domingo, 18 de janeiro de 2015

Vitória da persistência

 
É muito bom ver o Pinheiros campeão, enfim, de um título nacional!

E foi uma conquista baseada na principal característica do time paulista, a persistência.

Tanto Sesi como Pinheiros não fizeram o seu melhor jogo. Ambos os times tiveram problemas na recepção e na virada de bola com suas principais atacantes. A equipe do Talmo, no entanto, conseguiu contornar com maior facilidade esses problemas. A Pri Daroit entrou bem no lugar da Mari e a Suelle assumiu a responsabilidade de ser a principal pontuadora do time.

Com isso, o time se equilibrou e demonstrou ter maior controle da partida... até chegar ao quarto set. Foi neste set que o Sesi perdeu a oportunidade de bater o Pinheiros.

A equipe do Wagão foi, durante quase toda partida, mais instável. Suava mais para conquistar os pontos e para manter o domínio no placar. No final do quarto set, o Pinheiros perdeu inúmeras oportunidades de pontuar nos contra-ataques. 
 
E o Sesi não soube se aproveitar deste momento e definir de uma vez o jogo. Deu espaço para o Pinheiros reassumir o placar e, pior, provocou o lado guerreiro do adversário – a gente sabe como o Pinheiros gosta de renascer das cinzas.

Nesta hora, a Ellen foi decisiva para o Pinheiros. Começou a virar tudo quanto é bola no ataque e até a bloquear. Aliás, a Ellen está especialista na marcação da china. Contra o Rexona ela anulou a Jucy nesta jogada; na final, pegou Bia e Fabiana.

No tie-break, o Pinheiros, aceso, entrou arrasador enquanto o Sesi, em marcha lenta. A defesa do Sesi, sempre tão competente, cometeu erros bobos. E, assim, com um bloqueio muito agressivo e com a Ellen inspiradíssima no ataque, o Pinheiros levou o seu primeiro título nacional. 


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Acho que a Copa Brasil consagrou trabalhos importantes que estão sendo feitos no Sesi e no Pinheiros. Eu já impliquei demais com o Talmo, agora tenho que dar o braço a torcer e aplaudir o belo e organizado grupo que ele formou no Sesi. O mesmo vale para o Wagão.

Hoje, Sesi e Pinheiros são as únicas equipes realmente capazes de abalar a soberania de Rio e Osasco e tirá-las da zona de conforto, mesmo não tendo um elenco repleto de estrelas. Talvez não seja o suficiente para tirar o título da Superliga da tradicional dupla. Mas, quem sabe, Sesi e Pinheiros estejam escrevendo o início de um novo ciclo no vôlei feminino brasileiro, que se caracterize por um cenário mais equilibrado e competitivo. Quem sabe. 
 

4 comentários:

Aline Nayara disse...

Tenho que concordar com tudo que você disse Laura, inclusive com o que foi dito no post passado. Foi bom ver uma final diferente mesmo, e vamos combinar que esses times mereceram disputar essa final. Foram superiores nas semifinais e estão jogando muito encaixados, cada um dentro de suas limitações, mas jogando bem, com garra.

E melhor do que ver uma final diferente de Osasco x Rio, foi ver um time de menor investimento levando a competição. No jogo contra o Rio, definitivamente o Pinheiros levou a minha torcida, me encantou a aplicação do time e esse espirito guerreiro que você destacou.
Nas ultimas temporadas o Pinheiros vem sempre fazendo bonito, mas algo me diz (e eu torço pra isso), que nessa temporada elas podem ir mais longe, ainda mais que agora o time ganhou uma certa moral com essa conquista.

Conquista essa que poderia ser muito bem do Sesi também, o Talmo depois de um primeiro set arrasador do Pinheiros, mexeu bem no time e Pri Daroit correspondeu, o time se tornou superior, só que infelizmente não soube aproveitar as chances do quarto set, dando brecha para o Pinheiros acreditar no jogo e voltar a arrasar no tie break.
Continuando assim a saga do Sesi: sendo um time grande, com investimento, que chega mas não leva...

Ps: Já ouvi muita gente pedindo Macris na seleção, e dessa vez eu apoio essa convocação. Gostei desses dois jogos que assisti dela, me pareceu mais madura, vale apostar nela, é jovem e esta se destacando nessa Superliga!!

Welmer Sales disse...

Fiquei muito feliz com a vitória do Pinheiros. Sempre admirei muito o trabalho do Wagão e das meninas do Pinheiros e esse título premia todo o esforço e dedicação do time do Pinheiros nos últimos 3 anos. É bom ver essas jovens jogadoras se destacando, Rosamaria entrou na partida ontem e ajudou a o time do Pinheiros a se manter firme na luta pelo título. No mais, parabéns pelo título, Pinheiros!

Mais feliz que pelo título do Pinheiros, fiquei com a derrota do SESI. A postura do time desde a aquela recuperação durante a Superliga passada é algo que tem me incomodado bastante. As jogadoras são de uma arrogância e soberba insuportáveis, é difícil pra mim aguentá-las quando assisto a uma partida do time do SESI. Mas tirando a postura do time dentro de quadra, devo reconhecer o grande trabalho do Talmo a frente do time do SESI. Eu e muitos participantes do blog já o cornetamos, mas hoje devo reconhecer o bom trabalho dele. Ele conseguiu fazer um time de jogadoras medianas ter condições de brigar pelo título.

Depois da Copa Brasil, acho que essa metade final da Superliga pode nos reservar boas e agradáveis Supresas. :)

Marcelo Fernandes disse...

Como a Sheilla deve ta feliz lá na Turquia heim? Tipo ainda bem q me livrei a tempo!
Osasco com um elenco a base de Ivna, Mari, Samara e Luizomar nem com Dani Lins e Thaísa se salva. Com sorte chega em quarto.

Nei disse...

Marcelo Fernandes, devo discordar. O Osasco que se livrou da Sheila. Em dois anos que ela jogou lá não ajudou o time a ganhar. A Ivna tá bem melhor que ela, na minha opinião.