sábado, 27 de setembro de 2014

Mundial: Brasil 3x2 Turquia


Mantendo a tradição, errei meu pitaco do último post. Afirmei, super confiante, que o Brasil ganharia com facilidade da Turquia.

Pois errei feio, mas não tanto quanto o Brasil nesta partida.

Novamente a seleção brasileira travou contra a Turquia. Pelo jeito, a derrota no GP não serviu para nenhum aprendizado.

Mais uma vez as turcas fizeram o trabalho de casa muito bem feito: saque forçado e marcação cerrada no bloqueio e defesa. Mas e o Brasil? Por que é tão difícil para as bicampeãs olímpicas imporem pressão ao time turco?

É esta a minha maior preocupação.


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Sim, tivemos problemas técnicos e táticos importantes. O passe foi o principal deles. A Turquia conseguiu atingir nossa melhor passadora, a Jaqueline. Ela errou em momentos delicados do jogo, como no final do segundo set. E, sabemos, a Jaque define a estabilidade do time.

A Dani Lins também não fez uma boa atuação. Teve méritos ao correr atrás do passe e consertar as bolas, mas faltou clareza em algumas distribuições. Insistiu com as centrais pelas pontas e fez más escolhas em outras oportunidades.

Apesar de tudo isso, o mais preocupante é a falta de agressividade e inteligência da seleção quando joga contra a Turquia. Vai ser sempre assim agora quando enfrentarmos as turcas? O Brasil vai aceitar facilmente a sua marcação e não revidar?

Não tiro méritos da Turquia, que soube ler o time brasileiro muito bem. Mas o Brasil tem condições e recursos para também explorar os pontos fracos do adversário. O maior e mais claro exemplo disso é o nosso saque, que demorou demais para incomodar a recepção turca.

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Ao menos, ao contrário do que aconteceu no GP, o Zé Roberto lançou mão das substituições nos momentos certos. A entrada da Gabi no segundo set foi importante e ela foi certeira quando entrou para sacar. Assim também foi a inversão 5x1. Fabíola e Tandara foram muito bem. 

E o bloqueio, mais uma vez, salvou o Brasil. Principalmente os da Fabiana, que foram decisivos no quarto e quinto sets. É um recurso que, como diria Rita Cadillac, "é bom para o moral". Quando engrenou, foi o que colocou o time no jogo e assustou a Turquia. No total, quase um set: 24 pontos.

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Acho que vale fazer uma observação sobre a Garay, que foi decisiva no saque, mas, no geral, teve uma atuação discreta na partida de hoje. Discreto também tem sido o seu desempenho até aqui no Mundial. E não é nem o passe que a tem prejudicado. Ela está com dificuldade de pontuar no ataque. Até contra o Canadá ela suou para colocar a bola no chão.

Não sei identificar se é um problema individual ou de arranjo com a Dani Lins. O que sei é que a Sheilla precisa de uma companhia mais eficiente no ataque e que a Garay pode jogar muito mais do tem apresentado.

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Demais resultados da 4ª rodada:


Grupo A

República Dominicana 3x1 Argentina

Croácia 3x1 Tunísia

Itália 3x1 Alemanha

- O Marco Bonitta não tem receio de trocar seu time titular quando a coisa desanda. Logo no primeiro set trocou sua oposto e ponteira para tentar travar a vitória alemão. O set foi perdido, mas a partida não.


Grupo B

Sérvia 3x1 Canadá

Bulgária 3x0 Camarões 


Grupo C

EUA 3x0 Tailândia

Cazaquistão 3x0 México

Rússia 3x1 Holanda

- Se o Brasil sofreu com a Turquia, a Rússia penou – em menor grau – com a Holanda. As holandesas entraram muito forte no saque e contaram com muitos errros russos. Mas, assim como a Turquia, a Holanda cometeu erros quando não podia: no caso, no quarto set, quando tinham chances de fazer 2x1 na partida. A seleção holandesa tem feito um bom papel no Mundial. Fez bem o básico, venceu por 3x0 os adversários mais fáceis; e complicou as potências, tirando sets de Rússia e EUA.


Grupo D

China 3x0 Cuba

Japão 3x0 Porto Rico

Bélgica 3x0 Azerbaijão 



3 comentários:

Zé Henrique disse...

A única coisa boa de hoje é que mesmo jogando muito mal a seleção ganhou. No dia que joga então...
Dani Lins de fato foi bem mau e mesmo assim fez ponto de ice, de bloqueio e de bola de segunda.
Ou seja, dias melhores virão.
Além do que jogos assim em início de competição costumam ser proveitosos como lição.

Zé Henrique disse...

Ahh, Laura, muito boa a tirada com a Cadillac. Rsrsrsrs

Welmer Sales disse...

Bom dia, Laura e amigos!

Faz tempo que não comento por aqui, mesmo acompanhando o blog durante esse tempo.E agora resolvi deixar a minha opinião sobre a partida mais complicada das meninas até agora.

Bem, não vi o jogo ao vivo, estava acompanhando o jogo pelo twitter e consegui acompanhar até quando a Turquia abriu 2x0, enquanto estava acompanhando a partida, ficava imaginando o que estava acontecendo para a Turquia ter aberto 2x0, já que eu assim como você, Laura, imaginava uma vitória mais tranquila da seleção. Quando soube do resultado fiquei mais tranquilo, pois seria complicado levar para a próxima fase um 3x0, um 3x1 ou um 3x2 contra.

Acabei de ver o vt e o que posso dizer é que estou surpreso com o quanto que o saque turco tem incomodado a recepção Brasileira. Aliado a esse problema contamos também com uma atuação abaixo da média da Dani. Além disso nos dois primeiros sets as turcas estavam jogando soltas e as brasileiras não estavam conseguindo marcá-las, pra se ter noção até a Seda jogou bem, até a Seda! Em condições normais de temperatura e pressão, ela é no máximo mediana.

Passado o sufoco dos 2 primeiros, o Brasil se encontrou principalmente no bloqueio e com a ajuda da inversão no último set as meninas conseguiram reverter uma situação difícil e saíram de quadra com mais uma vitória.

P.S.: Alguém viu a Garay em quadra nesses primeiros jogos do Mundial? É incrível como ela tem tido dificuldade de pontuar, parece até que eu tô vendo a Sassá em quadra, não consegue virar uma bola no ataque e só faz ponto de saque. É preciso que ela melhore, pois com certeza iremos precisar dela mais a frente no campeonato.