O enredo de sempre


São Cristóvão Saúde/São Caetano 0x3 Rexona (1ª partida quartas de final)


A vitória do Rexona contra o São Caetano seguiu o enredo das outras 23 do time na Superliga. Sempre há um momento que o time carioca se enrola nos próprios erros, principalmente na recepção e no ataque, e perde a liderança no placar. Depois de umas broncas do Bernardinho, se estabiliza, o bloqueio entra forte e a equipe traz o comando do jogo de volta para si.

Imaginei que o Sanca, por conta própria, pudesse dar mais trabalho ao Rexona. Não foi isso que aconteceu. Apesar de, no primeiro set, ter tido um ótimo volume de jogo – o que levou a Jucy, com 6 pontos de bloqueio praticamente ganhar o set sozinha para o Rexona - , o Sanca teve dificuldades na sua virada de bola. Thaisinha ficou muito sobrecarregada e a recepção não ajudou as levantadoras a fazerem uma distribuição mais homogênea.

O saque também não chegou a incomodar o Rexona. Por isso, tivemos uma Régis bastante segura tanto no passe como no ataque. Eu, que achava que o Bernardinho não iria mantê-la no time titular, deslocando a Natália para oposto, quebrei a cara.

Mas ainda não me convenci com esta formação. A Régis fez um bom jogo, sem dúvida, mas como falei, foi pouco exigida. E não acho que esta formação esteja contribuindo ao ataque do Rexona, pelo menos até o momento. Pelo contrário, a equipe parece com mais dificuldade em pontuar neste fundamento. 

Isso pode estar sendo provocado pela fase das jogadoras e a forte marcação que, por exemplo, a Gabi vem sofrendo, e não a formação. Mas a realidade que o maior trunfo do Rexona nesta SL em comparação aos outros times, que era a efetividade de seu ataque, está perdendo força. Ao menos, o time carioca está conseguindo compensar com o bloqueio. Só que o bloqueio é uma arma de muitas outras equipes. A perda de poderio de ataque diminuiu a diferença entre o Rexona e os demais times exatamente na hora mais decisiva da competição.

Comentários