Elenco escalado


Estamos nos aproximando do início do Mundial feminino e vamos tentar recuperar o tempo perdido comentando a definição de alguns elencos.

A começar, claro, pela seleção brasileira.

Felizmente o Zé Roberto não surpreendeu e cortou a Ana Tiemi. Não faria sentido algum, optando por levar duas levantadoras, que ela estivesse entre as 14. Podemos questionar porque ela não foi testada, isso sim. De qualquer forma, acho a opção pela experiência da Fabíola mais acertada.

O corte da Andreia era previsto, como já havíamos comentado ainda na disputa do Grand Prix. Nas oportunidades que teve, não correspondeu. Agora, a escolha por cortar a Monique me surpreendeu. O Zé Roberto demonstrava gostar do seu estilo de jogo.

Entendo que tanto Natália como Tandara podem compor o grupo como oposto reserva da Sheilla, mas a presença da Monique seria, na verdade, uma garantia de uma jogadora mais técnica, o que falta no grupo atual.

Mesmo não sendo fã da gêmea e contestando a sua convocação, acho que ela fez por merecer um espaço neste grupo. Mostrou mais resultado do que a Natália, por exemplo. Sei que a Natália dá mais esperanças de atuações fora de série, o que não se pode dizer da Monique, que se caracteriza mais pela regularidade. Mas até quando vamos esperar aquela Natália do último Mundial? 


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A opção por manter a Ana Carolina, ao meu ver, está mais ligada ao fato de ter um reforço no bloqueio, complementando a Adenízia, que é mais forte no ataque. A Carol entrou bem para cumprir esta função no GP, quase ajudou a mudar a história do jogo contra a Turquia na fase final. Imagino que o Zé deva escolher cada central para compor o banco dependendo do adversário, assim como fez no GP.

No fim, acho que teremos, mais do que nunca, um grupo bastante restrito às sete titulares. O Zé Roberto não tem mostrado muita inclinação para usar as reservas, mesmo quando a situação está periclitante. E temos uma distância enorme de qualidade e experiência entre as titulares e reservas. Nenhuma do banco está em condições de incomodar à titularidade das jogadoras principais tampouco dar dor de cabeça para o treinador. 


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Estados Unidos

Os EUA vão ter o reforço da Kristin Hildebrand (a nossa Richards) e da central Harmotto. Ótimo que Hodge e Hooker resolveram iniciar suas próprias famílias e se dedicarem a elas durante o Mundial. Hodge está grávida e Hooker está com o foco no seu bebê. Mesmo sem elas, os EUA ainda são um forte adversário, principalmente para o Brasil. O jogo norte-americano encaixa com o nosso. Mas se Hodge e Hooker estivessem no elenco, os EUA seriam o principal adversário brasileiro neste Mundial – cargo ocupado agora pela...

Rússia
Ao menos uma boa notícia para compensar a volta da Gamova: Sokolova não irá disputar o Mundial. Acho que está aí, novamente, nosso principal adversário no Mundial.

Sérvia

Ao que tudo indica, Sanja Malagurski está fora do Mundial. O elenco perde em técnica. Sim, ela não é nenhuma maravilha neste quesito, principalmente se usarmos como parâmetro jogadoras brasileiras. Mas dentro do grupo do sérvio - tendo ao seu lado, por exemplo, a Mihajlovic - ela tem esse diferencial. 

Itália

As donas da casa estão a um corte para definir o elenco, depois das dispensas da levantadora Malinov e da central Bonifacio. Marco Bonitta deve cortar uma levantadora. A disputa está entre a Francesca Ferretti e Noemi Signorile. O importante mesmo, neste caso, é que a Lo Bianco voltou ao grupo. A Itália, como sempre, se apoiando nas suas “velhinhas”. É um bom reforço, ainda mais depois da contusão da Ferretti. Mas o problema italiano é maior do que somente a levantadora. Falta ataque, definição. Talvez a saída da Tai Aguero e, por consequência, o retorno da Carolina Costagrande possa dar um fôlego neste sentido. Mesmo a argentina não estando na melhor fase, tem potencial para crescer na competição. 



Comentários

Anônimo disse…
Gentem, Itália jogando em casa e com a volta das estrelíssimas craques de bola Costagrande, Lo Bianco e Cardullo ao time junto de Del Core, Piccinini, Centoni e Arrighetti torna-se favoritíssima ao título mundial. Timaço, é a equipe a ser batida nesse mundial.
Zé Henrique disse…
Monique teve méritos mesmo para estar no Mundial.
Mas a vida é tudo, menos justa.
Fabíola também merecia estar na olimpíada...
O critério de justiça fica bem para repartição pública.
No esporte, na arte, o talento e uma ou outra questão subjetiva não pode ser deixada de lado.
Caso contrário você vira um Dunga da vida. Um cara obtuso.

PS: A mais gata é Dani Lins. :-)))
Anônimo disse…
É pra lá de INSANO o JAPÃO jogar sem a SANO!!!
A melhor líbero do mundo da atualidade,MVP do GRAND PRIX,que com suas atuações memoráveis levou o JAPÃO À PRATA do GRAND PRIX está fora do MUNDIAL???
O CAMPEONATO MUNDIAL perde muito em não poder contar com o espetáculo da acrobática SANO, realmente INSANO!!!