheiros precisa ter todos os fundamentos funcionando bem, o que não é o caso. O ataque está com dificuldade em ter um melhor aproveitamento. Enquanto o Osasco, mesmo longe do ideal, consegue definir o jogo na atuação de uma jogadora ou mesmo de um fundamento.

- Praia e Minas. O clássico mineiro é o mais difícil de prever – e os resultados da última rodada não ajudaram em nada em simplificar o processo de adivinhação. De um lado, o inconstante Praia, que comete muitos erros, mas que tem recursos individuais fortes. Do outro, o organizado e técnico Minas, que vence os favoritos, mas se complica ou perde para os mais fraco e é menos potente no ataque e dependente demais da Jaqueline neste fundamento. 


Se eu tivesse que apostar, colocaria minhas fichas no Praia (2x1). Não é por este motivo que faço a aposta, mas o ginásio do Praia pode jogar a favor das donas da casa. O Minas bobeou demais em perder a quarta colocação ontem.

Comentários

Luis Eduardo disse…
Ola, Laura, tudo bem?
Bem, parece-me que podemos associar a vitória do Sesi a uma dança das cadeiras (ou do banco)que vem ocorrendo frequentemente na superliga. Nenhum time esta conseguindo manter um time titular por longos períodos de tempo. Seja pela marcação pesada, ou por contusões, ou até mesmo escolhas táticas, os times estão se vendo cada vez mais dependentes das jogadoras do banco para vencer jogos e evitar derrotas. Derrotas que podem custar posições na tabela, como no caso do Minas, e até mesmo as vagas em estágios superiores por nào terem o mando de quadras...verdadeiramente, esta Superliga está sendo decidida nos detalhes.
Embora o jogo tenha sido um 3x2, me pareceu que o Rexona teve um controle maior da partida do que o Sesi...bem, até os finais de sets chegarem e as jogadoras do Rio se virem encurraladas pela forte marcação do Sesi. Concordo com voce, Laura, ao afirmar que o Rio sofre com a posição de oposto...A Natália não convenceu e nào vem jogando bem há algum tempo desde o returno. Fora do passe, ela nào foi exatamente a melhor opção para a dupla Roberta/Fofão que mais uma vez buscaram a Gabi. Essa foi marcada como nunca e expos um caminho para derrotar o Rexona: Anular a Gabi. O Sesi, por sua vez, nào foi brilhante, mas eficaz. O Rexona perde muito sem a Gabi e a tese de distribuição rui para um time que tem nas pontas a sua força, sendo, entretanto, muito irregular na recepção. Perdi as contas de quantos levantamentos de manchete foram feitos pelas levantadoras, quantos passes B e C..enfim, um jogo que serve de alerta para o Rexona repensar a distribuiçao de forças de ataque.
A surpresa até aqui fica por conta da Bárbara que dá um banho na Andréia. Mesmo sendo da mesma posição de origem, as duas são muito diferentes do quesito definição: Bárbara tem sido decisiva para o Sesi, tanto é que vem retardando o retorno da Monique...Tavez a Monique seja mais decisiva nas quartas...Quartas que prometem.
Os confrontos serão interessantes, polemicos, longos e, mais do que nunca, psicológicos. Pensar que, por exemplo, Rexona e São Cristóvão Saúde/São Caetano será fácil, é estar enganado. Nesta fase da competição, o psicológico aliado à técnica podem ser letais para qualquer time que deslise no meio do caminho. Os tempos em que as quartas eram apenas jogos de aquecimento acabaram...Deixem as finais começarem!!
Welmer Sales disse…
Realmente, essa rodada foi bem estranha, acho que pouca gente imaginava que esses seriam os resultados das partidas.

O grande derrotado da rodada foi o Minas que tinha chances de terminar a fase regular em quarto e ter a vantagem do mando da campo, mas acabou em quinto. Mesmo tendo acompanhado apenas o ponto a ponto no site da Superliga imagino o quanto o time jogou mal, mesmo tendo perdido os três sets que lhe custaram a derrota pela diferença mínima. Tirando o segundo set, em todas as parciais o time mineiro comandou o placar, mas pecou na hora de defini-lo. O Excesso no número de erros acho que foi grande problema do time. Cometer 29 erros em quatro sets é um exagero e esse foi o grande problema do time na partida.

Quanto aos confrontos acho que o mais equilibrado será o duelo mineiro, dando um ligeiro favoritismo para o Minas. Acho o time de BH mais equilibrado e acho que isso pode fazer a diferença num confronto tão parelho quanto esse.
Eduardo Araujo disse…
Olá
Eu acho que tanto Rio, Sesi e o Osasco passam para a próxima fase.
Se fosse um jogo somente talvez o Osasco tivesse mais dificuldades, mas sendo melhor de 3 acho bem possível que a serie seja uns 2 X 1 para o Osasco, uma vez que acho o time do Pinheiros muito instável.
Agora alguém pode me responder, quais os critérios que são usados para convidar times para o Mundial?
O time da Fabiola recebeu o convite para jogar o mundial.
Pena que por causa do rank do jeito que esta agora os times brasileiros tendem a não chegar nem na final.
Já que olhando os times que estarão nesse mundial são verdadeiras seleções mundias.