sábado, 9 de agosto de 2014

GP - Brasil 3x0 Rússia


Está difícil achar algum time capaz de bater o Brasil neste início de Grand Prix. A seleção está num nível de preparação bem mais avançado do que as demais que disputam o torneio.

Contra Rússia, novamente o Brasil foi muito bem. Fica difícil apontar um destaque quando se tem um conjunto tão bem equilibrado. Ainda assim, quero ressaltar a atuação da Thaisa nesta partida. Ela foi fundamental no momento mais crítico para a seleção, que foi no segundo set.

A Rússia tomou a frente no placar com a relaxada no saque e o mau aproveitamento dos contra-ataques do Brasil. Mas perdeu esta vantagem por dois motivos: os erros que cometeu e o desempenho decisivo da Thaisa no bloqueio. Ela matou três ataques russos quase que na sequência e a seleção virou o set. 

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É curioso que, no segundo set, a Rússia tenha se destacado na defesa e o Brasil no bloqueio. Uma inversão do que costumam ser os pontos fortes de cada equipe. Aliás, o bloqueio russo praticamente inexistiu, o que se pode colocar na conta da Dani Lins, com uma distribuição homogênea e bolas velozes.

Outro ponto positivo deste confronto foi os poucos erros cometidos pelo ataque do Brasil. No saque, mesmo forçando, a seleção tem tido um bom aproveitamento. O problema estava, nas outras partidas, nos desperdícios de ataque e contra-ataque. Hoje, a seleção deu poucos pontos de graça ao adversário e, quando errou, não foi nos momentos decisivos – o que mostrou uma boa resposta do grupo à pressão. No caso, a Rússia é que falhou quando sentiu a ofensiva brasileira.

Agora, não vamos achar que esta partida diz algo sobre o Mundial. A Rússia nunca deu bola para o Grand Prix e não vai ser agora que vai levá-lo a sério. No Mundial, a história vai ser outra. Ali vamos ter a Goncharova realmente em quadra e - o mais temido - a volta da Gamova. 


2 comentários:

Anônimo disse...

Goncharova seus gritinhos nao adiantaram de nada. Beijinho no ombro p vc querida.

Anônimo disse...

O grande diferencial do Brasil esta sendo a excelente linha de passe, que esta permitindo a levantadora criar e abusar das nossas centrais e das chutadas nas ponta, deixando a oposto para os momentos mais criticos. Como nao esta havendo momentos criticos, ate agora, nossa oposto Sheilla nao precisa ser sobrecarregada.
Laura, vc esta certissima, esta muito dificil achar uma selecao capaz de vencer o Brasil, pq as outras tem destaques individuais e pontos fracos em outras posicoes. O ponto fraco do Brasil estava sendo o passe nos amistosos contra os EUA, q foi resolvido com a volta de Jac tornando a selecao homogenea!
Para tentar fazer frente ao Brasil, escalaria a seguinte selecao:
Ponteiras-passadoras: KIM YEON KONG, CAROLINA COSTAGRANDE
CENTRAIS: STEPHANIE KARG e CRISTIANE FURST
LEVANTADORA: TOMKOM NOOTSARA
LIBERO: BRENDA CASTILLO
OPOSTA: NADIA CENTONI