As boas novas do Praia


Dentil/Praia Clube 3x1 Brasília

Não era bem esta partida que queríamos assistir, mas vamos lá...

Praia e Brasília são as equipes que mais decepcionaram nesta Superliga. O Praia era para estar, com seu elenco, brigando pelos dois primeiros lugares da competição. O Brasília, por sua vez, poderia ser daquele grupo que, organizado, desse trabalho aos favoritos. Infelizmente não é esta a realidade.


Mas devo dizer que, apesar de ainda não me convencer, o Praia, ontem, mostrou pontos positivos. Até o momento, o time de Uberlândia era muito dependente de uma jogadora, normalmente a Tandara ou a Ramirez. Dificilmente as duas dividiam a responsabilidade no ataque com mais equilíbrio. Ontem, porém, não foi assim. A cubana foi a maior pontuadora, mas Tandara não ficou muito atrás. Letícia Hage também foi outra boa opção de ataque. Ou seja, o jogo do Praia fluiu melhor.

O bloqueio, que era um problema sério do Praia, também foi um fundamento importante contra o Brasília. A presença da Letícia Hage, que, finalmente, está como titular desde a última rodada, ajudou neste sentido. 
A pergunta que fica agora é: será que estas "boas novas" vão durar?

O Brasília também surpreendeu por um lado positivo: cometeu poucos erros. Mas não foi suficiente para equilibrar a partida porque continuou pouco efetivo no ataque e no bloqueio. O Brasília vai acabar a competição sem encontrar um ponto de equilíbrio. Quando erra demais, é agressivo; quando é regular, é pouco ofensivo.


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Rexona 3x2 Camponesa/Minas 


Deve ter sido um belo jogo. Como prevíamos, o Rexona teve muito trabalho para vencer as empolgadas meninas do Minas.

A missão ficou ainda mais complicada porque Gabi ficou sozinha no ataque. Bruna, mais um vez, “durou” pouco, caiu de rendimento durante a partida. A Natália não foi bem, sendo substituída logo no terceiro set. Ainda bem que a volta da Fofão trouxe as centrais novamente para o repertório do ataque carioca.

A sorte do Rexona foi que o Minas teve a mesma dificuldade. A Jaqueline também teve que carregar quase que sozinha o ataque mineiro - e ainda foi menos eficiente que a rival Gabi.

Aí a diferença acabou sendo no número de pontos em erros e de saque. E neste quesito, pesou a força do elenco carioca: a Régis entrou e fez a diferença no saque, além de ter mantido uma boa base no passe. Ao contrário do que se poderia imaginar, a recepção do Rexona foi mais regular do que a mineira.

O Rexona tem se mostrado mais frágil do que no primeiro turno. O time amadureceu, nesta temporada, muito mais rápido do que os adversários. Talvez exatamente por isso, o início de ano esteja sendo mais difícil. Os adversários estão chegando somente agora, depois de um primeiro turno de experimentos, a um ponto de maior desenvolvimento. O Rexona está sendo mais desafiado e vai precisar dar um passo adiante se não quiser ser ultrapassado. 


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Demais resultados da 5ª rodada do returno: 


São José dos Campos 1x3 Rio do Sul/Equibrasil

Sesi 3x0 Uniara/Afav

Molico/Osasco 3x0 São Bernardo

Pinheiros 3x2 São Cristóvão/São Caetano

- Ainda bem que o Pinheiros só volta a jogar dia 20 de fevereiro. A pausa veio em boa hora já que o time está perdendo o fôlego na competição. 


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