Nem tudo é o que parece

Dentil/Praia Clube 3x2 Camponesa/Minas

Nem sempre um 3x0 significa uma lavada e nem sempre um 3x2 é sinônimo de equilíbrio.

O confronto entre Praia Clube e Minas foi repleto de altos e baixos e bastante desigual nos quatro primeiros sets. Somente no tie-break tivemos um equilíbrio de forças, com uma disputa ponto a ponto e mais bem jogada. Até então tinham sido dois sets de vitórias fáceis para cada equipe. 
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Por mais que o Minas tenha tido seu mérito na boa relação saque-bloqueio que apresentou, ele só chegou à disputa do quinto set porque o Praia Clube ajudou. Metade do caminho o Minas fez por suas pernas, a outra, foi o Praia que o levou.

O Minas teve enorme dificuldade no ataque, provavelmente resultado da falta de entrosamento entre a levantadora e as atacantes. O próprio trio de ataque não é dos mais fortes, com as inconstantes Lia e Carla. A dificuldade em colocar bola no chão foi compensada com o bloqueio, mas também com as bobeadas do Praia.

O Praia Clube teve diversas “panes” durante a partida, nas quais nada funcionava, da recepção ao ataque. O time simplesmente travou e deus pontos em erros ao adversário. Isso foi decisivo para que a partida acabasse no tie-break.

E acho que nestes momentos faltou maior agilidade ao Picinin. Além de demorar em pedir tempo, as instruções dele eram pouco elucidativas. Afinal, o que as jogadoras precisavam fazer para sair do aperto? Ele mais comentava os erros que elas haviam cometido em vez de dar ideias de combinações de jogadas, instruções práticas e etc.

Fora que, com o elenco e opções que tem em mãos, o treinador poderia ter feito uso das suas reservas também mais cedo nos sets em que o Praia perdeu. No segundo set, ele não mexeu; no quarto, fez as substituições tarde demais. 

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Pelo o que o próprio Picinin falou durante um tempo técnico, estas bobeadas têm sido uma constante na SL. Toda partida o time baixa a guarda e permite o crescimento do adversário. Vamos ver se isso é só um problema de início de temporada ou se vai continuar.

O Praia tem potencial, mas, além de evitar estas “panes”, vai ter que ter alguns cuidados. Um deles é de não ficar Tandara-dependente. Ramirez é de fases, fica difícil contar sempre com ela e o ataque não é o ponto forte da Sassá. O time vai precisar de mais repertório, principalmente no meio. E aí, como o participante do blog, Welmer, comentou, não sei se Natasha e Natália tem capacidade de segurar esta onda. 

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Pê ésse:
- Ironia: o jogo teve diversas marcações de irregularidade no levantamento, os dois toques. E nenhum deles foi da Ju Carrijo! Vai ver foi por isso que deram a ela o prêmio de MVP da partida. #maldade

Com todo o respeito, ela quase pôs tudo a perder no tie-break com as escolhas de jogadas equivocadas (esquecendo a Tandara e forçando com a Natasha), fora os mal levantamentos nos contra-ataques.

- Chamou atenção o comportamento da Tandara durante a partida. Ela, que costuma ser mais na dela, encarnou o papel de líder, incentivando e dando puxão de orelha nas colegas. É importante que ela desenvolva esta responsabilidade. Quem sabe é isto que falte, um pouco de personalidade, para que ela desbanque a Sheilla ou a Garay e ganhe a titularidade na seleção? 

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Demais resultados da 2ª rodada da SL:

São Cristóvão Saúde/São Caetano 3x1 São Bernardo

Pinheiros 3x0 Uniara/Afav

Molico/Osasco 3x0 Rio do Sul/Equibrasil

Sesi 3x0 Maranhão/Cemar

Rexona/Ades 3x0 São José dos Campos

Comentários

Welmer Sales disse…
Não consegui assistir ao jogo todo, mas até onde assisti vi duas equipes bem instáveis. A instabilidade pelo time do Minas acho algo aceitável pois é formado por jogadoras com algum potencial que em um momento consegue render 100% e em outro conseguem ser totalmente. Pelo Praia acho que essa instabilidade não deveria ocorrer pelo fato de ser um time com maior qualidade e mais experiência que o time de BH. Já havia externado aqui a dúvida se realmente há a necessidade da Sassá no time titular. As centrais acredito que não tem potencial para fazer a diferença para assim justificar a titularidade da Sassá. Acho que a Ju Costa deveria ser a titular, por mais que o time perca qualidade na recepção, acho que o time tem mais a ganhar com ela em quadra que com a Sassá.

Sobre os demais jogos não tenho muito o que comentar, mas queria mais uma vez falar da Rosamaria. Já havia dito que torcerei muito para que ela faça uma grande temporada pelo Pinheiros e tá sendo bom ver esse bom início de Superliga dela. Ela foi o destaque na pontuação do time nos dois jogos e acho que ela ganhando confiança pode ajudar ainda mais o time do Pinheiros.
Nei disse…
Ju Carrijo cometeu vários dois toques, vários. Todos os seus levantamentos para a ponta são dois toques. Os árbitros é que não dão.