quinta-feira, 26 de março de 2015

No susto, a classificação


Brasília 1x3 Sesi

Quase que o Brasília comete o crime. Vocês podem até contestar: não terá sido o Sesi que quase entrega a partida? Também. A verdade é que não se pode tirar o mérito e o desmérito de nenhuma das equipes para explicar o que foi este segundo confronto das quartas-de-final.

No post sobre o primeiro jogo, tinha dito que o Sesi teria que cuidar para ele próprio não abrir um caminho o qual o Brasília, sozinho, não seria capaz de abrir. Mas foi exatamente isto que o Sesi fez: abusou dos erros. Seu ataque demorou para funcionar, independentemente de quem estava em quadra.

Para azar do Talmo, a Monique não ficou à disposição exatamente na partida em que a Bárbara não acertou uma. O bloqueio também não conseguia compensar o mau aproveitamento do ataque, ora sendo “driblado” pela habilidosa levantadora Ananda (que foi bem melhor que a titular Priscila Heldes) ora sendo explorado pelas atacantes adversárias.


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E qual o mérito do Brasília nesta história toda? Ter feito três sets, de quatro totais, muito bons, segurando os erros (um grande avanço para uma das campeãs neste quesito na SL) e jogando no limite de suas capacidades. Não foi mais longe na partida porque realmente não tinha de onde tirar mais.

O Brasília jogou melhor defensivamente - no bloqueio ou aproveitando os contra-ataques. Na virada de bola, teve mais dificuldade. Por isso, a boa sequência de saques da Bia no terceiro set foi decisiva para o resultado final da partida. Ali, o Brasília, sem conseguir virar, recuou, e o Sesi, como consequência, começou a recuperar sua confiança de favorito.

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Observação curiosa: vocês repararam que a história deste jogo foi praticamente a mesma de Rexona vs São Caetano, na segunda-feira? Ai, esses líderes... 

Se a minha preocupação com o Rexona é a queda de rendimento geral, com o Sesi é estas panes que, volta e meia, assolam o time. Não é preciso ser nenhum gênio para saber que apagões deste gênero nas semifinais vão acabar em derrota. Sorte que, do outro lado da quadra, estará o Molico, um outro “dorminhoco” ocasional.

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No fim, pelo que foi a maior parte da fase classificatória, acho até que o Brasília se despediu da SL de cabeça erguida, melhor do que imaginávamos. Não sou muito fã do Sérgio Negrão, mas acho difícil que outro treinador tivesse conseguido melhor resultado final. Talvez montasse um time mais organizado, mas iria se deparar com um problema que independe de treinamento: a falta de poder ofensivo do elenco.

Infelizmente, este é um apelo que temos que fazer todo o ano: espero que o Brasília continue com patrocínios para a próxima temporada. É nítido o envolvimento da torcida com a equipe e é tão bacana quando vemos isso em clubes que não são os tradicionais Osasco e Rio. 

Claro que o ideal seria que tivéssemos uma equipe com chances reais de brigar pelo título, mas, sinceramente, este é um sonho que cansei de perseguir. Já fico contente se o Brasília conseguir montar um time mais competitivo, do tipo do Pinheiros, por exemplo.

2 comentários:

Mateus CS disse...

Disse tudo, Laura. Tomara que o patrocínio seja mantido e o time venha mais forte para a próxima temporada.

Se não fosse as "entregadas" da Verê no fim do 3 set, acho que poderíamos ter um segundo jogo. Perder essa parcial detonou o time emocionalmente.

E salientar o ótimo jogo da central Edna. Começou a temporada na reserva, mas sempre que entrou fez bons jogos. Consistente no bloqueio e muito inteligente atacando, principalmente quando tinha a Fabiana pela frente. Acho que cairia como uma luva no time do Praia desse ano, que é o ponto fraco da equipe.

Nei disse...

Você tocou num ponto me me chamou a atenção no jogo: a Verê. Ela compromete muito. Muito insegura e erra bastante. Não chega em bolas que qualquer outra líbero chega. Sei não. Acho que tem que dar uma puxada de orelhas nela pra ver se acorda. Sabe uma coisa que me irrita (e não tô falando da Verê agora)? Jogadora que vai para os pingos, não consegue e levanta rindo do lance. Que ódio que me dá. Largadas fáceis e elas vão todas preguiçosas e não conseguem pegar e dão risada. Dá vontade de dar um murro na cara e mandar para o banco.