Mundial: Brasil 3x0 Rep. Dominicana - Que venha os EUA!


Brasil 3x0 Rep. Dominicana 
 
Semifinal 1: Brasil x EUA


O Brasil garantiu o primeiro lugar no grupo numa vitória fácil contra a Rep. Dominicana.

Quem viu somente esta partida das dominicanas certamente não entendeu como elas chegaram tão longe no campeonato. Realmente, a atuação foi bem fraca.

Como se não bastasse a dificuldade na recepção, a Rep. Dominicana ainda teve problemas na armação das jogadas. Não havia uma continuidade no jogo dominicano. As inúmeras falhas quebraram o ritmo do time e facilitaram o trabalho brasileiro.

O Brasil, por sua vez, teve o mérito de manter a concentração e conseguir anular a principal jogadora do adversário, a De La Cruz, que, assim como suas companheiras, pareciam cansadas depois da desgastante partida contra a China.
 
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A boa notícia desta partida foi o desempenho da Sheilla. A partir do segundo set, a Dani Lins começou a alimentar a Sheilla da forma ideal, com bolas velozes e com jogadas variadas, aproveitando a habilidade da nossa oposto.

Em compensação, a partida da Garay no ataque foi bem ruim, com um aproveitamento muito baixo. Ela foi a vítima favorita do bloqueio dominicano. Pelo jeito, não veremos neste Mundial uma partida na qual as duas principais atacantes do Brasil joguem bem: ou é uma ou é outra – quando não é nenhuma.

Este é minha principal preocupação na partida semifinal contra os EUA. Não há seleção que melhor estude e conheça o jogo brasileiro do que a norte-americana. Se não tivermos um equilíbrio na distribuição e, consequentemente, um bom aproveitamento de todas as nossas opções de ataque, vai ser mais complicado. Os contra-ataques também merecem maior cuidado. Por vezes, no jogo de hoje, a Dani parecia querer se livrar da bola, sem pensar na melhor opção.

De qualquer forma, sou mais Brasil nesta semifinal. 

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Itália 3x1 Rússia 
 
Semifinal 2: Itália x China

Não sei se foi alguma coisa na água, se foi puro desinteresse ou simplesmente uma total falta de competência. Só sei que a Rússia esteve muito aquém neste Mundial. Se despediu hoje na partida contra a Itália, apresentando nos dois primeiros sets um voleibol de amador.

A ruindade das russas na recepção chamou atenção até da minha mãe, que comentou: “parece quando a gente jogava no colégio”. E parecia mesmo, tamanha falta de trato na bola por parte da Rússia.

E, deste vez, nem o bloqueio russo foi capaz de salvar o time. As gigantes estão até agora procurando as atacantes da Itália, que, habilidosamente, souberam explorar as mãozinhas adversárias.

A Itália caiu de rendimento com as reservas, quando relaxou no saque e permitiu a reação russa no terceiro set. Mas aí o jogo não valia nada – nem para elas nem para as russas, já eliminadas. Aliás, nada abalou as russas que, mesmo com a corda no pescoço, não esboçaram qualquer reação. Pareciam totalmente alheias ao que acontecia com elas. 

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A Itália, com o seu time titular, está redondinha. Devo admitir que estou surpresa com o desempenho italiano. Não esperava que a seleção do Bonitta, mesmo jogando em casa, chegasse tão forte assim.

O fundo de quadra é muito sólido, com uma ótima defesa e uma boa linha de passe. Depois, o time tem uma grande levantadora. Com o passe na mão, Lo Bianco driblou, hoje, o tempo inteiro o bloqueio russo. Acho que sua habilidade ameniza as eventuais dificuldades de uma ou outra atacante, principalmente das opostas, em pontuar.

Acho que Bonitta vai conseguir repetir o feito de 2002 e levar a Itália à final do Mundial. A seleção mostrou mais voleibol do que a China, pelo que se pôde ver. Agora, tem que cuidar para que o clima de "já ganhou" extra-quadra não contamine o grupo. Pela experiência que tenho acompanhando o vôlei, os italianos não são muito pé chão. Humildade sempre cai bem.

Comentários

Zé Henrique disse…
Na final todas jogarão bem, Laura.
Até porque para passar pela Italia, com o time redondinho que eles estão e com o dopping emocional vindo das arquibancadas, vamos precisar que isso ocorra pra conquistarmos o titulo inédito.
Welmer Sales disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
Welmer Sales disse…
Já comentei aqui que não tenho o mínimo de empatia pela seleção italiana. As jogadoras em quadra parecem soberba e esse técnico italiano, Marco Bonitta, parece tão arrogante e prepotente quanto o Mauro Berruto, técnico da seleção italiana masculina, e essa postura dos italianos me incomoda profundamente. Assim como tu, Laura, não esperava um campeonato forte por parte das italianas, mas elas surpreenderam e chegam com força e favoritas a conquistar essa vaga na final, que eu espero e torço muito para que seja contra as brasileiras. Para o jogo do Brasil a minha grande preocupação é a aplicação tática das americanas, os americanos são conhecidos por serem estrategistas e isso pode complicar para o Brasil. Mas se o Zé conseguir se livrar de qualquer armadilha montada pelo Kiraly na bola o Brasil ganha. E aí numa eventual final contra as italianas, mesmo com o apoio de um ginásio lotado, eu sou mais Brasil.
Del core é a mais perigosa do time italiano.
Aquele cabelo é promessa?