sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Dentil/Tandara Clube


Sesi 3x2 Dentil/Tandara Clube

Tá, posso estar sendo um pouco injusta com o time do Praia Clube que, no confronto contra o Sesi, apresentou outros pontos positivos além da Tandara, como o saque e o volume de jogo. Acontece que a oposto está sendo determinante para definir as pretensões da equipe a cada partida. Se a Tandara vai mal, o Praia inexiste. Se ela vai bem, o time aparece.

Ontem, a Tandara não foi só “bem”, foi extraordinária. Carregou sozinha o ataque do Praia. Ju Costa não conseguia nem superar o bloqueio simples e as jogadas com a Natasha, como sempre, não tiveram a velocidade e a sintonia que necessitam. Ou seja, só deu Tandara, Tandara, Tandara.

O Praia teve o mérito de conseguir complicar, por algumas vezes, o passe do Sesi. Quebrou a velocidade das jogadas e a utilização das centrais, principalmente da Fabiana. A defesa também foi bem, conseguiu equilibrar a disputa contra o time com melhor volume de jogo da SL.

Mas não adianta, o Sesi é e foi mais time. Teve mais recursos para suprir as dificuldades impostas pelo Praia. Se a Monique estava com dificuldade de virar, a Mari compensava. Se o ataque não pontuava, o bloqueio compensava. Quando Carol esteve mal, Claudinha a substitiu muito bem. Foi assim ontem e tem sido assim durante a SL.

Enfim, são opções que garantem chances de saída em um mau momento, coisa que o Praia não tem. É o Tandara Clube. 


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Um forte golpe para o vôlei brasileiro

Ontem, o vôlei recebeu uma péssima notícia. O Banco do Brasil retirou o patrocínio de mais de 20 anos ao esporte. A decisão foi motivada após um relatório da Controladoria-Geral da União, que apontou irregularidades no uso do dinheiro do banco pela CBV. Foi basicamente isso: contratos de fachada com empresas (normalmente de amigos e familiares do Sr. Ary Graça) que recebiam milhões para não prestarem qualquer serviço.

O BB condiciona a volta do patrocínio ao cumprimento por parte da CBV das recomendações da CGU, entre elas, tomar medidas legais contra os envolvidos, além de ressarcir o dinheiro desviado do vôlei brasileiro.

Infelizmente, a gestão de federações e confederações é repleta de politicagens, interesses e panelinhas. Os resultados e a modernização da estrutura do vôlei nos fez crer que com a CBV poderia ser diferente. No fim, a entidade era só mais uma entre tantas que são dirigidas por aproveitadores e corruptos, com gestões viciadas e pouco profissionais.

Difícil prever qual será o desdobramento desta história, mas este é, paradoxalmente, um momento favorável para uma reestruturação da CBV. Atletas, clubes e treinadores têm que lutar por uma gestão mais profissional, semelhante a encontrada em empresas, que garantam sua representatividade na confederação. Pode não evitar que haja irregularidades – isso sempre vai haver -, mas garante um poder maior de fiscalização e de controle das negociações da CBV, além de torná-la mais democrática. 



2 comentários:

Eduardo Almeida disse...

Ainda bem que o Praia conseguiu absorver bem a derrota no primeiro set e se reestruturar para o restante da partida.
Taticamente mudou a posição das jogadoras em quadra. Tandara foi para a ponta e a Ju Costa jogou como oposta passadora. Melhorou por que é a posição de melhor aproveitamento de ataque da Tandara e a Ju Costa, que não estava virando muita bola, jogou mais taticamente. Nas inversões o time não perdia a referência do time, pois a Tandara estava lá.
Acho que O Piccinin devia ter deixado alguma inversão continuar em quadra. Enquanto a Ramires não volta e a Ju Costa não consegue se efetivar no ataque, a americana deveria ser mais aproveitada.
Tb acho que a Letícia deve ser titular nesse time. Com ela em quadra o bloqueio começa aparecer, e ela tem entrado tão empolgada para mostrar trabalho, que rendeu bem no ataque despretensioso.
Quando a Ramires voltar o time deve crescer bastante, na forma como está, se acontecer qualquer coisa com a Tandara, o time se desmonta. Mas sempre tenho impressão que a Tandara gosta de jogar assim, sendo super acionada, maior pontuadora etc, no entanto, nenhuma das equipes que ela jogou com tanta responsabilidade se deu tão bem. Não dá para não comentar a irregularidade da Karine no levantamento. O time poderia ter trazido a Macris, Ana Tiemi, Roberta, mas a Karine não dá estabilidade ao ataque. O time defende, mas tem que passar bola de graça devido ao mau levantamento. A Ju Carrijo pode ainda não ter superado a crise do fim da temporada passada, mas tinha um jogo muito mais coerente e interessante.
Sobre o Sesi, é incrível a regularidade com que o time joga. Todas as jogadoras subiram de produção, só a Fabiana que não é a mesma ainda como é jogando com a Dani. A Carol fez muito bem em ficar no time, pois as jogadoras sabem de certa limitação no levantamento, mas no geral entram bem confiantes no ataque. O time que já foi da Fabiana, agora talvez seja o melhor conjunto.

Marcelo Fernandes disse...

O árbitro estava muito rigoroso com o levantamento, e a medida q a partida fluía ficava mais e mais rigoroso. A líbero Suellen foi a melhor do jogo.