quarta-feira, 11 de março de 2015

O que (ainda) separa o Osasco do Rexona


Molico/Osasco 2x3 Rexona


Estava com saudades de um clássico Rio vs Osasco com cara de clássico. O jogo não teve lá muita qualidade - visto o número de erros -, mas teve um clima quente e disputado

Houve uma evolução no placar das derrotas do Molico pro Rexona (a primeira, de 3x0; esta 3x2), mas, além dos 15 pontos na tabela, ainda existe uma diferença considerável de qualidade que separa as equipes. 

Não dá para ignorar o fato de que o Osasco fez um tremendo esforço e não conseguiu vencer o time misto do Rexona, sem Natália e sem Fofão e Bruna, que saíram no segundo e terceito sets, respectivamente. O Bernardinho não fez questão nenhuma de recolocar a levantadora titular mesmo quando a Roberta fez alguns desastres no levantamento. Tampouco colocou a Andreia no lugar da Bruna. Resolveu “esquentar” a jovem Drussyla. 

O Rexona estava interessado no clássico e não estava. Se bem conheço o Bernardinho, ele não se importaria nada de perder a invencibilidade. Seria até uma boa justificativa para puxar mais de suas jogadoras. 

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Acho que o Osasco pode comemorar o fato de ter reencontrado parte do seu jogo. Foi agressivo no saque e a Dani usou as centrais, principalmente a Thaísa, liberando a Carcaces para fazer aquilo que ela mais sabe: colocar a bola na quadra. 

O ataque, portanto, não foi aquele empecilho das outras partidas. Mas mesmo se conseguir manter este nível no ataque, o time do Luizomar ainda tem com o que se preocupar se quiser chegar em condições de brigar pelo título com o Rexona. 

Primeiro, com o passe. Ontem, quando o Rexona encaixava uma boa sequência, a Samara se desesperava. Ela é a jogadora que mais sente os maus momentos do jogo e a que menos têm condições de se recompor e conduzir a equipe à recuperação. E ela é "só" a principal passadora do time. 

Segundo, com o controle da ansiedade, que, invariavelmente, resulta em erros bobos, principalmente nos finais dos sets. O Rexona teve (e tem) muito mais calma e qualidade nas trocas de bola e nos momentos difíceis da partida. Aliás, o time do Rio tem jogadoras que sabem segurar a barra nestas situações – mesmos as do banco, como a Régis e a Amanda. O Osasco tem duas: Thaisa e Carcaces – e olhe lá... 

Terceiro, com o sistema defensivo. O Osasco sempre foi uma referência em bloqueio e volume de jogo, mas nem um nem outro estão sendo capazes de compensar as dificuldades da virada de bola, o que acontece frequentemente no Rexona. 

O Osasco vai ter que correr contra o tempo para que estas diferenças diminuam ou mesmo desapareçam num próximo confronto com o Rexona (se houver) na Superliga.


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Demais jogos da 12ª rodada do returno:

Dentil/Praia Clube 3x1 São José dos Campos

Pinheiros 3x2 Maranhão/Cemar

São Cristóvão Saúde/São Caetano 3x2 Rio do Sul/Equibrasil

Brasília 1x3 Camponesa/Minas

São Bernardo Vôlei 3x1 Uniara/Afav

4 comentários:

André Henrique disse...

O que separa o Osasco do Rexona na minha opinião:

a) O Bloqueio do Rexona (sempre faz a diferença)
b) A falta de uma segunda ponteira de qualidade no Osasco
c) A queda de rendimento das centrais inclusive da Thaíssa com o tempo
d) Dani Lins em diversos momentos não distribuiu bem

Não acredito que este time do Osasco chegue a final da superliga, se chegar será na superação

Unknown disse...

Não vejo outra forma de corrigir os erros do Osasco a tempo para esta superliga.
O melhor será se contentar com 3o lugar.
Para a proxima é trocar o Luizomar de Moura, esta desgastado e a equipe precisa de mudanças urgentes, digo o mesmo para Brasilia falta um treinador mais firme.
Infelizmente acho que ninguem tira do Rio este titulo. Uma pena para o bem do voleibol!!

Mateus CS disse...

Confronto entre esses dois times, agora, só na Superliga que vem. Osasco, com a bola que vem jogando, terá que agradecer e muito se conseguir passar pelo Pinheiros. Às semi-finais ainda acho que chegue, pois o Pinheiros perdeu formas, mas além disso é IMPOSSÍVEL.

Duas coisas que queria pontuar:

1- em todas as transmissões que assisti, nunca havia visto o Luizomar conversar com Carcaces, Thaisa ou outra jogadora mais "experiente" sobre os erros cometidos por elas. Até mesmo no jogo passado contra o Sesi, quando a cubana insistiu em mil bolas na diagonal (mais marcada que a presidente Dilma), não o vi passando uma instrução ou auxílio de outra forma de ataque para a cubana. É um técnico nivelado por baixo, vide o número de vices que tem e sempre com times estrelares nas mãos. #FORALUIZOMAR

2- Brait é líder nas estatísticas de recepção no ranking da CBV. Claro que é, só cumpre o quadrado dela na quadra. Na situação em que o time se encontra, principalmente recepção, acho que ela deveria chamar um pouco mais da responsabilidade pra si. Ocupar um maior espaço na quadra.

Agora é torcer pro Minas manter o bom ritmo e abocanhar uma final ou até mesmo o título.

Nei disse...

Gente, não sei mais o que dizer. Já tá tudo posto sobre o Osasco. Qualquer coisa que eu falar é chover no molhado. Concordo com tudo que foi dito. Acho que os outros técnicos deveriam observar e aprender mais o Bernardo. É incrível o que ele faz com esses times mesclados. Tiro meu chapéu. Esse blog tá precisando de mais comentaristas. Sokoloka, Sokolovos, Valete de Paus, Viciado em Vôlei, grievoblivioned, Rayporteirinha, Tavinho Natal, Nazaranha Tedesco, Titanic 101 anos, Bruna Volochova, socoloco, Spice Girl, MANU ED, FISICA, Flavia Cristina Silva, BRUNO NERVOSO, cadê vocês?