quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Mundial: Brasil 3x0 Cazaquistão



Os três pontos vieram, mas a vitória contra o Cazaquistão deveria ter sido bem mais tranquila do que realmente foi. O Brasil arrastou uma partida que poderia ter sido resolvida de maneira mais fácil.

A seleção complicou o seu jogo ao não conseguir imprimir um ritmo regular no saque e na virada de bola. Quando parecia que iria engrenar e abrir uma folga no placar, o time errava um saque ou o ataque parava no bloqueio. 

Somado a isso, o bloqueio brasileiro demorou para encontrar o tempo de marcação do ataque do Cazaquistão. Assim, o time cazaque encontrou brechas para incomodar as brasileiras, principalmente nos dois primeiros sets.

Ao menos a partida serviu para relembrarmos que temos um repertório de jogadas mais variado do que vínhamos vendo até então. A bola de meio fundo reapareceu com eficiência e a Dani Lins, por vezes, conseguiu acelerar as bolas para ponta sem perder a qualidade do levantamento. Um revival do que costumava ser o jogo brasileiro. Espero que não tenha ficado só no ensaio e que o Brasil reencontre seu estilo no ataque. 

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Pê esse:

- Não sei se vocês leram da mesma forma, mas acho que a entrada da Natália no lugar da Garay para iniciar o terceiro set não foi uma mera substituição de rotina, daquelas para descansar a titular e dar ritmo à reserva. Acho que sinaliza uma intenção do Zé Roberto, que não deve estar satisfeito com a atuação da Garay. Se ela não se recuperar logo, periga perder o posto. Eu até gostei do desempenho dela hoje no primeiro set, mas ainda está longe do melhor que pode apresentar. A Garay parece estar com menos explosão e potência. Será cansaço? 


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Demais resultados da 1ª rodada da 2ª fase:

Grupo E

Rep. Dominicana 3x2 Bélgica

Croácia 3x2 Japão

Itália 3x1 Azerbaijão

China 3x0 Alemanha

- A China continua sobrando nesta chave. Já o Japão... Mais uma derrota inesperada. A Rep. Dominicana perdeu a oportunidade de conseguir 3 pontos. Encaminhava bem a vitória por 3x0, mas permitiu a recuperação belga. A disputa está boa nesse grupo. Ao contrário do que imaginei, está até mais equilibrado do que o brasileiro. Dominicanas, japonesas e italianas devem se engalfinhar por duas vagas.

 
Grupo F

Sérvia 3x0 Holanda

EUA 3x1 Turquia

Rússia 3x1 Bulgária 


5 comentários:

Welmer Sales disse...

Realmente, Laura, parece que Zé está insatisfeito com o desempenho da Garay em quadra mesmo ela tendo se apresentado melhor que nos iniciais. Mas se depender do desempenho da Natália em quadra, Garay não irá perder a titularidade.

É incrível como a Natália caiu de rendimento. Desde que ela voltou de contusão ela não tem mostrado nem 1/5 do vôlei que ela jogava antes de ter se afastado das quadra. Hoje a Natália não é aquela atacante que nos acostumamos a ver na época em ela jogava em Osasco e nem é um diferencial no fundo de quadra, por isso acho difícil que ela consiga conquistar a titularidade. Como a Ana Tiemi não se afirmou na seleção, acho que a Natália resolveu tomar pra si o título de eterna promessa. Gostaria e torço para que voltasse a jogar aquele voleibol que ela mostrou no início de sua carreira, mas infelizmente acho que isso não irá acontecer.

Zé Henrique disse...

Acho que a Garay ainda é titular - menos por seus méritos e mais pela inoperância da Natália dos dias atuais.
Em tempo: Sou MUITO fã da Garay e acho que ela se recupera.
Está me dando a impressão que a seleção tem jogado com o freio de mão puxado, se poupando para os clássicos com EUA e Rússia.
Acho que nesses dois jogos aparecerá o melhor do Brasil.
Assim espero.

MArcos Pontes disse...

Eu gosto muito da Garay e sei que ela não está jogando no seu melhor. Mas percebi uma coisa e quero ver se vcs notaram isso ou é coisa da minha cabeça! Até a fase do Brasil do Grand Prix, a Garay era a maior pontuadora da seleção, uma das únicas jogadoras que estavam atuando em alto nível. No a partir dos jogos no Ibirapuera a Dani começou a optar por Sheila e Jaque, e passou a botar só bolas muito ruins para a Garay. Simplesmente parou de acionar a Garay, que só recebia boas bolas quando a Fabiola entrava na inversão. Se vc tem uma jogadora com o potencial ofensivo como o da Garay, vc não pode simplesmente abandonar essa opção. Agora vejao que ela está sem confiança, mas a Dani não tenta recuperá-la, apenas repete o que vem fazendo, ultima opção, bola lenta e longe da rede, ai fica difícil ganhar moral de novo com o bloqueio sempre montado. Ela espreme a bola entre a central na china e a sheila na saída, ao invés de jogar na maior distancia com a Garay, mesmo com a central adversária presa na saída. Enfim, não sei o que se passa de verdade mas essa é a observação que fiz. Acho que se for pra Natalia ou Gabi entrarem, que entrem e deem conta do recado, pois estão ali porque são excelente atletas, mas ao meu ver ou a Dani ta queimando a Garay ou não sabe o que faz mesmo!

Laura disse...

É verdade, a Natália não tem feito por merecer a titularidade. A Gabi estaria mais em condições.

Zé Henrique, também sou fã da Garay. Ela me fez mudar totalmente meu conceito sobre ela. No início, achava q ela não era jogadora de seleção.

Espero também que a seleção esteja só se poupando. Os jogos contra Rússia e EUA vão nos dar a real do Brasil.

Marcos, também acho que parte da responsabilidade da queda de desempenho da Garay está nas mãos da Dani Lins. Ela tem recebido bolas lentas, que saem da sua característica.

Zé Henrique disse...

Eu acompanho volei somente da olimpiada de Londres para cá.
Fiquei fã da seleção feminina naquela campanha - especialmente no jogo contra a Rússia.
Portanto a Garay que conheci já era a super Garay.

PS: Deve ser terrível ser levantadora, tem que agradar todo mundo. :-)