sábado, 10 de janeiro de 2015

Ano novo, mesmos problemas


Alguns dias de descanso, outros tantos de trabalho. A parada na Superliga ao final do ano poderia servir para alguns times arrumarem a casa – e outros esperarem por um milagre. Mas, pelo que a primeira semana de 2015 mostrou, tanto na SL como na Copa do Brasil, as coisas continuam as mesmas.


São Bernardo 2x3 Brasília


Na Superliga, acompanhei a partida do Brasília contra o São Bernardo.

É duro assistir às partidas do Brasília e ter que ver jogadoras como Paula e Elisângela jogando tão mal. A Paula chegou a ser substituída pela Bruninha. O diminutivo no nome não é só uma forma carinhosa de chamá-la, é porque ela é baixinha (para os padrões do vôlei, claro): 1,71m.

Quando a Bruninha entrou, pensei que era uma líbero improvisada como ponteira, que estava entrando para melhorar o passe. Mas a Bruninha, no alto dos 1,71m e jogando menos sets que a Paula, fez mais pontos no ataque do que a veterana jogadora da seleção.

Enfim, não vou me alongar mais falando do Brasília, só vou dizer que é um time que se resume às centrais: o ataque da Roberta e o bloqueio da Angélica. 
 
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Copa Brasil
 
Molico/Osasco 3x2 Brasília

E foi o limitado time do Brasília que o Molico enfrentou na estreia da Copa Brasil. E, para surpresa minha, teve imensas dificuldades para vencê-lo e conseguir a classificação para as semifinais.

Depois de um final de primeiro turno atribulado e uma estreia desastrosa no Top Volley, pensei que o Molico tinha se reestruturado durante a competição na suíça. O Luizomar parecia ter encontrado um equilíbrio na composição do trio das pontas, além de recuperado a confiança da equipe. O Osasco voltou à SL vencendo bem o Maranhão, apesar de não contar com Dani Lins, Carcaces e Thaísa.

Por isso, esperava um Molico, mesmo ainda sem suas principais jogadoras, mais regular e forte, impondo seu jogo contra o Brasília. A impressão que passou é que o confuso time que terminou a SL em 2014 retornou às quadras em 2015. 

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Pinheiros 3x0 Dentil/Praia Clube

Para terminar a sessão dos times que entram o ano com os mesmos problemas, temos o Praia Clube. A partida mais interessante desta fase de quartas da Copa Brasil era sem dúvida entre o Praia e o Pinheiros, 4º e 5º colocados na SL.

Expectativa: disputa equilibrada. Realidade: vitória fácil do Pinheiros.

Sem maiores informações sobre o jogo, fica difícil comentar a não ser: por que, raios, a Copa Brasil não tem um hotsite igual ao da Superliga? 
 
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As semifinais da Copa Brasil são, na teoria, jogos bem interessantes:

Rexona x Pinheiros

Molico x Sesi

Se o Molico não tiver de volta ao menos um reforço das três afastadas, fica difícil ir para a final. Primeiro, porque o Sesi é o seu grande carrasco. Segundo, sem individualidades que compensem, o time do Talmo ganha na organização do grupo.

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Resultados da Copa Brasil:
Rexona-Ades 3x0 São Cristóvão Saúde/São Caetano

Sesi 3x0 Camponesa/Minas

 
Demais resultados da 1ª rodada do returno da SL:

Molico/Osasco 3x0 Maranhão/Cemar

Dentil/Praia Clube 3x0 Equibrasil/Rio do Sul

São Cristóvão Saúde/São Caetano 3x1 Uniara/Afav

Sesi 3x0 São José dos Campos


 

Um comentário:

Luis Eduardo disse...

Hello Laura, como vai?

Sobre as partidas deste começo de Superliga e Copa do Brasil, parece-me nítida a o problema que o Luizomar tem para encontrar a formação do time. Na minha opinião, está sendo a prova de fogo dele como treinador, uma vez que o Molico não conta com um time recheado de estrelas como em temporadas anteriores. As pontas e principalmente a saída são o ponto mais fraco do time.
A entrada da Gabi, entretanto me parece inevitável. A garota de 1.75m consegue dar um banho em Samara em todas os fundamentos. Enquanto Gabi é ousada e corajosa, Samara não representa a força de ataque que o Osasco precisa em contra-ataques onde a bola não está em boas condições de ser levantada para as centrais. E eu acho que é por aí que está a irregularidade do time nas partidas e no(s) campeonato(s): As pontas são instáveis e longe de serem confiáveis. Portanto, seu eu tivesse o poder de decidir quem entraria na partida contra o Rio do Sul, seria Gabi, Carcases e a Mari e a Ivna brigando pela vaga, já que a Mari tem mostrado algum potencial mesmo quando os levantamentos da Diana não ajudam.
Em relaçao ao Sesi, me parece que o time do Talmo realmente tem encontrado a sua melhor forma: Fabiana e Bia formam juntas uma bela dupla de centrais que bloqueia e ataca muito bem. A saída da Monique foi até certo ponto positiva para o time que tem a responsabilidade de pontuar divida entre as atletas em quadra...em outras palavras, o Sesi é um time.
Assim como o Sesi, Pinheiros e Rio apresentam caracteristicas muito parecidas: tem um conjunto muito forte. A organização tática do Pinheiros é algo que me lembra muito a seleção americana. O time tem uma estratégia para cada adversário que enfrenta e tem um treinador muito competente: Wagão. Portanto, o Rio vai ter sim que suar a camisa se quiser avançar às finais. O poder das pontas do Rio, contra o conjunto do Pinheiros e Rosamaria. Uma Guerra tática que vai ser vencida pelas atletas, lógico, mas pelo treinador que mais souber usar as peças que tem para neutralizar as principais armas do adversário.
Molico e Sesi protagonizarão outra semifinal que promete ser equilibrada, mas que meu feeling diz que será algo mais direto do que a semifinal entre Pinheiros e Rio. A tal da guerra tática pode acontecer, mas a diferença é que teremos um conjunto contra um time que ainda tenta se "entender" em quadra. As mudanças de ponta pode consagrar ou destruir a semifinal de Osasco, e as oscilações devem ser diminuídas para que o time possa pensar em vencer.

P.s.: O duelo entre as centrais promete. Fabiana e Thaísa prometem lutar por cada ponto na semifinal. Apesar de achar que a Fabiana joga mais no Sesi que na seleção, acho que a Thaísa consegue parar a Fabizona e realmente testar o Sesi e o trio de pontas. Thank you, Laura