sábado, 20 de dezembro de 2014

Que fase...

Rexona/Ades 3x0 Molico/Osasco
 
Que fase a do Molico/Osasco... Na hora que chegaram os principais confrontos do primeiro turno da SL, o time perdeu duas jogadoras essenciais: Dani Lins, contra o Sesi, e Carcaces, contra o Rexona.

Uma pena. Os desfalques acabaram por comprometer o equilíbrio dos jogos. 
 
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A história da partida contra o Sesi meio que se repetiu ontem contra o Rexona. O aquecimento não foi responsável somente por tirar Dani Lins e Carcaces do jogo, foi responsável por tirar TODO o time da partida.

A ausência da cubana, assim como da levantadora, desmontou a equipe. Primeiro, pelo motivo mais óbvio: sem o entrosamento entre Diana e as centrais, o Molico ficou sem ataque. As bolas lentas e empinadas da Diana não são as ideais para a Samara. Assim, sobrou para Mari e Ivna a responsabilidade de virar as bolas – e elas decepcionaram.

Quer dizer, não sei se “decepcionar” é a palavra certa no caso da Ivna. Sinceramente, não espero grande coisa dela e o fato de ter pipocado quando o time mais precisou dela não me surpreende. Até a Adenízia conseguiu ter uma aproveitamento melhor atacando pela saída.

Eu sei que o “pipocado” é uma palavra forte, mas a Ivna não é jogadora de decisão e de assumir a responsabilidade de carregar um ataque – coisa que uma oposto tem que fazer. Portanto, não entendi a demora do Luizomar em colocar a Gabi na partida.

Somente quando ela entrou, o Molico conseguiu ter uma saída de ataque seja na virada de bola ou nos contra-ataques. Mesmo defendendo bem, o Osasco não aproveitava as bolas de contra-ataque, o que o Rexona fez muito bem.

E aqui há de se fazer um aparte: a entrada da Gabi ajudou o Osasco a equilibrar o terceiro set. Mas a recuperação foi atrapalhada por duas marcações equivocadas do árbitro. Aí o time se perdeu novamente. Sabe-se lá como teria sido o restante da parcial se o árbitro não quisesse puxar para si tantas decisões, contrariando as dos auxiliares. 

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O Molico também deixou, de novo, que a ausência de uma jogadora afetasse o desempenho dos outros fundamentos. O bloqueio inexistiu, o passe com Mari e Samara não foi legal, e o saque foi muito inconstante. A Fofão jogou a maior parte do tempo com o passe na mão.

E explorar a fragilidade da recepção carioca poderia ter sido uma boa saída para o Molico – até mesmo para aliviar a pressão que o Rexona impôs durante quase toda a partida. Os melhores momentos de Osasco foi quando ele conseguiu quebra o passe adversário.

O Rexona, ao contrário do Sesi, não é um time muito regular. Ele dá suas escorregadas no passe, comete bastante erros. Ou seja, havia um espaço a ser explorado pelo Molico. 

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Apesar de não ser um exemplo de regularidade, o Rexona tem mostrado um repertório de ataque muito bom. Parte deste mérito está nas mãos da Fofão, que, ao contrário da temporada passada, tem conseguido jogar com um passe de melhor qualidade. A outra, é na boa fase das suas atacantes. Gabi, Natália e Jucy, com boas atuações, têm conseguido dar esta segurança pra Fofão. E, ontem, a Bruna voltou a virar bem, o que só enriqueceu as opções da levantadora. 
 
O Rexona, assim, acaba sempre por ter uma saída pro ataque. Um valor importantíssimo para a disputa de uma SL na qual este fundamento tem sido a principal dificuldade de muitos times. 

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Demais resultados da 12ª rodada da SL:

São José dos Campos 0x3 Dentil/Praia Clube

Maranhão/Cemar 0x3 Pinheiros

Rio do Sul/Equibrasil 1x3 São Cristóvão Saúde/São Caetano

Camponesa/Minas 1x3 Brasília

Uniara/Afav 1x3 São Bernardo Vôlei 


- Nos comentários do último post, falávamos na possibilidade do Minas, com as alterações feitas pelo Quiroga, brigar pela quinta posição com Pinheiros e Praia Clube. Se tivéssemos esperado mais uma rodada, talvez não teríamos perspectivas tão positivas em relação ao clube mineiro.

Acontece que a Mari Paraíba, depois de uma boa partida como oposta contra o São Bernardo, não rendeu e deixou o time na mão no ataque. Mas não foi só isso. O Brasília foi mais qualificado, e pontuou mais no bloqueio e no saque. Não entendo como o Minas não conseguiu responder na mesma moeda.

O Brasília é um time fácil de ser marcado. Sei que o ataque mineiro não é dos mais inspirados, mas o do Brasília também não. Ele é comandado por um central, a Roberta. Quando se anula as jogadas com ela (seja por um bom saque que impeça ela ser acionada ou mesmo ajude a marcação dela, seja pelo bloqueio), o Brasília praticamente acaba. 


- Na próxima e última rodada da primeira fase da SL vai cair um invicto: Sesi e Rexona se enfrentam na segunda-feira. Acho que, desta vez, o desfalque da Monique vai pesar de verdade para o Sesi.

E o Molico pode respirar aliviado: joga contra o lanterna São José dos Campos. 

7 comentários:

Marcelo Fernandes disse...

A Ivna tem potência mas ataca de olhos fechados é impressionante como falta recurso técnico na jogadora, um desperdício.

Marcelo Fernandes disse...

Mari é outra q nao consegue manter uma regularidade durante a partida, alterna momentos brilhantes com erros e vacilos imperdoaveis.,Thaísa irritada dizendo q ela não comparece no bloqueio p ajudar.

Luis Eduardo disse...

Oi Laura, tudo bem?
O jogo entre Rexona-Ades e Molico/Nestle foi um jogo bem mais-ou-menos. Desde o princípio, pude perceber que a Ivna não seria a melhor opção naquela noite: A Oposta não aguentou a pressão e até chorou. Aliás, acho que ela representa muito bem o sentimento da equipe de Osasco: nervosismo. Durante todo o clássico, o elenco paulista se mostrou frágil psicologicamente e nem mesmo jogadoras como as centrais Thaísa e Adenízia puderam puxar o time... O passe foi triste, o bloqueio teve atuação apagada e, principalmente, o ataque foi muito, mas muito abaixo do que o normal.
Eu realmente não entendo até que ponto é vantajoso ter a Samara no time titular. A ponta se mostra vulnerável no passe, toda vez que seu ataque não funciona. Além disso, a Samara é muito pouco agressiva no ataque e, definitivamente, não consegue sustentar uma passagem de rede sozinha. Adenìzia teve que migrar para a saída de rede na tentativa de receber alguma bola;Mais uma vez,Diana se mostrara insegura e muito, mas muito nervosa. O Luizomar chegou até mesmo a comentar - "Vamos perder o jogo por causa de ataque...?". Acho que ele se referia á falta de atitude do trio de ponteiras para encarar um adversário que apresentou muitas flhas na recepção também e, concordando com a Laura, um conjunto menos coeso do que o Sesi.
Os pontos favoráveis ao Osasco foram, mais uma vez vou falar aqui, a atuaçao da Mari que pode render mais. Não sei se pelo que já vi a Mari jogar ou simplesmente pela esperança de ter uma boa jogadora no elenco, sinto que a Mari ainda pode render mais e brigar com a Ivna pela vaga de Oposta.
A mesma briga fica por conta da Gabi. A baixa ponteira deu uma aula no terceiro set e foi quem de fato sustentou a equipe de São Paulo na partida. Fica aí uma lição para a Samara e a Ivna serem mais confiantes e mais corajosas na hora que o time precisa delas.
Do lado do Rio, uma atuação boa. Boa. A Bruna teve uma boa atuação, mas talvez "boa" não seja o suficiente contra o Sesi. Eu concordo em parte com você, Laura. Penso que os mais fortes conjuntos da Superliga estarão em quadra e que de fato a Monique fará falta para o Sesi. Entretanto, a oposta carioca não me passa toda essa confiança de que ela poderá desequilibrar o confronto.
Ontem, a Fofão, não sei se por opção ou não, usou muito as pontas que estão voando. Talvez tenha sido uma estratégia para tentar surpreender o Sesi no próximo jogo.
No mais, é esperar e ver como a Superliga vai se desenrolar. É interessante ver como outras possibilidades podem aparecer, clássicos podem parecer simples jogos e simples jogos podem se complicar para os chamados Gigantes.

Marcelo Fernandes disse...

Dínamo Moscou x Dínamo Krasnodar

Esse realmente foi um duelo de gigantes, D.Moscou da Goncharova e Flier contra o Krasnodar da Fabíola, Garay, Kosheleva e Sokolova.

A princípio a diferença principal entre os dois times era a superioridade do bloqueio do D.Moscou, contra o frágil bloqueio do D.Krasnodar.

Goncharova sambava fácil.

Mas no decorrer da partida Garay e Fabíola fizeram um estrago na recepção do Moscou q tornou a partida mais equilibrada.

O resultado quem quiser conferir pode assistir aqui:

http://youtu.be/E_5CKOLnQqQ

Eduardo Araujo disse...

É o time delas é lider invicto do campeonato russo..., na vdd é o único time invicto do campeonato

Marcelo Fernandes disse...

Lá na Russia eles tem o desafio p conferir bola dentro bola fora.

Outra coisa bem interessante lá é a quantidade de pessoas da terceira idade torcendo e vibrando como a garotada daqui.

Eles gostam bastante da Garay e da Fabíola.

No inicio eu não achei q o vôlei russo era coisa pra Garay, jogadoras quase todas acima de 1.90m, e aquele voleibol russo clássico: bolas lentas empinadas altíssimo no teto do ginásio p as atacantes. Garay levou muito blok mas compensou com saque boa recepção e ataque eficiente em momentos decisivos.

Luiz Felipe disse...

Pois é, Laura, o Minas, com Mari Paraíba de oposto, não deu mesmo conta do recado contra o Brasília. Esse jogo era muito importante para a "tese" de que o time poderia beliscar um quinto lugar ao final do retorno da SL.

O Queiroga, há que se admitir, não tem receio de experimentar. Na vitória contra o bom São Caetano, na última rodada do turno da SL, testou, nos 3 e 4 sets, Ju Nogueira, na função de oposto... Enfim, ainda está à procura da melhor formação. Problemas típicos de time com algum potencial, mas montado durante a competição. Ainda assim, sou mais Mari PB depois Ju Nogueira e por último Lia nessa função. Mas parece certo que o destino do Minas será mesmo enfrentar Rexona, Sesi ou Molico nas QFs.

Ivna até gostaria, mas não consegue ser aquela oposto capaz de decidir uma partida decisiva, quando o time está sem passe, sem bons levantamentos, etc. Tem potência, mas faltam cabeça e técnica. Quanto a Mari, uma pena concluir que ela não deve mesmo conseguir voltar à velha forma no ataque. Acho que ela mesma já admite isso. Acho que até o pique para a seleção alemã ela deve ter perdido...

Bom Natal!